ESTÂNCIA X. — (Continuação.)

40. ENTÃO A TERCEIRA E A QUARTA (raças) TORNARAM-SE ALTAS COM ORGULHO.

NÓS SOMOS OS REIS, NÓS SOMOS OS DEUSES (a).

41. TOMARAM ESPOSAS BELAS DE SE VER. ESPOSAS DOS "SEM MENTE", OS DE CABEÇA ESTREITA.

GERARAM MONSTROS, DEMÔNIOS PERVERSOS, MACHOS E FÊMEAS.

TAMBÉM KHADO (Dakini) COM POUCA MENTE (b).

42. CONSTRUÍRAM TEMPLOS PARA O CORPO HUMANO.

MACHO E FÊMEA ELES ADORARAM (c). ENTÃO O TERCEIRO OLHO NÃO AGIU MAIS (d).

(a) Tais foram os primeiros homens verdadeiramente físicos, cuja primeira característica foi — o orgulho! É a Terceira Raça e os gigantescos atlantes, cuja

A DOUTRINA SECRETA.

memória perdurou de uma geração e raça para outra geração e raça até os dias de Moisés, e que encontrou uma forma objetiva naqueles gigantes antediluvianos, aqueles terríveis feiticeiros e magos, dos quais a Igreja Romana preservou lendas tão vívidas e ao mesmo tempo distorcidas.

Aquele que leu e estudou os Comentários sobre a doutrina arcaica reconhecerá facilmente em alguns atlantes os protótipos dos Ninrodes, os Construtores da Torre de Babel, os hamitas, e todos esses *tutti quanti* de "memória amaldiçoada", como a literatura teológica o expressa: daqueles, em suma, que forneceram à posteridade os tipos ortodoxos de Satã.

E isso nos leva naturalmente a indagar sobre a ética religiosa dessas raças primitivas, por mais míticas que possam ser.

Qual era a religião da Terceira e da Quarta Raças? Na acepção comum do termo, nem os lemurianos, nem ainda sua progênie, os lemuro-atlantes, tinham alguma, pois não conheciam dogma, nem tinham de crer pela fé.

Não bem o olho mental do homem se abriu para o entendimento, a Terceira Raça sentiu-se una com o sempre presente como o sempre a ser desconhecido e invisível TODO, o único Deus Universal.

Dotados de poderes divinos, e sentindo em si mesmos seu Deus interior, cada um sentia que era um Homem-Deus em sua natureza, embora um animal em seu Ser físico.

A luta entre os dois começou desde o próprio dia em que provaram do fruto da Árvore da Sabedoria; uma luta pela vida entre o espiritual e o psíquico, o psíquico e o físico.

Aqueles que conquistaram os princípios inferiores obtendo domínio sobre o corpo, uniram-se aos "Filhos da Luz". Aqueles que caíram vítimas de suas naturezas inferiores, tornaram-se escravos da Matéria.

Dos "Filhos da Luz e da Sabedoria", eles acabaram por se tornar os "Filhos das Trevas". Haviam caído na batalha da vida mortal com a Vida imortal, e todos aqueles que assim caíram tornaram-se a semente das futuras gerações de Atlantes. No alvorecer de sua consciência, o homem da Terceira Raça Raiz não tinha, portanto, crenças que pudessem ser chamadas de religião.

Isto é, ele era tão ignorante das "religiões alegres, cheias de pompa e ouro" quanto de qualquer sistema de fé ou adoração externa.

Mas se o termo for definido como a união das massas em uma forma de reverência prestada àqueles que sentimos superiores a nós, de piedade — como um sentimento expresso por uma criança em relação a um pai amado — então até mesmo os primeiros Lemurianos tinham uma religião — e uma das mais belas — desde o próprio início de sua vida intelectual.

Não tinham eles seus deuses brilhantes dos elementos ao redor

Tornaram-se assim em direção ao seu fim, como nós (a quinta) estamos rapidamente nos tornando agora.

A ERA DE OURO.

deles, e até mesmo dentro de si mesmos? Não foi sua infância passada com, amamentada e cuidada por aqueles que lhes deram vida e os convocaram à vida inteligente e consciente? Estamos certos de que assim foi, e acreditamos nisso. Pois a evolução do Espírito para a matéria nunca poderia ter sido alcançada; nem teria recebido seu primeiro impulso, se os brilhantes Espíritos não tivessem sacrificado suas respectivas essências superetéreas para animar o homem de barro, dotando cada um de seus princípios internos com uma porção, ou melhor, um reflexo dessa essência.

Os Dhyanis dos Sete Céus (os sete planos do Ser) são os NÚMENOS dos Elementos atuais e futuros, assim como os Anjos dos Sete Poderes da natureza — cujos efeitos mais grosseiros são percebidos por nós no que a Ciência se agrada em chamar de "modos de movimento" — as forças imponderáveis e o que mais — são os númenos ainda mais elevados de Hierarquias ainda mais elevadas.

Foi a "Era de Ouro" naqueles dias antigos, a era em que "os deuses caminhavam pela terra e se misturavam livremente com os mortais". Desde então, os deuses partiram (isto é, tornaram-se invisíveis), e as gerações posteriores acabaram por adorar seus reinos — os Elementos.

Foram os atlantes, a primeira progênie do homem semidivino após sua separação em sexos — portanto, os primogênitos e mortais nascidos humanamente — que se tornaram os primeiros "sacrificadores" ao deus da matéria.

Eles permanecem no passado distante e obscuro, em eras mais que pré-históricas, como o protótipo sobre o qual o grande símbolo de Caim foi construído, como os primeiros antropomorfistas que adoraram a forma e a matéria.

Esse culto degenerou muito cedo em autoadoração, e daí conduziu ao falicismo, ou àquilo que reina supremo até hoje nos simbolismos de toda religião exotérica de ritual, dogma e forma.

Adão e Eva tornaram-se matéria, ou forneceram o solo; Caim e Abel — este último o solo portador de vida, aquele "o cultivador desse chão ou campo".

Assim, as primeiras raças atlantes, nascidas no continente lemuriano, separaram-se de suas tribos mais antigas em justos e injustos; naqueles que adoravam o único Espírito invisível da Natureza, cujo raio o homem sente dentro de si — ou os panteístas — e naqueles que ofereciam culto fanático aos Espíritos da Terra, os sombrios Poderes cósmicos e antropomórficos, com os quais firmaram aliança.

Estes foram os primeiros Gibborim, "os homens poderosos e renomados naqueles

Estes últimos são, quando muito, usados por eles como veículos e materiais nos quais se revestir.

. . Caim foi o sacrificador, como mostrado primeiro no cap.

iv. do Gênesis, de "o fruto da terra", da qual ele foi o primeiro cultivador, enquanto Abel "trouxe dos primogênitos do seu rebanho" ao Senhor.

Caim é o símbolo da primeira humanidade masculina, Abel da primeira humanidade feminina, sendo Adão e Eva os tipos da terceira raça.

(Veja "O Mistério de Caim e Abel".) O "assassinato" é derramamento de sangue, mas não tirar a vida.


dias" (Gên.

vi.); que se tornam com a Quinta Raça os Kabirim: Kabiri entre os egípcios e os fenícios, Titãs entre os gregos, e Rákshasas e Daityas entre as raças indianas.

Tal foi a origem secreta e misteriosa de todas as religiões subsequentes e modernas, especialmente do culto dos hebreus posteriores ao seu deus tribal.

Ao mesmo tempo, essa religião sexual estava intimamente ligada, baseada e mesclada, por assim dizer, com os fenômenos astronômicos.

Os Lemúrios gravitavam em direção ao Polo Norte, ou o Céu de seus Progenitores (o Continente Hiperbóreo); os Atlantes, em direção ao Polo Sul, o abismo, cósmica e terrestremente — de onde sopram as paixões ardentes, lançadas em furacões pelos Elementais cósmicos, cuja morada é esse lugar. Os dois polos foram denominados, pelos antigos, Dragões e Serpentes — daí os Dragões e Serpentes bons e maus, e também os nomes dados aos "Filhos de Deus" (Filhos do Espírito e da Matéria): os Magos bons e os maus.

Esta é a origem da natureza dual e tríplice no homem.

A lenda dos "Anjos Decaídos", em sua significação esotérica, contém a chave das múltiplas contradições do caráter humano; aponta para o segredo da autoconsciência do homem; é a cantoneira sobre a qual gira todo o seu ciclo de vida — a história de sua evolução e crescimento.

De uma compreensão firme dessa doutrina depende o correto entendimento da antropogênese esotérica.

Ela fornece uma pista para a questão vexatória da Origem do Mal; e mostra como o próprio homem é o separador do UNO em vários aspectos contrastantes.

O leitor, portanto, não se surpreenderá se um espaço considerável for dedicado, em cada caso, a uma tentativa de elucidar esse assunto difícil e obscuro.

Muito deve necessariamente ser dito sobre seu aspecto simbólico; porque, ao fazê-lo, são dadas pistas ao estudante atento para suas próprias investigações, e mais luz pode assim ser sugerida do que é possível transmitir nas frases técnicas de uma exposição filosófica mais formal.

Os "Anjos Decaídos", assim chamados, são a própria Humanidade.

O Demônio do Orgulho, da Luxúria, da Rebelião e do Ódio nunca teve existência alguma antes do aparecimento do homem físico consciente.

É o homem quem gerou, nutriu e permitiu que o demônio se desenvolvesse em seu coração; ele, novamente, quem contaminou o deus interior em si mesmo, ligando o espírito puro ao demônio impuro da matéria.

E, se o ditado cabalístico "Demon est Deus inversus" encontra sua corroboração metafísica e teórica na natureza dual manifestada, sua aplicação prática é encontrada somente na Humanidade.

Assim, tornou-se agora evidente que, postulando nós (a) o aparecimento do homem antes do de outros mamíferos, e mesmo antes das eras dos enormes répteis; (b) dilúvios periódicos e períodos glaciais devido à perturbação cármica do eixo; e principalmente (c) o nascimento do homem

NÃO HÁ DEMÔNIOS FORA DA HUMANIDADE.

de um Ser Superior, ou o que o materialismo chamaria de um Ser sobrenatural, embora seja apenas super-humano — é evidente que os nossos ensinamentos têm muito poucas chances de uma audiência imparcial.

Acrescente-se a isso a afirmação de que uma parte da Humanidade na Terceira Raça — todos aqueles Mônadas de homens que haviam alcançado o mais alto ponto de Mérito e Carma no Manvantara precedente — devia suas naturezas psíquica e racional a Seres divinos que se hipostasiavam em seus quintos princípios, e a Doutrina Secreta deve perder prestígio aos olhos não apenas do materialismo, mas até mesmo do cristianismo dogmático.

Pois, assim que este último souber que esses anjos são idênticos aos seus Espíritos "Decaídos", o tenet esotérico será proclamado terrivelmente herético e pernicioso. O homem divino habitava no animal e, portanto, quando a separação fisiológica ocorreu no curso natural da evolução — quando também "toda a criação animal foi desunida", e os machos foram atraídos para as fêmeas — essa raça caiu: não porque comeram do fruto do Conhecimento e conheceram o bem e o mal, mas porque não conheciam nada melhor.

Impulsionadas pelo instinto criativo assexuado, as primeiras sub-raças haviam evoluído uma raça intermediária na qual, como sugerido nas Estâncias, os Dhyan-Chohans superiores haviam encarnado.

"Quando tivermos verificado a extensão do Universo e aprendido a conhecer tudo o que nele existe, multiplicaremos a nossa raça," respondem os Filhos da Vontade e do Yoga aos seus irmãos da mesma raça, que os convidam a fazer como eles fazem. Isso significa que os grandes Adeptos e ascetas Iniciados "multiplicarão", i.e., mais uma vez produzirão Filhos imaculados nascidos da Mente — na Sétima Raiz-Raça.

Assim está declarado nos Purânas; no Adi Parvan (p. 115) e no Brahmâ Purâna, etc.

Em uma parte do Pushkara Mahatmya, além disso, a separação dos sexos é alegorizada por Daksha, que, vendo que sua progênie nascida da vontade (os "Filhos do Yoga passivo"), não criará homens, "converte metade de si mesmo em uma fêmea pela qual ele gera filhas", as futuras fêmeas da Terceira Raça que geraram os gigantes da Atlântida,

Contudo, Buddhi per se, estando tão próxima do Absoluto, é apenas consciência latente.

Esta é a "raça imortal" como é chamada no Esoterismo, e exotericamente a geração infrutífera da primeira progênie de Daksha, que amaldiçoa Narada, o divino Rishi, acusado de ter dissuadido os Haryaswas e os Sabalâswas, os filhos de Daksha, de procriar sua espécie, dizendo "Nasce no ventre; não haverá um lugar de descanso para ti em todas estas regiões"; depois disso, Narada, o representante dessa raça de ascetas infrutíferos, é dito que, tão logo morre em um corpo, renasce em outro.


a Quarta Raça, assim chamada.

No Vishnu Purâna é simplesmente dito que Daksha, o pai da humanidade, estabeleceu a relação sexual como o meio de povoar o mundo.

Felizmente para a raça humana, a "Raça Eleita" já havia se tornado o veículo de encarnação dos mais elevados Dhyanis (intelectual e espiritualmente) antes que a Humanidade se tornasse bastante material.

Quando as últimas sub-raças — exceto algumas das mais baixas — da Terceira Raça pereceram com o grande Continente Lemúria, "as sementes da Trindade da Sabedoria" já haviam adquirido o segredo da imortalidade na Terra, esse dom que permite à mesma grande personalidade passar ad libitum de um corpo desgastado para outro.

(b) A primeira guerra que a Terra conheceu, o primeiro sangue humano derramado, foi o resultado de os olhos e sentidos do homem terem sido abertos; o que o fez ver que as filhas de seus Irmãos eram mais belas que as suas, e também suas esposas.

Raptos foram cometidos antes do das Sabinas, e Menelaus roubados de suas Helenas antes do nascimento da Quinta Raça.

Titãs ou gigantes eram os mais fortes; seus adversários, os mais sábios.

Isso ocorreu durante a Quarta Raça — a dos gigantes.

Pois "havia gigantes" nos dias antigos, de fato, e a série evolutiva do mundo animal é uma garantia de que o mesmo ocorreu dentro das raças humanas.

Ainda mais abaixo na ordem da criação, encontramos testemunhas do mesmo na flora, caminhando pari passu com a fauna no que diz respeito ao tamanho.

As graciosas samambaias que coletamos e secamos entre as folhas de nossos volumes favoritos são descendentes das gigantescas samambaias que cresceram durante o período carbonífero.

Escrituras e fragmentos de obras filosóficas e científicas — em suma, quase todo registro que chegou até nós da antiguidade — contêm referências a gigantes.

Ninguém pode deixar de reconhecer os atlantes da Doutrina Secreta nos Râkshasas de Lanka — os oponentes conquistados por Rama.

Seriam esses relatos nada mais que produto de fantasia vazia? Dediquemos alguns momentos de atenção ao assunto.

Donnelly cita a Historia Antigua de la Nueva Espana, do Padre Duran, de 1885, na qual um nativo de Cholula, um centenário, explica a construção da grande pirâmide de Cholula dizendo o seguinte: "No início, antes que a luz do Sol tivesse sido criada, esta terra (Cholula) estava em obscuridade e trevas... mas imediatamente após a luz do Sol surgir no Oriente, apareceram homens gigantescos... que construíram a referida pirâmide, sendo seus construtores dispersos depois disso para todas as partes da Terra." "Grande parte da história centro-americana é ocupada pelos feitos de uma antiga raça de gigantes chamados Quinanes", diz o autor de "Atlantis" (p. 204).

OS GIGANTES.

SÃO OS GIGANTES UMA FICÇÃO?

Aqui, novamente, entramos em colisão com a Ciência.

Esta última nega, até agora, que o homem tenha sido alguma vez muito maior do que a média dos homens altos e poderosos que encontramos ocasionalmente hoje.

O Dr. Henry Gregor denuncia tais tradições como baseadas em fatos mal digeridos.

Exemplos de julgamentos equivocados são apresentados.

Assim, em 1613, em uma localidade chamada desde tempos imemoriais de "Campo dos Gigantes" no Baixo Delfinado (França, a quatro milhas de St. Romans), ossos enormes foram encontrados profundamente enterrados no solo arenoso.

Foram atribuídos a restos humanos, e até mesmo a Teutobochus, o chefe teutão morto por Mário.

Mas as pesquisas posteriores de Cuvier provaram serem eles os restos fósseis do Dinotherium giganteum, da família das antas, com pés de comprimento.

Apontam-se edifícios antigos como evidência de que nossos primeiros ancestrais não eram muito maiores do que nós, sendo as portas de entrada de tamanho não maior do que as de hoje.

O homem mais alto da antiguidade que conhecemos foi o Imperador Romano Máximo, nos dizem, cuja altura era de apenas sete pés e meio.

No entanto, em nossos dias modernos, vemos todos os anos homens mais altos do que esse.

O húngaro que se exibiu no London Pavilion tinha quase 9 pés de altura.

Na América, foi exibido um gigante de 9 pés e meio; o montenegrino Danilo tinha 8 pés e 7 polegadas.

Na Rússia e na Alemanha, vê-se frequentemente homens das classes mais baixas com mais de 7 pés.

E como aos teóricos do macaco é dito pelo Sr. Darwin que as espécies de animais resultantes do cruzamento "sempre traem uma tendência a reverter ao tipo original", eles deveriam aplicar a mesma lei aos homens.

Se não houve gigantes como regra nos tempos antigos, não haveria nenhum agora.

Tudo isso se aplica apenas ao período histórico.

E se os esqueletos das eras pré-históricas falharam até agora (o que é positivamente negado) em provar inegavelmente, na opinião da ciência, a afirmação aqui apresentada, é apenas uma questão de tempo.

Além disso, como já foi dito, a estatura humana pouco mudou desde o último ciclo racial.

Os Gigantes de outrora estão todos enterrados sob os Oceanos, e centenas de milhares de anos de atrito constante pela água reduziriam a pó e pulverizariam um esqueleto de bronze, muito mais um esqueleto humano.

Mas de onde vem o testemunho de escritores clássicos bem conhecidos, de filósofos e de homens que, de outra forma, nunca tiveram a reputação de mentir? Lembremo-nos, além disso, de que antes do ano de 1847, quando Boucher de Perthes o impôs à atenção da Ciência, quase nada se sabia do homem fóssil, pois a arqueologia complacentemente ignorava sua existência.

Dos Gigantes que "existiam na terra naqueles dias" de outrora, somente a Bíblia havia falado aos sábios do Ocidente, sendo o Zodíaco a testemunha solitária convocada para corroborar a afirmação nas pessoas de Atlas ou Órion, cujos ombros poderosos dizem sustentar o mundo.


No entanto, mesmo os "Gigantes" não foram deixados sem suas testemunhas, e pode-se muito bem examinar ambos os lados da questão.

As três Ciências — Geológica, Sideral e Escritural (esta última em seu caráter Universal) — podem nos fornecer as provas necessárias.

Para começar pela geologia; ela já confessou que quanto mais antigos os esqueletos escavados, maiores, mais altos e mais poderosos são em sua estrutura.

Isto já é uma prova certa em mãos.

"Todos esses ossos", escreve Frederic de Rougemont — que, embora acredite piamente demais na arca de Noé e na Bíblia, não deixa de ser uma testemunha científica — "todos esses esqueletos encontrados nos Departamentos de Gard, na Áustria, em Liège, etc., etc.

. . esses crânios que lembram todos o tipo negro.

. . e que, por causa desse tipo, poderiam ser confundidos com animais, pertenceram todos a homens de estatura muito elevada". . . ("Histoire de la Terre," p. 154) O mesmo é repetido por Lartet, uma autoridade, que atribui uma alta estatura àqueles que foram submersos no dilúvio (não necessariamente o "de Noé") e uma estatura menor às raças que viveram posteriormente.

Quanto à evidência fornecida pelos escritores antigos, não precisamos nos deter na de Tertuliano, que nos assegura que em seus dias foram encontrados vários gigantes em Cartago — pois, antes que seu testemunho possa ser aceito, sua própria identidade e existência real teriam que ser comprovadas.

Mas podemos recorrer aos jornais científicos de 1858, que falaram de um sarcófago de gigantes encontrado naquele ano no local dessa mesma cidade.

Quanto aos antigos escritores pagãos — temos a evidência de Filóstrato, que fala de um esqueleto de gigante com vinte e dois côvados de comprimento, bem como de outro de doze côvados, visto por ele mesmo em Sigeu.

Esse esqueleto pode talvez não ter pertencido, como acreditava Protesilau, ao gigante morto por Apolo no cerco de Troia; no entanto, era o de um gigante, assim como aquele outro descoberto por Messecrates de Estire, em Lemnos — "horrível de se ver", segundo Filóstrato (Heroica, p. 35). É possível que o preconceito levasse a Ciência tão longe a ponto de classificar todos esses homens como tolos ou mentirosos?

Plínio fala de um gigante em quem pensou reconhecer Orion, filho de Efialtes (Nat.

Hist., vol.

VII, cap. xvi). Plutarco declara que Sertório viu o túmulo de Anteu, o gigante; e Pausânias atesta a existência real dos túmulos de Astério e de Gerião, ou Hillus, filho de Hércules — todos gigantes, Titãs e homens poderosos.

Finalmente, o Abade Pègues (citado na *Pneumatologie* de de Mirville) afirma em sua curiosa obra sobre "Os Vulcões da Grécia" que "nas proximidades dos vulcões da ilha de Tera, foram encontrados gigantes com crânios enormes, estendidos sob pedras colossais, cuja ereção deve ter exigido

A CRISTANDADE É IDOLATRA.

— o uso, em toda parte, de poderes titânicos, e que a tradição associa, em todos os países, às ideias sobre gigantes, vulcões e magia." (Página 48.)

Na mesma obra acima citada do Abade Pègues, o autor pergunta por que na Bíblia e na tradição os Gibborim (Gigantes, os poderosos), os Refaim, ou os espectros (Fantasmas), os Nefilim, ou os caídos — (*irruentes*) — são mostrados "como se fossem idênticos, embora sejam todos homens, pois a Bíblia os chama de primitivos e poderosos" — e.g., Ninrode.

A "Doutrina" explica o segredo.

Esses nomes, que por direito pertencem apenas às quatro raças precedentes e ao início mais remoto da Quinta, aludem muito claramente às duas primeiras raças Fantasma (astrais); ao caído — a Terceira; e à raça dos Gigantes Atlantes — a Quarta, após a qual "os homens começaram a diminuir de estatura."

Bossuet (*Elevations*, p. 56) vê a causa da subsequente idolatria universal no "pecado original". "Sereis como deuses", diz a serpente do Gênesis a Eva, lançando assim o primeiro germe do culto às falsas divindades.

Daí, pensa ele, veio a idolatria, ou o culto e a adoração de imagens, de figuras antropomorfizadas ou humanas.

Mas, se é nisto que a idolatria se fundamenta, então as duas Igrejas, a grega e especialmente a latina, são tão idólatras e pagãs quanto qualquer outra religião. É somente na Quarta Raça que os homens, que haviam perdido todo o direito de serem considerados divinos, recorreram ao culto do corpo, em outras palavras, ao falicismo.

Até então, eles haviam sido verdadeiramente deuses, tão puros e divinos quanto seus progenitores, e a expressão da serpente alegórica não se refere, como suficientemente demonstrado nas páginas precedentes, de modo algum à queda fisiológica dos homens, mas à aquisição do conhecimento do bem e do mal, conhecimento que lhes chega antes de sua queda.

Não deve ser esquecido que é somente após sua expulsão forçada do Éden que "Adão conheceu Eva, sua mulher" (Gênesis iv.). Não é, contudo, pela letra morta da Bíblia hebraica que verificaremos os princípios da Doutrina Secreta; mas apontaremos, antes, as grandes semelhanças entre as duas em seu significado esotérico.

É somente após sua defecção dos neoplatônicos, que Clemente de Alexandria começou a traduzir gigantes por serpentes, explicando que "Serpentes e Gigantes significam Demônios." (Gênesis, capítulo v.)


Podem nos dizer que, antes de traçarmos paralelos entre nossos princípios e os da Bíblia, temos de mostrar melhores evidências da existência dos gigantes da Quarta Raça do que a referência a eles encontrada em Gênesis.

Respondemos que as provas que damos são mais satisfatórias, de qualquer modo pertencem a uma evidência mais literária e científica do que as do Dilúvio de Noé jamais serão. Mesmo as obras históricas da China estão repletas de tais reminiscências sobre a Quarta Raça.

No Shoo-King (4ª parte, cap.

XXVII, p. 291), qualquer um pode ler na tradução francesa, "Quando os Mao-tse" ("essa raça antediluviana e pervertida," explica o Anotador, "que se retirou nos dias antigos para as cavernas rochosas, e cujos descendentes se diz ainda serem encontrados na vizinhança de Cantão"),

Dotado de uma forma aceita, que ele tem o poder sobrenatural de descartar para assumir outras, ele tem o poder de influenciar o clima, produzindo secas ou chuvas fertilizantes à vontade, de levantar tempestades e acalmá-las.

Volumes poderiam ser compilados a partir das lendas dispersas que por toda parte abundam relacionadas a este assunto.

. . "    Este "ser misterioso" é o Dragão mítico, ou seja, o símbolo do Adepto histórico e real, o mestre e professor das ciências ocultas da antiguidade.

Já foi afirmado em outro lugar que os grandes "magos" da Quarta e Quinta Raças eram geralmente chamados de "Serpentes" e "Dragões" em razão de seus progenitores.

Todos estes pertenciam à hierarquia dos chamados "Dragões de Fogo da Sabedoria", os Dhyan Chohans, correspondendo aos Agnishwatta Pitris, aos Maruts e Rudras em geral, como descendentes de Rudra, seu pai, identificado com o deus do fogo.

Mais é dito no texto.

Agora, Clemente, um neoplatônico iniciado, sabia, naturalmente, a origem da palavra "Dragão", e por que os Adeptos iniciados eram assim chamados, assim como conhecia o segredo de Agathodmon, o Cristo, a Serpente de sete vogais dos Gnósticos.

Ele sabia que o dogma de sua nova fé exigia a transformação de todos os rivais de Jeová, os anjos supostamente rebelados contra aquele Elohim, assim como o Titã-Prometeu se rebelou contra Zeus, o usurpador do reino de seu pai; e que "Dragão" era a designação mística dos "Filhos da Sabedoria"; desse conhecimento veio sua definição, tão cruel quanto arbitrária, "Serpentes e Gigantes significam Demônios", ou seja, não "Espíritos", mas Diabos, na linguagem da Igreja.

 "O que você diria à nossa afirmação de que os chineses — falo dos do interior, o verdadeiro chinês, não da mistura híbrida entre a Quarta e a Quinta Raças que agora ocupa o trono, os aborígenes que pertencem em sua nacionalidade não misturada inteiramente ao mais alto e último ramo da Quarta Raça — alcançaram sua mais alta civilização quando a Quinta mal havia aparecido na Ásia" (Budismo Esotérico, p. 67). E esse punhado de chineses do interior é todo de estatura muito elevada.

Pudessem os mais antigos MSS.

na língua Lolo (a dos aborígenes da China) ser obtidos e traduzidos corretamente, muitas peças de evidência inestimáveis seriam encontradas.

Mas eles são tão raros quanto sua língua é ininteligível.

Até agora, apenas um ou dois arqueólogos europeus conseguiram obter tais obras inestimáveis.

OS SETE JOVENS VIRGENS.

"de acordo com nossos antigos documentos, devido aos engodos de Tchy-Yeoo, perturbara toda a terra, ela se encheu de bandidos.

" O Senhor Chang-ty (um rei da dinastia divina) viu que seu povo havia perdido os últimos vestígios de virtude.

Então ele ordenou a Tehong e Lhy (dois Dhyan Chohans inferiores) que cortassem toda comunicação entre o céu e a terra.

Desde então, não houve mais subir e descer!"

"Subir e descer" significa uma comunicação e intercâmbio sem entraves entre os dois mundos.

Não estando em posição de divulgar uma história completa e detalhada da Terceira e Quarta Raças, muitos fatos isolados a respeito delas, que são permitidos, devem agora ser reunidos; especialmente aqueles corroborados por evidências diretas e também inferenciais encontradas na literatura e na história antigas.

À medida que as "vestes de pele" dos homens se espessaram, e eles caíram cada vez mais no pecado físico, o intercâmbio entre o homem físico e o divino etéreo foi interrompido.

O véu da matéria entre os dois planos tornou-se denso demais até para o homem interior penetrar.

Os Mistérios do Céu e da Terra, revelados à Terceira Raça por seus mestres celestiais nos dias de sua pureza, tornaram-se um grande foco de luz, cujos raios necessariamente se enfraqueceram à medida que se difundiam e se derramavam sobre um solo incongruente, por ser demasiado material.

Com as massas, degeneraram em Feitiçaria, assumindo mais tarde a forma de religiões exotéricas, de idolatria cheia de superstições, e de adoração ao homem, ou ao herói.

Somente um punhado de homens primitivos — nos quais a centelha da Sabedoria divina ardia brilhante, e apenas se fortalecia em intensidade à medida que se tornava cada vez mais tênue a cada era naqueles que a voltavam para propósitos malignos — permaneceram como os eleitos guardiões dos Mistérios revelados à humanidade pelos Mestres divinos.

Houve entre eles aqueles que permaneceram em sua condição Kumárica desde o início; e a tradição sussurra, o que os ensinamentos secretos afirmam, a saber, que esses Eleitos foram o germe de uma Hierarquia que nunca morreu desde aquele período: —

"O homem interior do primeiro apenas muda seu corpo de tempos em tempos; ele é sempre o mesmo, não conhecendo nem descanso nem Nirvana, desdenhando o Devachan e permanecendo constantemente na Terra para a salvação da humanidade..." "Dos sete homens virgens (Kumâra), quatro se sacrificaram pelos pecados do mundo e pela instrução dos

Os "dois mundos" significam, naturalmente, os "dois planos de Consciência e Ser." Um vidente pode comunicar-se com seres de um plano mais elevado do que a Terra, sem deixar sua poltrona.

 Vide supra o Comentário sobre as Quatro Raças — e sobre os "Filhos da Vontade e do Yoga," a progênie imaculada da Terceira Raça Andrógina.


ignorantes, para permanecer até o fim do atual Manvantara.

Embora invisíveis, estão sempre presentes.

Quando alguém diz de um deles, "Ele está morto"; eis que ele está vivo e sob outra forma.

Estes são a Cabeça, o Coração, a Alma e a Semente do conhecimento imortal (Gnyana). Tu nunca falarás, ó Lanoo, destes grandes seres (Maha . . .) diante de uma multidão, mencionando-os por seus nomes.

Somente o sábio compreenderá." . . . (Catecismo das Escolas Internas.)    São estes sagrados "Quatro" que foram alegorizados e simbolizados no "Linga Purâna," que afirma que Vamadeva (Siva) como Kumâra renasce em cada Kalpa (Raça, neste caso), como quatro jovens — quatro, brancos; quatro, vermelhos; quatro, amarelos; e quatro, escuros ou morenos.

Lembremo-nos de que Siva é, por excelência e principalmente, um asceta, o patrono de todos os Yogis e Adeptos, e a alegoria tornar-se-á bastante compreensível.

É o espírito da Sabedoria Divina e do ascetismo casto que encarna nestes Eleitos.

É somente depois de se casar e ser arrastado pelos deuses de sua terrível vida ascética, que Rudra se torna Siva, um deus, e não um dos de tipo muito virtuoso ou misericordioso, no Panteão Hindu.

Acima dos "Quatro" há apenas UM na Terra como nos Céus — esse Ser ainda mais misterioso e solitário descrito no Livro I.

Temos agora de examinar a natureza dos "Filhos da Chama" e da "Sabedoria Obscura," bem como os prós e contras da suposição Satânica.

Tais frases fragmentadas, como as que podem ser decifradas a partir dos fragmentos na tabuleta, que George Smith chama de "a Maldição após a Queda" (ver p. 81 de sua "Narrativa Caldaica do Gênesis"), são, naturalmente, alegóricas; contudo, corroboram aquilo que é ensinado sobre a verdadeira natureza da queda dos anjos em nossos Livros.

Assim, é dito na linha 12 que o "Senhor da terra seu nome invocou, o pai Elu" (Elohim), e pronunciou sua maldição, que "O Deus Hea ouviu, e seu fígado se irou, porque seu homem (homem Angélico) havia corrompido sua pureza (14 e 15)", pelo que Hea expressa o desejo de que "'Sabedoria e conhecimento' hostilmente possam eles feri-lo (ao homem)."

A última sentença aponta para a conexão direta do relato caldaico com o relato do Gênesis.

Enquanto Hea tenta aniquilar a sabedoria e o conhecimento adquiridos pelo homem, através de sua recém-adquirida capacidade intelectual e consciente de criar por sua vez (assim tirando o monopólio da criação das mãos de Deus (dos Deuses)), os Elohim fazem o mesmo no terceiro capítulo do Gênesis.

Portanto, os Elohim o enviaram para fora do Éden.

Mas isso de nada valeu.

Pois o espírito da Sabedoria divina sendo

A SERPENTE DA ETERNIDADE.

sobre e no homem — verdadeiramente a Serpente da Eternidade e de todo Conhecimento, esse espírito Manásico, que o fez aprender o segredo da criação nos planos Kriyasákticos, e o da procriação nos planos terrestres — levou-o, tão naturalmente, a descobrir seu caminho para a imortalidade, não obstante o ciúme de todos os Deuses.

Os primeiros Atlanto-Lemurianos são acusados de tomar para si (encarnações divinas) esposas de uma raça inferior, a saber, a raça dos homens até então desprovidos de mente.

Toda Escritura antiga contém a mesma lenda, mais ou menos desfigurada.

Primordialmente, a Queda angélica, que transformou os "primogênitos" de Deus nos Asuras, ou no Ahriman e Typhon dos "pagãos" (isto é, se os relatos dados no Livro de Enoque, e em Hermes, nos Purânas e na Bíblia forem tomados literalmente), quando lida esotericamente significa simplesmente isto: — Frases como: "Em sua (de Satanás) ambição, ele ergue a mão contra o Santuário do Deus do Céu" etc., deveriam ser lidas: "Impulsionado pela lei da evolução eterna e do Karma, o anjo encarnou na Terra no homem; e como sua Sabedoria e Conhecimento ainda são divinos, embora seu corpo seja terreno, ele é (alegoricamente) acusado de divulgar os mistérios do Céu." Ele combina e usa os dois para propósitos de procriação humana, em vez de super-humana.

Doravante, "o homem gerará, não criará." Mas, ao fazê-lo, ele tem que usar

Como todos os outros deuses do fogo ou da luz — o fogo queimando e destruindo, bem como aquecendo e dando vida — ele acabou por ser aceito no sentido destrutivo de "fogo". O nome Loki, aprendemos ("Asgard and the Gods," p. 250), foi derivado da antiga palavra "liechan", iluminar.

Portanto, tem a mesma origem que o latim "lux, luz". Assim, Loki é idêntico a Lúcifer (portador da luz). Este título, dado ao Príncipe das Trevas, é muito sugestivo e é uma vindicação em si mesmo contra a calúnia teológica.

Mas Loki está ainda mais intimamente relacionado a Prometeu, pois é mostrado acorrentado a uma rocha afiada, enquanto Lúcifer, identificado com Satanás, foi acorrentado no inferno; uma circunstância, no entanto, que não impediu nenhum deles de agir com toda liberdade na Terra, se aceitarmos o paradoxo teológico em sua plenitude.

Loki é um deus benéfico, generoso e poderoso no início dos tempos, e o princípio do bem, não do mal, na teogonia escandinava primitiva.

O mito grego ao qual aludimos algumas páginas atrás, nomeadamente a mutilação de Urano por seu filho Cronos na teogonia grega, é uma alusão a esse roubo pelo Filho da Terra e dos Céus do fogo criativo divino.

Se Uranos, a personificação dos Poderes celestiais, tem de parar de criar (ele é tornado impotente por Kronos, o deus no tempo), assim, na Cosmogonia Egípcia é Thot, o deus da Sabedoria, quem regula essa luta entre Hórus e Set, sendo este último servido pelo primeiro como Uranos o é por Kronos (ver "Livro dos Mortos", cap. XVII, v. 26). No relato babilônico, é o deus Zu quem despoja "o pai dos deuses" do umsimi — o órgão criativo ideal, não a coroa (!) como pensou G. Smith (ver pp. 115 e 116 do *Chaldean Account*). Pois, no fragmento K. 3454 (Museu Britânico), é dito muito claramente que Zu, tendo despojado o "venerável do Céu" de seu desejo, levou consigo o umsimi dos deuses e, com isso, queimou o teroti (o poder) de todos os outros deuses, assim "governando a semente de todos os anjos" (15). Como o umsimi estava no assento de Bel, dificilmente poderia ser a "coroa". Uma quarta versão está na Bíblia. Cam é o Zu caldeu, e ambos são amaldiçoados pelo mesmo crime descrito alegoricamente.


seu corpo fraco como meio de procriação, esse corpo pagará a penalidade por essa sabedoria, carregada do céu para a terra; daí a corrupção da pureza física tornar-se-á uma maldição temporária.

Os cabalistas medievais sabiam disso bem, pois um deles não temeu escrever: "A Cabala foi primeiramente ensinada pelo próprio Deus a uma companhia selecionada de Anjos que formaram uma escola teosófica no Paraíso. Após a QUEDA, os Anjos, mui graciosamente, comunicaram essa doutrina celestial ao desobediente filho da Terra, para fornecer aos protoplastos os meios de retornar à sua nobreza e felicidade primitivas" (citado por Christian Ginsburg, da Cabala). Isso mostra como o evento — dos Filhos de Deus casando-se e transmitindo os divinos Segredos do Céu às filhas dos homens — alegoricamente narrado por Enoque e no sexto capítulo do Gênesis, foi interpretado pelos cabalistas cristãos.

Todo esse período pode ser considerado como o período pré-humano, o do homem divino, ou como a teologia protestante plástica agora o tem — o período pré-adamita.

Mas mesmo o Gênesis começa sua história real (cap. vi.) com os gigantes "daqueles dias" e os "Filhos de Deus" casando-se e ensinando suas esposas — as filhas do homem.

Este período é o descrito nos Purânas; e, relacionando-se como se relaciona a dias perdidos em eras arcaicas, portanto pré-históricas, como pode qualquer antropólogo sentir certeza se a humanidade daquele período era ou não como ele a conhece agora? Todo o pessoal dos Brâhmanas e Purânas — os Rishis, Prajâpatis, Manus, suas esposas e progênie — pertence a esse período pré-humano.

Todos esses são a Semente da Humanidade, por assim dizer.

É em torno desses "Filhos de Deus", os filhos astrais "nascidos da Mente" de Brahmâ, que nossos corpos físicos cresceram e se desenvolveram até o que são agora.

Pois as histórias purânicas de todos esses homens são as de nossas Mônadas, em suas variadas e inúmeras encarnações nesta e em outras esferas, eventos percebidos pelo "olho de Siva" dos antigos Videntes (o "terceiro olho" de nossas Estâncias) e descritos alegoricamente.

Mais tarde, foram desfigurados para propósitos sectários; mutilados, mas ainda assim deixados com uma considerável base de verdade neles.

Nem a filosofia é menos profunda em tais alegorias por estar tão densamente velada pelo excesso de fantasia.

Mas com a Quarta Raça alcançamos o período puramente humano.

Aqueles que até então eram seres semidivinos, autoaprisionados em corpos que eram humanos apenas na aparência, tornaram-se fisiologicamente transformados e tomaram para si esposas que eram inteiramente humanas e belas de se ver —

A LILITH TIBETANA.

— mas nas quais seres inferiores, mais materiais, embora siderais, haviam encarnado.

Esses seres em formas femininas (Lilith é o protótipo deles nas tradições judaicas) são chamados nos relatos esotéricos de "Khado" (Dâkini, em sânscrito). Lendas alegóricas chamam a principal dessas Liliths de Sangye Khado (Buddha Dâkini, em sânscrito); todas são creditadas com a arte de "caminhar no ar" e com a maior bondade para com os mortais; mas sem mente — apenas instinto animal.

(c) Este é o começo de um culto que, eras mais tarde, estava destinado a degenerar em falicismo e adoração sexual.

Começou pela adoração do corpo humano — esse "milagre dos milagres", como um autor inglês o chama — e terminou pela adoração de seus respectivos sexos.

Os adoradores eram gigantes em estatura; mas eram gigantes em conhecimento e erudição, embora isso lhes viesse mais facilmente do que vem aos homens de nossos tempos modernos.

Sua Ciência era inata neles.

O Lemuro-Atlante não tinha necessidade de descobrir e fixar em sua memória aquilo que seu P RINCÍPIO informante conhecia no momento de sua encarnação.

Só o tempo, e a crescente obtusidade da matéria com que os Princípios se haviam revestido, poderiam, um, enfraquecer a memória do seu conhecimento pré-natal, o outro, embotar e até extinguir toda centelha do espiritual e do divino neles.

Portanto, desde o início, haviam eles caído vítimas de suas naturezas animais e gerado "monstros" — isto é, homens de variedades distintas deles próprios.

Falando dos Gigantes, Creuzer os descreve bem ao dizer que:—

"Esses filhos do Céu e da Terra foram dotados, ao nascer, pelos Poderes Soberanos, autores do seu ser, com faculdades extraordinárias, tanto morais quanto físicas.

Eles comandavam os Elementos, conheciam os segredos do céu e da terra, do mar e de todo o mundo, e liam o futuro nas estrelas.

. . . Parece, de fato, como se, ao ler sobre eles, se tivesse de lidar não com homens como nós, mas com Espíritos dos Elementos surgidos do seio da Natureza e tendo pleno domínio sobre ela.

. . . Todos esses seres são marcados com um caráter de MAGIA e FEITIÇARIA.

. . . "

E assim eram eles, aqueles heróis (agora) lendários das raças pré-históricas, ainda que outrora realmente existentes.

Creuzer foi sábio em sua geração, pois não acusou de deliberado engano, ou de obtusidade e superstição, uma interminável série de filósofos reconhecidos, que mencionam essas raças e afirmam que, mesmo em sua própria época, viram seus fósseis.

Havia céticos nos dias antigos — não menos numerosos e tão grandes quanto os de agora.

Mas até um Luciano, um Demócrito e um Epicuro cederam à evidência dos fatos e mostraram a capacidade discriminativa de

Eles não são ficção — isso é certo, por mais fantástico que seja o exuberante crescimento posterior.


grandes intelectos, que podem distinguir a ficção do fato, e a verdade do exagero e da fraude.

Os escritores antigos não eram mais tolos do que nossos sábios modernos; pois, como bem observou o autor de algumas "Notas sobre a Psicologia de Aristóteles em Relação ao Pensamento Moderno" (em Mind):—

"A divisão comum da história em antiga e moderna é . . . enganosa.

Os gregos no século IV a.C. eram, em muitos aspectos, modernos — especialmente, podemos acrescentar, em seu ceticismo."

Não era muito provável que aceitassem fábulas tão facilmente..."

No entanto, os "Lemurianos" e os Atlantes, "esses filhos do Céu e da Terra", estavam de fato marcados com um caráter de FEITIÇARIA; pois a doutrina Esotérica os acusa precisamente daquilo que, se acreditado, poria fim às dificuldades da ciência quanto à origem do homem, ou melhor, às suas semelhanças anatômicas com o Macaco Antropoide.

Acusa-os de terem cometido o (para nós) abominável crime de procriar com os chamados "animais", produzindo assim uma espécie verdadeiramente pitecoide, hoje extinta.

Naturalmente, como na questão da geração espontânea — na qual a Ciência Esotérica acredita e que ensina — a possibilidade de tal cruzamento entre o homem e um animal de qualquer espécie será negada.

Mas, à parte a consideração de que naqueles primórdios, como já foi observado, nem os gigantes humanos atlantes, nem os "animais", eram os homens e mamíferos fisiologicamente perfeitos que hoje conhecemos, as noções modernas sobre este assunto — incluindo as dos fisiologistas — são demasiado incertas e flutuantes para permitir-lhes uma negação absoluta a priori de tal fato.

Uma leitura cuidadosa dos Comentários levaria a pensar que o Ser com o qual o novo "encarnado" procriou foi chamado de "animal", não porque não fosse um ser humano, mas antes porque era tão dissimilar física e mentalmente das raças mais perfeitas, que se haviam desenvolvido fisiologicamente num período anterior.

Lembrai-vos da Estrofe VII.

e do que é dito em seu primeiro versículo (24º): — que quando os "Filhos da Sabedoria" vieram a encarnar pela primeira vez, alguns deles encarnaram plenamente, outros projetaram nas formas apenas uma centelha, enquanto algumas das sombras foram deixadas de fora, sem serem preenchidas e aperfeiçoadas, até a Quarta Raça.

Aquelas raças, então, que "permaneceram destituídas de conhecimento", ou aquelas, ainda, que foram deixadas "sem mente", permaneceram como estavam, mesmo após a separação natural dos sexos.

Foram estas que cometeram o primeiro cruzamento, por assim dizer, e geraram monstros; e é dos descendentes destas que os Atlantes escolheram suas esposas.

Adão e Eva foram supostos, com Caim e Abel, serem a única família humana na Terra.

No entanto, vemos Caim indo para a terra de Node e tomando lá uma esposa.

Evidentemente, apenas uma raça era considerada perfeita o bastante para ser chamada humana; e, mesmo em nossos dias, enquanto os cingaleses

AS RAÇAS DOS HOMENS NEM TODAS HUMANAS.

Consideram os Vedas de suas selvas como animais falantes e nada mais; alguns britânicos acreditam firmemente, em sua arrogância, que toda outra família humana — especialmente os indianos de pele escura — é uma raça inferior.

Além disso, há naturalistas que consideraram sinceramente o problema de saber se algumas tribos selvagens — como os bosquímanos, por exemplo — podem ser consideradas homens de modo algum.

O Comentário diz, ao descrever essa espécie (ou raça) de animais "formosos à vista" como um bípede: — "Tendo forma humana, mas tendo as extremidades inferiores, da cintura para baixo, cobertas de pelos." Daí a raça dos sátiros, talvez.

Se os homens existiram há dois milhões de anos, eles devem ter sido — assim como os animais o foram — fisicamente e anatomicamente bastante diferentes do que se tornaram; e estavam então mais próximos do tipo de mamífero animal puro do que agora.

De qualquer forma, aprendemos que o mundo animal se reproduz estritamente entre si, ou seja, de acordo com gênero e espécie — somente desde o aparecimento, nesta terra, da raça atlante.

Como demonstrado pelo autor daquela obra notável, "Modern Science and Modern Thought", essa ideia da recusa em cruzar com outra espécie, ou de que a esterilidade é o único resultado de tal cruzamento, "parece ser uma dedução prima facie, e não uma lei absoluta", mesmo agora.

Ele mostra que "espécies diferentes, de fato, frequentemente cruzam entre si, como se pode ver no exemplo familiar do cavalo e do asno.

É verdade que, nesse caso, a mula é estéril.

. . . mas essa regra não é universal, e recentemente uma nova raça híbrida, a leporina, ou lebre-coelho, foi criada, que é perfeitamente fértil." A prole do lobo e do cão também é citada, como a de vários outros animais domésticos (p. 101); "como raposas e cães novamente, e o gado suíço moderno, mostrado por Rütimeyer como descendente de três espécies distintas de bois fósseis, o Bos primigenius, Bos longifrons e Bos frontosus." No entanto, algumas dessas espécies, como a família dos macacos, que tão claramente se assemelha ao homem na estrutura física, contêm, somos informados, "numerosos ramos, que graduam um no outro, mas cujos extremos diferem mais amplamente do que o homem difere do mais alto da série dos macacos" — o gorila e o chimpanzé, por exemplo (ver Adendos).

Assim, a observação do Sr. Darwin — ou devemos dizer a observação de Lineu? — *natura non facit saltum*, não é apenas corroborada pela Ciência Esotérica, mas — se houvesse alguma chance de a verdadeira doutrina ser aceita por outros além de seus devotos diretos — reconciliaria, de mais de uma maneira, se não inteiramente, a teoria moderna da Evolução com os fatos, como também com o fracasso absoluto dos Antropólogos em encontrar o "elo perdido" em nossas formações geológicas da Quarta Ronda.

Mostraremos em outro lugar que, por mais inconsciente de si mesma que seja, a Ciência moderna defende nossa causa por suas próprias admissões, e que de Quatrefages está perfeitamente certo quando sugere, em sua última obra, que é muito mais provável que o macaco antropoide venha a ser descoberto como o descendente do homem, do que esses dois tipos tenham um ancestral comum, fantástico e em lugar algum encontrável.


Assim, a sabedoria dos compiladores das antigas Estâncias é vindicada por pelo menos um eminente homem de Ciência, e o Ocultista prefere acreditar, como sempre acreditou, que —

"O homem foi o primeiro e mais elevado animal (mamífero) que apareceu nesta criação (da Quarta Ronda).

Depois vieram animais ainda mais gigantescos; e por último o homem mudo que anda sobre quatro patas." Pois, "os Râkshasas (demônios gigantes) e Daityas (Titãs) da 'Dwipa Branca' (continente) corromperam os seus (do homem mudo) Progenitores." (Comentário.)

Além disso, como vemos, há antropólogos que rastrearam o homem até uma época que vai muito além para romper a aparente barreira que existe entre as cronologias da ciência moderna e a Doutrina Arcaica.

É verdade que os cientistas ingleses, em geral, recusaram-se a comprometer-se com a sanção da hipótese de um Homem mesmo Terciário.

Eles, cada um e todos, medem a antiguidade do *Homo primigenius* por suas próprias luzes e preconceitos.

Huxley, de fato, aventura-se a especular sobre um possível Homem do Plioceno ou Mioceno.

O Prof.

Seeman e o Sr. Grant Allen relegaram seu advento ao Eoceno, mas, falando de modo geral, os cientistas ingleses consideram que não podemos ir com segurança além do Quaternário.

Infelizmente, os fatos não acomodam a reserva demasiado cautelosa destes últimos.

A escola francesa de antropologia, baseando seus pontos de vista nas descobertas do l'Abbé Bourgeois, Capellini e outros, aceitou, quase sem exceção, a doutrina de que os vestígios de nossos ancestrais certamente são encontrados no Mioceno, enquanto M. de Quatrefages agora inclina-se a postular um Homem da Era Secundária.

Mais adiante compararemos tais estimativas com os números fornecidos nos livros exotéricos brâmanes, que se aproximam do ensinamento esotérico.

(d). . . Então, "o terceiro olho não agiu mais", diz a Estância, porque o HOMEM havia afundado profundamente demais na lama da matéria.

Qual é o significado dessa declaração estranha e peculiar na Versículo 42, a respeito do "terceiro olho da Terceira Raça, que havia morrido e não agia mais"?

Alguns ensinamentos ocultos adicionais devem agora ser dados com referência a este ponto, bem como a alguns outros.

A história da Terceira e Quarta Raças deve ser ampliada, a fim de que possa lançar mais luz sobre o desenvolvimento da nossa humanidade atual; e mostrar como as faculdades, postas em atividade pelo treinamento oculto, restauram o homem à posição que ele ocupava anteriormente em relação à percepção espiritual e à consciência.

Mas o fenômeno do terceiro olho precisa ser explicado primeiro.

———

O "TERCEIRO OLHO."                                    AS RAÇAS COM O "TERCEIRO OLHO."

O assunto é tão incomum, os caminhos percorridos tão intrincados, tão cheios de armadilhas perigosas preparadas por teorias e críticas adversas, que boas razões precisam ser dadas para cada passo dado.

Ao voltar a luz do olho de boi chamado esoterismo sobre quase cada centímetro dos terrenos ocultos percorridos, temos também de usar sua lente para lançar em objetividade mais forte as regiões exploradas pela ciência exata; isso, não apenas para contrastar as duas, mas para defender nossa posição.

Alguns podem reclamar que se diz muito pouco sobre o lado físico e humano das raças extintas, nesta história de seu crescimento e evolução.

Muito mais poderia ser dito, certamente, se a simples prudência não nos fizesse hesitar no limiar de cada nova revelação.

Aquilo que encontra sua possibilidade e marcos nas descobertas da ciência moderna é dado; tudo aquilo sobre o qual o conhecimento exato nada sabe e sobre o qual é incapaz de especular — e portanto nega como fatos na natureza — é retido.

Mas mesmo tais declarações como estas — por exemplo, que de todos os mamíferos, o homem foi o mais antigo; que é o homem quem é o ancestral indireto do macaco; e que ele era uma espécie de Ciclope nos dias antigos — serão todas contestadas, contudo, os cientistas nunca serão capazes de provar — exceto para sua própria satisfação — que não foi assim. Nem podem admitir que as duas primeiras raças de homens eram etéreas e fantasmagóricas demais em sua constituição, organismo e forma, para sequer serem chamadas de homens físicos.

Pois, se o fizerem, descobrir-se-á que esta é uma das razões pelas quais suas relíquias jamais poderão ser exumadas entre outros fósseis.

No entanto, tudo isso é mantido.

O homem era o depósito, por assim dizer, de todas as sementes da vida

Assim como o homem físico-astral dependia de entidades da classe sub-humana (evoluídas de protótipos animais) para o renascimento, assim também o homem físico-etéreo encontrará entre as ordens graciosas e bem proporcionadas que emanam do plano aéreo uma ou mais que serão desenvolvidas para suas encarnações sucessivas quando formas procriadas forem dadas — um processo que incluirá toda a humanidade apenas muito gradualmente.

As raças (pré?) adâmicas e pós-adâmicas eram gigantes; seus contrapartes etéreos podem possivelmente ser liliputianos — belos, luminosos, diáfanos — mas serão certamente gigantes em mente" (p. 671, art. de Visconde de Figaniere, F.T.S.).


para esta Ronda, tanto vegetal quanto animal. Assim como En-Soph é "Um, não obstante as inúmeras formas que nele estão" (Zohar, i. 21a), assim também o homem, na Terra, é o microcosmo do macrocosmo.

"Assim que o homem apareceu, tudo estava completo... pois tudo está compreendido no homem. Ele une em si todas as formas (Ibid., iii.

48a)." "O mistério do homem terreno é após o mistério do Homem Celestial" (ii. 76a). A forma humana — assim chamada, porque é o veículo (sob qualquer forma) do homem divino — é, como foi intuitivamente observado pelo autor de "Estudos Esotéricos", o novo tipo, no início de cada Ronda, "como o homem nunca pode ser, assim ele nunca foi, manifestado em uma forma pertencente ao reino animal em essência." O autor prossegue: "ele nunca fez parte desse reino.

Derivado, apenas derivado, da classe mais aperfeiçoada deste último, uma nova forma humana deve ter sido sempre o novo tipo do ciclo.

A forma humana, em um anel (?), como imagino, torna-se roupa descartada no próximo; é então apropriada pela ordem mais elevada no reino servidor abaixo."

Se a ideia é o que entendemos que significa — pois os "anéis" mencionados lançam alguma confusão sobre ela — então é o ensinamento esotérico correto.

Tendo aparecido no próprio início, e à frente da vida senciente e consciente, o homem (o astral, ou a "Alma", pois o Zohar, repetindo o ensinamento arcaico, diz distintamente que "o homem real é a Alma, e sua estrutura material não faz parte dele") — o homem tornou-se a UNIDADE viva e animal, da qual as "roupas descartadas" determinaram a forma de toda vida e animal nesta Ronda.

Assim, ele "criou" por eras os insetos, répteis, aves e animais, inconscientemente para si mesmo, a partir de seus restos e relíquias da Terceira e Quarta Rondas.

A mesma ideia e ensinamento são dados distintamente no Vendidad dos mazdeus, como na alegoria caldeia e mosaica da Arca, todas as quais são as muitas versões nacionais da lenda original dada nas Escrituras Hindus.

É encontrada na alegoria de Vaivasvata Manu e sua Arca com os Sete Rishis, como na dos Rishis, cada um dos quais é mostrado como o pai e

Que, como a primeira Raça-Raiz apareceu 300.000.000 de anos após a vegetação ter evoluído, a semente da vida vegetal não poderia estar na Primeira Raça.

Dizemos que poderia; pois até a aparição do homem nesta Ronda, a vegetação era de um tipo bastante diferente do que é agora, e bastante etérea, isso pela simples razão de que nenhuma grama ou plantas poderiam ter sido físicas, antes de haver organismos animais ou outros para exalar o ácido carbônico que a vegetação tem de inalar para seu desenvolvimento, sua nutrição e crescimento.

Eles são interdependentes em suas formas físicas e alcançadas.

"Visconde de Figaniere, F.T.S." (The Theosophist, ago. 1887, pág. 676.)

Está declarado no Zohar que os "mundos primordiais" (centelhas) não puderam continuar porque o homem ainda não existia.

"A forma humana contém tudo; e como ela ainda não existia, os mundos foram destruídos."

SIMBOLISMO MAZDEÍSTA.

progenitor de animais especificados, répteis e até monstros (Ver Vishnu e outros Purânas). Abra o Vendidad mazdeísta, no Fargard ii., no versículo 27 (73) e leia a ordem de Ormazd a Yima, um Espírito da Terra, que simboliza as três raças, depois de dizer-lhe para construir um vara ("um recinto", um argua ou veículo). . .

"Para lá (para dentro do vara) tu trarás as sementes de homens e mulheres, das maiores, melhores e mais finas espécies desta terra; para lá tu trarás as sementes de toda espécie de gado," etc., etc.; e v. 28 (74) . . . "todas essas sementes tu trarás, duas de cada espécie, para serem mantidas inesgotáveis ali, enquanto aqueles homens permanecerem no vara." Aqueles "homens" no "Vara" são os "Progenitores", os homens celestiais ou Dhyanis, os futuros Egos que são comissionados para informar a humanidade.

Pois "Vara", ou a "Arca" (ou ainda o Veículo) simplesmente significa HOMEM.

O versículo 30 diz: . . . "tu selarás o vara (depois de enchê-lo com as sementes), e farás uma porta e uma janela que brilham por si mesmas dentro," que é a Alma.

E quando Yima pergunta a Ahura Mazda como conseguirá fazer esse vara, é-lhe respondido: "Esmaga a terra . . . e amassa-a com tuas mãos, como o oleiro faz ao amassar o barro do oleiro" (31).

O deus egípcio com cabeça de carneiro faz o homem de barro numa roda de oleiro, e assim também em Gênesis os Elohim o moldam do mesmo material.

Quando o "Fazedor do mundo material" (Ahura Mazda) é perguntado, ademais, o que dará luz "ao vara que Yima fez", é-lhe dito que "Há luzes não criadas e luzes criadas" e que "ali" (em Airyana Vagô, onde o Vara é construído), "as estrelas, a lua e o Sol são vistos apenas uma vez (por ano) nascer e se pôr" e um ano parece apenas como um dia (e noite) — uma clara referência à "terra dos Deuses" ou às regiões (agora) polares.

Além disso, outra sugestão está contida neste versículo: uma distinta alusão às "luzes não criadas" que iluminam o homem internamente — seus princípios.

Caso contrário, nenhum sentido ou razão poderia ser encontrado na resposta de Ahura Mazda (V. 40), que é imediatamente seguida pelo Versículo 41, dizendo que "A cada quadragésimo ano, para cada casal (hermafrodita) nascem dois, um macho e uma fêmea", sendo este último um eco distinto da Doutrina Secreta, de uma Estância que diz

Essa interpretação do simbolismo da "arca" não interfere em nada com suas chaves astronômicas, ou mesmo teogônicas; nem com qualquer um dos outros seis significados.

Tampouco parece menos científica do que as teorias modernas sobre a origem do homem.

Como foi dito, ela tem sete chaves, como as demais.

Vendidad Sadah, Veja também Bund. XV.; e a tradução de J. Darmesteter do Vendidad. "Sacred Books of the East." "Ao expirar de cada quarenta Sóis (anuais), ao final de cada quadragésimo Dia, o duplo torna-se quatro; macho e fêmea em um, no primeiro e no segundo e no terceiro. . . ."


O que é claro, pois "cada sol" significava um ano inteiro, sendo este então composto de um dia, assim como no círculo ártico agora é composto de seis meses.

De acordo com o antigo ensinamento, o eixo da Terra gradualmente muda sua inclinação em relação à eclíptica, e no período referido, essa inclinação era tal que um dia polar durava durante todo o período da revolução da Terra ao redor do Sol, quando uma espécie de crepúsculo de duração muito curta intervinha; após o que a terra polar retomava sua posição diretamente sob os raios solares.

Isso pode ser contrário à astronomia como agora é ensinada e compreendida: mas quem pode dizer que mudanças no movimento da Terra, que não ocorrem agora, não ocorreram há milhões de anos?

Voltando mais uma vez à afirmação de que Vara significava o HOMEM da Quarta Ronda, tanto quanto a Terra daqueles dias, a lua, e até mesmo a arca de Noé, se assim se quiser — isso é novamente mostrado no diálogo entre Ahura Mazda e Zaratustra.

Assim, quando este pergunta —

V. 42. "Ó Criador do Mundo Material, tu Santo! Quem é aquele que trouxe a lei de Mazda para a Vara que Yima fez?" "Ahura Mazda respondeu: 'Foi o pássaro Karshipta, ó santo Zaratustra.' . . ."

"O pássaro Karshipta habita nos céus: se ele vivesse na terra, seria o rei das aves. Ele trouxe para a vara de Yima, e recita o Avesta na linguagem dos pássaros." (Bund.

xix e xxiv.)

Isto é novamente uma alegoria e um símbolo mal compreendido apenas pelos orientalistas, que veem nessa ave "uma encarnação do relâmpago" e dizem que seu canto era "frequentemente considerado a expressão de um deus e uma revelação", e o que mais.

Karshipta é a mente-alma humana, e sua divindade, simbolizada no antigo magismo por uma ave, assim como os gregos a simbolizavam por uma borboleta.

Assim que Karshipta entrou no Vara, ou homem, ele compreendeu a lei de Mazda, ou Sabedoria Divina.

No "Livro do Mistério Oculto" é dito sobre a árvore, que é a árvore do conhecimento do bem e do mal: "Em seus ramos (da árvore) as aves se abrigam e constroem seus ninhos", ou as Almas e os Anjos têm seu lugar!. Portanto, para os cabalistas era um símbolo semelhante.

"Ave" era um termo caldeu e tornou-se um sinônimo e símbolo hebraico para Anjo, Alma, Espírito, ou Deva; e o "Ninho da Ave" era, para ambos, o Céu, e é o seio de Deus no Zohar.

O Messias perfeito entra no Éden "naquele lugar que é chamado o Ninho da Ave" (Zohar, ii., 8b).

ANJOS CHAMADOS DE AVES.

"Como uma ave que voa de seu ninho, e essa é a Alma da qual a Shekeenah (sabedoria divina ou graça) não se afasta" (Zohar, iii., 278a; Myer's Qabbalah, 217). "O Ninho da ave eterna, cujo bater de asas produz vida, é o espaço infinito", diz o Comentário, significando Hansa, a ave da Sabedoria.

É Adão Kadmon quem é a árvore (sefirótica), e é ele quem se torna a "Árvore do conhecimento do bem e do mal" esotericamente.

E essa "árvore tem ao seu redor sete colunas (sete pilares) do mundo, ou Rectores"; os mesmos "Progenitores" ou "Sefiroth" novamente "operando através das respectivas ordens de Anjos nas esferas dos sete planetas", etc., uma das quais ordens gera gigantes (Nefilins) na Terra.

Era a crença de toda a antiguidade, pagã e cristã, que a humanidade mais antiga era uma raça de gigantes.

Certas escavações na América, em montículos e cavernas, já produziram em casos isolados grupos de esqueletos de nove e doze pés de altura.

Estes pertencem a tribos da primeira Quinta Raça, agora degeneradas para um tamanho médio entre cinco e seis pés.

Mas podemos facilmente acreditar que os Titãs e Ciclopes da antiguidade realmente pertenceram à Quarta Raça (Atlante), e que todas as lendas e alegorias subsequentes encontradas nos Purânas hindus e em Hesíodo e Homero, na Grécia, foram baseadas nas reminiscências vagas de Titãs reais — homens de um poder físico sobre-humano e tremendo, que lhes permitia defender-se e manter à distância os monstros gigantescos dos tempos mesozoico e cenozoico inicial — e de Ciclopes reais — mortais de três olhos.

Tem sido frequentemente observado por escritores atentos que a "origem de quase todo mito e lenda popular poderia ser invariavelmente rastreada até um fato na Natureza."

Nessas criações fantásticas de um subjetivismo exuberante, há sempre um elemento do objetivo e do real.

A imaginação das massas, desordenada e mal regulada como possa ser, jamais poderia ter concebido e fabricado ex nihilo tantas figuras monstruosas, tamanha riqueza de contos extraordinários, se não tivesse, para servir-lhe de núcleo central, aquelas reminiscências flutuantes, obscuras e vagas, que unem os elos quebrados da corrente do tempo para formar com eles o misterioso fundamento onírico de nossa consciência coletiva.

Tais reversões são reproduções imperfeitas, porém inegáveis, do homem originalmente imponente dos tempos primitivos.

Ver "Mythical Monsters", de Ch. Gould, de cujo volume interessante e científico algumas passagens são citadas adiante. Ver na "Ocult World" do Sr. Sinnett a descrição de uma caverna no Himalaia repleta de relíquias de ossos gigantescos humanos e animais.


A evidência dos Ciclopes — uma raça de gigantes — será apontada em Seções subsequentes, nos remanescentes ciclópicos, assim chamados até hoje.

Uma indicação de que, durante sua evolução e antes do ajuste final do organismo humano — que se tornou perfeito e simétrico apenas na Quinta Raça — a Quarta Raça primitiva pode ter sido de três olhos, sem ter necessariamente um terceiro olho no meio da testa, como o Ciclope lendário, também é fornecida pela Ciência.

Para os Ocultistas que acreditam que a involução espiritual e psíquica procede em linhas paralelas com a evolução física; que os sentidos internos — inatos nas primeiras raças humanas — atrofiaram durante o crescimento racial e o desenvolvimento material dos sentidos externos; para o estudante do simbolismo esotérico, finalmente, esta afirmação não é conjectura ou possibilidade, mas simplesmente uma fase da lei do crescimento, um fato comprovado, em suma.

Eles compreendem o significado desta passagem nos Comentários, que diz: —

"Havia criaturas humanas de quatro braços naqueles primeiros dias dos machos-fêmeas (hermafroditas); com uma cabeça, porém três olhos.

Eles podiam ver diante de si e atrás de si. Um KALPA mais tarde (após a separação dos sexos), tendo os homens caído na matéria, sua visão espiritual tornou-se turva; e, coordenadamente, o terceiro olho começou a perder seu poder.

. . .Quando a Quarta (Raça) chegou à sua meia-idade, a visão interna teve de ser despertada e adquirida por estímulos artificiais, cujo processo era conhecido pelos antigos sábios.

. . .O terceiro olho, igualmente, tornando-se gradualmente PETRIFICADO, logo desapareceu.

O de dupla face tornou-se o de face única, e o olho foi profundamente recolhido para dentro da cabeça e agora está enterrado sob o cabelo.

Durante a atividade do homem interno (durante transes e visões espirituais), o olho incha e se expande.

O Arhat o vê e o sente, e regula sua ação de acordo.

. . . . .

A afirmação de que a mais recente humanidade hermafrodita era "de quatro braços" decifra provavelmente o mistério de todas as representações e ídolos dos deuses exotéricos da Índia.

Na Acrópole de Argos, havia um zovanon, uma estátua de madeira grosseiramente esculpida (atribuída a Dédalo), representando um colosso de três olhos, que era consagrado a Zeus Triopas (de três olhos). A cabeça do "deus" tem dois olhos no rosto e um acima, no topo da testa.

É considerada a mais arcaica de todas as estátuas antigas (Schol. Vatic. ad Eurip. Troad. 14).

A visão interna poderia, de agora em diante, ser adquirida somente através de treinamento e iniciação, exceto nos casos de "mágicos naturais e natos", sensitivos e médiuns, como são chamados agora.

Esta expressão "petrificado" em vez de "ossificado" é curiosa.

O "olho posterior", que é, naturalmente, a glândula pineal, assim chamada atualmente, a pequena massa de matéria nervosa cinzenta, semelhante a uma ervilha, presa à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro, diz-se que contém quase invariavelmente concreções minerais e areia, e "nada mais". (Vide Infra.)

FISIOLOGIA OCULTA.

O Lanoo imaculado (discípulo, chela) não precisa temer perigo algum; aquele que não se mantém em pureza (que não é casto) não receberá ajuda alguma do 'olho de deva'."

Infelizmente, não.

O "olho de deva" não existe mais para a maioria da humanidade.

O terceiro olho está morto e não age mais; mas deixou atrás de si uma testemunha de sua existência.

Essa testemunha é agora a GLÂNDULA PINEAL.

Quanto aos homens "de quatro braços", são eles que se tornam os protótipos dos deuses hindus de quatro braços, como mostrado em uma nota de rodapé anterior.

Tal é o mistério do olho humano que, em suas vãs tentativas de explicar e dar conta de todas as dificuldades que cercam sua ação, alguns cientistas foram forçados a recorrer a explicações ocultas.

O desenvolvimento do olho humano dá mais apoio à antropologia oculta do que à dos fisiologistas materialistas.

"Os olhos no embrião humano crescem de dentro para fora" a partir do cérebro, em vez de serem parte da pele, como nos insetos e nas lulas.

O Professor Lankester, achando o cérebro um lugar estranho para o olho, e tentando explicar o fenômeno segundo as linhas darwinianas, sugere a visão curiosa de que "nosso" mais antigo ancestral vertebrado era uma criatura transparente e, portanto, não se importava onde o olho estava! E assim o homem foi "uma criatura transparente" outrora, somos ensinados, portanto nossa teoria se sustenta.

Mas como a hipótese de Lankester se coaduna com a visão de Haeckel de que o olho dos vertebrados se originou por mudanças na epiderme? Se começou internamente, a teoria vai para a cesta de lixo.

Isso parece ser comprovado pela embriologia.

Além disso, a sugestão extraordinária do Professor Lankester — ou devemos dizer admissão? — é talvez tornada necessária pelas necessidades evolucionistas.

O Ocultismo, com seu ensinamento sobre o desenvolvimento gradual dos sentidos "DE DENTRO PARA FORA", a partir de protótipos astrais, é muito mais satisfatório: O terceiro olho recuou para dentro quando seu curso foi cumprido — outro ponto a favor do Ocultismo.

A expressão alegórica dos místicos hindus, ao falarem do "olho de Siva", o Tri-bochana ("de três olhos"), recebe assim sua justificativa e razão de ser — a transferência da glândula pineal (outrora esse "terceiro olho") para a testa, sendo uma licença exotérica.

Isso também lança luz sobre o mistério — incompreensível para alguns — da conexão entre a Vidência anormal, ou Espiritual, e a pureza fisiológica do Vidente.

A pergunta é frequentemente feita: "Por que o celibato e a castidade deveriam ser uma regra e condição sine qua non do chelaship regular, ou do desenvolvimento dos poderes psíquicos e ocultos?" A resposta está contida no Comentário.

Quando aprendemos que o "terceiro olho" foi outrora um órgão fisiológico, e que mais tarde, devido ao gradual desaparecimento da espiritualidade e ao aumento da materialidade (a natureza espiritual sendo extinta pela física), tornou-se um órgão atrofiado, tão pouco compreendido agora pelos fisiologistas quanto o baço — quando aprendemos isso, a conexão se tornará clara.


Durante a vida humana, o maior impedimento no caminho do desenvolvimento espiritual, e especialmente para a aquisição dos poderes de Yoga, é a atividade de nossos sentidos fisiológicos.

A ação sexual, estando intimamente conectada, por interação, com a medula espinhal e a substância cinzenta do cérebro, é inútil dar qualquer explicação mais longa.

É claro que o estado normal e anormal do cérebro, e o grau de trabalho ativo na medula oblongata, reage poderosamente sobre a glândula pineal, pois, devido ao número de "centros" nessa região, que controla de longe a grande maioria das ações fisiológicas da economia animal, e também devido à vizinhança próxima e íntima dos dois, deve ser exercida uma ação "indutiva" muito poderosa pela medula sobre a glândula pineal.

Tudo isso é bastante claro para o Ocultista, mas é muito vago aos olhos do leitor comum.

Este último deve então ser mostrado a possibilidade de um homem de três olhos na natureza, naqueles períodos em que sua formação ainda estava em um estado comparativamente caótico.

Tal possibilidade pode ser inferida do conhecimento anatômico e zoológico, antes de tudo; então pode repousar nas suposições da própria ciência materialista.

É afirmado com base na autoridade da Ciência, e com evidências que desta vez não são meramente uma ficção de especulação teórica, que muitos animais — especialmente entre as ordens inferiores dos vertebrados — possuem um terceiro olho, agora atrofiado, mas necessariamente ativo em sua origem. A espécie Hatteria, um lagarto da ordem Lacertilia, recentemente descoberta na Nova Zelândia (parte da antiga Lemúria, como é chamada, observe bem), apresenta essa peculiaridade de maneira mais extraordinária; e não apenas a Hatteria punctata, mas também o camaleão, certos répteis e até peixes.

Pensou-se, a princípio, que não passava de uma prolongação do cérebro terminando em uma pequena protuberância, chamada epífise, um pequeno osso separado do osso principal por uma cartilagem, encontrado em todos os animais.

Mas logo se descobriu que era mais do que isso.

Oferecia — como mostravam seu desenvolvimento e estrutura anatômica — tal analogia com o olho, que se achou impossível ver nela qualquer outra coisa. "Profundamente colocados dentro da cabeça, cobertos por pele espessa e músculos, verdadeiros olhos que não podem ver são encontrados em certos animais," também diz Haeckel: "Vertebrados... toupeiras cegas e camundongos do campo, cobras cegas e lagartos. ... Eles evitam a luz do dia... habitando sob o solo. Não eram originalmente cegos, mas evoluíram de ancestrais que viviam na luz e tinham olhos bem desenvolvidos. O olho atrofiado sob a pele opaca pode ser encontrado nesses seres cegos em todos os estágios de reversão." ("Órgãos dos Sentidos," Haeckel.) E se dois olhos puderam se atrofiar tanto em animais inferiores, por que não um olho — a glândula pineal — no homem, que é apenas um animal superior em seu aspecto físico?

O CICLOPE, NÃO MITO.

Havia e há paleontólogos que se sentem convencidos até hoje de que esse "terceiro olho" funcionou em sua origem, e certamente estão certos.

Pois é isso que se diz da glândula pineal na Anatomia de Quain (Vol. II, nona edição, pp. 830-851. "Thalamencephalon" Intercérebro): —

"É a partir dessa parte, que constitui a princípio todo o encéfalo anterior primário e subsequentemente a parte posterior da vesícula encefálica anterior, que as vesículas ópticas se desenvolvem no período mais precoce, e a parte anterior é aquela em conexão com a qual os hemisférios cerebrais e as partes acompanhantes são formados."

O tálamo óptico de cada lado é formado por um espessamento lateral da parede medular, enquanto o intervalo entre eles, descendo em direção à base, constitui a cavidade do terceiro ventrículo com sua prolongação no infundíbulo.

A comissura cinzenta posteriormente se estende através da cavidade ventricular.

. . . . A parte posterior do teto é desenvolvida por um processo peculiar, a ser notado mais tarde, na glândula pineal, que permanece unida de cada lado por seus pedúnculos ao tálamo, e atrás destes uma faixa transversal é formada como comissura posterior.

"A lâmina terminal (lâmina cinérea) continua a fechar o terceiro ventrículo na frente; abaixo dela, a comissura óptica forma o assoalho do ventrículo, e mais atrás o infundíbulo desce para se unir na sela turca com o tecido adjacente ao lobo posterior do corpo pituitário.

"Os dois tálamos ópticos formados a partir da parte posterior e externa da vesícula anterior consistem inicialmente em um único saco oco de matéria nervosa, cuja cavidade se comunica de cada lado na frente com a dos hemisférios cerebrais em início, e atrás com a da vesícula cefálica média (corpora quadrigemina). Logo, porém, pelo aumento de depósito que ocorre em seu interior, atrás, abaixo e nas laterais, os tálamos se tornam sólidos, e ao mesmo tempo uma fenda ou fissura aparece entre eles acima, e penetra até a cavidade interna, que continua aberta na parte posterior, em frente à entrada do aqueduto de Sylvius.

Essa fenda ou fissura é o terceiro ventrículo.

Atrás, os dois tálamos continuam unidos pela comissura posterior, que é distinguível por volta do final do terceiro mês, e também pelos pedúnculos da glândula pineal.

. . . .

"Em um período inicial, os tratos ópticos podem ser reconhecidos como prolongações ocas da parte externa da parede dos tálamos, enquanto ainda são vesiculares.

No quarto mês, esses tratos estão distintamente formados.

Posteriormente, eles se prolongam para trás em conexão com os corpora quadrigemina.

"A formação da glândula pineal e do corpo pituitário apresenta alguns dos fenômenos mais interessantes que estão relacionados com o desenvolvimento do tálamo-encéfalo."

O acima é especialmente interessante quando se lembra que, não fosse o desenvolvimento da parte posterior dos hemisférios cerebrais para trás, a glândula pineal seria perfeitamente visível na remoção dos ossos parietais.

É também muito interessante notar a conexão óbvia que se pode traçar entre os tratos ópticos (originalmente) ocos e os olhos anteriormente, a glândula pineal e seus pedúnculos atrás, e todos estes com os tálamos ópticos.

De modo que as descobertas recentes relacionadas ao terceiro olho da Hatteria punctata têm uma importância muito grande para a história do desenvolvimento dos sentidos humanos e para as afirmações ocultas no texto.

É bem sabido (e também considerado uma ficção atualmente por aqueles que deixaram de acreditar na existência de um princípio imortal no homem) que Descartes via na glândula pineal a Sede da Alma.

Embora ela esteja ligada a todas as partes do corpo, disse ele, há uma porção especial na qual a Alma exerce suas funções mais especialmente do que em qualquer outra.

E, como nem o coração nem o cérebro poderiam ser essa localidade "especial", ele concluiu que era aquela pequena glândula ligada ao cérebro, mas com uma ação independente dele, pois poderia facilmente ser posta em uma espécie de movimento oscilante "pelos Espíritos animais que cruzam as cavidades do crânio em todos os sentidos".

Por mais anticientífico que isso possa parecer em nossa era de aprendizado exato, Descartes estava ainda muito mais próximo da verdade oculta do que qualquer Haeckel.

Pois a glândula pineal, como foi mostrado, está muito mais conectada com a Alma e o Espírito do que com os sentidos fisiológicos do homem.

Se os principais cientistas tivessem um vislumbre dos processos reais empregados pelo Impulso Evolutivo e do curso cíclico e sinuoso dessa grande lei, saberiam em vez de conjecturar; e sentir-se-iam tão certos das futuras transformações físicas da humanidade pelo conhecimento de suas formas passadas.

Então, veriam a falácia e todo o absurdo de sua moderna "força cega" e dos processos mecânicos da natureza; percebendo, em consequência de tal conhecimento, que a referida glândula pineal, por exemplo, não poderia deixar de estar incapacitada para o uso físico nesta fase de nosso ciclo.

Se o estranho "olho" no homem está agora atrofiado, isso é uma prova de que, como no animal inferior, ele já foi ativo; pois a natureza nunca cria a menor, a mais insignificante forma sem algum propósito e uso definidos.

Era um órgão ativo, dizemos, naquele estágio de evolução em que o elemento espiritual no homem reinava supremo sobre os elementos intelectual e psíquicos mal nascentes.

E, à medida que o ciclo se aproximava do ponto em que os sentidos fisiológicos foram desenvolvidos por, e caminharam *pari passu* com, o crescimento e a consolidação do homem físico, as intermináveis e complexas vicissitudes e tribulações do desenvolvimento zoológico, aquele olho mediano acabou por atrofiar juntamente com as primeiras características espirituais e puramente psíquicas do homem.

O olho é o espelho e também a janela da alma, diz a sabedoria popular, e *Vox populi Vox Dei*.

Os "espíritos animais" (?) são equivalentes às correntes da circulação do composto neuro-áurico.

Lembremos que a Primeira Raça é mostrada nas ciências ocultas como espiritual por dentro e etérea por fora; a segunda, psico-espiritual mentalmente, e etéreo-física corporalmente; a terceira, ainda desprovida de intelecto em seu início, é astro-física em seu corpo, e vive uma vida interior, na qual o elemento psico-espiritual não é de modo algum interferido pelos sentidos fisiológicos mal nascentes.

Seus dois olhos frontais olham diante de si sem ver nem o passado nem o futuro.

Mas o "terceiro olho" "abraça a ETERNIDADE."

A EVOLUÇÃO DO OLHO.

No início, toda classe e família de espécies vivas era hermafrodita e objetivamente de um olho só.

No animal, cuja forma era tão etérea (astralmente) quanto a do homem, antes que os corpos de ambos começassem a desenvolver suas cascas de pele, isto é, a evoluir de dentro para fora a espessa camada de substância ou matéria física com seu mecanismo fisiológico interno — o terceiro olho era primariamente, como no homem, o único órgão de visão.

Os dois olhos frontais físicos desenvolveram-se mais tarde tanto no bruto quanto no homem, cujo órgão de visão física estava, no começo da Terceira Raça, na mesma posição que o de alguns vertebrados cegos, em nossos dias, ou seja, sob uma pele opaca.

Apenas os estágios do olho ímpar, ou primitivo, no homem e no bruto, estão agora invertidos, pois o primeiro já passou daquele estágio animal não racional na Terceira Ronda, e está à frente da mera criação bruta por todo um plano de consciência.

Portanto, enquanto o olho "ciclópico" era, e ainda é, no homem, o órgão da visão espiritual, no animal era o da visão objetiva.

E este olho, tendo cumprido sua função, foi substituído, no curso da evolução física do simples ao complexo, por dois olhos, e assim foi armazenado e posto de lado pela natureza para uso futuro em eras vindouras.

Isto explica por que a glândula pineal atingiu seu maior desenvolvimento proporcionalmente ao mais baixo desenvolvimento físico.

É nos vertebrados que ela é mais proeminente e objetiva, e no homem é

Mas de uma maneira muito diferente daquela imaginada por Haeckel como uma "evolução por seleção natural na luta pela existência" ("Pedigree of Man." "Sense Organs," p. 335). A mera "sensibilidade térmica da pele" a hipotéticas ondas de luz é absurdamente incompetente para explicar a bela combinação de adaptações presentes no olho.

Além disso, foi anteriormente demonstrado que a "Seleção Natural" é um puro mito quando se lhe atribui a origem das variações (vide infra, Parte III., sobre a causação mecânica darwiniana); pois a "sobrevivência do mais apto" só pode ocorrer depois que variações úteis surgiram, juntamente com organismos aperfeiçoados.

De onde vieram as "variações úteis" que desenvolveram o olho? Apenas de "forças cegas . . . sem objetivo, sem desígnio?" O argumento é pueril.

A verdadeira solução do mistério deve ser encontrada na impessoal Sabedoria Divina, em sua IDEAÇÃO — refletida através da matéria.

A paleontologia verificou que nos animais da era Cenozoica — especialmente os Saurianos, como o antediluviano Labirintodonte, cujo crânio fóssil exibe uma perfuração de outro modo inexplicável — o terceiro olho, ou olho ímpar, deve ter sido muito desenvolvido.

Vários naturalistas, entre outros E. Korscheldt, estão convencidos de que, não obstante a pele opaca que o cobre, tal olho nos répteis do período atual só pode distinguir a luz das trevas (como os olhos humanos fazem quando vendados com um lenço, ou mesmo firmemente fechados), nos animais agora extintos esse olho funcionava e era um órgão real de visão.


Não menos luz é lançada por isso sobre o futuro estado físico, espiritual e intelectual da humanidade, em períodos correspondentes em linhas paralelas com outros períodos passados, e sempre nas linhas da evolução e desenvolvimento cíclicos ascendentes e descendentes.

Assim, alguns séculos antes do Kali yuga — a era negra que começou há quase 5.000 anos — foi dito (parafraseado em frases compreensíveis):

"Nós (a Quinta Raça-Raiz) em nossa primeira metade (de duração) em diante (no agora ASCENDENTE arco do ciclo) estamos no ponto médio de (ou entre) a Primeira e a Segunda Raças — caindo para baixo (isto é, as raças estavam então no arco descendente do ciclo). . . . . Calcula por ti mesmo, Lanoo, e vê." (Comentário xx.).

Calculando como aconselhado, descobrimos que durante esse período de transição — ou seja, na segunda metade da Primeira Raça espiritual etéreo-astral — a humanidade nascente era desprovida do elemento intelectual cerebral.

Como estava em sua linha descendente, e como estamos paralelos a ela, na ascendente, estamos,

EVOLUÇÃO DAS RAÇAS-RAIZ NA QUARTA RONDA

portanto, desprovidos do elemento Espiritual, que agora é substituído pelo intelectual.

Pois, lembra-te bem, como estamos no período manásico de nosso ciclo de raças, ou na Quinta, cruzamos, portanto, o ponto meridiano do perfeito ajuste de Espírito e Matéria — ou esse equilíbrio entre intelecto cerebral e percepção Espiritual.

Um ponto importante, no entanto, deve ser tido em mente.

O OLHO ÍMPAR É AGORA UMA GLÂNDULA.

Estamos apenas na Quarta Ronda, e é na Quinta que o pleno desenvolvimento de Manas, como um raio direto do MAHAT Universal — um raio desimpedido pela matéria — será finalmente alcançado.

No entanto, como cada sub-raça e nação têm seus ciclos e estágios de evolução desenvolvimental repetidos em escala menor, isso deve ser ainda mais o caso de uma Raça-Raiz.

Nossa raça, então, como Raça-Raiz, cruzou a linha equatorial e está ciclando adiante no lado Espiritual; mas algumas de nossas sub-raças ainda se encontram no arco descendente sombrio de seus respectivos ciclos nacionais; enquanto outras — as mais antigas — tendo cruzado seu ponto crucial, que sozinho decide se uma raça, uma nação ou uma tribo viverá ou perecerá, estão no ápice do desenvolvimento espiritual como sub-raças.

Torna-se compreensível agora por que o "olho ímpar" foi gradualmente transformado em uma simples glândula, após a Queda física daqueles que concordamos em chamar de "Lemurianos". É um fato curioso que é especialmente nos seres humanos que os hemisférios cerebrais e os ventrículos laterais foram desenvolvidos, e que os tálamos ópticos, corpos quadrigêmeos e corpos estriados são as partes principais que são desenvolvidas no cérebro dos mamíferos.

Além disso, afirma-se que o intelecto de qualquer homem pode, até certo ponto, ser avaliado pelo desenvolvimento das circunvoluções centrais e da parte anterior dos hemisférios cerebrais.

Pareceria um corolário natural que, se o desenvolvimento e o aumento de tamanho da glândula pineal podem ser considerados um índice das capacidades astrais e das proclividades espirituais de qualquer homem, haverá um desenvolvimento correspondente dessa parte do crânio, ou um aumento no tamanho da glândula pineal em detrimento da parte posterior dos hemisférios cerebrais.

É uma especulação curiosa que receberia uma confirmação neste caso.

Veríamos, abaixo e atrás, o cerebelo, que foi considerado a sede de todas as proclividades animais de um ser humano, e que é reconhecido pela ciência como o grande centro de todos os movimentos fisiologicamente coordenados do corpo, tais como andar, comer, etc., etc.; na frente, a parte anterior do cérebro — os hemisférios cerebrais — a parte especialmente ligada ao desenvolvimento dos poderes intelectuais no homem; e no meio, dominando ambos, e especialmente as funções animais, a glândula pineal desenvolvida, em conexão com o homem mais altamente evoluído, ou espiritual.

Deve-se lembrar que estas são apenas correspondências físicas; assim como o cérebro humano comum é o órgão registrador da memória, mas não a memória em si.

Este é, então, o órgão que deu origem a tantas lendas e tradições, entre outras à do homem com uma cabeça, mas dois rostos.

Estas podem ser encontradas em várias obras chinesas, além de serem referidas na Fragmentos caldeus.


Além da obra já citada — o Shan Hai King, compilado pelo Rei Chia a partir de gravuras em nove urnas feitas em 2.255 a.C., pelo Imperador Yu, elas podem ser encontradas em outra obra, chamada "Livros de Bambu", e em uma terceira, o "Rh Ya" — "iniciado segundo a tradição por Chow Kung, tio de Wu Wang, o primeiro Imperador da Dinastia Chow, 1.122 a.C.": — diz o Sr. Ch. Gould em seus "Monstros Míticos". Os Livros de Bambu contêm os antigos anais da China, encontrados em 279 d.C. na abertura do túmulo do Rei Seang de Wai, que morreu em 295 a.C. Ambas as obras mencionam homens com dois rostos em uma cabeça — um na frente e outro atrás (p. 27).

Agora, o que os estudantes de Ocultismo devem saber é que O "TERCEIRO OLHO" ESTÁ INDISSOLUVELMENTE LIGADO AO KARMA.

O princípio é tão misterioso que pouquíssimos já ouviram falar dele.

O "olho de Siva" não se atrofiou completamente antes do fim da Quarta Raça.

Quando a espiritualidade e todos os poderes divinos e atributos do homem-deva da Terceira [Raça] foram tornados servos das paixões fisiológicas e psíquicas recentemente despertadas do homem físico, em vez do contrário, o olho perdeu seus poderes.

Mas tal era a lei da Evolução, e, em estrita precisão, não foi uma QUEDA.

O pecado não estava em usar esses poderes recentemente desenvolvidos, mas em usá-los mal; em fazer do tabernáculo, destinado a conter um deus, o templo de toda iniquidade espiritual.

E se dizemos "pecado", é meramente para que todos compreendam nosso significado; pois o termo Karma seria o correto a ser usado neste caso; enquanto o leitor que se sentir perplexo com o uso do termo "espiritual" em vez de "física" iniquidade, é lembrado do fato de que não pode haver iniquidade física.

O corpo é simplesmente o órgão irresponsável, a ferramenta do psíquico, se não do "homem espiritual". Enquanto no caso dos atlantes, foi precisamente o ser espiritual que pecou, sendo o elemento Espírito ainda o princípio "Mestre" no homem, naqueles dias.

Assim, é naqueles dias que o mais pesado Karma da Quinta Raça foi gerado por nossas Mônadas.

Como esta frase pode novamente parecer confusa, é melhor que seja explicada em benefício daqueles que são ignorantes dos ensinamentos teosóficos.

Perguntas com relação ao Karma e aos renascimentos são constantemente oferecidas, e uma grande confusão parece existir sobre este assunto.

Aqueles que nasceram e foram criados na fé cristã, e foram treinados na ideia

Significa, como sinônimo de pecado, a realização de alguma ação para a obtenção de um objeto de desejo mundano, portanto egoísta, que não pode deixar de ser prejudicial a outra pessoa.

Karman é ação, a Causa; e Karma novamente é "a lei da causalidade ética"; o efeito de um ato produzido egocentricamente, quando a grande lei da harmonia depende do altruísmo.

O NÚMERO DE MÔNADAS É LIMITADO.

que uma nova alma é criada por Deus para cada recém-nascido, estão entre os mais perplexos.

Eles perguntam se, em tal caso, o número de Mônadas encarnantes na Terra é limitado; ao que lhes é respondido afirmativamente.

Pois, por mais inumeráveis que sejam, em nossas concepções, o número das mônadas encarnantes — mesmo se levarmos em conta o fato de que, desde a Segunda Raça, quando seus respectivos sete grupos foram dotados de corpos, vários nascimentos e mortes podem ser admitidos para cada segundo de tempo nas eras já transcorridas — ainda assim, deve haver um limite.

Foi declarado que Karma-Nêmesis, cuja serva é a Natureza, ajustou tudo da maneira mais harmoniosa; e que, portanto, o novo influxo, ou a chegada de novas Mônadas, havia cessado tão logo a Humanidade atingisse seu pleno desenvolvimento físico.

Nenhuma Mônada nova encarnou desde o ponto médio dos Atlantes.

Portanto, lembrando que, exceto no caso de crianças pequenas e de indivíduos cujas vidas foram violentamente interrompidas por algum acidente, nenhuma Entidade Espiritual pode reencarnar antes que um período de muitos séculos tenha decorrido, tais lacunas por si só devem mostrar que o número de Mônadas é necessariamente finito e limitado.

Além disso, um tempo razoável deve ser dado aos outros animais para seu progresso evolutivo.

Daí a afirmação de que muitos de nós estamos agora expiando os efeitos das causas cármicas malignas produzidas por nós em corpos atlantes.

A Lei do KARMA está inextricavelmente entrelaçada com a da Reencarnação.

É somente o conhecimento dos renascimentos constantes de uma mesma individualidade ao longo do ciclo de vida; a certeza de que as mesmas MÔNADAS — entre as quais há muitos Dhyan-Chohans, ou os próprios "Deuses" — têm de passar pelo "Círculo da Necessidade", recompensadas ou punidas por tal renascimento pelos sofrimentos suportados ou crimes cometidos na vida anterior; que essas próprias Mônadas, que entraram nos invólucros vazios e insensatos, ou figuras astrais da Primeira Raça emanadas pelos Pitris, são as mesmas que estão agora entre nós — ou melhor, nós mesmos, porventura; é somente essa doutrina, dizemos, que pode nos explicar o misterioso problema do Bem e do Mal, e reconciliar o homem com a terrível e aparente injustiça da vida.

Nada além dessa certeza pode aquietar nosso sentido de justiça revoltado.

Pois, quando alguém não familiarizado com a nobre doutrina olha ao seu redor e observa as desigualdades de nascimento e fortuna, de intelecto e capacidades; quando se vê honras prestadas a tolos e devassos, sobre quem a fortuna derramou seus favores por mero privilégio de nascimento, e seu vizinho mais próximo, com todo o seu intelecto e nobres virtudes — muito mais merecedor em todos os sentidos — perecendo de necessidade e por falta de compaixão; quando se vê tudo isso e se tem de desviar o olhar, impotente para aliviar o sofrimento imerecido, com os ouvidos zumbindo e o coração dolorido com os gritos de dor ao redor — somente esse bendito conhecimento do Karma impede que se amaldiçoe a vida e os homens, bem como seu suposto Criador.


De todas as terríveis blasfêmias e acusações virtualmente lançadas contra seu Deus pelos monoteístas, nenhuma é maior ou mais imperdoável do que aquela (quase sempre) falsa humildade que faz o cristão supostamente "piedoso" afirmar, em relação a cada golpe maligno e imerecido, que "tal é a vontade de Deus".

Tolos e hipócritas! Blasfemadores e fariseus ímpios, que falam no mesmo fôlego do infinito amor misericordioso e do cuidado de seu Deus e criador para com o homem desamparado, e desse mesmo Deus açoitando os bons, os melhores de suas criaturas, sangrando-os até a morte como um insaciável Moloch! Seremos respondidos a isso, nas palavras de Congreve: —

"Mas quem ousará taxar a Justiça Eterna?" A lógica e o simples senso comum, respondemos: se somos levados a crer no "pecado original", em uma única vida, somente nesta Terra, para cada Alma, e em uma Divindade antropomórfica, que parece ter criado alguns homens apenas pelo prazer de condená-los ao fogo eterno do inferno (e isto sejam eles bons ou maus, diz o predestiniano), por que não deveria todo homem dotado de faculdades racionais condenar, por sua vez, uma Divindade tão vil? A vida se tornaria insuportável, se fosse preciso acreditar no Deus criado pela imaginação impura do homem.

Felizmente ele existe apenas nos dogmas humanos, e na imaginação doentia de alguns poetas, que creem ter resolvido o problema dirigindo-se a ele como —

"Tu, grande e Misterioso Poder, que envolveste                              O orgulho da sabedoria humana, para confundir                              A ousada investigação e provar a fé                             De tuas presumidas criaturas!..."

Verdadeiramente, uma "fé" robusta é necessária para acreditar que é "presunção" questionar a justiça daquele que cria o pequeno homem desamparado apenas para "perplexá-lo", e para testar uma "fé" com a qual esse "Poder", além disso, pode ter esquecido, se não negligenciado, de dotá-lo, como às vezes acontece.

Comparem essa fé cega com a crença filosófica, baseada em toda evidência razoável e na experiência de vida, em Karma-Nemesis, ou a Lei de Retribuição.

Essa Lei — seja Consciente ou Incons-

Uma compreensão firme dos princípios da Lei Kármica derruba toda a base do imponente edifício erguido pelos discípulos de Schopenhauer e Von Hartmann.

A doutrina e a teologia dos Calvinistas.

"O propósito de Deus desde a eternidade a respeito de todos os eventos" (o que se torna fatalismo e mata o livre-arbítrio, ou qualquer tentativa de exercê-lo para o bem)..." É a pré-designação ou atribuição dos homens à felicidade ou miséria eterna" (Catecismo). Uma doutrina nobre e encorajadora, essa!

A LEI DA RETRIBUIÇÃO.

ciente — não predestina nada e ninguém.

Ela existe desde e na Eternidade, verdadeiramente, pois é a própria ETERNIDADE; e como tal, uma vez que nenhum ato pode ser coigual à eternidade, não se pode dizer que ela age, pois é a própria AÇÃO.

Não é a Onda que afoga um homem, mas a ação pessoal do infeliz, que deliberadamente vai e se coloca sob a ação impessoal das leis que governam o movimento do Oceano.

O Karma não cria nada, nem projeta.

É o homem que planeja e cria causas, e a lei kármica ajusta os efeitos; esse ajuste não é um ato, mas uma harmonia universal, tendendo sempre a retomar sua posição original, como um galho que, curvado com demasiada força, recua com vigor correspondente.

Se acontecer de deslocar o braço que tentou curvá-lo para fora de sua posição natural, diremos que foi o galho que quebrou nosso braço, ou que nossa própria tolice nos trouxe à desgraça? O Karma nunca buscou destruir a liberdade intelectual e individual, como o Deus inventado pelos Monoteístas.

Ele não envolveu seus decretos em trevas propositalmente para perplexar o homem; nem punirá aquele que ousar perscrutar seus mistérios.

Pelo contrário, aquele que desvenda, através do estudo e da meditação, seus intrincados caminhos, e lança luz sobre essas veredas obscuras, em cujos meandros tantos homens perecem por ignorância do labirinto da vida, trabalha para o bem de seus semelhantes.

KARMA é uma lei Absoluta e Eterna no Mundo da manifestação; e, como só pode haver um Absoluto, como uma única Causa eterna e sempre presente, os crentes em Karma não podem ser considerados ateus ou materialistas — muito menos fatalistas:"

Se esta última fosse conhecida dos profanos na antiguidade tal como era compreendida pelos Iniciados, essa tradução do termo seria inobjetável.

Como está, ela foi demasiadamente antropomorfizada pela imaginação grega para permitir que a usemos sem uma explicação elaborada.

Para os primeiros gregos, "de Homero a Heródoto, ela não era uma deusa, mas antes um sentimento moral", diz Decharme; a barreira contra o mal e a imoralidade.

Aquele que a transgride comete um sacrilégio aos olhos dos deuses e é perseguido por Nemesis.

Mas, com o tempo, esse "sentimento" foi deificado, e sua personificação tornou-se uma deusa sempre fatal e punidora.

Portanto, se quisermos conectar Karma a Nemesis, isso deve ser feito no tríplice caráter desta última, a saber: como Nemesis, Adrasteia e Themis.

Pois, enquanto esta última é a deusa da Ordem e Harmonia Universais, que, como Nemesis, é incumbida de reprimir todo excesso e manter o homem dentro dos limites da Natureza e da retidão sob severa penalidade, Adrasteia — "a inevitável" — representa Nemesis como o efeito imutável das causas criadas pelo próprio homem.

Nemesis, como filha de Dike, é a deusa equitativa que reserva sua ira apenas para aqueles que são enlouquecidos pelo orgulho, egoísmo e impiedade.

(Veja Mesomed.

Hino a Nemesis, V. 2. Brunck, Analecta II. p. 292; Mitologia da Grécia Antiga, p. 304.) Em suma, enquanto Nemesis é uma deusa mitológica, exotérica, ou Poder, personificada e antropomorfizada em seus vários aspectos, Karma é uma verdade altamente filosófica, uma expressão nobre e diviníssima da intuição primitiva do homem acerca da Divindade.

É uma doutrina que explica a origem do Mal e enobrece nossas concepções do que a justiça divina imutável deveria ser, em vez de degradar a Divindade desconhecida e incognoscível, transformando-a no tirano caprichoso e cruel que chamamos de Providência.


pois o Karma é uno com o Incognoscível, do qual é um aspecto em seus efeitos no mundo fenomênico.

Intimamente, ou melhor, indissoluvelmente ligada ao Karma, está a lei do renascimento, ou da reencarnação da mesma individualidade espiritual em uma longa, quase interminável, série de personalidades.

Estas últimas são como os vários trajes e personagens representados pelo mesmo ator, com cada um dos quais esse ator se identifica e é identificado pelo público, por algumas horas.

O homem interior, ou real, que personifica esses personagens, sabe o tempo todo que é Hamlet pelo breve espaço de alguns atos, que representam, contudo, no plano da ilusão humana, toda a vida de Hamlet.

E ele sabe que foi, na noite anterior, Rei Lear, a transformação, por sua vez, do Otelo de uma noite ainda mais anterior; mas o personagem exterior e visível é suposto ignorar o fato.

Na vida real, essa ignorância é, infelizmente, demasiado real.

No entanto, a individualidade permanente está plenamente ciente do fato, embora, devido à atrofia do olho "espiritual" no corpo físico, esse conhecimento seja incapaz de se imprimir na consciência da personalidade falsa.

A posse de um terceiro olho físico, nos é dito, foi desfrutada pelos homens da Terceira Raça-Raiz até quase o período médio da Terceira Sub-raça da Quarta Raça-Raiz, quando a consolidação e a perfeição do corpo humano fizeram-no desaparecer da anatomia externa do homem.

Psiquicamente e espiritualmente, contudo, suas percepções mentais e visuais perduraram até quase o fim da Quarta Raça, quando suas funções, devido à materialidade e à condição depravada da humanidade, extinguiram-se por completo antes da submersão da maior parte do continente Atlante.

E agora podemos retornar aos Dilúvios e seus muitos "Noés".

O estudante deve ter em mente que houve muitos dilúvios como o mencionado em Gênesis, e três outros muito mais importantes, que serão mencionados e descritos na Seção dedicada ao assunto dos continentes pré-históricos.

Para evitar conjecturas errôneas, contudo, quanto à afirmação de que a doutrina esotérica contém muito das lendas presentes nas Escrituras Hindus; que, ainda, a cronologia destas últimas é quase a daquela — apenas explicada e esclarecida; e que, finalmente, a crença de que "Vaivasvata Manu" — um nome genérico, de fato! — era o Noé dos Arianos e seu protótipo, tudo isso, que é também a crença dos Ocultistas, exige neste ponto uma nova explicação.

(Vide Parte III.

"Continentes Submersos.")

———

OS SETE E OS QUATORZE MANUS.

OS MANUS PRIMORDIAIS DA HUMANIDADE.

Aqueles que estão cientes de que o "grande Dilúvio", que foi ligado ao afundamento de um continente inteiro — salvo o que se tornou algumas ilhas — não poderia ter ocorrido há tanto tempo quanto 18.000.000 de anos; e que Vaivasvata Manu é o Noé indiano ligado ao Avatar Matsya (ou peixe) de Vishnu — podem sentir-se perplexos com esta discrepância entre os fatos declarados e a cronologia anteriormente dada.

Mas não há discrepância na verdade.

Pede-se ao leitor que consulte o Theosophist de julho de 1883 e, após estudar o artigo ali contido, "O Princípio Septenário no Esoterismo", toda a questão poderá ser-lhe explicada.

É nesta explicação, creio eu, que os Ocultistas diferem dos Brâmanes.

Em benefício daqueles, contudo, que possam não ter "O Theosophist" daquele mês e ano em mãos, uma ou duas passagens podem agora ser citadas dele:

"Quem foi Manu, o filho de Swayambhuva? A doutrina secreta nos diz que este Manu não era um homem, mas a representação das primeiras raças humanas evoluídas com a ajuda dos Dhyan-Chohans (Devas) no início da primeira ronda.

Mas somos informados em suas Leis (Livro I. 80) que há catorze Manus para cada Kalpa — ou intervalo de criação a criação (leia-se intervalo de um 'Pralaya' menor a outro) — e que na presente era divina, houve até agora sete Manus.

Aqueles que sabem que há sete rondas, das quais já passamos por três, e estamos agora na quarta; e que

Aplica-se também a cada "obscuração" bem como, e até mesmo a cada Cataclismo que põe fim, pelo Fogo ou pela Água alternadamente, a cada Raça-Raiz.

Pralaya é um termo como o de "Manu" — o nome genérico para os Sishtas, que, sob a denominação de "Rei", são mostrados nos Purânas como preservados "com a semente de todas as coisas em uma arca, das águas daquele dilúvio" (ou dos fogos de uma conflagração vulcânica geral, cujo começo já vemos para a nossa Quinta Raça nos terríveis terremotos e erupções destes últimos anos, e especialmente no presente) . . . . que, na estação de um pralaya, cobre o mundo" (a Terra). (Ver Prefácio, p. lxxxi., ao "Vishnu Purâna" de Wilson.) O tempo é apenas uma forma de "Vishnu" — verdadeiramente, como Parasâra diz naquele Purâna.

No Yuga Kalpa hindu, temos a série regular descendente 4, 3, 2, com cifras multiplicadas conforme a ocasião exige para propósitos esotéricos, mas não, como Wilson e outros orientalistas pensaram, para "embelezamentos sectários". Um Kalpa pode ser uma era, um "Dia" de Brahmâ, ou um Kalpa sideral, astronômico e terreno.

Esses cálculos são encontrados em todos os Purânas, mas alguns diferem — como, por exemplo, "o ano dos sete Rishis, 3.030 anos mortais, e o ano de Dhruva, 9.090 no Linga Purâna", que são novamente esotéricos, e que de fato representam cronologia (secreta) real.

Como dito no Brahmâ Vaivarta: "Os cronologistas computam um Kalpa pela vida de Brahmâ.

Kalpas menores, como Samvarta e os demais, são numerosos." "Kalpas menores" denotam aqui todo período de destruição, como foi bem compreendido pelo próprio Wilson, que explica os últimos como "aqueles em que o vento Samvarta ou outros agentes destrutivos operam" (Vishnu Purâna, p. 54, vol.

I.).


ensinou que há sete auroras e sete crepúsculos, ou quatorze Manvantaras; que no começo de cada Ronda e no fim, e sobre, e entre os planetas, há um despertar para a vida ilusória, e um despertar para a vida real; e que, além disso, há Manus-raiz, e o que temos de traduzir canhestramente como os Manus-semente — as sementes para as raças humanas da Ronda vindoura (ou os Sishtas — os sobreviventes mais aptos; um mistério divulgado apenas àqueles que passaram pelo seu terceiro grau de iniciação) — aqueles que aprenderam tudo isso estarão mais bem preparados para compreender o significado do que se segue.

Somos informados nas sagradas escrituras hindus que o primeiro Manu produziu outros seis Manus (sete Manus primários no total), e estes produziram, por sua vez, cada um, sete outros Manus (Bhrigu I, 61-63) — a produção destes últimos figurando nos tratados ocultos como 7 x 7. Assim, torna-se claro que Manu — o último, o progenitor da nossa Humanidade da Quarta Ronda — deve ser o sétimo, uma vez que estamos na nossa quarta Ronda, e há um Manu-Raiz no globo A e um Manu-Semente no globo G. Assim como cada Ronda planetária começa com o aparecimento de um "Manu-Raiz" (Dhyan Chohan) e termina com um "Manu-Semente", do mesmo modo um Manu-Raiz e um Manu-Semente aparecem respectivamente no início e no término do período humano em qualquer planeta particular.

Será facilmente visto a partir da declaração anterior que um período manvantárico significa, como o termo implica, o tempo entre o

Veja nele as Anotações — a "Teoria da Arca de Noé", pp. 146, 147.

O fato de que o próprio Manu é apresentado como declarando que foi criado por Virâj, e que então produziu os dez Prajâpatis, que por sua vez produziram sete Manus, os quais, por sua vez, deram origem a sete outros Manus (Manu, I, 33-36) relaciona-se a outros mistérios ainda mais antigos, e é ao mesmo tempo um véu com respeito à doutrina da cadeia septenária e à evolução simultânea de sete humanidades, ou HOMENS. No entanto, a presente obra é escrita com base nos registros dos Ensinamentos Secretos Cis-Himalaios, e a filosofia esotérica bramânica pode agora diferir em forma, assim como a Cabala.

Mas elas eram idênticas na antiguidade remota.

Há outra razão esotérica além desta para isso. Um Vaivasvata é o sétimo Manu, porque esta nossa Ronda, embora a Quarta, está no Manvantara pré-septenário, e a própria Ronda está em seu sétimo estágio de materialidade ou fisicalidade.

O fim de seu ponto racial médio ocorreu durante a Quarta Raça Raiz, quando o homem e toda a natureza atingiram seu estado mais baixo de matéria grosseira.

Desde aquela época, isto é, desde o fim das três raças e meia, a humanidade e a natureza entraram no arco ascendente de seu ciclo racial.

O intervalo que precede cada Yuga é chamado de Sandhya, composto de tantas centenas de anos quantos milhares há no yuga; e aquele que se segue a este é denominado Sandhyamsa, e é de duração semelhante, somos informados no Vishnu Purâna.

"O intervalo entre a Sandhya e a Sandhyamsa é o yuga denominado Krita, Treta, etc., etc.

Os (quatro) Krita, Treta, Dwapara e Kali constituem uma grande era, ou agregado de quatro eras; 1000 desses agregados são um Dia de Brahma; e 14 Manus reinam dentro desse termo." Ora, se tivéssemos que aceitar isso literalmente, então haveria apenas um Manu para cada 4.320.000.000 de anos.

Como nos é ensinado que foram necessários 300.000.000 de anos para os dois reinos inferiores evoluírem, e que a nossa humanidade tem apenas 18 e poucos milhões de anos — onde estariam os outros Manus mencionados, a menos que a alegoria signifique o que a doutrina esotérica nos ensina sobre os 14, sendo cada um multiplicado por 49.

OS VÉUS DO EXOTERISMO.

aparecimento de dois Manus ou Dhyan Chohans; e, portanto, um Manvantara menor é a duração das sete raças em qualquer planeta particular, e um Manvantara maior é o período de uma ronda humana ao longo da cadeia planetária.

Além disso, que, como é dito que cada um dos sete Manus cria 7 x 7 Manus, e que há 49 raças-raiz nos sete planetas durante cada Ronda, então cada raça-raiz tem o seu Manu.

O presente sétimo Manu é chamado 'Vaivasvata' e figura nos textos exotéricos como aquele Manu que representa na Índia o Xisuthrus babilônico e o Noé judeu.

Mas nos livros esotéricos somos informados de que Manu Vaivasvata, o progenitor da nossa Quinta raça — que a salvou do dilúvio que quase exterminou a Quarta (Atlântida) — não é o sétimo Manu, mencionado na nomenclatura dos Manus-Raiz, ou primitivos, mas um dos Manus emanados deste Manu-Raiz.

"Para uma compreensão mais clara, aqui damos os nomes dos 14 Manus em sua respectiva ordem e relação com cada Ronda: —

"Vaivasvata, assim, embora sétimo na ordem dada, é o Manu-Raiz primitivo da nossa Quarta Onda Humana (o leitor deve sempre lembrar que Manu não é um homem, mas a humanidade coletiva), enquanto o nosso Vaivasvata foi apenas um dos sete Manus Menores, que são feitos para presidir sobre as sete raças deste nosso planeta.

Cada um destes tem que se tornar testemunha de um dos cataclismos periódicos e sempre recorrentes (por fogo e água) que encerram o ciclo de cada raça-raiz."

E é este Vaivasvata — a personificação ideal hindu, chamado respectivamente Xisuthrus, Deucalião, Noé e por outros nomes — que é o homem alegórico que resgatou nossa raça, quando quase toda a população de um hemisfério pereceu pela água, enquanto o outro hemisfério despertava de sua obscuração temporária.

As palavras "criação", "dissolução", etc., não expressam corretamente o verdadeiro significado de Manvantara ou Pralaya.

O Vishnu Purâna enumera várias: A dissolução de todas as coisas é de quatro tipos, diz-se que Parasâra afirma: — Naimittika (ocasional), quando Brahmâ dormita (sua noite, quando, "No final deste dia ocorre uma re-coalescência do Universo, chamada de re-coalescência contingente de Brahmâ," porque Brahmâ é este próprio universo); "Prakritika (elemental), quando o retorno deste universo à sua natureza original é parcial e físico; Atyantika (absoluta), identificação do encarnado com o Espírito supremo incorpóreo — estado Mahatmico, seja temporário ou até o seguinte Maha Kalpa: também obscuração absoluta — como de um todo — cadeia planetária, etc.; e Nitya (perpétua) Mahapralaya para o Universo, morte — para o homem, nitya é a extinção da vida, como a extinção de uma lâmpada," também "no sono à noite." Nitya Sarga é "criação constante ou perpétua," assim como Nitya pralaya é "destruição constante ou perpétua de tudo o que nasce." "O que se segue após uma dissolução menor é chamado de criação efêmera. . . Isto é Samyama" (produção, existência e dissolução) (Vishnu Purâna, Livro I, cap. vii.) O assunto é tão difícil que somos obrigados a repetir nossas afirmações.


Assim, mostra-se que não há discrepância real ao falar do Vaivasvata Manvantara (Manu-antara, literalmente "entre dois Manus") há 18.000.000 de anos atrás, quando o homem físico, ou verdadeiramente humano, apareceu pela primeira vez em sua Quarta Ronda nesta terra; e dos outros Vaivasvatas, por exemplo, o Manu do Grande Dilúvio Cósmico ou sideral (um mistério), ou ainda o Manu Vaivasvata da Atlântida submersa, quando o Vaivasvata racial salvou os eleitos da Humanidade, a Quinta Raça, da destruição total.

Como os vários (e bastante diferentes) eventos são propositalmente mesclados no Vishnu e em outros Purânas em uma única narrativa, ainda pode haver muita perplexidade na mente do leitor profano.

Portanto, como é necessária elucidação constante, devemos ser perdoados por repetições inevitáveis.

Os véus que ocultam os verdadeiros mistérios da filosofia esotérica são grandes e desconcertantes, e mesmo agora a última palavra não pode ser dada.

O véu, no entanto, pode ser um pouco mais removido, e algumas explicações, até então negadas, podem agora ser oferecidas ao estudante sincero.

Como alguém — o Coronel Vans Kennedy, se não nos enganamos — observou, "o primeiro princípio na filosofia religiosa hindu é a Unidade na diversidade." Se todos esses Manus e Rishis são chamados por um nome genérico, isso se deve ao fato de que eles são, todos e cada um, as Energias manifestadas de um único e mesmo LOGOS, os mensageiros celestes, bem como terrestres, e permutações daquele Princípio que está sempre em estado de atividade; consciente durante o período de evolução cósmica, inconsciente (do nosso ponto de vista) durante o repouso cósmico, pois o Logos dorme no seio daquilo que "não dorme", nem jamais está desperto — pois é SAT ou Beidade, não um Ser.

É DELE que emana o grande Logos invisível, que evolui todos os outros logoi, o MANU primordial que dá existência aos outros Manus, que emanam o universo e tudo o que nele existe coletivamente, e que representam em seu agregado o Logos manifestado. Assim, aprendemos nos "Comentários" que, enquanto nenhum Dhyan Chohan, nem mesmo o mais elevado, pode realizar completamente "a condição da evolução cósmica precedente", "os Manus retêm um conhecimento de suas experiências de todas as evoluções cósmicas através da Eternidade." Isso é muito claro: o primeiro Manu é chamado Swayambhûva,

AS QUATRO RAÇAS ANTERIORES.

"o Auto-manifestado", o Filho do PAI não manifestado.

Os Manus são os criadores dos criadores de nossa Primeira Raça — o Espírito da humanidade — o que não impede que os sete Manus tenham sido os primeiros homens "pré-adâmicos" na Terra.

Manu declara que foi criado por Virâj, ou Vaiswanara, (o Espírito da Humanidade), o que significa que sua Mônada emana do Princípio que nunca descansa no início de cada nova atividade cósmica: esse Logos ou MÔNADA UNIVERSAL (Elohim coletivo) que irradia de dentro de si todas aquelas Mônadas Cósmicas que se tornam os centros de atividade — progenitores dos inúmeros sistemas solares, bem como das mônadas humanas ainda indiferenciadas das cadeias planetárias, e também de cada ser sobre elas.

Cada Mônada Cósmica é "Swayambhûva", o AUTOGERADO, que se torna o Centro de Força, de dentro do qual emerge uma cadeia planetária (das quais há sete em nosso sistema), e cujas radiações se tornam novamente tantos Manus Swayambhûva (um nome genérico, misterioso e que significa muito mais do que aparenta), cada um destes se tornando, como uma Hoste, o Criador de sua própria Humanidade.

(Veja "Os Manus e os Manvantaras Explicados por um Místico e Matemático Ocidental.") Quanto à questão das quatro raças distintas da humanidade que precederam a nossa Quinta Raça, não há nada de místico nisso, exceto os corpos etéreos das primeiras raças; e é uma questão de história lendária, porém muito correta.

Essa lenda é universal.

E se o sábio ocidental prefere ver nela apenas um mito, isso não faz a menor diferença.

Os mexicanos tinham, e ainda têm, a tradição da destruição quádrupla do mundo pelo fogo e pela água, assim como os egípcios a tinham, e os hindus a têm, até hoje.

Tentando explicar a comunidade de lendas na antiguidade remota — mantida por chineses, caldeus, egípcios, indianos e gregos — e a ausência de qualquer vestígio certo de civilização mais antiga que 5.000 anos, o autor de "Monstros Míticos" observa que "não devemos nos surpreender se não descobrirmos imediatamente os vestígios do povo de dez, quinze ou vinte mil anos atrás.

Com uma arquitetura efêmera (como na China), os locais de vastas cidades podem ter se perdido inteiramente da recordação em poucos milhares de anos devido à decadência natural . . . e quanto mais.

. . se . . . cataclismos menores intervieram, tais como inundações locais, terremotos, deposição de cinzas vulcânicas, a expansão de desertos arenosos, destruição da vida por

 Veja Manu I., 32, 33. Vaiswanara é, em outro sentido, o fogo magnético vivo que permeia o sistema solar manifestado.

É o aspecto mais objetivo (para nós, o inverso) e sempre presente da VIDA UNA, pois é o Princípio Vital.

(Veja Theosophist, julho de 1883, p. 249). É também um nome de Agni.


pestilência mortal, por miasma, ou pelo derramamento de vapores sulfurosos." ("Monstros Míticos," de Ch. Gould, p. 134.)

E quantos desses cataclismos mudaram a superfície inteira da terra pode ser inferido desta Estância:

Durante os primeiros sete crores do Kalpa (70.000.000 de anos), a Terra e seus dois Reinos (mineral e vegetal), um já tendo alcançado seu sétimo círculo, o outro, mal nascido, são luminosos e semi-etéreos, frios, sem vida e translúcidos.

No décimo primeiro crore, a mãe (Terra) torna-se opaca, e no DÉCIMO QUARTO ocorrem as dores da adolescência.

Essas convulsões da natureza (mudanças geológicas) duram até seu vigésimo crore de anos, ininterruptamente, após o que se tornam periódicas e em longos intervalos.

A última mudança ocorreu há quase doze crores de anos (120.000.000). Mas a Terra, com tudo em sua face, já havia se tornado fria, dura e estabelecida eras antes.

(Comentário, xxii.)

Assim, se acreditarmos no ensinamento esotérico, não houve mais distúrbios e mudanças geológicas universais nos últimos 120 milhões de anos, e a Terra, mesmo antes desse tempo, estava pronta para receber seu estoque humano.

O aparecimento deste, no entanto, em seu pleno desenvolvimento físico, como já foi dito, ocorreu apenas cerca de dezoito milhões de anos atrás, depois que o primeiro grande fracasso da natureza em criar seres sozinhos, sem a ajuda dos divinos "Plasmadores", foi seguido pela evolução sucessiva das primeiras três raças (Ver Estâncias III. et seq. acima). A duração real das primeiras duas raças e meia é ocultada de todos, exceto dos Iniciados superiores.

A História das Raças começa na separação dos sexos, quando a raça andrógina ovípara precedente pereceu rapidamente, e as subsequentes sub-raças da

Da Primária, quando a Terra está de posse dos três Reinos Elementais, não podemos falar por várias razões, uma das quais é que, a menos que alguém seja um grande vidente, ou naturalmente intuitivo, será incapaz de perceber o que nunca pode ser expresso em quaisquer termos existentes.

Hipócrates disse que o número sete "Por suas virtudes ocultas tendia à realização de todas as coisas, a ser o dispensador da vida e fonte de todas as suas mudanças." A vida do homem ele dividiu em sete idades (Shakespeare), pois "Assim como a lua muda suas fases a cada sete dias, este número influencia todos os seres sublunares", e até mesmo a Terra, como sabemos.

Com a criança, são os dentes que aparecem no sétimo mês, e ela os perde aos sete anos; aos dois vezes sete começa a puberdade, aos três vezes sete todas as nossas faculdades mentais e vitais estão desenvolvidas, aos quatro vezes sete ele está em sua força plena, aos cinco vezes sete suas paixões estão mais desenvolvidas, etc., etc.

Assim também para a Terra.

Ela está agora em sua meia-idade, ainda que pouco mais sábia por isso. O Tetragrammaton, o sagrado nome de quatro letras da Divindade, só pode ser resolvido na Terra tornando-se Septenário através do triângulo manifesto que procede da Tetraktis oculta.

Portanto, o número sete tem de ser adotado neste plano.

Como está escrito na Cabala, "A Grande Assembleia Santa", v. 1161: — "Pois certamente não há estabilidade naqueles seis, exceto (o que derivam) do sétimo.

Pois todas as coisas dependem do SÉTIMO."

O SIGNIFICADO ESOTÉRICO DE "PEIXE".

A Terceira Raça-Raiz apareceu como uma raça inteiramente nova fisiologicamente.

É essa "destruição" que é chamada alegoricamente de grande "Dilúvio de Vaivasvata Manu", quando o relato mostra Vaivasvata Manu (ou a "Humanidade") permanecendo sozinho na Terra na Arca da Salvação rebocada por Vishnu sob a forma de um peixe monstruoso, e os Sete Rishis "com ele". A alegoria é muito clara: —

No Simbolismo de todas as nações, o "Dilúvio" representa a matéria caótica e instável — o próprio Caos: e a Água, o princípio feminino — o "Grande Abismo". Como dá o Léxico Grego de Parkhurst — "Arch; (arca) corresponde ao hebraico rasit, ou Sabedoria.

. e (ao mesmo tempo) ao emblema do poder gerador feminino, o Arg ou Arca, no qual o germe da natureza (e da humanidade) flutua ou choca sobre o grande Abismo das águas, durante o intervalo que ocorre após cada ciclo mundano (ou racial)." Arca é também o nome místico do espírito divino da vida que choca sobre o caos.

Agora, Vishnu é o espírito divino, como princípio abstrato, e também como o Preservador e Gerador, ou Doador da vida — a terceira pessoa da Trimurti (composta de Brahmâ, o Criador, Siva, o Destruidor, e Vishnu, o Preservador). Vishnu é mostrado na alegoria como guiando, sob a forma de um peixe, a Arca de Vaivasvata Manu através das águas do Dilúvio.

Não há utilidade em discorrer sobre o significado esotérico da palavra peixe.

(Veja Payne Knight, Inman, Gerald Massey, etc.) Seu significado teológico é fálico, mas o metafísico é divino.

Jesus é chamado de "Peixe", e assim também foram Vishnu e Baco: IHS, o "Salvador" da humanidade, sendo apenas o monograma do deus Baco, chamado IcQgS, o peixe. Quanto aos Sete Rishis na Arca, eles simbolizavam os sete princípios, que se tornaram completos no homem somente após ele ter se separado e se tornado humano, e não mais uma criatura divina.

(Veja para mais detalhes, "O Sétimo Manu.") Tampouco temos muitos detalhes sobre a submersão do continente habitado pela Segunda Raça Raiz.

Mas a história da Terceira, "Lemúria", é dada, assim como a da Atlântida, sendo as outras apenas aludidas. Diz-se que Lemúria pereceu cerca de 700.000 anos antes do início do que hoje é chamado de era Terciária (o Eoceno), e é durante esse Dilúvio também — um dilúvio geológico real desta vez — que Vaivasvata Manu é novamente mostrado salvando a humanidade (alegoricamente, é a humanidade, ou uma porção dela, a Quarta Raça, que é salva); assim também ele salva a Quinta Raça durante a destruição dos últimos atlanteus, os

"Tantos peixes criados na água, e salvos por um grande peixe," diz Tertuliano sobre os cristãos, Cristo e a Igreja.

"Budismo Esotérico," p. 55.


remanescentes que pereceram há 850.000 anos, após o que não houve grande submersão até o dia da Atlântida de Platão, ou Poseidônis, conhecida dos egípcios apenas porque aconteceu em tempos relativamente tão recentes.

É a submersão da grande Atlântida que é a mais interessante.

É deste cataclismo que os antigos registros (Veja o "Livro de Enoque") dizem que "os confins da Terra se soltaram;" e sobre o qual as lendas e alegorias de Vaivasvata, Xisuthrus, Noé, Deucalião e todos os tutti quanti dos Eleitos salvos foram construídas.

A tradição, não levando em conta a diferença entre fenômenos siderais e geológicos, chama a ambos indiferentemente de "dilúvios." Contudo, há uma grande diferença.

O cataclismo que destruiu o enorme continente do qual a Austrália é o maior relicto, deveu-se a uma série de convulsões subterrâneas e à ruptura dos leitos oceânicos.

Aquele que pôs fim ao seu sucessor — o quarto continente — foi provocado por perturbações sucessivas na rotação axial.

Começou durante os primeiros períodos terciários e, continuando por longas eras, levou sucessivamente o último vestígio da Atlântida, com exceção, talvez, do Ceilão e de uma pequena porção do que hoje é a África.

Mudou a face do globo, e nenhuma memória de seus continentes e ilhas florescentes, de suas civilizações e ciências, permaneceu nos anais da história, exceto nos registros sagrados do Oriente.

Por isso, a Ciência moderna nega a Atlântida e sua existência.

Ela até nega quaisquer deslocamentos violentos do eixo da Terra e atribuiria a razão das mudanças climáticas a outras causas.

Mas essa questão ainda está em aberto.

Se o Dr. Croll insiste que todas essas alterações podem ser explicadas pelos efeitos da nutação e da precessão dos equinócios, há outros homens de ciência, como Sir H. James (Athenæum, 25 de agosto de 1860) e Sir John Lubbock (ibid.), que se sentem mais inclinados a aceitar a ideia de que elas se devem a uma mudança na posição do eixo de rotação.

Contra isso, a maioria dos astrônomos se alinha novamente.

Mas, então, o que eles já não negaram antes, e o que já não denunciaram — apenas para aceitá-lo mais tarde, sempre que a hipótese se tornava fato incontestável?

Até que ponto nossas cifras concordam, ou melhor, discordam da Ciência moderna, será visto adiante nos Adendos deste Livro, onde a geologia e a antropologia de nossos dias são cuidadosamente comparadas com as mesmas na Ciência Arcaica.

De qualquer forma, o período atribuído na Doutrina Secreta ao afundamento da Atlântida não parece discordar

Os geólogos não podem situar o Mioceno tão recentemente quanto 850.000 anos; façam o que fizerem, é há vários milhões de anos que a Atlântida principal pereceu.

O HOMEM INTERIOR NO ZOHAR.

muito com os cálculos da Ciência moderna, que, no entanto, chama a Atlântida de "Lemúria", sempre que aceita tal continente submerso.

Com relação ao período pré-humano, tudo o que se pode dizer, no presente, é que, mesmo até o aparecimento da Primeira Raça "sem Mente", a Terra não estava sem seus habitantes.

Mais pode ser dito: aquilo que a Ciência — reconhecendo apenas o homem físico — tem o direito de considerar como o período pré-humano, pode ser concedido que se estendeu da Primeira Raça até a primeira metade da raça Atlante, pois é somente então que o homem se tornou o "ser orgânico completo que é agora". E isso tornaria o homem adâmico não mais velho do que alguns milhões de anos.

O autor da Qabbalah observa com verdade que "o homem de hoje, como indivíduo, é apenas uma concatenação do ser de vidas humanas precedentes", ou vidas, antes.

"De acordo com a Qabbalah, as centelhas da alma contidas em Adão (Rishoun) dividiram-se em três classes principais, correspondentes aos seus três filhos, a saber: Hesed, Habel, Ge-boor-ah, Qai-yin e Ra'hmin Seth.

Estas três foram divididas em 70 espécies, chamadas: as raízes principais da raça humana." (p. 422.)

"Disse o Rabi Jehudah: 'Quantas vestes (do homem incorpóreo) são estas que são coroadas' (desde o dia em que o homem foi 'criado')? Disse R. El'eazar: 'As montanhas do mundo (os grandes homens da geração) estão em discussão sobre isso, mas há três: uma para vestir com aquela veste o espírito Rua'h, que está no jardim (do Éden) na terra: uma que é mais preciosa do que todas, na qual a Neshamah está vestida naquele Feixe de Vida, entre os anjos dos Reis . . . : e uma veste exterior, que existe e não existe, é vista e não é vista.

Naquela veste, o Nephesh está vestido, e ela vai e voa nela, para cá e para lá, no mundo." (Zohar I., 119b. col. 475; Qabbalah, 412.)

Isto se relaciona às raças (suas "vestes", ou grau de materialidade) e aos três princípios do homem em seus três veículos.

E, no entanto, ao protestar contra aqueles que dizem "que as diferenças estruturais entre o homem e os macacos são pequenas e insignificantes", e acrescentando que "cada osso do gorila carrega uma marca pela qual pode ser distinguido de um osso humano correspondente", e que "no estado atual da criação, pelo menos, nenhum ser intermediário preenche o vão que separa o homem do troglodita" — o grande anatomista continua falando das características simiescas no Homem! (Ver de Quatrefages' "A Espécie Humana," p. 113.)

——— 316 A DOUTRINA SECRETA.

ESTÂNCIA XI.                         A CIVILIZAÇÃO E DESTRUIÇÃO DAS                                   QUARTA E QUINTA RAÇAS.

———

 (43) Os Lemuro-Atlantes constroem cidades e espalham a civilização.

O estágio incipiente do antropomorfismo.

(44) Suas estátuas, testemunhas do tamanho dos Lemuro-Atlantes.

(45) Lemúria destruída pelo fogo, Atlântida pela água.

O Dilúvio.

(46) A destruição da quarta raça e dos últimos animais-monstros antediluvianos.

——————————

43. ELES (os Lemurianos) CONSTRUÍRAM CIDADES ENORMES.

DE TERRAS RARAS E METAIS ELES CONSTRUÍRAM.

DOS FOGOS (lava) VOMITADOS.

DA PEDRA BRANCA DAS MONTANHAS (mármore) E DA PEDRA NEGRA (dos fogos subterrâneos) ELES TALHARAM SUAS PRÓPRIAS IMAGENS, EM SEU TAMANHO E SEMELHANÇA, E AS ADORARAM (a).

(a) Como a História das duas primeiras raças humanas — os últimos dos Lemurianos e os primeiros dos futuros Atlantes — prossegue, temos neste ponto de mesclar as duas, e falar delas por um tempo coletivamente.

Aqui se faz também referência às Dinastias Divinas, tais como foram reivindicadas pelos egípcios, caldeus, gregos, etc., como tendo precedido seus reis humanos; elas ainda são cridas pelos hindus modernos, e são enumeradas em seus livros sagrados.

Mas destas trataremos em seu devido lugar.

O que resta mostrar é que nossos geólogos modernos estão agora sendo levados a admitir a evidente existência de continentes submersos.

Mas confessar sua presença não é aceitar que havia homens neles durante os primeiros períodos geológicos;

Sua menção é cuidadosamente evitada exceto em alguns livros de Viagens; a ciência moderna tem uma inegável predileção por impor ao público culto hipóteses, construídas sobre passatempos pessoais, como evidência bem estabelecida, por oferecer-lhe suposições em vez de Conhecimento, e chamá-las de "conclusões científicas". Seus especialistas desenvolverão mil e uma especulações contraditórias antes de confessar um fato evidente e constrangedor — preeminente entre tais especialistas sendo Haeckel e seus admiradores e co-pensadores ingleses.

Contudo, "eles são autoridades" — somos severamente lembrados.

E quanto a isso? O Papa de Roma também é uma AUTORIDADE e uma infalível — para seus seguidores; enquanto a notável falibilidade das especulações científicas está sendo comprovada periodicamente a cada mudança da lua.

PRESSENTIMENTOS DE VERDADES.

Sim, homens e nações civilizadas, não apenas selvagens paleolíticos; que, sob a orientação de seus divinos Governantes, construíram grandes cidades, cultivaram artes e ciências, e conheciam astronomia, arquitetura e matemática com perfeição.

Essa civilização primeva não surgiu, como se poderia pensar, imediatamente após sua transformação fisiológica.

Entre a evolução final e a primeira cidade construída, muitas centenas de milhares de anos se passaram.

No entanto, encontramos os Lemurianos em sua sexta sub-raça construindo suas primeiras cidades-rochosas de pedra e lava. Uma dessas grandes cidades de estrutura primitiva foi construída inteiramente de lava, a cerca de trinta milhas a oeste de onde a Ilha de Páscoa agora estende seu estreito pedaço de terra estéril, e foi totalmente destruída por uma série de erupções vulcânicas.

Os mais antigos remanescentes de construções ciclópicas foram todos obra dos Lemurianos das últimas sub-raças; e um ocultista não demonstra, portanto, nenhuma surpresa ao saber que os relicários de pedra encontrados no pequeno pedaço de terra chamado Ilha de Páscoa pelo Capitão Cook, são "muito parecidos com as muralhas do Templo de Pachacamac ou as Ruínas de Tia-Huanuco no Peru," ("Os Países do Mundo," de Robert Brown, Vol.

4, p. 43); e que estão no ESTILO CICLÓPICO.

As primeiras grandes cidades, no entanto, apareceram naquela região do continente que hoje é conhecida como a ilha de Madagascar.

Havia povos civilizados e selvagens em

O romancista em ascensão, Sr. Rider Haggard, também teve um sonho profético ou, antes, clarividente retrospectivo antes de escrever "SHE"? Sua imperial Kor, a grande cidade dos mortos, cujos homens vivos sobreviventes navegaram para o norte depois que a praga matou quase uma nação inteira, parece emergir em seus contornos gerais das imperecíveis páginas dos antigos registros arcaicos.

Ayesha sugere "que aqueles homens que navegaram para o norte podem ter sido os pais dos primeiros egípcios"; e então parece tentar uma sinopse de certas cartas de um MESTRE citadas em "Buddhismo Esotérico". Pois, ela diz, "Vez após vez, nações, sim, e nações ricas e fortes, eruditas nas artes, foram, e passaram, e foram esquecidas, de modo que nenhuma memória delas permanece.

Esta (a nação de Kor) é apenas uma de várias; pois o tempo devora a obra do homem a menos que, de fato, ele cave em cavernas como o povo de Kor, e então talvez o mar os engula, ou o terremoto os sacuda para dentro. . . . . Contudo, não foram estas pessoas totalmente destruídas, como penso.

Alguns poucos permaneceram nas outras cidades, pois suas cidades eram muitas.

Mas os bárbaros . . . desceram sobre eles, e tomaram suas mulheres por esposas, e a raça dos Amahagger que agora existe é uma prole bastarda dos poderosos filhos de Kor, e eis que habita nos túmulos com os ossos de seus pais.

. ." (pp. 180, 181.) Aqui o engenhoso romancista parece repetir a história de todas as raças da humanidade agora degradadas e decaídas.

Os Geólogos e Antropólogos colocariam à frente da humanidade, como descendentes do Homo primigenius, o homem-macaco, do qual "NENHUM REGISTRO FÓSSIL NOS É AINDA CONHECIDO", mas (que) "eram PROVAVELMENTE aparentados ao gorila e ao orangotango dos dias atuais" (Hckel). Em resposta a cujo "provavelmente", os ocultistas apontam para outra e maior probabilidade — a dada em nosso texto.

(Veja acima.) aqueles dias como há agora.


A evolução realizou sua obra de perfeição com os primeiros, e o Karma — sua obra de destruição sobre os últimos.

Os australianos e seus semelhantes são os descendentes daqueles que, em vez de vivificar a centelha neles depositada pelos "Chamas", a extinguiram por longas gerações de bestialidade.

As nações arianas puderam traçar sua descendência através dos atlantes, das raças mais espirituais dos lemurianos, nos quais os "Filhos da Sabedoria" haviam encarnado pessoalmente.

É com o advento das dinastias divinas que as primeiras civilizações foram iniciadas.

E enquanto, em algumas regiões da Terra, uma porção da humanidade preferia levar uma vida nômade e patriarcal, e em outras o homem selvagem mal aprendia a acender uma fogueira e a proteger-se contra os Elementos, seus irmãos — mais favorecidos que ele por seu Karma, e ajudados pela inteligência divina que os informava — construíram cidades, e cultivaram artes e ciências.

No entanto, e a civilização não obstante

Isso explicaria a grande diferença e variação entre as capacidades intelectuais das raças, nações e homens individuais.

Ao encarnar, e em outros casos apenas informando os veículos humanos evoluídos pela primeira raça sem cérebro (sem manas), os Poderes e Princípios encarnantes tiveram que fazer sua escolha entre, e levar em conta, os Karmas passados dos Mônadas, entre os quais e seus corpos eles tiveram que se tornar o elo de ligação.

Além disso, como corretamente afirmado em "Budismo Esotérico" (p. 30), "o quinto princípio, ou alma humana (intelectual), na maioria da humanidade ainda não está nem mesmo plenamente desenvolvido."

É dito por Krishna, o Logos encarnado, no Bhagavat-Gitâ, "Os sete grandes Rishis, os quatro Manus precedentes, participando de minha natureza, nasceram de minha mente: deles emanou (ou nasceu) a raça humana e o mundo," (Cap. X, Verso 6.) Aqui, pelos sete grandes Rishis, entendem-se as sete grandes hierarquias rupa ou classes de Dhyan Chohans.

Lembremo-nos de que os Saptarshi (os sete Rishis) são os regentes das sete estrelas da Grande Ursa, portanto, da mesma natureza que os anjos dos planetas, ou os sete grandes Espíritos Planetários.

Todos eles renasceram, todos homens na terra em vários Kalpas e raças.

Além disso, "os quatro Manus precedentes" são as quatro classes dos deuses originalmente arupa — os Kumâras, os Rudras, os Asuras, etc.: que também se diz terem encarnado.

Eles não são os Prajâpatis, como os primeiros são, mas seus princípios informantes — alguns dos quais encarnaram em homens, enquanto outros fizeram de outros homens simplesmente os veículos de seus reflexos.

Como Krishna verdadeiramente diz — as mesmas palavras sendo repetidas mais tarde por outro veículo do LOGOS — "Eu sou o mesmo para todos os seres. . . . aqueles que me adoram (o 6º princípio ou a alma divina intelectual, Buddhi, tornada consciente por sua união com as faculdades superiores de Manas) estão em mim, e eu estou neles." (Ibid., 29.) O Logos, não sendo uma personalidade, mas o princípio universal, é representado por todos os Poderes divinos nascidos de sua mente — as Chamas puras, ou, como são chamadas no Ocultismo, os "Sopros Intelectuais" — aqueles anjos que se diz terem se tornado independentes, isto é, passado do estado passivo e quiescente para o estado ativo de Autoconsciência.

Quando isto é reconhecido, o verdadeiro significado de Krishna torna-se compreensível.

Mas veja a excelente palestra do Sr. Subba Row sobre o Bhagavatgita ("Theosophist," abril de 1887, p. 444).

DEGENERAÇÃO DA HUMANIDADE.

Enquanto seus irmãos pastores desfrutavam de poderes maravilhosos como direito de nascença, eles, os construtores, só podiam agora obtê-los gradualmente; mesmo esses sendo geralmente usados para o domínio sobre a natureza física e para propósitos egoístas e profanos.

A civilização sempre desenvolveu o físico e o intelectual às custas do psíquico e do espiritual.

O comando e a orientação sobre sua própria natureza psíquica, que homens tolos agora associam ao sobrenatural, eram inatos e congênitos na Humanidade primitiva, e vinham ao homem tão naturalmente quanto andar e pensar.

"Não existe tal coisa como magia," filosofa "SHE," esquecendo-se a autora de que "magia" em seus primeiros dias ainda significava a grande CIÊNCIA DA SABEDORIA, e que Ayesha não poderia possivelmente saber nada da perversão moderna do pensamento — "embora exista tal coisa como conhecimento dos Segredos da Natureza." (p. 152). Mas eles se tornaram "Segredos" apenas em nossa raça, e eram propriedade pública na Terceira.

Gradualmente, a humanidade decaiu em estatura, pois, mesmo antes do advento real da Quarta raça ou Atlante, a maioria da humanidade havia caído na iniquidade e no pecado, exceto a hierarquia dos "Eleitos," os seguidores e discípulos dos "Filhos da Vontade e do Yoga" — chamados mais tarde de "Filhos da Névoa de Fogo."

Então vieram os Atlantes; os gigantes cuja beleza e força físicas atingiram seu clímax, de acordo com a lei evolutiva, em direção ao período médio de sua quarta sub-raça.

Mas, como dito no Comentário: —

Os últimos sobreviventes do belo filho da Ilha Branca (a primitiva Sveta-dwipa) haviam perecido eras antes.

Seus eleitos (da Lemúria) haviam se refugiado na Ilha Sagrada (agora a "lendária" Shamballah, no Deserto de Gobi), enquanto algumas de suas raças amaldiçoadas, separando-se do tronco principal, agora viviam nas selvas e subterrâneos ("homens das cavernas"), quando a raça amarelo-dourada (a Quarta) tornou-se, por sua vez, "negra de pecado." De polo a polo, a Terra mudara sua face pela terceira vez, e não era mais habitada pelos Filhos de Sveta-dwipa, os abençoados, e Adbhitanya, leste e oeste, o primeiro, o único e o puro, havia se corrompido.

. . . Os semideuses da Terceira haviam dado lugar aos semidemônios da Quarta Raça.

Sveta-dwipa, cujas partes setentrionais do Toyambudhi os sete Kumâras (Sanaka, Sananda, Sanatana, Sanatkumara, Jâta, Vodhu e Panchasikha) haviam visitado, de acordo com a tradição exotérica (Ver o Uttara Khanda do Padma Purâna; Asiat. Researches também, Vol. XI., pp. 99, 100); a Ilha Branca havia velado o seu rosto. Seus filhos agora viviam na terra Negra, onde, mais tarde, Daityas da sétima Dwipa (Pushkara) e Râkshasas do sétimo clima substituíram os Saddhus e os ascetas da Terceira era, que "haviam descido até eles de outras e mais elevadas regiões". . . . .


É evidente que, tomados em sua letra morta, os Purânas se leem como um tecido absurdo de contos de fadas e nada mais.

Mas se alguém lê os capítulos I., II. e III.

do Livro II. (Vol. II.) do Vishnu Purâna e aceita literalmente a sua geografia, geodesia e etnologia, no que diz respeito aos sete filhos de Priyavrata, entre os quais o pai divide as sete Dwipas (Ilhas Continentais); e então prossegue para estudar como o filho mais velho, o Rei de Jambu-dwipa, Agnidhra, repartiu Jambu-dwipa entre os seus nove filhos; e então como Nabhi, seu filho, que teve cem filhos e repartiu todos estes por sua vez — então o leitor provavelmente jogará o livro fora e o declarará uma farragem de tolices.

Mas o estudante esotérico compreenderá que, nos dias em que os Purânas foram escritos, o verdadeiro significado era claro apenas para os Brâmanes Iniciados, que escreveram essas obras alegoricamente e não dariam toda a verdade às massas.

E ele explicará aos orientalistas que, começando com o Coronel Wilford e terminando com o Professor Weber, fizeram e ainda fazem tanta confusão com isso, que os primeiros três capítulos (Ver trans. de Wilson do Vishnu Purâna, Livro II e seguintes) propositalmente confundem os seguintes assuntos e eventos: —

I. A série de Kalpas ou Eras (também de Raças) nunca é levada em conta; e.g., eventos que ocorreram em uma são permitidos permanecer ao lado daqueles que ocorreram em outra.

A ordem cronológica é inteiramente ignorada.

Isso é demonstrado por vários dos comentaristas sânscritos, que explicam a incompatibilidade de eventos e cálculos ao dizer — "Sempre que quaisquer contradições em diferentes Purânas são observadas, elas são atribuídas . . . a diferenças de Kalpas e afins" (Vishnu e Bhagavata Purânas).

II. Os vários significados das palavras "Manvantara" e "Kalpa" ou era são omitidos, e apenas o geral é dado.

III.

Na genealogia e geografia dos Reis e suas Varshas (países) e Dwipas, todos eles podem ser considerados como regiões terrestres.

Agora, a verdade é que, sem entrar em detalhes demasiado minuciosos, é fácil e permitido mostrar que: —

(a) As Sete Dwipas atribuídas à progênie septenária de Priyavrata referem-se a várias localidades: em primeiro lugar, à nossa cadeia planetária.

Jambu-dwipa sozinha representa o nosso globo; as outras seis são os globos companheiros (para nós) invisíveis desta Terra.

Isso é demonstrado pela própria natureza das descrições alegóricas e simbólicas.

Jambu (dwipa) "está no centro de todas estas (os chamados continentes insulares) e é cercada" por um mar de água salgada (lavana), enquanto Plaksha, Salmalia,

A SIMBOLIZAÇÃO HINDU.

Kusa, Krauncha, Sâka e Pushkara são "cercadas respectivamente — por grandes mares de caldo de cana-de-açúcar, de vinho, de manteiga clarificada, de coalhada, de leite", etc., etc., e nomes metafóricos semelhantes.

(Cap. II, Livro II) Isso é mostrado ainda mais por

(b) Bhâskara Acharya, que usa expressões da Doutrina Secreta e de seus livros, em sua descrição da posição sideral de todas essas dwipas: — "o mar de leite e o mar de coalhada" etc., significando a Via Láctea e as várias congregações de nebulosas; tanto mais, pois ele nomeia "o país ao sul do equador Bhur-loka, o do norte Bhuva-loka, Swar, Mahar, Jana, Tapo e Satya lokas"; e diz: "Esses lokas são gradualmente alcançados por méritos religiosos crescentes", ou seja, são vários paraísos.

(Ver Bibliotheca Indica. Trad. do Goladhyaya do Siddhanta-siromani III., 21-44).

(c) Que essa divisão geográfica de sete continentes, ilhas, montanhas, mares e países alegóricos não pertence apenas à nossa Ronda nem mesmo às nossas raças (não obstante o nome de Bharata Varsha (Índia)), é explicado nos próprios textos pelo narrador do Vishnu Purâna.

Pois ele encerra o primeiro capítulo dizendo: "Bharata (o filho de Nabhi, que deu seu nome a Bharata-Varsha ou Índia) confiou o Reino a seu filho Sumati . . . . e abandonou sua vida em Salagrama."

Ele nasceu depois novamente como um brâmane religioso, em uma distinta família de ascetas... sob esses príncipes (descendentes de Bharata), Bharata Varsha foi dividida em nove porções, e seus descendentes possuíram sucessivamente o país por setenta e um períodos do agregado das quatro eras," ou o reinado de um Manu, representando um Mahayuga de 4.320.000 anos.

Mas tendo dito isso, Parasâra subitamente explica que "esta foi a criação de Swayambhûva Manu, pela qual a terra foi povoada quando ele presidiu o primeiro Manvantara, no Kalpa de Vârâha," i.e., a encarnação do javali, ou Avatar.

Ora, todo brâmane sabe que é somente com Vaivasvata Manu que a nossa Humanidade começou nesta Terra (ou Rodada). E se o leitor ocidental recorrer à subseção sobre "Os Manus Primevos da Humanidade," verá que Vaivasvata é o sétimo dos catorze Manus que presidem a nossa cadeia planetária durante o seu ciclo de vida: i.e., aquele que representa ou ocupa o lugar, em cada Rodada, de dois Manus de mesmo nome (um Manu Raiz e um Manu Semente), ele é o Manu Raiz da Quarta Rodada, portanto, o sétimo.

Wilson encontra nisso apenas uma "incongruência" (ver seu Vishnu Purâna, vol. II., p. 108, nota de rodapé), e especula que "as genealogias patriarcais são mais antigas do que o sistema cronológico de Manvantaras e Kalpas," e assim "foram distribuídas de maneira bastante desajeitada entre os diferentes períodos." Não é nada disso.


Mas como os orientalistas nada sabem do ensinamento secreto, eles tomarão tudo literalmente, e então se voltarão e insultarão os escritores daquilo que não compreendem!

Essas genealogias abrangem um período de três Rodadas e meia; elas falam de períodos pré-humanos, e explicam a descida à geração de cada Manu — as primeiras centelhas manifestadas da UNIDADE Una — e mostram, além disso, cada uma dessas centelhas humanas dividindo-se e multiplicando-se por, primeiro, os Pitris, os ancestrais humanos, depois pelas Raças humanas.

Nenhum ser pode tornar-se Deus, ou Deva, a menos que passe pelos ciclos humanos.

Portanto, o Sloka diz: "Felizes são aqueles que nascem, mesmo da condição (latente) de deuses, como homens, em Bharata-varsha; pois esse é o caminho para... a liberação final." Em Jambu-dwipa, Bharata é considerada a melhor de suas divisões, porque É A TERRA DAS OBRAS.

Somente nele "é que a sucessão dos quatro Yugas (idades), o Krita, o Treta, o Dwapara e o Kali ocorre"; quando, portanto, Parasâra, a pedido de Maitreya "para lhe dar as descrições da Terra", retorna novamente à enumeração dos mesmos Dwipas com os mesmos mares, etc., como aqueles que ele havia descrito no Manvantara Swayambhûva — é simplesmente um disfarce, mas, para quem lê nas entrelinhas, as Quatro grandes Raças e a Quinta estão lá, sim, com suas subdivisões, ilhas e continentes, alguns dos quais foram chamados pelos nomes de lokas celestiais e pelos nomes de outros globos.

Daí a confusão.

Tudo isso é chamado pelos orientalistas de ilhas e terras "míticas" e "fabulosas". Muito verdadeiro, algumas não são desta terra, mas ainda existem.

A "Ilha Branca" e Atala, de qualquer forma, não são mitos, pois esta última era o nome aplicado com desprezo pelos primeiros pioneiros da Quinta Raça à terra do Pecado — Atlantis, em geral, não apenas à ilha de Platão; e porque a primeira era (a) a Sveta-dwipa da teogonia, e (b) Sâka-dwipa, ou Atlantis (suas porções mais antigas) em seus primórdios.

Isso foi quando ainda tinha seus "sete rios sagrados que lavavam todo pecado" e seus "sete distritos, onde não havia abandono da virtude, nem contenda, nem desvio da virtude", pois era então habitada pela casta dos Magas — casta essa que até os brâmanes reconheciam como não inferior à sua — e que era

Além disso, certamente o argumento para a existência da Atlantis não se baseia apenas na Botânica.

OS MAGAS NOS DIAS DE KRISHNA.

o berço do primeiro Zaratushta.

Os brâmanes são mostrados consultando Gauramukha, por conselho de Narada, que lhes disse para convidar os Magas como sacerdotes do Sol no templo construído por Sâmba (o suposto) filho de Krishna, que na realidade não tinha nenhum.

Nisso, os Purânas são históricos — apesar da alegoria — e o Ocultismo está declarando fatos.

Toda a história é contada no Bhavishya Purâna.

Está declarado que, tendo sido curado por Sûrya (o Sol) da lepra, Sâmba, tendo construído um templo dedicado ao Sol, procurava brâmanes piedosos para realizar os ritos designados nele e receber as doações feitas ao Deus.

Mas Narada (este asceta virgem que se encontra em todas as eras nos Purânas) aconselhou-o a não fazê-lo, pois Manu proibia os brâmanes de receberem emolumentos pela realização de ritos religiosos.

Ele portanto encaminhou Sâmba a Gauramukha (rosto branco), o Purohita ou sacerdote da família de Hgrasena, Rei de Mathura, que lhe diria a quem ele poderia empregar.

O sacerdote orientou Sâmba a convidar os Magas, os adoradores de Sûrya, para desempenharem o dever.

Ignorante do lugar onde viviam, é Sûrya, o próprio Sol, quem dirige Sâmba a Sâkadwipa, além das águas salgadas.

Então Sâmba realiza a jornada, usando Garuda (o veículo de Vishnu e Krishna, a grande Ave) que o deposita entre os Magas, etc.

Agora, Krishna, que viveu há 5.000 anos, e Narada, que se encontra renascido em cada ciclo (ou raça), além de Garuda — o símbolo esotérico do grande ciclo — mostram a alegoria; contudo, os Magas são os Magos da Caldeia, e sua classe e adoração nasceram na Atlântida anterior, em Sâka-dwipa, a Sem Pecado.

Todos os orientalistas concordam que os Magas de Sâka-dwipa são os antepassados dos Parsis adoradores do fogo.

Nossa disputa com eles repousa, como de costume, em reduzirem centenas de milhares a alguns séculos desta vez: eles transportam o evento — não obstante Narada e Sâmba — para os dias da fuga dos Parsis para Guzerate, o que é simplesmente absurdo, pois isso foi no século VIII de nossa era.

Embora os Magas no Bhavishya Purâna sejam creditados como ainda vivendo em Sâka-dwipa nos dias do Filho de Krishna, contudo, o último remanescente dela — a "Atlântida" de Platão — havia perecido 6.000 anos antes.

Eles eram Mag "oriundos de" Sâka-Dwipa e viviam naqueles dias na Caldeia.

Isto é uma confusão intencional, novamente.

Os pioneiros mais antigos da Quarta Raça não eram atlantes, nem ainda os Asuras humanos e os Râkshasas nos quais eles se tornaram mais tarde.

Naqueles dias, grandes porções do futuro continente da Atlântida eram ainda parte integrante dos leitos oceânicos.

"Lemúria", como chamamos o continente da Terceira Raça, era então uma terra gigantesca. Cobria

Atlântida era o nome dado às porções do continente submerso da Quarta Raça que estavam "além das Colunas de Hércules", e que por acaso permaneceram acima da água após o cataclismo geral.

O último remanescente destes — a Atlântida de Platão, ou o "Poseidon" (outro substituto ou antes uma tradução do nome real) — foi o último deles há cerca de 11.000 anos.

A maioria dos nomes corretos dos países e ilhas de ambos os continentes é dada nos Purânas; mas mencioná-los especificamente, como encontrados em outras obras mais antigas, tais como o Sûrya Siddhanta, exigiria explicações demasiadamente longas.

Se, em escritos anteriores, os dois parecem ter sido desconectados de forma demasiadamente tênue, isso deve-se a leitura descuidada e falta de reflexão.

Se daqui a eras, os europeus forem referidos como Arianos, e um leitor os confundir com os Hindus e estes com a Quarta Raça, como eles vivem (alguns deles) na antiga Lanka — a culpa não recairá sobre o escritor.


toda a área de espaço desde o sopé do Himalaia, que a separava do mar interior que rolava suas ondas sobre o que hoje é o Tibete, a Mongólia e o grande deserto de Schamo (Gobi); de Chittagong, a oeste até Hardwar, e a leste até Assam.

De lá, estendia-se para o Sul através do que nos é conhecido como Índia Meridional, Ceilão e Sumatra; então, abraçando em seu caminho, à medida que vamos para o Sul, Madagascar à sua direita e Austrália e Tasmânia à sua esquerda, descia até poucos graus do Círculo Antártico; quando, a partir da Austrália, uma região interior no Continente-Mãe naquelas eras, estendia-se muito além, para o Oceano Pacífico, não apenas além de Rapa-nui (Teapy, ou Ilha de Páscoa), que agora se encontra na latitude 26 S., e longitude 110 W. (Ver Adendos a este Livro II, Seção, "Provas dos Continentes Submersos.") Esta afirmação parece corroborada pela Ciência — mesmo que apenas parcialmente; pois, ao discutir as tendências continentais e mostrar as massas infra-árticas tendendo geralmente com o Meridiano, vários continentes antigos são geralmente mencionados, embora de forma inferencial.

Entre tais, o "continente Mascarenhas", que incluía Madagascar, estendendo-se de norte a sul, é mencionado, e a existência de outro continente antigo que corria "de Spitzbergen ao Estreito de Dover, enquanto a maioria das outras partes da Europa era fundo do mar" é ensinada. Este último corrobora, então, o ensinamento oculto que mostra as regiões (agora) polares como os primeiros dos sete berços da Humanidade, e como o túmulo da maior parte da humanidade daquela região durante a Terceira Raça, quando o gigantesco continente da Lemúria começou a se separar em continentes menores.

Isso se deve, segundo a explicação no Comentário, a uma diminuição da velocidade na rotação da Terra: —

"Quando a Roda gira à velocidade usual, suas extremidades (os polos) concordam com seu círculo médio (equador); quando gira mais devagar e se inclina em todas as direções, há um grande distúrbio na face da Terra.

As águas fluem para

Winchell, "World Life"; e outras obras geológicas.

ATLÂNTIDA — FUNDO DO OCEANO.

as duas extremidades, e novas terras surgem no cinturão médio (terras equatoriais), enquanto aquelas nas extremidades estão sujeitas a pralaias por submersão . . ."

E novamente: —

. . . "Assim, a roda (a Terra) está sujeita e é regulada pelo Espírito da Lua, pois o sopro de suas águas (marés). Para o fim da era (Kalpa) de uma grande raça (raiz), os regentes da lua (os pais Pitar, ou Pitris) começam a puxar mais forte, e assim achatam a roda em torno de seu cinturão, quando ela desce em alguns lugares e incha em outros, e o inchaço correndo para as extremidades (polos) novas terras surgirão e as antigas serão sugadas."

Basta lermos obras astronômicas e geológicas para ver claramente o significado do acima.

Cientistas (especialistas modernos) verificaram a influência das marés na distribuição geológica de terra e água nos planetas, e o deslocamento dos oceanos com um correspondente afundamento e elevação de continentes e novas terras.

A ciência sabe, ou pensa que sabe, que isso ocorre periodicamente. O Professor Todd acredita que pode rastrear a série de oscilações de volta aos períodos da primeira incrustação da Terra.

(Ver "American Naturalist", XVIII., 15 e seguintes); portanto, parece fácil para a ciência verificar as declarações esotéricas.

Propomos tratar disso com mais detalhe nos Adendos.

(Vide V. e VI.)

Alguns teósofos perguntam: "Como será a Atlântida quando erguida?", entendendo, a partir de algumas palavras em "Budismo Esotérico", que "continentes antigos" que foram submersos reaparecerão.

Aqui, novamente, há um ligeiro equívoco.

Se as mesmas terras idênticas da Atlântida que foram submersas fossem erguidas novamente, então, de fato, permaneceriam estéreis por eras.

O fato de o leito do Atlântico estar atualmente coberto por cerca de 1.500 metros de giz, e mais estar se formando — uma nova "formação cretácea" de estratos, na verdade — não é razão para que, quando chegar o momento de um novo continente aparecer, uma convulsão geológica e soerguimento do leito marinho não possa dispor desses 1.500 metros de giz para a formação de algumas montanhas, e mais 1.500 venham à superfície.

Os cataclismos raciais não são um dilúvio de Noé de quarenta dias — uma espécie de monção de Bombaim.

A sedimentação progressiva preservaria os registros de tais alterações faunísticas; e seriam apresentados os fenômenos de 'colônias', 'reaparições' e outras dislocações faunísticas nas distribuições vertical e horizontal dos restos fósseis.

Esses fenômenos são bem conhecidos do estudante de geologia." ("Efeitos das Mudanças Astronômicas.") Que o afundamento periódico e a reaparição dos poderosos continentes, hoje chamados de Atlântida e Lemúria pelos escritores modernos, não é ficção, será demonstrado na Seção em que todas as provas do mesmo foram reunidas.


As mais arcaicas obras em sânscrito e tâmil estão repletas de referências a ambos os continentes.

As sete ilhas sagradas (Dwipas) são mencionadas no Sûrya Siddhanta, a obra astronômica mais antiga do mundo inteiro, e nas obras de Asura Maya, o astrônomo atlante que o Professor Weber fez reencarnar em Ptolomeu.

No entanto, é um erro chamar essas "ilhas sagradas" de atlantes — como fizemos; pois, como tudo o mais nos Livros Sagrados hindus, elas são feitas para se referir a várias coisas.

A herança deixada por Priyavrata, o Filho de Swayambhûva Manu, aos seus sete filhos — não era a Atlântida, ainda que uma ou duas dessas ilhas tenham sobrevivido à subsidência das suas companheiras e oferecido abrigo, eras depois, aos Atlantes, cujo continente fora submerso por sua vez.

Quando originalmente mencionadas por Parasâra (Vishnu Purâna), as sete referem-se a uma doutrina esotérica que é explicada mais adiante. De todas as sete ilhas, Jambu-dwipa é a única que é terrestre, pois é o nosso globo.

Nos Purânas, toda referência ao Norte de Meru está conectada com aquele Eldorado primevo, agora a região do Polo Norte; que, quando a magnólia florescia ali onde agora vemos um deserto inexplorado e infinito de gelo, era então um continente novamente.

A ciência fala de um antigo continente que se estendia de Spitzbergen até o Estreito de Dover.

A Doutrina Secreta ensina que, nos períodos geológicos mais antigos, essas regiões formavam um continente em forma de ferradura, cuja extremidade oriental, muito mais ao norte do que a Cornualha do Norte, incluía a Groenlândia, e a outra continha o Estreito de Behring como uma porção de terra interior, e descia para o sul em sua tendência natural até as Ilhas Britânicas, que naqueles dias devem ter estado exatamente sob a curva inferior do semicírculo.

Este continente foi erguido simultaneamente com a submersão das porções equatoriais da Lemúria.

Eras depois, alguns dos remanescentes lemurianos reapareceram novamente na face dos Oceanos.

Portanto, embora se possa dizer, sem se afastar da verdade, que a Atlântida está incluída nos sete grandes continentes insulares, uma vez que os Atlantes da Quarta Raça obtiveram algumas das relíquias lemurianas e, estabelecendo-se nas ilhas, incluíram-nas entre suas terras e continentes, ainda assim uma diferença deve ser feita e uma explicação dada, já que se tenta um relato mais completo e preciso, como na presente obra.

A Ilha de Páscoa também foi tomada posse dessa maneira por alguns Atlantes; que, tendo escapado do cataclismo que se abateu sobre sua própria terra, estabeleceram-se naquele remanescente da Lemúria apenas para perecer ali, quando destruídos em um dia por seus fogos vulcânicos e lava.

Isso pode ser considerado ficção por certos geógrafos e geólogos; para os ocultistas, é história.

A PÉ ATRAVÉS DOS OCEANOS.

O que a Ciência sabe em contrário? "Até o aparecimento de um mapa, publicado em Basileia em 1522, no qual o nome América aparece pela primeira vez, esta última era considerada parte da Índia . . . . . A Ciência também se recusa a sancionar a hipótese selvagem de que houve um tempo em que a península indiana em uma extremidade da linha, e a América do Sul na outra, estavam conectadas por um cinturão de ilhas e continentes.

A Índia das eras pré-históricas . . . . estava duplamente conectada com as duas Américas.

As terras dos ancestrais daqueles que Ammianus Marcellinus chama de 'Brâmanes da Alta Índia' estendiam-se da Caxemira até os (agora) desertos de Schamo.

Um pedestre do norte poderia então ter alcançado — quase sem molhar os pés — a península do Alasca, através da Manchúria, atravessando o futuro Golfo de Tartária, as ilhas Curilas e Aleutas; enquanto outro viajante, munido de uma canoa, e partindo do Sul, poderia ter caminhado do Sião, cruzado as ilhas Polinésias e seguido até qualquer parte do continente da América do Sul." (Mas veja "Five years of Theosophy," art. "Leaflets from Esoteric History," pp. 338 e 340.) Isso foi escrito a partir das palavras de um MESTRE — uma autoridade bastante duvidosa para os materialistas e os céticos.

Mas aqui temos um de seu próprio rebanho, e um pássaro da mesma pena — Ernest Hckel, que, em sua distribuição de raças, corrobora a afirmação quase que literalmente: . . . . "Parece que a região na superfície da Terra onde a evolução desses homens primitivos a partir dos MACACOS CATARRINOS INTIMAMENTE RELACIONADOS (! !) ocorreu, deve ser procurada ou no Sul da Ásia ou no Leste da África [que, aliás, nem existia quando a Terceira Raça floresceu — H.P.B.] ou na Lemúria.

Lemúria é um antigo continente agora submerso sob as águas do Oceano Índico, que, situado ao Sul da Ásia de hoje, estendia-se por um lado para leste até a Alta Índia e a Ilha de Sunda, por outro lado para oeste até Madagascar e África." (Veja supra e compare "The Pedigree of Man," p. 80-81.)

Na época que estamos tratando, o Continente da "Lemúria" já havia se fragmentado em muitos lugares e formado novos continentes separados.

Não havia, no entanto, nem África nem as Américas, muito menos Europa naqueles dias, todos esses ainda adormecidos nos leitos oceânicos.

Tampouco havia muito da Ásia atual; pois as regiões cis-himalaianas estavam cobertas por mares, e para além destas estendiam-se as "folhas de lótus" de Sveta-dwipa, os países hoje chamados Groenlândia, Sibéria Oriental e Ocidental, etc., etc.

O imenso Continente, que outrora reinara supremo sobre os oceanos Índico, Atlântico e Pacífico, consistia agora em enormes ilhas que gradualmente desapareciam uma após a outra, até que a convulsão final engolisse os últimos vestígios dele. A Ilha de Páscoa, por exemplo, pertence à mais antiga civilização da Terceira Raça.


Submersa com o restante, uma elevação vulcânica e súbita do leito oceânico ergueu a pequena relíquia das eras arcaicas intacta, com seu vulcão e estátuas, durante o período Champlain da submersão polar setentrional, como testemunha permanente da existência da Lemúria.

Diz-se que algumas tribos australianas são os últimos remanescentes dos últimos descendentes da Terceira Raça.

Nisto somos novamente corroborados, até certo ponto, pela Ciência materialista.

Haeckel, ao falar da raça marrom ou malaia de Blumenbach e dos australianos e papuas, observa: — "Há muita semelhança entre estes últimos e os aborígines da Polinésia, esse mundo insular australiano, que parece ter sido outrora um continente gigantesco e contínuo." ("Pedigree of Man," p. 82. Mas ver nota de rodapé supra e os Adendos.)

Certamente o foi, pois estendia-se, durante a Terceira Raça, de leste a oeste, até onde hoje se encontram as duas Américas, e desde que a Austrália atual é apenas uma porção dele, como também o são algumas ilhas sobreviventes semeadas aqui e ali na face do Pacífico e uma grande parte da Califórnia, que a ele pertencia. Curiosamente, Haeckel, em seu fantástico "Pedigree of Man", considera "os australianos de hoje como os descendentes lineares, quase inalterados (? !), daquele segundo ramo da raça humana primitiva.

. . que se espalhou para o norte, primeiramente sobretudo na Ásia, a partir do lar da infância do homem, e parece ter sido o progenitor de todas as outras raças de homens de cabelos lisos.

. . . Os de cabelo lanoso, em parte, migraram para oeste" . . . (isto é, para a África e para o norte, até a Nova Guiné, países que então, como foi dito, ainda não existiam) . . . "os outros, de cabelo liso, evoluíram mais ao norte, na Ásia . . . . e povoaram a Austrália . . ." (p. 81). "Eis," escreve um MESTRE, "os restos daquela outrora grande nação (a Lemúria da Terceira Raça) em alguns dos aborígenes de cabeça chata da vossa Austrália" ("Budismo Esotérico," p. 65). Mas eles pertencem aos últimos remanescentes da Sétima Sub-raça da Terceira.

Prof. Haeckel deve também ter sonhado um sonho e visto, por uma vez, uma verdadeira visão!

É a este período que devemos buscar o primeiro aparecimento dos Ancestrais daqueles que são por nós chamados os povos mais antigos do mundo — agora denominados respectivamente os Hindus Arianos, os Egípcios e os mais antigos Persas, por um lado, e os Caldeus e Fenícios, por outro.

Estes eram governados pelas DINASTIAS DIVINAS, i.e., reis e governantes que tinham do homem mortal apenas a sua aparência física como era então, mas que eram Seres de esferas mais elevadas e mais celestiais do que a nossa esfera será, muitos Manvantaras daqui em diante.

É inútil, naturalmente, tentar impor a sua existência aos céticos.

O seu maior orgulho consiste em provar a sua denominação patronímica como catarrínios; fato que tentam demonstrar com base na suposta

MUDANÇAS DE CLIMA.

autoridade do Cóccix apenso ao seu os sacro, aquela cauda rudimentar que, se a tivessem suficientemente longa, abanariam de alegria e para sempre, em honra do seu eminente descobridor.

Estes permanecerão tão fiéis aos seus ancestrais macacos quanto os cristãos ao Adão sem cauda.

A Doutrina Secreta, no entanto, corrige neste ponto os teosofistas e estudantes das Ciências Ocultas.

Se considerarmos a Segunda porção da Terceira Raça como os primeiros representantes da raça verdadeiramente humana com ossos sólidos, então a suposição de Haeckel de que "a evolução dos homens primitivos ocorreu . . . . ou no Sul da Ásia ou . . . . na Lemúria" — sendo a África, seja Oriental ou Ocidental, fora de questão — é correta o suficiente, se não inteiramente. Para ser preciso, no entanto, da mesma forma que a evolução da Primeira Raça (a partir dos corpos dos pitaras) ocorreu em sete regiões distintamente separadas da (então) única Terra no polo ártico — assim também ocorreu a transformação final da Terceira: ela começou nas regiões setentrionais, que foram descritas algumas páginas atrás como incluindo o Estreito de Bering, e o que então havia de terra seca na Ásia Central, quando o clima era semitropical mesmo nas regiões árticas e mais adaptado às necessidades primitivas do homem físico nascente.

Essa região, no entanto, tem sido mais de uma vez frígida e tropical alternadamente desde o aparecimento do homem.

O comentário nos diz que a Terceira Raça estava apenas no ponto médio de seu desenvolvimento quando: —

"O eixo da Roda inclinou-se.

O Sol e a Lua não brilharam mais sobre as cabeças daquela porção dos NASCIDOS DO SUOR; os povos conheceram a neve, o gelo e a geada, e homens, plantas e animais foram atrofiados em seu crescimento.

Aqueles que não pereceram PERMANECERAM COMO BEBÊS DE CRESCIMENTO INCOMPLETO EM TAMANHO E INTELECTO.

Este foi o terceiro pralaia das raças.

O que significa novamente que nosso globo está sujeito a sete mudanças periódicas completas que ocorrem pari passu com as raças.

Pois a Doutrina Secreta ensina que, durante esta Ronda, deve haver sete pralaias terrestres, três ocasionadas pela mudança na inclinação do eixo da Terra.

É uma lei que age em seu tempo designado, e não de forma alguma cega, como a ciência pode pensar, mas em estrita conformidade e harmonia com a lei cármica.

No Ocultismo, essa lei inexorável é referida como "o grande AJUSTADOR". A ciência confessa sua ignorância quanto à causa que produz vicissitudes climáticas e tais mudanças na direção axial, que são sempre seguidas por essas vicissitudes; nem parece tão certa das mudanças axiais.

E, sendo incapaz de explicá-las, está mais disposta a negar os fenômenos axiais por completo do que admitir a mão cármica inteligente e

Assim seríamos nós agora.

 Relaciona-se à Lemúria.


lei que sozinha poderia explicar razoavelmente tais mudanças súbitas e seus resultados.

Ela tentou explicá-los por várias especulações mais ou menos fantásticas; uma das quais seria a súbita, e igualmente imaginária, colisão da nossa Terra com um cometa (hipótese de De Boucheporn), como causa de todas as revoluções geológicas.

Mas preferimos manter nossa explicação esotérica, pois FOHAT é tão bom quanto qualquer cometa, tendo, além disso, inteligência universal para guiá-lo.

Assim, desde que a Humanidade de Vaivasvata Manu apareceu nesta Terra, já houve quatro dessas perturbações axiais; quando os antigos continentes — exceto o primeiro — foram tragados pelos oceanos, outras terras surgiram, e enormes cadeias de montanhas se ergueram onde antes não havia nenhuma.

A face do Globo foi completamente mudada a cada vez; a sobrevivência das nações e raças mais aptas foi assegurada por meio de ajuda oportuna; e as inaptas — as fracassadas — foram eliminadas sendo varridas da Terra.

Tal seleção e deslocamento não acontecem entre o pôr e o nascer do sol, como se poderia pensar, mas requerem vários milhares de anos antes que a nova casa seja posta em ordem.

As Sub-raças estão sujeitas ao mesmo processo de purificação, assim como os ramos laterais (as Raças-famílias).

Que alguém, bem familiarizado com astronomia e matemática, lance um olhar retrospectivo ao crepúsculo e às sombras do Passado.

Que ele observe, anote o que sabe da história dos povos e nações, e compare suas respectivas ascensões e quedas com o que se conhece dos ciclos astronômicos — especialmente com o ano sideral, igual a 25.868 dos nossos anos solares.

Se o observador for dotado da mais leve intuição, então descobrirá como o bem e o mal das nações está intimamente ligado ao início e ao fim deste ciclo sideral.

É verdade que o não-ocultista tem a desvantagem de não ter tempos tão distantes em que se apoiar.

Ele nada sabe, pela Ciência exata, do que ocorreu há quase 10.000 anos; contudo, pode encontrar consolo no conhecimento ou — se preferir — na especulação sobre o destino de cada uma das nações modernas que conhece — daqui a cerca de 16.000 anos.

O circuito da eclíptica se completa em 25.868 anos.

E, com relação à nossa Terra, calcula-se que o ponto equinocial recua cinquenta minutos e dez segundos anualmente.

Mas há outro ciclo dentro deste.

Diz-se que "como a ápsis avança para encontrá-lo à razão de onze minutos e vinte e quatro segundos, anualmente" (ver o artigo sobre Astronomia na Enciclopédia Britânica), "isso completaria uma revolução em cento e quinze mil trezentos e dois anos (115.302). A aproximação do equinócio e da ápsis é a soma desses movimentos, sessenta e um minutos e trinta e quatro segundos, e portanto o equinócio retorna à mesma posição em relação à ápsis em 21.128 anos." Mencionamos este ciclo em Ísis sem Véu, Vol. I., em relação a outros ciclos.

Cada um tem uma influência marcante sobre sua raça contemporânea.

ESTÁTUAS PRÉ-HISTÓRICAS.

Nosso significado é muito claro.

A cada ano sideral, os trópicos recuam do polo quatro graus em cada revolução a partir dos pontos equinociais, enquanto o equador percorre as constelações zodiacais.

Agora, como todo astrônomo sabe, atualmente o trópico está a apenas vinte e três graus e uma fração menor que meio grau do equador.

Portanto, ainda tem 2 ½ graus para percorrer antes do fim do ano sideral; o que dá à humanidade em geral, e às nossas raças civilizadas em particular, um indulto de cerca de 16.000 anos.

Após o Grande Dilúvio da Terceira Raça (os Lemurianos) —

"Os homens diminuíram consideravelmente em estatura, e a duração de suas vidas foi reduzida.

Tendo caído em piedade, misturaram-se com raças animais, e casaram-se entre gigantes e Pigmeus (as raças anãs dos Polos) . . . Muitos adquiriram conhecimento DIVINO, mais — conhecimento ILÍCITO, e seguiram voluntariamente o CAMINHO DA ESQUERDA." (Comentário xxxiii.)

Assim, os Atlantes aproximavam-se da destruição por sua vez.

Quantos períodos geológicos foram necessários para realizar esta quarta destruição? Quem pode dizer... Mas nos é dito que —

———   (44.) ELES (os Atlantes) CONSTRUÍRAM GRANDES IMAGENS, NOVE YATIS DE ALTURA (27 pés) — O TAMANHO DE SEUS CORPOS (a). FOGOS LUNARES HAVIAM DESTRUÍDO A TERRA DE SEUS PAIS (os Lemurianos). A ÁGUA AMEAÇAVA A QUARTA (Raça) (b).

(a) Vale a pena notar que a maioria das estátuas gigantescas descobertas na Ilha de Páscoa, uma porção de um continente inegavelmente submerso — como também aquelas encontradas nos arredores de Gobi, uma região que esteve submersa por eras incontáveis — têm todas entre 20 e 30 pés de altura.

As estátuas encontradas por Cook na Ilha de Páscoa mediam quase todas vinte e sete pés de altura, e oito pés de largura nos ombros.

(Veja "Pedras, Testemunhas de Gigantes", no final desta Estância.) O escritor está bem ciente de que os arqueólogos modernos decidiram agora que "essas estátuas não são muito antigas", como declarado por um dos altos funcionários do Museu Britânico, onde algumas delas estão atualmente.

Mas esta é uma dessas decisões arbitrárias da ciência moderna que não carrega muito peso.

Somos informados de que é após a destruição de "Lemúria" por fogos subterrâneos que os homens continuaram a diminuir de estatura — um processo já iniciado após sua QUEDA física — e que, finalmente, alguns milhões de anos depois, eles alcançaram entre seis e sete pés, e agora estão diminuindo (como as raças asiáticas mais antigas) para perto de cinco pés.


seis pés.

Como Pickering mostra, há na raça malaia (uma sub-raça da Quarta Raça Raiz) uma diversidade singular de estatura; os membros da família polinésia (taitianos, samoanos e tonganeses) são de estatura mais alta que o resto da humanidade; mas as tribos indianas e os habitantes dos países indo-chineses estão decididamente abaixo da média geral.

Isso é facilmente explicado.

Os polinésios pertencem às mais antigas sub-raças sobreviventes, os outros ao estoque muito último e transitório.

Assim como os tasmanianos estão agora completamente extintos, e os australianos morrendo rapidamente, assim também as outras raças antigas logo seguirão.

(b) Agora, como esses registros poderiam ter sido preservados? podemos ser perguntados.

Até mesmo o conhecimento do Zodíaco é negado aos hindus por nossos bondosos e eruditos orientalistas, que concluem que os hindus arianos nada sabiam disso, antes que os gregos o trouxessem para o país.

Essa calúnia descabida foi suficientemente refutada por Bailly, e o que é mais, pela clara evidência dos fatos, como para não precisar de muita refutação adicional.

Enquanto os egípcios têm em seus Zodíacos (Veja Denon's "Voyage en Egypte" Vol. II.) provas irrefutáveis de registros que abrangem mais de três anos siderais e meio — ou cerca de 87.000 anos — os cálculos hindus cobrem quase trinta e três desses anos, ou 850.000 anos.

Os sacerdotes egípcios asseguraram a Heródoto que o Polo da Terra e o Polo da Eclíptica haviam anteriormente coincidido.

Mas, como observou o autor da Sphinxiad, "Esses pobres hindus obscurecidos registraram um conhecimento de Astronomia por dez vezes 25.000 anos desde o (último local) Dilúvio (na Ásia), ou Era do Horror," na latitude da Índia.

E eles possuem observações registradas desde a data do primeiro Grande Dilúvio dentro da memória histórica ariana — aquele que submergiu as últimas porções da Atlântida, há 850.000 anos.

Os dilúvios que precederam são, naturalmente, mais tradicionais do que históricos.

O afundamento e a transformação da Lemúria começando quase no Círculo Polar Ártico (Noruega), a Terceira Raça encerrou sua carreira em Lanka, ou antes, naquilo que se tornou Lanka com os atlantes.

O pequeno remanescente hoje conhecido como Ceilão é o planalto setentrional da antiga Lanka, enquanto a enorme ilha desse nome era, no período lemuriano, o continente gigantesco descrito algumas páginas atrás.

Como um MESTRE diz (Ver "Budismo Esotérico," p. 65): — "Por que vossos geólogos não deveriam ter em mente que sob os continentes explorados e sondados por eles . . . . pode haver ocultos, profundamente nos leitos oceânicos insondáveis, ou antes, não sondados, outros continentes, e muito mais antigos, cujos estratos nunca foram geologicamente explorados; e que eles podem um dia derrubar inteiramente suas teorias atuais? Por que não admitir que nossos continentes atuais, como a Lemúria e a Atlântida,

OS VELHOS CONTINENTES.

já foram submersos várias vezes, e tiveram tempo de reaparecer novamente e sustentar seus novos grupos de humanidade e civilizações; e que no primeiro grande levantamento geológico no próximo cataclismo, na série de cataclismos periódicos que ocorrem do início ao fim de cada Ronda, nossos continentes já autopsiados descerão e as Lemúrias e Atlântidas subirão novamente?"

Não os mesmos continentes idênticos, naturalmente.

Mas aqui uma explicação é necessária.

Nenhuma confusão precisa surgir quanto à postulação de uma "Lemúria" setentrional. O prolongamento daquele grande continente no Oceano Atlântico Norte não é de modo algum subversivo das opiniões tão amplamente sustentadas quanto ao local da Atlântida perdida, e um corrobora o outro.

Deve-se notar que a Lemúria, que serviu de berço para a Terceira Raça-Raiz, não apenas abrangia uma vasta área nos Oceanos Pacífico e Índico, mas se estendia em forma de ferradura para além de Madagascar, ao redor da "África do Sul" (então um mero fragmento em processo de formação), através do Atlântico até a Noruega.

O grande depósito de água doce da Inglaterra, denominado Wealden — que todo geólogo considera como a foz de um antigo grande rio — é o leito da corrente principal que drenava a Lemúria Setentrional na Era Secundária.

A realidade pretérita desse rio é um fato da ciência — reconhecerão seus adeptos a necessidade de aceitar a Lemúria Setentrional da Era Secundária, que seus dados exigem? O Professor Berthold Seeman não apenas aceitou a realidade de um tão poderoso continente, mas considerou a Austrália e a Europa como porções outrora de um único continente — corroborando assim toda a doutrina da "ferradura" já enunciada.

Nenhuma confirmação mais notável de nossa posição poderia ser dada do que o fato de que a CRISTA ELEVADA na bacia do Atlântico, com 9.000 pés de altura, que se estende por cerca de dois ou três mil milhas para o sul a partir de um ponto próximo às Ilhas Britânicas, primeiro se inclina em direção à América do Sul, depois desvia quase em ângulo reto para prosseguir em linha SUDESTE em direção à costa africana, de onde segue para o sul até Tristan d'Acunha.

Essa crista é um remanescente de um continente atlântico e, caso pudesse ser rastreada mais adiante, estabeleceria a realidade de uma junção submarina em forma de ferradura com um antigo continente no Oceano Índico.

(Confrontar mapa adaptado das sondagens do "Challenger" e do "Dolphin" em "Atlântida, o Mundo Antediluviano", do Sr. Donnelly, p. 47.)

A porção atlântica da Lemúria era a base geológica do que é geralmente conhecido como Atlântida.

Esta, de fato, deve ser considerada antes como um desenvolvimento da prolongação atlântica da Lemúria do que como uma massa de terra inteiramente nova, soerguida para atender às necessidades especiais da Quarta Raça-Raiz.

Assim como no caso da evolução das Raças, também no do deslocamento e redeslocamento das massas continentais, nenhuma linha rígida e fixa pode ser traçada onde uma nova ordem termina e outra começa.

A continuidade nos processos naturais nunca é rompida.

Assim, os atlantes da Quarta Raça foram desenvolvidos a partir de um núcleo de homens da Terceira Raça-Raiz da Lemúria Setentrional, centrado, grosso modo, em um ponto de terra no que é hoje o meio do Oceano Atlântico.


Seu continente foi formado pela coalescência de muitas ilhas e penínsulas que foram soerguidas no curso ordinário do tempo e se tornaram, em última instância, o verdadeiro lar da grande Raça conhecida como os Atlantes.

Após essa consumação ter sido uma vez alcançada, segue-se, como é afirmado pela mais alta autoridade "oculta", que "a Lemúria não deveria mais ser confundida com o Continente da Atlântida do que a Europa com a América". ("Budismo Esotérico", p. 58.)

O acima exposto, vindo de círculos tão desacreditados pela Ciência ortodoxa, será, naturalmente, por ela considerado uma ficção mais ou menos feliz.

Até mesmo a engenhosa obra de Donnelly, já mencionada, é posta de lado, não obstante suas afirmações estarem todas confinadas dentro de um quadro de provas estritamente científicas.

Mas escrevemos para o futuro.

Descobertas nessa direção reivindicarão as alegações dos filósofos asiáticos, que sustentam que as Ciências — incluindo Geologia, Etnologia e História — foram cultivadas pelas nações antediluvianas que viveram há um número incalculável de eras.

Achados futuros justificarão a correção das observações atuais de mentes tão perspicazes como H. A. Taine e Renan.

O primeiro mostra que as civilizações de nações arcaicas como os egípcios, os arianos da Índia, os caldeus, os chineses e os assírios são o resultado de civilizações precedentes durante "miríades de séculos"; e o último aponta para o fato de que "o Egito, no início, aparece maduro, velho e inteiramente sem eras míticas e heroicas, como se o país nunca tivesse conhecido a juventude.

Sua civilização não tem infância, e sua arte não tem período arcaico.

A civilização da Monarquia Antiga não começou com a infância.

Já era madura." A isso o Professor R. Owen acrescenta que "o Egito é registrado como uma comunidade civilizada e governada antes do tempo de Menes"; e Winchell ("Pré-Adamitas", p. 120), que "na época de Menes os egípcios já eram um povo civilizado e numeroso.

Manetho nos diz que Athotis, filho desse primeiro rei Menes, construiu o palácio de Mênfis; que era médico e deixou livros anatômicos."

Isso é bastante natural se tivermos de acreditar nas declarações de Heródoto, que registra em Euterpe (cxlii), que a história escrita dos sacerdotes egípcios datava de cerca de 12.000 anos antes de seu tempo.

Mas o que são 12.000, ou mesmo 120.000 anos, comparados aos milhões de anos decorridos desde o período lemuriano? Este último, no entanto, não ficou sem testemunhas, não obstante sua tremenda antiguidade.

Os registros completos do crescimento, desenvolvimento, vida social e até política dos lemurianos foram preservados nos

COMO LER SÍMBOLOS.

anais secretos.

Infelizmente, poucos são os que podem lê-los; e aqueles que pudessem ainda assim seriam incapazes de compreender a linguagem, a menos que conhecessem todas as sete chaves do seu simbolismo.

Pois a compreensão da Doutrina Oculta baseia-se na das sete ciências; ciências essas que encontram sua expressão nas sete diferentes aplicações dos registros secretos aos textos exotéricos.

Assim, temos de lidar com modos de pensamento em sete planos inteiramente diferentes de Idealidade.

Cada texto relaciona-se com um dos seguintes pontos de vista, e deve ser interpretado a partir deles —

1. O plano realista do pensamento; 2. O idealista; 3. O puramente divino ou espiritual.

Os outros planos transcendem demasiadamente a consciência média, especialmente a mente materialista, para que possam sequer ser simbolizados em termos de fraseologia ordinária.

Não há elemento puramente mítico em nenhum dos antigos textos religiosos; mas o modo de pensamento no qual foram originalmente escritos deve ser descoberto e rigorosamente seguido durante o processo de interpretação.

Pois é ou simbólico (modo arcaico de pensamento), emblemático (um modo posterior, embora muito antigo, de pensamento), parabólico (alegoria), hieroglífico, ou ainda logogramático — o método mais difícil de todos, pois cada letra, como na língua chinesa, representa uma palavra inteira.

Assim, quase todo nome próprio, seja nos Vedas, no "Livro dos Mortos", ou na Bíblia (até certo ponto), é composto de tais logogramas.

Ninguém que não seja iniciado no mistério da logografia religiosa oculta pode presumir saber o que um nome em qualquer fragmento antigo significa, antes de dominar o significado de cada letra que o compõe. Como se pode esperar que o mero pensador profano, por maior que seja sua erudição no simbolismo ortodoxo, por assim dizer — isto é, naquele simbolismo que jamais consegue sair dos velhos sulcos do mito solar e do culto sexual — penetre nos arcanos.

atrás do véu.

Aquele que lida com a casca ou invólucro da letra morta, e se dedica à transformação caleidoscópica de símbolos-palavras estéreis, jamais pode esperar ir além das divagações dos mitologistas modernos.

Assim, Vaivasvata, Xisuthrus, Deucalião, Noé, etc., etc.

— todas as figuras principais dos dilúvios mundiais, universais e parciais, astronômicos ou geológicos — todas fornecem, em seus próprios nomes, os registros das causas e efeitos que levaram ao evento, se alguém puder apenas lê-los plenamente.

Todos esses dilúvios baseiam-se em eventos que ocorreram na natureza e permanecem como registros históricos, portanto, sejam eles sidéreos, geológicos, ou mesmo simplesmente alegóricos, de um evento moral em outros e mais elevados planos do ser.

Isto acreditamos ter sido suficientemente demonstrado durante a longa explicação exigida pelas Estâncias alegóricas.


Falar de uma raça de nove yatis, ou 27 pés de altura, em uma obra que reivindica um caráter mais científico do que "João e o Pé de Feijão", é um procedimento um tanto incomum.

"Onde estão suas provas?" — perguntarão ao escritor.

Na História e na tradição, é a resposta.

As tradições sobre uma raça de gigantes nos dias antigos são universais; existem na tradição oral e escrita.

A Índia teve seus Danavas e Daityas; Ceilão teve seus Rákshasas; a Grécia, seus Titãs; o Egito, seus Heróis colossais; a Caldeia, seus Izdubares (Nimrod); e os judeus, seus Emins da terra de Moabe, com os famosos gigantes, os Anaquins (Números xiii. 33). Moisés fala de Ogue, um rei que tinha nove côvados de altura (15 pés e 4 polegadas) e quatro de largura (Deuteronômio iii. 11), e Golias tinha "seis côvados e um palmo de altura" (ou 10 pés e 7 polegadas). A única diferença encontrada entre a "Escritura revelada" e a evidência fornecida a nós por Heródoto, Diodoro Sículo, Homero, Plínio, Plutarco, Filóstrato, etc., etc., é esta: enquanto os pagãos mencionam apenas os esqueletos de gigantes, mortos inúmeras eras antes, relíquias que alguns deles haviam pessoalmente visto, os intérpretes da Bíblia, sem hesitação, exigem que a geologia e a arqueologia acreditem que vários países foram habitados por tais gigantes nos dias de Moisés; gigantes diante dos quais os judeus eram como gafanhotos, e que ainda existiam nos dias de Josué e Davi.

Infelizmente, sua própria cronologia está no caminho. Ou a última, ou os gigantes, têm de ser abandonados. (Mas veja a Parte III, Adendos, o capítulo final.)

De testemunhas ainda de pé dos continentes submersos e dos homens colossais que os habitaram, ainda restam algumas. A arqueologia reivindica várias tais neste globo, embora além de perguntar "o que podem ser" — nunca tenha feito qualquer tentativa séria de resolver o mistério.

Além das estátuas da Ilha de Páscoa já mencionadas, a que época pertencem as estátuas colossais, ainda eretas e intactas, perto de Bamian? A arqueologia as atribui aos primeiros séculos do Cristianismo (como de costume) e erra nisso, como erra em muitas outras especulações.

Algumas palavras de descrição mostrarão aos leitores o que são as estátuas tanto da Ilha de Páscoa quanto de Bamian.

Examinaremos primeiro o que a Ciência ortodoxa sabe delas.

Em "The Countries of the World", de Robert Brown, no Vol. IV, página 43, afirma-se que —

"Teapi, Rapa-nui, ou Ilha de Páscoa, é um ponto isolado a quase 2.000 milhas da costa sul-americana. . . Tem cerca de doze milhas de comprimento, quatro de largura . . . e há uma cratera extinta com 1.050 pés de altura em seu centro. A ilha é abundante em crateras, que estão extintas há tanto tempo que nenhuma tradição de sua atividade permanece. . . .

". . . Mas quem fez as grandes imagens de pedra (p. 44, etc.) que agora são a principal atração da ilha para os visitantes? Ninguém sabe" — diz o revisor. "É mais do que provável que elas já estivessem aqui quando os atuais habitantes (um punhado de selvagens polinésios) chegaram. . . . Seu trabalho é

O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA.

de alta ordem . . . . e acredita-se que a raça que as formou era frequentadora dos nativos do Peru e de outras partes da América do Sul. . . Mesmo na época da visita de Cook, algumas das estátuas, medindo 27 pés de altura e oito de largura nos ombros, estavam derrubadas, enquanto outras ainda de pé pareciam muito maiores. Uma destas últimas era tão alta que a sombra era suficiente para abrigar um grupo de trinta pessoas do calor do sol. As plataformas sobre as quais essas imagens colossais se erguiam tinham em média de trinta a quarenta pés de comprimento, doze a dezesseis de largura. . . . todas construídas de pedra lavrada no estilo ciclópico, muito parecidas com as paredes do Templo de Pachacamac, ou as ruínas de Tia-Huanuco no Peru" (vol. iii, pp. 310, 311).

"NÃO HÁ RAZÃO PARA ACREDITAR QUE QUALQUER UMA DAS ESTÁTUTAS TENHA SIDO CONSTRUÍDA, PEDAÇO POR PEDAÇO, COM ANDAIMES ERGUIDOS AO REDOR DELAS" — acrescenta o jornal de forma muito sugestiva — sem explicar como elas poderiam ser construídas de outra forma, a menos que fossem feitas por gigantes do mesmo tamanho das próprias estátuas.

Uma das melhores dessas imagens colossais está agora no Museu Britânico.

As imagens em Ronororaka — as únicas que hoje se encontram de pé — são em número de quatro, três profundamente afundadas no solo, e uma descansando sobre a parte de trás da cabeça, como a cabeça de um homem adormecido.

Seus tipos, embora todos de cabeça alongada, são diferentes; e evidentemente se destinam a retratos, pois os narizes, as bocas e os queixos diferem muito em forma, e seu adorno de cabeça — uma espécie de gorro chato com uma parte traseira presa a ele para cobrir a porção posterior da cabeça — mostra que os originais não eram selvagens do período da pedra.

Verdadeiramente, pode-se perguntar — "Quem os fez?" — mas não é a arqueologia nem tampouco a geologia que provavelmente responderá, embora esta última reconheça na Ilha uma porção de um continente submerso.

Mas quem esculpiu as estátuas de Bamian, ainda mais colossais, as mais altas e as mais gigantescas de todo o mundo, pois a "Estátua da Liberdade" de Bartholdi (agora em Nova York) é um anão quando comparada com a maior das cinco imagens?

Burnes, e vários sábios jesuítas que visitaram o lugar, falam de uma montanha "toda favada de células gigantescas", com dois imensos gigantes esculpidos na mesma rocha.

Eles são referidos como os modernos Miaotse (ver supra, citação do Shoo-King), as últimas testemunhas sobreviventes dos Miaotse que "perturbaram a terra"; os jesuítas estão certos, e os arqueólogos, que veem Budas na maior dessas estátuas, estão enganados.

Pois todas essas inúmeras ruínas gigantescas descobertas uma após outra em nossos dias, todas essas imensas avenidas de ruínas colossais que cruzam a América do Norte ao longo e além das Montanhas Rochosas, são obra dos Ciclopes, os verdadeiros e reais Gigantes de outrora.

"Massa de ossos humanos enormes" foram encontradas "na América, perto de Misorte", diz-nos um célebre viajante moderno, precisamente no local que a tradição local aponta como o desembarque daqueles gigantes que invadiram a América quando ela mal havia emergido das águas (Ver "De La Vega", Vol. ix., cap. ix.).


As tradições da Ásia Central dizem o mesmo das estátuas de Bamian.

O que são elas, e qual é o lugar onde permaneceram por incontáveis eras, desafiando os cataclismos ao redor, e até mesmo a mão do homem, como no caso das hordas de Timoor e dos guerreiros vândalos de Nadir-Shah? Bamian é uma pequena, miserável e semi-arruinada cidade na Ásia Central, a meio caminho entre Cabul e Balkh, ao pé do Kobhibaba, uma enorme montanha da cadeia Paropamisiana (ou Hindu-Kush), a cerca de 8.500 pés acima do nível do mar.

Em tempos antigos, Bamian era uma porção da antiga cidade de Djooljool, arruinada e destruída até a última pedra por Tchengis-Khan no século XIII.

Todo o vale é cercado por rochas colossais, repletas de cavernas e grutas parcialmente naturais e parcialmente artificiais, outrora moradas de monges budistas que nelas estabeleceram seus viharas.

Tais viharas são encontrados em profusão, até hoje, nos templos escavados na rocha da Índia e nos vales de Jellalabad.

É na entrada de alguns deles que cinco estátuas enormes, do que se considera ser Buda, foram descobertas ou antes redescobertas em nosso século, pois o famoso viajante chinês, Hiouen-Thsang, fala delas e as viu, quando visitou Bamian no século VII.

Quando se afirma que não existem estátuas maiores em todo o globo, o fato é facilmente comprovado pelo testemunho de todos os viajantes que as examinaram e tiraram suas medidas.

Assim, a maior tem 173 pés de altura, ou setenta pés mais alta do que a "Estátua da Liberdade" agora em Nova York, pois esta última tem apenas 105 pés ou 34 metros de altura.

O famoso Colosso de Rodes em si, entre cujas pernas passavam facilmente as maiores embarcações daqueles dias, media apenas 120 pés de altura.

A segunda estátua, esculpida na rocha como a primeira, tem apenas 120 pés (15 pés mais alta do que a dita "Liberdade"). A terceira estátua tem apenas 60 pés de altura — as outras duas ainda menores, sendo a última apenas um pouco maior do que o homem alto médio de nossa raça atual.

O primeiro e maior dos Colossos representa um homem envolto em uma espécie de toga; M. de Nadeylac pensa (Ver infra) que a aparência geral da figura, as linhas da cabeça, o drapeado e especialmente as grandes orelhas pendentes indicam inegavelmente que se pretendia representar Buda.

Mas o acima exposto não prova nada.

Não obstante o fato

O primeiro e o segundo têm, em comum com a Estátua de Bartholdi, uma entrada no pé, que leva por uma escada em espiral cortada na rocha até as cabeças das estátuas.

O eminente arqueólogo e antropólogo francês, o Marquês de Nadeylac, justamente observa em sua obra que nunca houve, em tempos antigos ou modernos, uma figura humana esculpida mais colossal do que a primeira das duas.

OS BUDAS ANTEDILUVIANOS.

que a maioria das figuras de Buda atualmente existentes, representadas na postura de Samadhi, têm orelhas grandes e caídas, isso é uma inovação posterior e uma ideia tardia.

A ideia primitiva era devida à alegoria esotérica.

As orelhas artificialmente grandes simbolizam a onisciência da sabedoria e foram concebidas como um lembrete do poder d'Aquele que tudo sabe e tudo ouve, e cujo amor benevolente e atenção por todas as criaturas nada pode escapar.

"O Senhor misericordioso, nosso Mestre, ouve o grito de agonia do menor dos pequenos, além do vale e da montanha, e apressa-se em sua libertação": — diz uma Estância.

Gautama Buda era um hindu ariano, e uma aproximação de tais orelhas é encontrada apenas entre os mongóis, birmaneses e siameses, que, como em Cochin, as distorcem artificialmente.

Os monges budistas, que transformaram as grutas dos Miaotse em Viharas e celas, chegaram à Ásia Central por volta ou no primeiro século da era cristã.

Portanto, Hiouen Thsang, falando da estátua colossal, diz que "o brilho da ornamentação de ouro que revestia a estátua" em seus dias "ofuscava os olhos", mas de tal douradura não resta vestígio nos tempos modernos.

O próprio drapeado, em contraste com a figura em si, esculpida na rocha viva, é feito de gesso e modelado sobre a imagem de pedra.

Talbot, que fez o exame mais cuidadoso, descobriu que esse drapeado pertencia a uma época muito posterior.

A estátua em si, portanto, deve ser atribuída a um período muito anterior ao budismo.

A quem ela representa em tal caso, pode-se perguntar?

Mais uma vez, a tradição, corroborada por registros escritos, responde à pergunta e explica o mistério.

Os Arhats e Ascetas budistas encontraram as cinco estátuas, e muitas outras, agora desmoronadas em pó, e como as três foram encontradas por eles em nichos colossais na entrada de sua futura morada, cobriram as figuras com gesso e, sobre as antigas, modelaram novas estátuas feitas para representar o Senhor Tathagata.

As paredes internas dos nichos são cobertas até hoje com pinturas brilhantes de figuras humanas, e a imagem sagrada de Buda é repetida em cada grupo.

Esses afrescos e ornamentos — que lembram o estilo bizantino de pintura — são todos devidos à piedade dos monges ascetas, como algumas outras figuras menores e ornamentações esculpidas na rocha.

Mas as cinco estátuas pertencem ao artesanato dos Iniciados da Quarta Raça, que buscaram refúgio, após a submersão de seu continente, nas fortalezas naturais e nos cumes das cadeias montanhosas da Ásia Central.

Ademais, as cinco estátuas são um registro imperecível do ensinamento esotérico sobre a evolução gradual das raças.

A maior é feita para representar a Primeira Raça da humanidade, seu corpo etéreo sendo comemorado em pedra dura e eterna, para instrução das gerações futuras, pois sua lembrança de outro modo jamais teria sobrevivido ao Dilúvio Atlante.


A segunda — com 120 pés de altura — representa os nascidos do suor; e a terceira — medindo 60 pés — imortaliza a raça que caiu, e com isso inaugurou a primeira raça física, nascida de pai e mãe, cujos últimos descendentes estão representados nas Estátuas encontradas na Ilha de Páscoa; mas eles tinham apenas de 20 a 25 pés de estatura na época em que Lemúria foi submersa, depois de ter sido quase destruída por fogos vulcânicos.

A Quarta Raça era ainda menor, embora gigantesca em comparação com nossa atual Quinta Raça, e a série culminou finalmente nesta última.

(Veja a subseção seguinte sobre "Ruínas Ciclópicas, e Pedras Colossais como Testemunhas dos Gigantes.")

Estes são, então, os "Gigantes" da antiguidade, os Gibborim ante- e pós-diluvianos da Bíblia.

Eles viveram e floresceram um milhão de anos atrás, e não entre três e quatro mil anos.

Os Anakim de Josué, cujas hostes eram como "gafanhotos" em comparação com eles, são assim uma invenção israelita, a menos que, de fato, o povo de Israel reivindique para Josué uma antiguidade e origem no Eoceno, ou pelo menos na era Miocena, e transforme os milênios de sua cronologia em milhões de anos.

Em tudo o que diz respeito aos tempos pré-históricos, o leitor deve ter em mente as sábias palavras de Montaigne.

Diz o grande filósofo francês: —

" . . . É uma presunção tola desdenhar e condenar como falso aquilo que nos parece não ter aparência de verossimilhança ou verdade: o que é uma falta ordinária naqueles que se persuadem de ser de maior suficiência do que o vulgo."

" . . . Mas a razão me ensinou que condenar tão resolutamente uma coisa por falsa e impossível é assumir para si a vantagem de ter os limites e fronteiras da vontade de Deus, e o poder de nossa Mãe Natureza comum, atados à sua manga; e que não há maior loucura no mundo do que reduzi-los à medida de nossa capacidade e aos limites de nossa suficiência.

"Se chamamos de monstros ou milagres aquilo a que nossa razão não pode alcançar, quantos desses se apresentam diariamente à nossa vista? Consideremos através de que nuvens, e quão vendados, somos levados ao conhecimento da maioria das coisas que passam por nossas mãos; em verdade descobriremos que é antes o costume do que a ciência que recebe delas a estranheza; e que essas coisas, se fossem novamente apresentadas a nós, sem dúvida as julgaríamos tão ou mais improváveis e incríveis do que qualquer outra." (Ensaios, cap. xxvi.)

Um estudioso imparcial deveria, antes de negar a possibilidade de nossa história e registros, pesquisar a História moderna, bem como as tradições universais espalhadas pela literatura antiga e moderna, em busca de vestígios deixados por essas maravilhosas raças primitivas.

Poucos entre os descrentes suspeitam da riqueza de evidências corroborativas que se encontram espalhadas e até mesmo enterradas somente no Museu Britânico.

O

O MATERIALISMO DA BÍBLIA.

pede-se ao leitor que lance mais um olhar sobre o assunto tratado no capítulo que se segue: —

———

RUÍNAS CICLÓPICAS E PEDRAS COLOSSAIS COMO TESTEMUNHAS DE GIGANTES.

Em suas obras enormes — Memoires addressees a l'Academie des Sciences — de Mirville, cumprindo a tarefa de provar a realidade do diabo e mostrar sua morada em todo ídolo antigo e moderno, coletou várias centenas de páginas de "evidência histórica" de que nos dias de milagre — pagão e bíblico — as pedras andavam, falavam, proferiam oráculos e até cantavam.

Que finalmente, "Cristo-pedra", ou Cristo-Rocha, "a Rocha espiritual" que seguia "Israel" (I Coríntios x. 4) "tornou-se um Júpiter lapis", engolido por seu pai Saturno, "sob a forma de uma pedra". Não vamos nos deter para discutir o evidente mau uso e materialização das metáforas bíblicas, simplesmente com o objetivo de provar o satanismo dos ídolos, embora muito pudesse ser dito sobre esse assunto.

Mas sem reivindicar tal peripatetismo e faculdades psíquicas inatas para nossas pedras, podemos colher, por nossa vez, toda evidência disponível à mão, para mostrar que (a) se não houvesse gigantes para mover tais rochas colossais, nunca poderia ter havido um Stonehenge, um Carnac (Bretanha) e outras estruturas ciclópicas semelhantes; e (b) se não existisse tal coisa como MAGIA, nunca poderia ter havido tantas testemunhas de pedras oraculares e falantes.

Na *Achaica* (p. 81), encontramos Pausânias confessando que, ao iniciar sua obra, considerava os gregos extremamente estúpidos "por adorarem pedras". Mas, tendo chegado à Arcádia, acrescenta: "Mudei minha maneira de pensar". Portanto, sem adorar pedras ou ídolos e estátuas de pedra, que é o mesmo — um crime que os católicos romanos são imprudentes em censurar aos pagãos, pois fazem o mesmo — pode-se ter permissão para acreditar naquilo em que tantos grandes filósofos e homens santos acreditaram, sem merecer ser chamado de "idiota" pelos Pausânias modernos.

O leitor é remetido ao Volume VI da *Académie des Inscriptions* (*Mémoires*, p. 518 e seguintes), se desejar estudar as várias propriedades das pederneiras e seixos do ponto de vista da Magia e dos poderes psíquicos.

Em um poema sobre Pedras atribuído a Orfeu, essas pedras são divididas em ofitas e sideritas, "pedras-serpente" e "pedras-estrela". "A 'Ofita'

Saturno é Cronos — "Tempo". Sua deglutição de *Júpiter lapis* pode um dia revelar-se uma profecia.

"Pedro (Cefas, *lapis*) é a pedra sobre a qual a Igreja de Roma está edificada", somos assegurados.

Mas Cronos é tão certo de "devorá-la" um dia quanto devorou *Júpiter-lapis* e personagens ainda maiores.


é hirsuta, dura, pesada, negra, e tem o dom da fala; quando alguém se prepara para lançá-la fora, produz um som semelhante ao choro de uma criança.

É por meio dessa pedra que Helanos predisse a ruína de Troia, sua pátria... etc.

(Falconnet.)

Sanconíaton e Filo de Biblos, ao se referirem a esses betilos, chamam-nos de "Pedras Animadas". Fócio repete o que Damáscio, Asclepíades, Isidoro e o médico Eusébio haviam afirmado antes dele.

O último (Eusébio) nunca se separava de seus ofitas, que carregava no peito, e recebia oráculos deles, proferidos em voz baixa, semelhante a um assobio suave. Arnóbio (um homem santo que, "de pagão, tornara-se uma das luzes da Igreja", dizem os cristãos aos seus leitores) confessa que nunca pôde encontrar em seu caminho uma dessas pedras sem interrogá-las, "que respondem ocasionalmente com uma voz clara e aguda, porém baixa". Onde está a diferença entre os ofitas cristãos e os pagãos, perguntamos?

Sabe-se também que a famosa pedra de Westminster era chamada de *liafail* — "a pedra que fala" — que erguia sua voz apenas para nomear o rei que deveria ser escolhido.

Cambry (*Monuments Celtiques*) diz que a viu quando ainda trazia a inscrição: —

"*Ni fallat fatum, Scoti quocumque locatum*  
*Invenient lapidem, regnasse tenentur ibidem*."

Finalmente, Suidas fala de um certo Heráclio, que distinguia à primeira vista as pedras inanimadas daquelas dotadas de movimento; e Plínio menciona pedras que "fugiam quando uma mão se aproximava delas". (Ver *Dictionnaire des Religions* pelo abade Bertrand; art. sobre as palavras Heráclio e Betilos.)

De Mirville — que procura justificar a Bíblia — indaga muito pertinentemente por que as pedras monstruosas de Stonehenge eram chamadas nos tempos antigos de *chior-gaur* (de *Cor*, "dança", donde *chorea*, e *gaur*, um GIGANTE), ou a dança dos gigantes? E então envia o leitor a receber sua resposta do Bispo de St. Gildas.

Mas os autores do *Voyage dans le Comté*

(I Reis xix. 12.)

 As pedras oscilantes, ou de Logan, recebem vários nomes.

Os celtas tinham suas *clacha-brath*, a "pedra do destino ou do julgamento"; a pedra divinatória, ou "pedra do ordeal" e a pedra do oráculo; a pedra móvel ou animada dos fenícios; a pedra estrondosa dos irlandeses.

A Bretanha tem suas "*pierres branlantes*" em Huelgoat.

Elas são encontradas no Velho e no Novo Mundo: nas Ilhas Britânicas, França, Espanha, Itália, Rússia, Alemanha, etc., como na América do Norte. (Ver "Letters from North America" de Hodson, Vol. II, p. 440.) Plínio fala de várias na Ásia (Hist. Nat. Lib.

I., c. 96), e Apolônio de Rodes discorre longamente sobre as pedras oscilantes, e diz que elas são "pedras colocadas no ápice de um túmulo, e tão sensíveis que podem ser movidas pela mente" (Ackerman's Arth. Index, p. 34), referindo-se sem dúvida aos antigos sacerdotes que moviam tais pedras pela força de vontade e à distância.

AS "PEDRAS OSCILANTES" NA EUROPA.

de Cornouailles, sur les traces des giants, e de várias obras eruditas sobre as ruínas de Stonehenge, Carnac e West Hoadley, fornecem informações muito melhores e mais confiáveis sobre este assunto específico.

Naquelas regiões — verdadeiras florestas de rochas — encontram-se monólitos imensos, "alguns pesando mais de 500.000 quilogramas" (Cambry). Essas "pedras articuladas" da Planície de Salisbury são consideradas os restos de um templo druídico.

Mas os druidas eram homens históricos, e não Ciclopes, nem gigantes.

Quem então, senão gigantes, poderia erguer tais massas (especialmente as de Carnac e West Hoadley), alinhá-las em ordem tão simétrica que representassem o planisfério, e colocá-las em tão admirável equilíbrio que parecem mal tocar o chão, são postas em movimento ao mais leve toque do dedo, e ainda assim resistiriam aos esforços de vinte homens que tentassem deslocá-las?

Dizemos que a maioria dessas pedras são relíquias dos últimos atlantes.

Responder-nos-ão que todos os geólogos afirmam que elas são de origem natural.

Que uma rocha, ao "intemperizar-se", isto é, ao perder floco após floco de sua substância sob a influência do clima, assume essa forma.

Que os "tors" no oeste da Inglaterra exibem formas curiosas, também produzidas por essa causa.

Que, finalmente, como todos os cientistas consideram as "pedras oscilantes de origem puramente natural, vento, chuva, etc., causando a desintegração das rochas em camadas" — nossa afirmação será justamente negada, especialmente porque "vemos esse processo de modificação das rochas em andamento ao nosso redor hoje". Examinemos o caso.

Mas leia o que a Geologia tem a dizer, e você aprenderá que muitas vezes essas massas gigantescas nem sequer pertencem aos países onde estão agora fixadas; que seus congêneres geológicos frequentemente pertencem a estratos desconhecidos nessas regiões e só podem ser encontrados muito além dos mares.

Sr. William Tooke (trad. francesa, Sepulture des Tartares. Arch.

VII, p. 222), especulando sobre os enormes blocos de granito que estão espalhados pelo sul da Rússia e da Sibéria, diz ao leitor que ali, onde agora repousam, não há rochas nem montanhas; e que eles devem ter sido trazidos "de distâncias imensas e com esforços prodigiosos". Charton (Voyageurs Anciens et Modernes, Vol. I., p. 230) fala de uma amostra de tal rocha "da Irlanda", que foi submetida à análise de um eminente geólogo inglês, que lhe atribuiu uma origem estrangeira, "provavelmente africana".

Isto é uma estranha coincidência, pois a tradição irlandesa atribui a origem de suas pedras circulares a um Feiticeiro que as trouxe da África.

De Mirville vê nesse feiticeiro "um amaldiçoado hamita". Nós vemos nele um

Ham não era mais um Titã ou Gigante do que Sem e Jafé.

Eles são ou todos Titãs Arquiteiros, como Faber os mostra, ou mitos.

A DOUTRINA SECRETA

sombrio Atlante, ou talvez até mesmo algum Lemuriano mais antigo, que teria sobrevivido até o nascimento das Ilhas Britânicas — GIGANTES em qualquer caso.

   "Os homens", diz Cambry, ingenuamente, "não têm nada a ver com isso . . . pois nunca o poder e a indústria humanos poderiam empreender algo deste tipo.

Somente a Natureza realizou tudo isso (!!) e a Ciência o demonstrará um dia" (!!) (p. 88). No entanto, é um poder humano, embora gigantesco, que o realizou, e não mais "natureza" sozinha do que deus ou diabo.

A "Ciência", tendo se comprometido a demonstrar que até mesmo a mente e o Espírito do homem são simplesmente a produção de forças cegas, é perfeitamente capaz de aceitar a tarefa.

Pode acontecer que, numa bela manhã, ela procure provar que somente a natureza alinhou as gigantescas rochas de Stonehenge, traçou sua posição com precisão matemática, deu-lhes a forma do planisfério de Dendera e dos signos do Zodíaco, e trouxe pedras pesando mais de um milhão de libras voando da África e da Ásia para a Inglaterra e a Irlanda!

É verdade que Cambry se retratou mais tarde. "Eu acreditei por muito tempo", diz ele, "que somente a Natureza poderia produzir essas maravilhas . . . . mas me retrato . . . . o acaso é incapaz de criar tais combinações maravilhosas . . . . e aqueles que colocaram as ditas rochas em equilíbrio são os mesmos que ergueram as massas móveis do lago de Huelgoat, perto de Concarneau.

. . . ." Dr. John Watson, citado pelo mesmo autor em "Antiquités Celtiques", p. 99, diz, ao falar das pedras movediças, ou Pedras Oscilantes, situadas na encosta de Golcar (o "Encantador"): "O movimento surpreendente dessas massas em equilíbrio fez os celtas compará-las a deuses."

Em "Stonehenge" (Flinders Petrie), diz-se que "Stonehenge é construído com a pedra do distrito, um arenito vermelho, ou pedra 'sarsen', localmente chamada de 'grey wethers'. Mas algumas das pedras, especialmente aquelas que se diz terem sido dedicadas a propósitos astronômicos, foram trazidas de longe, provavelmente do Norte da Irlanda."

Para concluir, as reflexões de um homem de Ciência, em um artigo sobre o assunto publicado na Revue Archéologique (p. 473), merecem ser citadas.

Diz o artigo, a respeito das pedras oscilantes: —

"Cada pedra é um bloco cujo peso desafiaria as máquinas mais poderosas.

Há, em uma palavra, espalhadas por todo o globo, massas diante das quais a palavra materiais parece permanecer inexplicável, à vista das quais a imaginação se confunde, e que tiveram que ser dotadas de um nome tão colossal quanto o

PEDRAS VIVAS, FALANTES E MÓVEIS.

as próprias coisas.

Além disso, essas imensas pedras oscilantes, chamadas às vezes de routers — colocadas em pé sobre um de seus lados como sobre um ponto, seu equilíbrio sendo tão perfeito que o mais leve toque é suficiente para colocá-las em movimento . . . revelam um conhecimento muito positivo de estática.

Movimento contrário recíproco, superfícies planas, convexas e côncavas, por sua vez . . . tudo isso as alia aos monumentos ciclópicos, dos quais se pode dizer com boa razão, repetindo após de La Vega que 'os demônios parecem ter trabalhado neles mais do que os homens.'"

Por uma vez, concordamos com nossos amigos e inimigos, os católicos romanos, e perguntamos se tais prodígios de estática e equilíbrio, aplicados a massas pesando milhões de libras, podem ser obra de selvagens paleolíticos, de homens das cavernas, mais altos que o homem médio do nosso século, ainda que mortais comuns como nós? Não adianta, para nosso propósito, referir-nos às várias tradições ligadas às pedras oscilantes.

Ainda assim, pode ser oportuno lembrar ao leitor inglês de Giraldus Cambrensis, que fala de tal pedra na Ilha de Mona, que retornava ao seu lugar, não obstante todos os esforços feitos para mantê-la em outro lugar.

Na época da conquista da Irlanda por Henrique II, um Conde Hugo Cestrensis, desejando convencer-se da realidade do fato, amarrou a pedra de Mona a uma pedra bem maior e mandou lançá-las ao mar.

Na manhã seguinte, ela foi encontrada em seu lugar habitual.

. . O erudito Guilherme de Salisbury garante o fato, testemunhando sua presença na parede de uma igreja onde a vira em 1554. . . E isso nos lembra o que Plínio disse sobre a pedra deixada pelos Argonautas em Cízico, que os cizicanos haviam colocado no Pritaneu, "de onde ela fugiu várias vezes, o que os obrigou a conduzi-la" (Nat. Hist., XXXVI, p. 592) . . . Aqui temos pedras imensas, declaradas por toda a antiguidade como "vivas, móveis, falantes e que se movem por si mesmas". Elas também eram capazes, ao que parece, de fazer as pessoas fugirem, pois foram chamadas de "routers" ("pôr em fuga", "derrotar") e Des Mousseaux mostra que todas eram pedras proféticas e

Supõe-se que eles tenham construído todas as chamadas obras "ciclópicas", cuja ereção exigiu vários regimentos de Gigantes, e — eles eram apenas setenta e sete no total (cerca de cem, pensa Creuzer). Eles são chamados de "Construtores", e o Ocultismo os chama de INICIADORES, que, iniciando alguns pelasgos, lançaram assim a pedra fundamental da verdadeira MAÇONARIA.

Heródoto associa os Ciclopes a Perseu, "filho de um demônio assírio" (I. VI, p. 54). Raoul Rochette descobriu que Palmonius, o Ciclope, a quem um santuário foi erguido, "era o Hércules Tírio". De qualquer forma, ele foi o construtor das colunas sagradas de Gadir, cobertas de caracteres misteriosos, dos quais Apolônio de Tiana foi o único em sua época a possuir a chave; e com figuras que ainda podem ser encontradas nas paredes de Ellora, as gigantescas ruínas do templo de Visvakarma, "o construtor e artífice dos Deuses".


chamadas pedras loucas (ver seu "Dieu et les Dieux", p. 587). "A pedra oscilante é aceita na Ciência."

Por que ela balançava, por que foi feita para assim agir? É preciso ser cego para não ver que esse movimento era mais um meio de adivinhação, e que por essa razão eram chamadas de "as pedras da verdade". (de Mirville, "Fetichisme")

Isto é história, o Passado dos tempos pré-históricos, garantindo o mesmo nas eras posteriores.

Os Dracontia, sagrados para a lua e a serpente, eram as mais antigas "Rochas do Destino" das nações mais velhas, cujo movimento, ou balanço, era um código perfeitamente claro para os sacerdotes iniciados, que sozinhos possuíam a chave para essa leitura antiga.

Vormius e Olaius Magnus mostram que era de acordo com as ordens do oráculo, "cuja voz falava através das imensas rochas erguidas pelos poderes colossais dos antigos gigantes", que os reis da Escandinávia eram eleitos.

"Na Índia e na Pérsia", diz Plínio, "é ela (a Oitzoe persa) que os magos deviam consultar para a eleição de seus soberanos" (Nat. Hist., lxxxvii., cap. LIV.); e ele descreve (no cap. XXXVIII., 1. ii.) uma rocha que sombreava Harpasa, na Ásia, e colocada de tal maneira que "um único dedo

As marcas de copo notadas por Sir J. Simpson, e os "buracos escavados na superfície" de rochas e monumentos encontrados por Mr. Rivett-Carnac, "de tamanhos variados, de seis polegadas a uma polegada e meia de diâmetro, e em profundidade de uma a uma polegada e meia . . . . . . geralmente dispostos em linhas perpendiculares, apresentando muitas permutações no número, tamanho e disposição dos copos" — são simplesmente REGISTROS escritos das raças mais antigas.

Quem quer que examine com atenção os desenhos feitos de tais marcas nas "Notas Arqueológicas sobre Esculturas Antigas em Rochas em Kumaon, Índia, etc.", encontrará neles o estilo mais primitivo de marcação ou registro; algo do tipo tendo sido adotado pelos inventores americanos do código Morse de escrita telegráfica, o que nos lembra a escrita Ahgam, uma combinação de traços longos e curtos, como Mr. Rivett-Carnac a descreve "cortada em arenito." A Suécia, a Noruega e a Escandinávia estão repletas de tais registros escritos, tendo os caracteres rúnicos sucedido as marcas de copo e os traços longos e curtos.

Em "Infolio de Johannes Magnus", vê-se a representação do semideus, o gigante Starchaterus (Starkad, o pupilo de Kroszharsgrani, o Mago), que segura sob cada braço uma enorme pedra coberta de caracteres rúnicos; e Starkad, segundo a lenda escandinava, foi à Irlanda e realizou feitos maravilhosos no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste.

(Veja "Asgard e os Deuses.")

TESTEMUNHAS UNIVERSAIS.

pode movê-la, enquanto o peso de todo o corpo a faz resistir." Por que então as pedras oscilantes da Irlanda, ou as de Brinham, em Yorkshire, não teriam servido para o mesmo modo de adivinhação ou comunicações oraculares? As maiores delas são evidentemente relíquias dos atlantes; as menores, como as Rochas de Brinham, com algumas pedras giratórias em seu cume, são cópias dos lítos mais antigos.

Não tivessem os bispos da Idade Média destruído todos os planos dos Dracontia que pudessem obter, a Ciência saberia mais sobre eles. Como está, sabemos que foram universalmente usados durante longas eras pré-históricas, e todos para os mesmos propósitos de profecia e MAGIA.

E. Biot, membro do Instituto da França, publicou em suas Antiguidades da França, Vol.

ix., um artigo mostrando que o Chatam peramba (o Campo da Morte, ou antigo cemitério em Malabar) é idêntico aos antigos túmulos de Carnac — "uma proeminência e um túmulo central." . . . "Ossos são encontrados neles (nos túmulos)", diz ele, "e o Sr. Hillwell nos informa que alguns deles são enormes, chamando os nativos (de Malabar) aos túmulos de moradas dos Rákshasas (gigantes)." Vários círculos de pedra, "considerados obra dos Pancha Pandava (cinco Pandus), como todos esses monumentos na Índia, tão numerosos naquele país", quando abertos por ordem do Rajá Vasariddi, "foram encontrados contendo ossos humanos de tamanho muito grande." (T. A. Wise, em "History of Paganism in Caledonia", p. 36).

Novamente, de Mirville está certo em sua generalização, se não em suas conclusões.

Como a teoria há muito acariciada de que os Dracontia são em sua maioria testemunhas de "grandes comoções geológicas naturais" (Charlton) e "são obra da Natureza" (Cambry) está agora desmascarada, suas observações são muito justas.

"Antes que se afirme a impossibilidade de tal teoria, aconselhamos a Ciência a refletir . . . . e, acima de tudo, a não mais classificar Titãs e Gigantes entre as lendas primitivas: pois suas obras estão ali, sob nossos olhos, e essas pedras oscilantes oscilarão sobre suas bases até o fim do mundo para ajudá-los a ver com mais clareza e perceber de uma vez por todas, que não se é inteiramente candidato a Charenton por acreditar em maravilhas certificadas por toda a Antiguidade" ("Fetichisme", p. 288).

É exatamente o que nunca podemos repetir com demasiada frequência, embora as vozes tanto dos Ocultistas quanto dos Católicos Romanos se levantem no deserto.

No entanto, ninguém pode deixar de ver que a Ciência é tão inconsistente, para dizer o mínimo, em suas especulações modernas, quanto o era a teologia antiga e medieval em suas interpretações da chamada Revelação.

A Ciência quer que os homens descendam do macaco pitecoide — uma transformação que exige milhões de anos — e, no entanto, teme tornar a humanidade mais velha do que 100.000 anos! A Ciência ensina a transformação gradual das espécies, seleção natural e evolução da forma mais baixa para a mais alta; do molusco ao peixe, do réptil à ave e ao mamífero.


No entanto, recusa ao homem, que fisiologicamente é apenas um mamífero e animal superior, tal transformação de sua forma externa.

Mas se o iguanodonte monstruoso do Wealden pode ter sido o ancestral do diminuto iguana de hoje, por que o homem monstruoso da Doutrina Secreta não poderia ter-se tornado o homem moderno — o elo entre o Animal e o Anjo? Há algo mais anticientífico nessa "teoria" do que em recusar ao homem qualquer Ego espiritual imortal, fazendo dele um autômato e classificando-o, ao mesmo tempo, como um gênero distinto no sistema da Natureza? As Ciências Ocultas podem ser menos científicas do que as atuais Ciências exatas; são, contudo, mais lógicas e coerentes em seus ensinamentos.

As forças físicas e as afinidades naturais dos átomos podem ser suficientes como fatores para transformar uma planta em animal; mas é necessário mais do que um mero intercâmbio entre certos agregados materiais e seu ambiente para chamar à vida um homem plenamente consciente; ainda que ele não fosse, de fato, mais do que uma ramificação entre dois "primos pobres" da ordem dos Quadrúmanos.

As Ciências Ocultas admitem com Haeckel que a vida (objetiva) em nosso globo "é um postulado lógico da história natural científica", mas acrescentam que a rejeição de uma semelhante involução espiritual, de dentro para fora, da vida invisível e subjetiva do Espírito — eterna e um Princípio na Natureza — é mais ilógica, se possível, do que dizer que o Universo e tudo o que nele existe foi gradualmente construído por forças cegas inerentes à matéria, sem qualquer ajuda externa.

Suponha que um Ocultista afirmasse que o primeiro grande órgão de uma catedral veio originalmente à existência da seguinte maneira.

Primeiro, houve uma elaboração progressiva e gradual, no Espaço, de um material organizável, que resultou na produção de um estado de matéria denominado PROTEÍNA orgânica.

Então, sob a influência de forças incidentes, tendo esses estados sido lançados em uma fase de equilíbrio instável, eles lenta e majestosamente evoluíram e resultaram em novas combinações de madeira talhada e polida, de pinos e grampos de latão, de couro e marfim, tubos sonoros e foles.

Após o que, tendo adaptado todas as suas partes em uma máquina harmoniosa e simétrica, o órgão repentinamente fez ressoar o Réquiem de Mozart.

Isso foi seguido por uma Sonata de Beethoven, etc., ad infinitum; suas teclas tocando por si mesmas e o vento soprando nos tubos por sua própria força e fantasia inerentes.

. . . . O que diria a Ciência a tal teoria? No entanto, é precisamente dessa maneira que os sábios materialistas nos dizem que o Universo foi formado, com seus milhões de seres, e o homem, sua coroa espiritual.

Seja qual tenha sido o verdadeiro pensamento íntimo do Sr. Herbert Spencer, ao escrever sobre o assunto da transformação gradual das

É PRECISO UM DEUS PARA SE TORNAR UM HOMEM.

espécies, o que ele diz nesse texto aplica-se à nossa doutrina.

"Interpretado em termos de evolução, todo tipo de ser é concebido como um produto de modificações operadas por gradações insensíveis sobre um tipo de ser pré-existente." ("Ensaios sobre Fisiologia," Subj.

p. 144.) Então, por que, neste caso, o homem histórico não seria o produto de uma modificação sobre um tipo de homem pré-existente e pré-histórico, mesmo supondo, por hipótese, que não haja nada nele que dure mais tempo ou viva independentemente de sua estrutura física? Mas não é assim! Pois, quando nos dizem que "matérias orgânicas são produzidas em laboratório pelo que podemos literalmente chamar de evolução artificial" (Apêndice aos "Princípios de Biologia," p. 482), respondemos ao distinto filósofo inglês que os Alquimistas e grandes adeptos fizeram tanto, e, na verdade, muito mais, antes que os químicos jamais tentassem "construir, a partir de elementos dissociados, combinações complexas." Os Homúnculos de Paracelso são um fato na Alquimia, e muito provavelmente se tornarão um na Química, e então o Frankenstein da Sra.

Shelley terá de ser considerado uma profecia.

Mas nenhum químico, ou alquimista também, jamais dotará tal "Monstro de Frankenstein" de mais do que instinto animal, a menos que, de fato, faça aquilo que se atribui aos "Progenitores", ou seja, se ele abandona seu próprio corpo físico e encarna na "forma vazia." Mas mesmo isso seria um homem artificial, não natural, pois nossos "Progenitores" tiveram, no curso da evolução eterna, de se tornar deuses antes de se tornarem homens.

A digressão acima, se é uma, é uma tentativa de justificação perante os poucos homens pensantes do próximo século que possam ler isto.

Mas isso também explica a razão pela qual os melhores e mais espirituais homens de nossos dias já não podem mais se satisfazer nem com a Ciência nem com a teologia; e por que preferem qualquer "mania psíquica" dessas às afirmações dogmáticas de ambas, não tendo nenhuma das duas nada melhor a oferecer do que fé cega em sua respectiva infalibilidade.

A tradição universal é, de fato, o guia muito mais seguro na vida.

E a tradição universal mostra o homem primitivo vivendo por eras junto com seus Criadores e primeiros instrutores — os Elohim — no "Jardim do Éden" ou "Delícia" do Mundo. Trataremos dos Instrutores Divinos na Estância XII.

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45. AS PRIMEIRAS GRANDES ÁGUAS VIERAM.

ELAS ENGOLEIRAM AS SETE GRANDES ILHAS (a).

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46. TODOS OS SANTOS FORAM SALVOS, OS ÍMPIOS DESTRUÍDOS.

COM ELES, A MAIORIA DOS ENORMES ANIMAIS PRODUZIDOS DO SUOR DA TERRA (b). 350 A DOUTRINA SECRETA.

(a) Como este assunto — o quarto grande dilúvio em nosso globo nesta Ronda — é plenamente tratado nos capítulos que seguem a última Estância, dizer algo mais no presente seria mera repetição.

As sete grandes ilhas (Dwipas) pertenciam ao continente da Atlântida.

Os ensinamentos secretos mostram que o "Dilúvio" sobreveio à Quarta Raça gigante, não por causa de sua depravação, ou porque se tornaram "negros de pecado", mas simplesmente porque tal é o destino de todo continente, que — como tudo o mais sob nosso Sol — nasce, vive, torna-se decrépito e morre.

Isso foi quando a Quinta Raça estava em sua infância.

(b) Assim pereceram os gigantes — os magos e os feiticeiros, acrescenta a fantasia da tradição popular, mas "todos os santos foram salvos", e somente os "ímpios foram destruídos". Isso se deveu, contudo, tanto à previsão dos "santos", que não haviam perdido o uso de seu "terceiro olho", quanto ao Karma e à lei natural.

Falando da raça subsequente (nossa Quinta Humanidade), o comentário diz: —

"Sozinho o punhado de Eleitos, cujos instrutores divinos haviam ido habitar aquela Ilha Sagrada — 'de onde virá o último Salvador' — agora impedia a humanidade de se tornar metade exterminadora da outra [como a humanidade faz agora — H.P.B.]. Ela (a humanidade) tornou-se dividida.

Dois terços dela foram governados por Dinastias de Espíritos inferiores e materiais da terra, que tomaram posse dos corpos facilmente acessíveis; um terço permaneceu fiel e juntou-se à nascente Quinta Raça — os divinos Encarnados.

Quando os Polos se moveram (pela quarta vez), isso não afetou aqueles que estavam protegidos e que se haviam separado da Quarta Raça.

Como os Lemurianos — somente os ímpios Atlantes pereceram, e 'não foram mais vistos . . . . ."

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OS "GRANDES DRAGÕES" E SERPENTES.

ESTÂNCIA XII.

A QUINTA RAÇA E SEUS INSTRUTORES DIVINOS.

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(47) Os remanescentes das duas primeiras raças desaparecem para sempre.

Grupos das várias raças atlantes salvas do Dilúvio juntamente com os Progenitores da Quinta.

(48) As origens da nossa presente Raça, a Quinta.

As primeiras Dinastias divinas.

(49) Os primeiros lampejos na História, agora presos à cronologia alegórica da Bíblia, e à História "universal" que a segue servilmente. — A natureza dos primeiros instrutores e civilizadores da humanidade.

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47. POUCOS (homens) RESTARAM.

ALGUNS AMARELOS, ALGUNS PARDOS E NEGROS, E ALGUNS VERMELHOS, RESTARAM.

OS DE COR DE LUA (do primitivo Tronco Divino) SE FORAM PARA SEMPRE (a) . . . .

48. A QUINTA RAÇA PRODUZIDA DO TRONCO SAGRADO (restou). FOI GOVERNADA POR SEUS PRIMEIROS REIS DIVINOS.

49. AS "SERPENTES" QUE DESCERAM NOVAMENTE; QUE FIZERAM PAZ COM A QUINTA (Raça), QUE A ENSINARAM E INSTRUÍRAM (b) . . . .

(a) Este versículo (47) refere-se à Quinta Raça.

A História não começa com ela, mas a tradição viva e sempre recorrente sim.

A História — ou o que se chama história — não remonta além das origens fantásticas da nossa quinta sub-raça, "alguns milhares" de anos.

São as subdivisões desta primeira sub-raça da Quinta Raça-Raiz que se referem na frase: "Alguns amarelos, alguns pardos e negros, e alguns vermelhos, restaram." Os "de cor de lua" (isto é, a Primeira e a Segunda Raças) se foram para sempre — sim, sem deixar quaisquer vestígios; e isso, já no terceiro "Dilúvio" da terceira raça Lemuriana, aquele "Grande Dragão", cuja cauda varre nações inteiras da existência num piscar de olhos.

E este é o verdadeiro significado do Versículo no COMENTÁRIO que diz:

"O GRANDE DRAGÃO tem respeito apenas pelas 'SERPENTES' DA SABEDORIA, as Serpentes cujos buracos estão agora sob as pedras triangulares," isto é, "as Pirâmides, nos quatro cantos do mundo."

(b) Isto nos diz claramente o que é mencionado mais de uma vez em outros lugares nos Comentários; a saber, que os Adeptos ou homens "Sábios" das três Raças (a Terceira, a Quarta e a Quinta) habitavam em habitats subterrâneos, geralmente sob algum tipo de estrutura piramidal, se não efetivamente sob uma pirâmide.


Pois tais "pirâmides" existiam nos quatro cantos do mundo e nunca foram monopólio da terra dos Faraós, embora até serem encontradas espalhadas por todas as duas Américas, sob e sobre o solo, sob e no meio de florestas virgens, como na planície e no vale, fossem supostas propriedade exclusiva do Egito.

Se as verdadeiras pirâmides geometricamente corretas não são mais encontradas nas regiões europeias, muitas das supostas cavernas neolíticas primitivas, dos colossais menires triangulares, piramidais e cônicos de Morbihan e da Bretanha em geral; muitos dos túmulos dinamarqueses e até mesmo das "tumbas de gigantes" da Sardenha com seus inseparáveis companheiros, os nuraghi, são outras tantas cópias mais ou menos grosseiras das pirâmides.

A maioria dessas obras é dos primeiros colonizadores do recém-nascido continente e ilhas da Europa — as raças "algumas amarelas, algumas marrons e negras, e algumas vermelhas" — que permaneceram após a submersão dos últimos continentes e ilhas atlantes (há 850.000 anos), com exceção da ilha atlante de Platão, e antes da chegada das grandes raças arianas; enquanto outras foram construídas pelos primeiros imigrantes do Oriente.

Aqueles que dificilmente podem aceitar a antiguidade da raça humana tão recuada quanto os 57.000 anos atribuídos pelo Dr. Dowler ao esqueleto por ele encontrado em Nova Orleans, nas margens do Mississippi, naturalmente rejeitarão esses fatos.

Mas poderão descobrir que estão enganados algum dia.

É a tola autoglorificação dos arcádios, que se autodenominavam proselhvnoi — mais antigos que a lua — e do povo da Ática, que afirmava ter existido antes de o sol aparecer no céu, que podemos depreciar, não sua inegável antiguidade.

Tampouco podemos rir da crença universal de que tivemos ancestrais gigantes.

O fato de que os ossos do mamute e do mastodonte e, em um caso, os de uma salamandra gigante, foram confundidos com ossos humanos, não elimina a dificuldade de que, entre todos os mamíferos, o homem é o único que a ciência não permite ter diminuído, como todas as outras estruturas animais, do gigante homo diluvii à criatura entre 5 e 6 pés que é agora.

Mas as "Serpentes da Sabedoria" preservaram bem seus registros, e a história da evolução humana está traçada no céu como está traçada nas paredes subterrâneas.

A humanidade e as estrelas estão ligadas indissoluvelmente, por causa das inteligências que regem estas últimas.

Os simbologistas modernos podem zombar disso e chamá-lo de "fantasia", mas "é inquestionável que o Dilúvio tem (sempre) sido associado nas lendas de alguns povos orientais não apenas às Pirâmides, mas também às constelações", escreve o Sr. Staniland Wake ("A Grande Pirâmide"). O "Velho Dragão" é idêntico ao "grande Dilúvio", diz o Sr. Proctor (em "Knowledge", Vol.

I., p. 243): "Sabemos que no passado a constelação do Dragão estava no polo, ou centro, da esfera celeste.

Em templos estelares . . . o Dragão seria a

O DRAGÃO ASTRONÔMICO.

constelação mais elevada ou dominante . . . é singular quão intimamente as constelações . . . correspondem em sequência e em extensão de ascensão reta com os eventos registrados a respeito do Dilúvio (bíblico)."

As razões para essa singularidade foram esclarecidas nesta obra.

Mas isso mostra apenas que houve vários Dilúvios misturados nas memórias e tradições das sub-raças da Quinta Raça.

O primeiro grande "Dilúvio" foi astronômico e cósmico, enquanto vários outros foram terrestres.

Contudo, isso não impediu nosso muito erudito amigo Sr. Gerald Massey — um Iniciado verdadeiramente nos mistérios do Museu Britânico, ainda que apenas um auto-iniciado — de declarar e insistir que a submersão e o Dilúvio atlantes eram apenas fantasias antropomorfizadas de pessoas ignorantes; e que a Atlântida não passava de uma alegoria astronômica.

No entanto, a grande alegoria zodiacal baseia-se em eventos históricos, e uma dificilmente interfere na outra; e também é lógico que todo estudante de Ocultismo sabe o que essa alegoria astronômica e zodiacal significa.

Smith mostra no Épico de Ninrode dos tabletes assírios o seu verdadeiro significado. Seus "doze cantos" referem-se ao "curso anual do Sol através dos doze meses do ano.

Cada tablete corresponde a um mês especial e contém uma referência distinta às formas animais nos signos do Zodíaco"; o décimo primeiro canto sendo "consagrado a Rimmon, o deus das tempestades e da chuva, e harmoniza-se com o décimo primeiro signo do Zodíaco — Aquário, ou o Aguadeiro" (Nineteenth Century, 1882, p. 236). Mas mesmo isso é precedido nos antigos registros pelo Dilúvio Cósmico pré-astronômico, que se tornou alegorizado e simbolizado no acima mencionado Dilúvio Zodiacal ou de Noé.

Mas isso não tem nada a ver com a Atlântida.

As Pirâmides estão intimamente ligadas às ideias tanto do Grande Dragão (a constelação), os "Dragões da Sabedoria", ou os grandes Iniciados da Terceira e Quarta Raças, quanto às Cheias do Nilo, consideradas como um lembrete divino do grande Dilúvio Atlântico.

Os registros astronômicos da História Universal, no entanto, dizem ter tido seu início com a Terceira Sub-raça da Quarta Raça-raiz, ou os atlantes.

Quando foi? Os dados ocultos mostram que, mesmo desde a época do estabelecimento regular dos cálculos zodiacais no Egito, os polos foram invertidos três vezes.

Retornaremos a essa afirmação mais adiante.

Símbolos como os representados pelos Signos do Zodíaco — um fato que oferece aos materialistas um pretexto sobre o qual pendurar suas teorias e opiniões unilaterais — têm uma significação profunda demais, e sua relação com a nossa Humanidade é importante demais para serem descartados em poucas palavras.

Enquanto isso, temos de considerar o significado daquela outra afirmação que menciona (versículo 48) os primeiros Reis divinos, que se diz terem "redescendido", guiado e instruído a nossa Quinta Raça após o último dilúvio!


Consideraremos essa última alegação historicamente nas seções que se seguem, mas devemos concluir com mais alguns detalhes sobre o assunto das "Serpentes".

Os comentários gerais sobre as Estâncias Arcaicas devem terminar aqui.

Maior elucidação exige provas obtidas de obras antigas, medievais e modernas que trataram desses assuntos.

Todas essas evidências devem agora ser reunidas, comparadas e organizadas em melhor ordem, de modo a compelir a atenção do leitor para essa riqueza de provas históricas.

E como o significado múltiplo do estranho símbolo — tão frequentemente referido e sugestivo do "tentador do homem" sob a luz ortodoxa da igreja — nunca pode ser demasiadamente enfatizado, parece mais aconselhável esgotar o assunto com todas as provas disponíveis neste momento, mesmo ao risco de repetição.

Os Titãs e os Kabires foram invariavelmente apresentados por nossos teólogos e alguns simbolistas piedosos como indissoluvelmente ligados à grotesca personagem chamada diabo, e toda prova em contrário tem sido até agora invariavelmente rejeitada e ignorada; portanto, o ocultista não deve negligenciar nada que possa tender a derrotar essa conspiração de calúnia.

Propõe-se dividir os assuntos envolvidos nesses três últimos versículos em vários grupos e examiná-los neste capítulo final com o máximo de cuidado e amplitude que o espaço permitir.

Alguns detalhes adicionais podem assim ser acrescentados às evidências gerais da antiguidade, sobre os postulados mais disputados do Ocultismo e da Doutrina Esotérica — cuja maior parte será encontrada na Parte II, sobre Simbolismo.

———

SERPENTES E DRAGÕES SOB DIFERENTES SIMBOLISMOS.

O nome do Dragão na Caldeia não era escrito foneticamente, mas era representado por dois monogramas, provavelmente significando, segundo os orientalistas, "o escamoso". "Esta descrição", observa muito pertinentemente G. Smith, "naturalmente poderia aplicar-se a um dragão fabuloso, uma serpente ou um peixe", e podemos acrescentar: "Aplica-se em um caso a Makara, o décimo signo zodiacal, significando em sânscrito um animal anfíbio não descrito, geralmente chamado de Crocodilo, e realmente significando outra coisa.

(Vide Parte II., "Os Mistérios da Hébdomada.") Isto, então, é uma admissão virtual de que os assiriologistas, ao menos, nada sabem com certeza quanto ao status do "Dragão" na antiga Caldeia, de onde os hebreus obtiveram seu simbolismo, apenas para depois serem roubados pelos cristãos, que fizeram do "Escamoso" uma entidade viva e um poder maléfico.

Um espécime de Dragões, "alados e escamosos", pode ser visto no Museu Britânico.

Representando os eventos da Queda segundo a mesma autoridade, há também duas figuras sentadas em cada lado de uma árvore, estendendo as mãos para a "maçã", enquanto atrás da "Árvore"

OS GNÓSTICOS NAASSENIANOS.

está o Dragão-Serpente.

Esotericamente, as duas figuras são dois "caldeus" prontos para a iniciação, a Serpente simbolizando o "Iniciador"; enquanto os deuses ciumentos, que amaldiçoam os três, são o clero exotérico profano.

Não há muito do literal "evento bíblico" ali, como qualquer ocultista pode ver.

"O Grande Dragão tem respeito apenas pelas Serpentes da Sabedoria", diz a Estância; provando assim a correção de nossa explicação das duas figuras e da "Serpente".

"As Serpentes que redescenderam . . . . que ensinaram e instruíram" a Quinta Raça.

Que homem são é capaz de acreditar em nossos dias que serpentes reais estão aqui significadas? Daí a suposição grosseira, agora quase um axioma para os homens da ciência, de que aqueles que escreveram na antiguidade sobre vários Dragões e Serpentes sagrados ou eram pessoas supersticiosas e crédulas, ou estavam empenhados em enganar aqueles mais ignorantes do que eles próprios.

Contudo, de Homero em diante, o termo implicava algo oculto dos profanos.

"Teríveis são os deuses quando se manifestam" — esses deuses que os homens chamam de Dragões.

E Eliano, tratando em sua "De Natura Animalium" desses símbolos ofídicos, faz certas observações que mostram que ele compreendia bem a natureza desse mais antigo dos símbolos.

Assim, ele explica muito pertinentemente a respeito do verso homérico acima — "Pois o Dragão, embora sagrado e digno de adoração, possui em si algo ainda mais da natureza divina, do qual é melhor (para outros?) permanecer em ignorância" (Livro xi, cap. 17).

Este "Dragão", tendo um significado septenário, o mais elevado e o mais baixo podem ser dados.

O primeiro é idêntico ao "Autogerado", o Logos (o Aja hindu). Ele era a segunda pessoa da Trindade, o FILHO, com os Gnósticos cristãos chamados Naasenianos, ou Adoradores da Serpente.

Seu símbolo era a constelação do Dragão. Suas sete "estrelas" são as sete estrelas seguras na mão do "Alfa e Ômega" no Apocalipse.

Em seu significado mais terrestre, o termo "Dragão" era aplicado aos Sábios.

Esta porção do simbolismo religioso da antiguidade é muito abstrusa e misteriosa, e pode permanecer incompreensível para os profanos.

Em nossos dias modernos, ela soa tão dissonante aos ouvidos cristãos que dificilmente pode escapar, não obstante toda a civilização, de ser considerada uma denúncia direta dos mais queridos dogmas cristãos, cujo assunto exigia, para fazer-lhe justiça, a pena e o gênio de Milton, cuja ficção poética agora se enraizou na Igreja como um dogma revelado.

Terá a alegoria do Dragão e seu suposto conquistador originado com São João, e em seu Apocalipse? Enfaticamente respondemos — Não. Seu "Dragão" é Netuno, o símbolo da magia atlante.


Para demonstrar a negação, pede-se ao leitor que examine o simbolismo da Serpente ou do Dragão sob seus vários aspectos.

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OS GLIFOS SIDERais E CÓSMICOS.

Todo astrônomo — além de Ocultistas e Astrólogos — sabe que, figurativamente, a luz astral, a via láctea, e também o caminho do Sol aos trópicos de Câncer e Capricórnio, bem como os círculos do ano Sideral ou Tropical, foram sempre chamados de "Serpentes" na fraseologia alegórica e mística dos adeptos.

Isso, cósmicamente, bem como metaforicamente.

Poseidon é um "Dragão": "Chozzar, chamado pelos profanos Netuno" (Perat Gnósticos); a "Boa e Perfeita Serpente", o Messias dos Naasenianos, cujo símbolo no Céu é Draco.

Mas é preciso discernir entre os caracteres deste símbolo.

Por exemplo: o Esoterismo Zoroastriano é idêntico ao da Doutrina Secreta; e quando, como exemplo, lemos no Vendidad queixas proferidas contra a "Serpente", cujas mordidas transformaram a bela e eterna primavera de Airyana-Vagô, convertendo-a em inverno, gerando doença e morte, ao mesmo tempo que consumo mental e psíquico, todo ocultista sabe que a Serpente aludida é o polo norte, bem como o polo dos céus. Este último produz as estações conforme o ângulo sob o qual penetra o centro da Terra.

Os dois eixos não eram mais paralelos; portanto, a eterna primavera de Airyana Vagô, junto ao bom rio Dâitya, havia desaparecido, e "os Magos arianos tiveram de emigrar para Sagdiani" — dizem os relatos exotéricos.

Mas o ensinamento esotérico afirma que o polo havia passado através do equador, e que a "terra da bem-aventurança" da Quarta Raça, sua herança da Terceira, tornara-se agora a região da desolação e do infortúnio.

Isso por si só deveria ser uma prova incontroversa da grande antiguidade das Escrituras Zoroastrianas.

Os Neo-arianos da era pós-diluviana poderiam, naturalmente, dificilmente reconhecer as montanhas, em cujos cumes seus antepassados se reuniram antes do Dilúvio e conversaram com os puros "Yazathas" (Espíritos celestiais dos Elementos), cuja vida e alimento outrora compartilharam.

Como mostrado por Eckstein (Revue Archeologique, 8º ano, 1885), "o Vendidad parece apontar uma grande mudança na atmosfera da Ásia central; fortes erupções vulcânicas e o colapso de toda uma cadeia de montanhas na vizinhança da cordilheira Kara-Korum."

OS DOIS POLOS MÍSTICOS.

Os egípcios, segundo Eusébio, que por uma vez (e por uma maravilha) escreveu a verdade, simbolizavam o Cosmos por um grande círculo flamejante, representando uma serpente com cabeça de falcão deitada através de seu diâmetro.

Aqui temos o polo da Terra dentro do plano da eclíptica, acompanhado de todas as consequências ígneas que devem surgir de tal estado dos céus: quando todo o Zodíaco em 25.000 (e tantos) anos deve ter se avermelhado com o fulgor solar, e cada signo deve ter sido vertical à região polar. (Ver a "Sphinxiad" de Mackey.) Meru — a morada dos deuses — foi colocado, como explicado antes, no Polo Norte, enquanto Pâtâla, a região inferior, supunha-se estar no Sul.

Como cada símbolo na filosofia esotérica tem sete chaves, geograficamente, Meru e Pâtâla têm um significado e representam localidades; enquanto astronomicamente, têm outro, e significam "os dois polos", significados que acabaram por ser frequentemente traduzidos no sectarismo exotérico — a "Montanha" e o "Poço", ou Céu e Inferno.

Se nos atermos atualmente apenas ao significado astronômico e geográfico, pode-se descobrir que os antigos conheciam a topografia e a natureza das regiões Ártica e Antártica melhor do que qualquer um de nossos astrônomos modernos; eles tinham razões, e boas, para nomear um como "Montanha" e o outro como "Poço". Como o autor citado explica parcialmente, Helion e Acheron significavam quase o mesmo: "Heli-on é o Sol no mais alto" (Helios, Heli-on, o "altíssimo"); "e Acheron está a 32 graus acima do polo, e 32 abaixo dele, sendo o rio alegórico assim suposto tocar o horizonte norte na latitude de 32 graus.

O vasto côncavo, que está para sempre oculto de nossa visão e que cercava o polo sul, sendo portanto chamado de POÇO, enquanto observando, em direção ao polo norte, que um certo circuito nos céus sempre aparecia acima do horizonte — eles o chamaram de Montanha.

Como Meru é a alta morada dos Deuses, dizia-se que estes ascendiam e desciam periodicamente; pelo que (astronomicamente) se entendiam os deuses zodiacais, a passagem do Polo Norte original da Terra para o Polo Sul do céu." "Naquela era," acrescenta o autor dessa obra curiosa, a "Sphinxiad" e de "Urania's Key to the Revelations" — "ao meio-dia, a eclíptica seria paralela ao meridiano, e parte do Zodíaco desceria do Polo Norte ao horizonte norte; cruzando as oito espirais da Serpente (oito anos siderais, ou mais de 200.000 anos solares), o que pareceria uma escada imaginária com oito degraus alcançando da terra até o polo, ou seja, o trono de Jove."

Subindo esta escada, então, os Deuses, i.e., os signos do Zodíaco, ascendiam e desciam.

(A escada de Jacó e os anjos) . . . . Faz mais de 400.000 anos desde que o Zodíaco formou os lados desta escada." . . . .

Esta é uma explicação engenhosa, mesmo que não esteja inteiramente livre de heresia oculta.

Contudo, está mais próxima da verdade do que muitas de caráter mais científico e especialmente teológico.


Como foi dito, a trindade cristã foi puramente astronômica desde o seu início, o que fez Rutílio dizer — daqueles que a euemerizaram — "Juda gens, radix stultorum."

Mas os profanos, e especialmente os fanáticos cristãos, sempre em busca de corroboração científica para seus textos de letra morta, persistirão em ver no polo celeste a verdadeira Serpente do Gênesis, Satã, o Inimigo da humanidade, em vez do que ele é — uma metáfora cósmica.

Quando se diz que os deuses abandonam a terra, isso não significa apenas os deuses, protetores e instrutores, mas também os deuses menores — os regentes dos signos zodiacais.

Contudo, os primeiros, como Entidades reais e existentes que deram à luz, nutriram e instruíram a humanidade em sua juventude inicial, aparecem em toda Escritura, tanto na dos Zoroastrianos quanto nos Evangelhos hindus.

Ormazd, ou Ahura-Mazda, o "Senhor da Sabedoria", é a síntese dos Amshaspends (ou Amesha-Spentas — "Benfeitores Imortais"), o "Verbo", no entanto, ou o Logos e seus seis aspectos mais elevados no Mazdeísmo.

Esses "Benfeitores Imortais" são descritos no Zamyad Yasht como os "Amesha-Spentas, os resplandecentes, tendo olhos eficazes, grandes, prestativos . . . . imperecíveis e puros, que são todos os sete de igual mente, igual fala, todos os sete agindo igualmente . . . . que são os criadores e destruidores das criaturas de Ahura-Mazda, seus criadores e supervisores, seus protetores e governantes . . . ."

Essas poucas linhas por si só indicam o caráter dual e até mesmo triplo dos Amshaspends, nossos Dhyan-Chohans ou as "Serpentes da Sabedoria". Eles são idênticos a, e ainda assim separados de, Ormazd (Ahura-Mazda). Eles são também os Anjos das Estrelas dos cristãos — os azatas estelares dos Zoroastrianos — ou ainda os sete planetas (incluindo o sol) de toda religião.

O epíteto — "os resplandecentes tendo olhos eficazes" — prova isso. Isso nos planos físico e sideral.

No plano espiritual, eles são os poderes divinos de Ahura-Mazda; mas no plano astral ou psíquico, novamente, eles são os "Construtores", os "Vigilantes", os Pitar (pais), e os primeiros Preceptores da humanidade.

Quando os mortais se tiverem tornado suficientemente espiritualizados, não haverá mais necessidade de forçá-los a uma compreensão correta da Sabedoria antiga.

Os homens saberão então que nunca houve um grande Reformador do Mundo, cujo nome tenha passado à nossa geração, que (a) não fosse uma emanação direta do LOGOS (sob qualquer nome que nos seja conhecido), ou seja, uma encarnação essencial de um dos "sete", do "espírito divino que é sétuplo"; e (b) que não tivesse aparecido antes, durante os

 Esses "sete" tornaram-se os oito, a Ogdóade, das religiões posteriormente materializadas, sendo o sétimo, ou o princípio mais elevado, não mais o Espírito penetrante, a Síntese, mas tornando-se um número antropomórfico, ou unidade adicional.

DEUS E A NATUREZA ANTROPOMORFIZADOS.

Ciclos passados.

Reconhecerão, então, a causa que produz na história e na cronologia certos enigmas das eras; a razão pela qual, por exemplo, lhes é impossível atribuir qualquer data confiável a Zoroastro, que se encontra multiplicado por doze e catorze no Dabistão; por que os Rishis e Manus estão tão confundidos em seus números e individualidades; por que Krishna e Buda falam de si mesmos como reencarnações, isto é, Krishna é identificado com o Rishi Narâyana, e Gautama dá uma série de seus nascimentos anteriores; e por que o primeiro, especialmente, sendo "o próprio Brahmô supremo", é contudo chamado Amsámsávatara — "uma parte de uma parte" apenas do Supremo na Terra.

Finalmente, por que Osíris é um grande Deus, e ao mesmo tempo um "príncipe na Terra", que reaparece em Thoth-Hermes, e por que Jesus (em hebraico, Josué) de Nazaré é reconhecido, cabalisticamente, em Josué, filho de Num, bem como em outras personagens.

A doutrina esotérica explica-o dizendo que cada um destes (como muitos outros) aparecera primeiro na Terra como uma das sete potências do LOGOS, individualizado como um Deus ou "Anjo" (mensageiro); depois, misturado com a matéria, reaparecera por sua vez como grandes sábios e instrutores que "ensinaram a Quinta Raça", após terem instruído as duas raças precedentes, haviam governado durante as Dinastias Divinas, e finalmente se sacrificado, para renascer sob várias circunstâncias para o bem da humanidade, e para sua salvação em certos períodos críticos; até que em suas últimas encarnações se tornaram verdadeiramente apenas "as partes de uma parte" na Terra, embora de fato o Um Supremo na Natureza.

Esta é a metafísica da Teogonia.

E, como cada "Potência" entre as SETE tem (uma vez individualizada) a seu cargo um dos elementos da criação, e sobre ele governa, daí os muitos significados em cada símbolo, que, a menos que interpretados segundo os métodos esotéricos, geralmente conduzem a uma confusão inextricável.

Exige o Cabalista ocidental — geralmente um oponente do Ocultista oriental — uma prova? Que abra a "Histoire de la Magie", de Eliphas Levi, p. 53, e examine cuidadosamente seu "Grand Symbole Kabalistique" do Zohar.

Ele encontrará, na gravura dada, um homem branco em pé e uma mulher negra de cabeça para baixo, isto é, em pé sobre a cabeça, com as pernas passando sob os braços estendidos da figura masculina, e projetando-se por trás de seus ombros, enquanto suas mãos se unem em ângulo de cada lado.

Eliphas Levi faz disso, Deus e Natureza; ou Deus, "luz", refletida inversamente na "Natureza e Matéria", escuridão.

Cabalística e simbolicamente ele está certo; mas apenas no que diz respeito à cosmogonia emblemática.

Nem ele inventou o símbolo mais do que os Cabalistas o fizeram: as duas figuras em pedra branca e preta existiram nos templos do Egito desde tempos imemoriais — conforme a tradição; e historicamente — desde o dia do Rei Cambises, que pessoalmente as viu.


Portanto, o símbolo deve ter existido há quase 2.500 anos.

Isso, no mínimo, pois aquele soberano persa, que era filho de Ciro, o Grande, sucedeu a seu pai no ano 529 a.C. Essas figuras eram os dois Kabiri personificando os polos opostos.

Heródoto (Tália, nº 77) conta à posteridade que, quando Cambises entrou no templo dos Kabirim, caiu numa gargalhada inextinguível, ao perceber o que julgava ser um homem ereto e uma mulher de cabeça para baixo diante dele.

Eram, porém, os polos, cujo símbolo se destinava a comemorar "a passagem do Polo Norte original da Terra para o Polo Sul do Céu", como percebeu Mackey. Mas representavam também os polos invertidos, em consequência da grande inclinação do eixo, acarretando cada vez, como resultado, o deslocamento dos oceanos, a submersão das terras polares e a consequente elevação de novos continentes nas regiões equatoriais, e vice-versa.

Esses Kabirim eram os deuses do "Dilúvio".

Isso pode nos ajudar a obter a chave da confusão aparentemente sem esperança entre os números de nomes e títulos dados a um mesmo deus e a classes de deuses.

Faber já mostrou, no início deste século, a identidade dos Coribantes, Curetes, Dioscuros, Anactes, Dii Magni, Dáctilos Ideus, Lares, Penates, Manes, Titãs e Alet com os KABIRI.

E nós mostramos que estes últimos eram os mesmos que os Manus, os Rishis e nossos Dhyan Chohans, que encarnaram nos Eleitos da Terceira e Quarta Raças.

Assim, enquanto na Teogonia os Kabiri-Titãs eram sete grandes deuses: cósmica e astronomicamente, os Titãs eram chamados Atlantes, porque, talvez, como diz Faber, estavam conectados

Também na "View of the Levant" de Perry há "uma figura representando o Polo Sul da Terra na constelação da Harpa", na qual os polos aparecem como duas hastes retas, encimadas por asas de falcão, mas também eram frequentemente representados como serpentes com cabeças de falcão, uma em cada extremidade.

Faber e o Bispo Cumberland fariam deles todas as personificações pagãs posteriores, como diz o primeiro escritor, da "Arca Noética, e nada menos que o Patriarca (Noé) e sua família" (!) Ver seu "Kabiri", Vol. I., 136; porque, somos informados, "após o Dilúvio, em comemoração do evento, o piedoso Noáquida havia estabelecido um festival religioso, que foi, mais tarde, corrompido por seus descendentes ímpios; demônios ou deuses-heróis; e por fim a obscenidade descarada usurpou o nome e as vestes da religião" (Vol.

I., p. 10.). Ora, isso é de fato colocar um extintor sobre as faculdades racionais humanas, não apenas da antiguidade, mas até mesmo de nossas gerações atuais.

Inverta a afirmação e explique, após as palavras "Noé e sua família", que o que se entende por esse patriarca e sua família é simplesmente a versão judaica de um mistério samotrácio, de Saturno, ou Kronos-Sadic e seus Filhos, e então podemos dizer Amém.

QUEM FORAM ENOQUE E OS OUTROS?

(a) com At-al-as "o Sol divino", e (b) com tit "o dilúvio". Mas isso, se verdadeiro, é apenas a versão exotérica.

Esotericamente, o significado de seus símbolos depende da denominação, ou título, utilizado.

Os sete misteriosos e imponentes grandes deuses — os Dióscuros, as divindades envolvidas pela escuridão da natureza oculta — tornam-se os Idei (ou dedo Idic) com o adepto curador por metais.

A verdadeira etimologia do nome lares (agora significando "fantasmas") deve ser buscada na palavra etrusca "lars", "condutor", "líder". Sanconiathon traduz a palavra Aletas como adoradores do fogo, e Tabor acredita que ela deriva de Al-Orit, "o deus do fogo". Ambos estão certos, pois em ambos os casos há uma referência ao Sol (o Deus supremo), para o qual os deuses planetários "gravitam" (astronômica e alegoricamente) e a quem adoram.

Como Lares, eles são verdadeiramente as Divindades Solares, embora a etimologia de Faber, que diz que "lar" é uma contração de "El-Ar", a divindade solar, não seja muito correta.

Eles são os "lares", os condutores e líderes dos homens.

Como Alet, eles eram os sete planetas — astronomicamente; e como Lares, os regentes dos mesmos, nossos protetores e governantes — misticamente.

Para fins de adoração exotérica ou fálica, como também cosmicamente, eles eram os Kabiri, seus atributos sendo reconhecidos nessas duas capacidades pelo nome dos templos aos quais respectivamente pertenciam, e pelos de seus sacerdotes.

Todos eles pertenciam, no entanto, aos grupos setenários criativos e informadores dos Dhyan Chohans.

Os sabeus, que adoravam os "regentes dos Sete Planetas" como os hindus adoram seus Rishis, consideravam Sete e seu filho Hermes (Enoque ou Enos) como os mais elevados entre os deuses planetários.

Sete e Enos foram tomados emprestados dos sabeus e depois desfigurados pelos judeus (exotericamente); mas a verdade ainda pode ser rastreada sobre eles até mesmo no Gênesis.

Seth é o "progenitor" daqueles homens primitivos da Terceira Raça nos quais os anjos "planetários" haviam encarnado — um Dhyan Chohan ele próprio, que pertencia aos deuses informadores; e Enos (Hanoch ou Enoque) ou Hermes, dizia-se ser seu filho — porque era um nome genérico para todos os primeiros Videntes ("Enoichion"). Daí a adoração.

O escritor árabe Soyuti afirma que os registros mais antigos mencionam Seth, ou Set, como o fundador do Sabeísmo; e, portanto, que as pirâmides, que incorporam o sistema planetário, eram consideradas o local de sepultamento tanto de Seth quanto de Idris (Hermes ou Enoque), (Ver Vyse, "Operations," Vol. II., p. 358); que para lá os sabeus faziam peregrinação, e entoavam preces sete vezes ao dia, voltando-se para o Norte (o Monte Meru, Kaph, Olimpo, etc., etc.) (Ver Palgrave, Vol. II., p. 264). Abd Allatif diz coisas curiosas sobre os sabeus e seus livros. O mesmo faz Eddin Ahmed Ben Yahya, que escreveu 200 anos depois. Enquanto este último sustenta "que cada pirâmide era consagrada a uma estrela" (antes, a um regente estelar), Abd Allatif nos assegura "que havia lido em livros sabeus que uma pirâmide era o túmulo de Agathodmon e a outra o de Hermes" (Vyse, Vol. II., p. 342). "Agathodmon não era outro senão Seth, e, segundo alguns escritores, Hermes era seu filho," acrescenta o Sr. Staniland Wake em "A Grande Pirâmide," p. 57.

Assim, enquanto em Samotrácia e nos mais antigos templos egípcios eles eram os grandes Deuses Cósmicos (os sete e os quarenta e nove Fogos Sagrados), nos santuários gregos seus ritos tornaram-se em sua maioria fálicos, portanto, para os profanos, obscenos. Neste último caso, eram 3 e 4, ou 7 — os princípios masculino e feminino — (a crux ansata); essa divisão mostrando por que alguns escritores clássicos sustentavam que eram apenas três, enquanto outros nomeavam quatro.

Clemente de Alexandria reconheceu o significado astronômico do capítulo xxv. e seguintes do Êxodo. Segundo a doutrina mosaica, ele diz que os sete planetas auxiliam na geração das coisas terrestres. Os dois querubins que se erguem aos dois lados do sagrado tetragrama representam a Ursa Maior e a Ursa Menor.


E estes eram — os Kabiri — Axieros (em seu aspecto feminino, Deméter); Axio-Kersa (Perséfone); Axiokersos (Pluto ou Hades); e Kadmos ou Kadmilos (Hermes — não o Hermes itifálico mencionado por Heródoto (II. 51), mas "aquele da lenda sagrada", explicado apenas durante os mistérios samotrácios). Essa identificação, devida, segundo o Escoliasta Apolônio (Rh. I. 217), a uma indiscrição de Mnaseas, não é identificação alguma, pois apenas os nomes não revelam muito.

Havia ainda outros que sustentavam, sendo igualmente corretos à sua maneira, que existiam apenas dois Kabiri.

Estes eram, esotericamente, os dois Dioscuri, Castor e Pólux, e exotericamente, Júpiter e Baco.

Os dois personificavam os polos terrestres, geodésicamente; o polo terrestre e o polo dos céus — astronomicamente, como também o homem físico e o espiritual.

A história de Sêmele e Júpiter e o nascimento de Baco, o Bimater, com todas as circunstâncias que a acompanham, precisa apenas ser lida esotericamente para compreender a alegoria.

As partes desempenhadas no evento pelo fogo, água, terra, etc., nas muitas versões, mostrarão como "o pai dos deuses"

Pois, "a palavra sexo era antigamente entendida por aix; que agora se estabeleceu... em sexo." E ele remete à "Encyclopdia Londinus" na palavra "aspiração". Ora, se dermos o som aspirado a Axieros, seria Saxieros; e o outro polo seria Saxiokersa.

Os dois polos tornar-se-iam assim os geradores das outras forças da natureza — seriam os pais: portanto, os deuses mais poderosos.

OS POLOS, A "MEDIDA CELESTE".

e o "alegre Deus do vinho" também foram feitos para personificar os dois polos terrestres.

Os elementos telúricos, metálicos, magnéticos, elétricos e ígneos são todos tantas alusões e referências ao caráter cósmico e astronômico da tragédia diluviana.

Em astronomia, os polos são de fato a "medida celestial" (ver nota supra); e assim também são os Kabiri Dioscuri, como será demonstrado, e os Kabiri-Titãs, aos quais Diodoro atribui a invenção do fogo e a arte de fabricar ferro.

Além disso, Pausânias mostra que a divindade kabírica original era Prometeu.

(I. ix. p. 751.)

Mas o fato de que, astronomicamente, os Titãs-Kabirim eram também os geradores e reguladores das estações, e cosmicamente as grandes Energias Vulcânicas, os deuses que presidem todos os metais e obras terrestres, não os impede de serem, em seus caracteres divinos originais, as Entidades benéficas que, simbolizadas em Prometeu, trouxeram luz ao mundo e dotaram a humanidade de intelecto e razão.

Eles são, por excelência, em toda teogonia — especialmente na hindu — os sagrados fogos divinos, 3, 7 ou 49, conforme a alegoria o exige. Seus próprios nomes o comprovam, pois são os Agni-putra (Filhos do Fogo) na Índia, e os gênios do fogo sob inúmeros nomes na Grécia e em outros lugares.

Welcker, Maury e, agora, Decharme mostram que o nome Kabeiron significa "o poderoso pelo fogo", da palavra grega Kaivw "queimar". Os Kabirim semíticos, "os poderosos, os fortes e os grandes", correspondendo aos gregos megavloi dunatoi, são epítetos posteriores.

Eles eram universalmente adorados, e sua origem se perde na noite dos tempos.

Contudo, fossem eles propiciados na Frígia, Fenícia, Trôade, Trácia, Egito, Lemnos ou Sicília, seu culto estava sempre ligado ao fogo; seus templos sempre erguidos nas localidades mais vulcânicas, e no culto exotérico pertenciam às divindades ctônicas.

Portanto, o Cristianismo fez deles deuses infernais.

Eles são verdadeiramente "os grandes, benéficos e poderosos Deuses", como os chama Cássio Hermone (Ver Macrob. Sat. I., iii., c. 4, p. 376). Em Tebas, Core e Deméter, os Kabirim, tinham um santuário (Pausânias IX. 22; 5), e em Mênfis, os Kabiri tinham um templo tão sagrado que ninguém, exceto os sacerdotes, podia entrar em seus recintos santos (Heródoto I. ii., c. 37). Mas não devemos perder de vista, ao mesmo tempo, o fato de que o título de Kabiri era genérico; que os Kabiri (os deuses poderosos, bem como os mortais) eram de ambos os sexos, assim como também terrestres, celestiais e cósmicos.

Que, embora em sua capacidade posterior de Governantes dos poderes siderais e terrestres, um fenômeno puramente geológico (como agora é

Kabiri tornou-se gabiri e depois permaneceu como uma designação dos zoroastrianos na Pérsia.

(Veja "De Religio Persarum" de Hyde, cap.

29.) considerado) fosse simbolizado nas pessoas desses governantes, eles também foram, no início dos tempos, os governantes da humanidade.


Quando encarnados como Reis das "dinastias divinas", deram o primeiro impulso às civilizações e dirigiram a mente com a qual haviam dotado os homens para a invenção e aperfeiçoamento de todas as artes e ciências.

Assim, os Kabiri são ditos terem aparecido como benfeitores dos homens e, como tais, viveram por eras na memória das nações.

A eles — os Kabiri ou Titãs — é atribuída a invenção das letras (o Devanagari, ou o alfabeto e a linguagem dos deuses), das leis e da legislação; da arquitetura, assim como dos vários modos de magia, assim chamada; e do uso medicinal das plantas.

Hermes, Orfeu, Cadmo, Asclépio, todos esses semideuses e heróis, aos quais é atribuída a revelação das ciências aos homens, e em quem Bryant, Faber, o Bispo Cumberland, e tantos outros escritores cristãos — zelosos demais pela verdade simples — quereriam forçar a posteridade a ver apenas cópias pagãs de um único e só protótipo, chamado Noé — são todos nomes genéricos.

São os Kabiri que são creditados por terem revelado, ao produzir milho ou trigo, o grande benefício da agricultura.

O que Ísis-Ósiris, a outrora viva Kabiria, fez no Egito, isso Ceres é dita ter feito na Sicília; todos pertencem a uma mesma classe.

Que as Serpentes foram sempre os emblemas da sabedoria e da prudência é novamente mostrado pelo caduceu de Mercúrio, um com Thot, o deus da sabedoria, com Hermes, e assim por diante. As duas serpentes, entrelaçadas ao redor da vara, são símbolos fálicos de Júpiter e de outros deuses que se transformaram em serpentes para fins de seduzir deusas — mas apenas nas fantasias impuras dos simbolólogos profanos.

A serpente sempre foi o símbolo do adepto, e de seus poderes de imortalidade e conhecimento divino.

Mercúrio em seu caráter psicopompo, conduzindo e guiando com o caduceu as almas dos mortos ao Hades e até mesmo erguendo os mortos à vida com ele, é simplesmente uma alegoria muito transparente.

Isso mostra o duplo poder da Sabedoria Secreta: a magia negra e a branca.

Isso mostra essa Sabedoria personificada guiando a Alma após a morte, e seu poder de chamar à vida aquilo que está morto — uma metáfora muito profunda, se alguém refletir sobre seu significado.

Todos os povos da antiguidade reverenciavam este símbolo, com exceção dos cristãos, que escolheram esquecer a Serpente de Bronze de Moisés, e até mesmo o reconhecimento implícito da grande sabedoria e prudência da Serpente pelo próprio Jesus: "Sede sábios como as serpentes e simples como as pombas." Os chineses, uma das nações mais antigas da nossa Quinta Raça, fizeram dele o emblema de seus Imperadores, que são assim os sucessores degenerados das "Serpentes" ou Iniciados, que governaram as primeiras raças da Quinta Humanidade.

O trono do Imperador é o "Assento do Dragão", e suas vestes de Estado são bordadas com a semelhança do

OS VÁRIOS NOÉS.

Dragão.

Os aforismos nos livros mais antigos da China, além disso, dizem claramente que o "Dragão" é um ser humano, embora divino.

Falando do "Dragão Amarelo", o chefe dos outros, o Twan-ying-t'u diz: "Sua sabedoria e virtude são insondáveis . . . ele não anda em companhia e não vive em rebanhos (ele é um asceta). Ele vagueia nos ermos além dos céus.

Ele vai e vem, cumprindo o decreto (Karma); nas estações apropriadas, se há perfeição, ele surge; se não, ele permanece (invisível)." . . . E Kon-fu-tyu é levado a dizer por Lu-lan: "O Dragão se alimenta na água pura da Sabedoria e se deleita nas águas claras da Vida."

———

NOSSOS DIVINOS INSTRUTORES.

Agora, Atlântida e a ilha Flegia não são o único registro que resta do dilúvio.

A China também tem sua tradição e a história de uma ilha ou continente, que chama de Ma-li-ga-si-ma, e que Kmpfer e Faber grafam "Maurigosima", por razões fonéticas misteriosas próprias deles.

Kmpfer, em seu "Japão" (Apêndice, p. 13), dá a tradição: A ilha, devido à iniquidade de seus gigantes, afunda no fundo do oceano, e Peiru-un, o rei, o Noé chinês, escapa sozinho com sua família graças a um aviso dos deuses por meio de dois ídolos.

É esse príncipe piedoso e seus descendentes que povoaram a China.

As tradições chinesas falam das dinastias divinas de Reis tanto quanto as de qualquer outra nação.

Ao mesmo tempo, não há um fragmento antigo que não mostre crença numa evolução multiforme e até multigenérica — espiritual, psíquica, intelectual e física — dos seres humanos, tal como é apresentada na presente obra.

Algumas dessas afirmações devem agora ser consideradas.

As nossas raças — todas elas o mostram — provieram de raças divinas, por qualquer nome que sejam chamadas.

Quer tratemos dos Rishis ou Pitris indianos; dos Chim-nang e Tchan-gy chineses — o seu "homem divino" e semideuses; dos Dingir e Mul-lil acadianos — o deus criador e os "Deuses do mundo dos espíritos"; da Ísis-Ósiris e Thot egípcios; dos Elohim hebreus, ou ainda de Manco Capac e da sua progénie peruana — a história não varia em lugar nenhum.

Cada nação tem ou os sete e dez Rishis-Manus e Prajâpatis, os sete e dez Ki-y; ou dez e sete Amshaspends (seis exotericamente), dez e sete Anedots caldeus,

Mas na doutrina secreta ele é o sétimo e o mais elevado, tal como Phtah é o sétimo Kabir entre os Kabiri.


dez e sete Sephiroth, etc., etc.

Todos, sem exceção, derivaram dos Dhyan-Chohans primitivos da doutrina esotérica, ou dos "Construtores" das Estâncias (Livro I.). De Manu, Thot-Hermes, Oanes-Dagon e Edris-Enoque, até Platão e Panadores, todos nos falam de sete Dinastias divinas, de sete divisões lemurianas e sete atlantes da Terra; dos sete deuses primitivos e duplos que descem da sua morada celestial e reinam na Terra, ensinando à humanidade a Astronomia, a Arquitetura e todas as outras ciências que chegaram até nós. Esses Seres aparecem primeiro como "deuses" e Criadores; depois fundem-se no homem nascente, para finalmente emergirem como "reis e governantes divinos". Mas esse fato foi gradualmente esquecido.

Como mostra Bosuage, os próprios egípcios confessaram que a ciência floresceu no seu país apenas desde Ísis-Ósiris, a quem continuam a adorar como deuses, "embora se tivessem tornado Príncipes em forma humana". E ele acrescenta sobre Ósiris-Ísis (o andrógino divino: — "Diz-se que este Príncipe (Ísis-Ósiris) construiu cidades no Egito, deteve a transbordação do Nilo; inventou a agricultura, o uso da videira, a música, a astronomia e a geometria."

Quando Abul-Feda diz na sua "Historia Anteislamitica" (Fleisher, p. 16) que a língua sabeana foi estabelecida por Set e Edris (Enoque) — ele quer dizer com "língua sabeana" astronomia.

No "Melelwa Nohil" (MS. 47 no Cat. de Nic.) Hermes é chamado de discípulo de Agatodemon.

E em outro relato (Ver o 2º Vol. de Col. Vyse dos "Pyramids of Ghizeh," p. 364, MS. 785, Cat. de Uri) Agatodemon é mencionado como um "Rei do Egito." Celepas Geraldinus dá tradições curiosas sobre Henoc.

Ele o chama de "gigante divino." No "Livro dos vários nomes do Nilo," o mesmo autor (o historiador Ahmed-Ben-Yusouf Eltiphas) nos conta a crença entre os árabes semitas de que Seth (tornado mais tarde o Tifão egípcio, Set) havia sido um dos sete anjos (ou Patriarcas na Bíblia); depois ele se tornou um mortal e filho de Adão, após o que comunicou o dom da profecia e a ciência astronômica a Jarede, que o passou a seu filho Henoc.

Mas Henoc (Idris) "o autor de trinta livros, era sabeu por origem" (isto é, pertencente aos Saba, "uma Hoste"); "tendo estabelecido os ritos e cerimônias do culto primitivo, ele foi para o Oriente, onde construiu 140 cidades, das quais Edessa era a menos importante, então retornou ao Egito onde se tornou seu Rei." Assim, ele é identificado com Hermes.

Mas houve cinco Hermes — ou melhor, um que apareceu — como alguns Manus e Rishis o fizeram — em vários caracteres diferentes.

No Burham-i-Kati ele é mencionado como "Hormig," um nome do planeta Mercúrio ou Budha; e quarta-

HERMES NA ASTRONOMIA E EM OUTROS LUGARES.

feira era sagrada tanto para Hermes quanto para Thot.

O Hermes da tradição oriental, adorado em Fineata e dito ter fugido após a morte de Argos para o Egito, civilizou-o sob o nome de Thoth.

Mas sob qualquer um desses caracteres, ele é sempre creditado por ter transferido todas as ciências da potência latente para a ativa, isto é, por ter sido o primeiro a ensinar magia ao Egito e à Grécia, antes dos dias da Magna Grécia, e quando os gregos não eram ainda Helenos.

Não apenas Heródoto — o "pai da História" — nos fala das maravilhosas dinastias de deuses que precederam o reinado dos mortais, seguidas pelas dinastias de semideuses, Heróis, e finalmente homens, mas toda a série de clássicos o apoia; Diodoro, Eratóstenes, Platão, Maneto, etc., etc., repetem o mesmo, e nunca variam a ordem dada.

"É, de fato," como mostra Creuzer: —

"Das esferas das estrelas, onde habitam os deuses da luz, desce a sabedoria às esferas inferiores." "No sistema dos antigos sacerdotes (Hierofantes e Adeptos), todas as coisas, sem exceção — deuses, gênios, manes (almas), o mundo inteiro — são conjuntamente desenvolvidas no Espaço e na duração.

A pirâmide pode ser considerada como o símbolo dessa magnífica hierarquia de Espíritos.

. . ."

Houve mais esforços feitos pelos historiadores modernos (Acadêmicos franceses, como Renan, principalmente) para suprimir a verdade, ignorando os antigos anais dos Reis divinos, do que é estritamente compatível com a honestidade.

Mas o Sr. Renan jamais poderia ser mais relutante do que foi Eratóstenes, anos antes de Cristo, em aceitar o fato desagradável; e, no entanto, este último viu-se obrigado a reconhecer sua verdade.

Por isso, o grande astrônomo é tratado com grande desprezo por seus colegas 2.000 anos depois.

Manetho tornou-se, para eles, "um sacerdote supersticioso, nascido e criado na atmosfera de outros sacerdotes mentirosos de Heliópolis" (Freret). "Todos esses historiadores e sacerdotes", observa com justiça o demonologista de Mirville, "tão verazes ao repetir histórias de reis e homens humanos, tornam-se subitamente extremamente suspeitos assim que remontam aos seus deuses." . . . Mas há a tabela sincronística de Abidos, que, graças ao gênio de Champollion, agora vindicou a boa-fé dos sacerdotes do Egito (a de Manetho acima de tudo), e a de Ptolomeu.

No papiro de Turim, o mais notável de todos, nas palavras do egiptólogo de Rouge: —

". . . Champollion, tomado de assombro, descobriu que tinha diante de seus próprios olhos toda a verdade.

. . . Eram os restos de uma lista de dinastias abrangendo os tempos mais remotos e míticos, ou o REINADO DOS DEUSES E HERÓIS.

. . . Logo no início deste curioso papiro, temos que chegar à convicção de que, já no período de Ramsés, essas tradições míticas e heroicas eram exatamente como Manetho as transmitira a nós; vemos figurando nelas, como Reis do Egito, os deuses Seb, Osíris, Hórus, Thoth-Hermes, e a deusa Ma, sendo atribuído um longo período de séculos ao reinado de cada um deles." (Ann.


de Philologie Chrétienne, Vol.

XXXII, p. 442).

As tabelas sincronísticas de Manetho, além do fato de terem sido desfiguradas por Eusébio para fins desonestos, nunca foram além de Manetho.

A cronologia dos Reis e Dinastias divinos, como a da idade da humanidade, sempre esteve nas mãos dos sacerdotes e foi mantida em segredo das multidões profanas.

A África, como continente, diz-se, apareceu antes da Europa; no entanto, apareceu mais tarde do que a Lemúria e até mesmo a mais antiga Atlântida.

Que toda a região do que hoje é o Egito e os desertos foi outrora coberta pelo mar, soube-se primeiramente através de Heródoto, Estrabão, Plínio e todos os gregos; e, em segundo lugar, através da geologia.

A Abissínia foi outrora uma ilha; e o Delta foi o primeiro país ocupado pelos emigrantes pioneiros que vieram com seus deuses do Nordeste.

Quando foi isso? A história silencia sobre o assunto.

Felizmente temos o Zodíaco de Dendera, o planisfério no teto de um dos mais antigos templos egípcios, que registra o fato.

Este Zodíaco, com suas misteriosas três Virgens entre o Leão e a Libra, encontrou seu Édipo, que compreendeu o enigma desses signos e justificou a veracidade daqueles sacerdotes que disseram a Heródoto que: — (a) Os polos da Terra e da Eclíptica haviam anteriormente coincidido; e (b) Que mesmo desde que seus primeiros registros zodiacais foram iniciados, os Polos estiveram três vezes no plano da Eclíptica, como os Iniciados ensinavam.

Bailly não tinha palavras suficientes à sua disposição para expressar sua surpresa diante da uniformidade de todas essas tradições sobre as raças divinas.

"O que são, afinal," exclama ele, "todos esses reinados dos Devas indianos e Peris persas? . . . . Ou aqueles reinados e dinastias das lendas chinesas; aqueles Tien-hoang ou os Reis do Céu, bem distintos dos Ti-hoang, os Reis da Terra, e os Gin-hoang, os homens do Rei, uma distinção que está em perfeito acordo com aquela outra feita pelos gregos e egípcios, ao enumerarem suas dinastias de Deuses, de semideuses e de mortais."

"Agora," diz Panadoras, "é antes desse tempo (Menes) que ocorreu o reinado dos sete deuses que governam o mundo.

Foi durante esse período que aqueles benfeitores da humanidade desceram à Terra e ensinaram

O QUE OS SACERDOTES DISSERAM A HERÓDOTO.

aos homens a calcular o curso do sol e da lua pelos doze signos da Eclíptica."

Quase quinhentos anos antes da era atual, Heródoto foi mostrado pelos sacerdotes do Egito as estátuas de seus Reis humanos e Pontífices-piromis (os arqui-profetas ou Maha-Chohans dos templos), nascidos uns dos outros (sem a intervenção da mulher), que haviam reinado antes de Menes, o primeiro Rei humano.

Essas estátuas, diz ele, eram colossos enormes de madeira, trezentos e quarenta e cinco em número, cada um dos quais tinha seu nome, sua história e seus anais.

E eles asseguraram a Heródoto (a menos que o mais veraz dos historiadores, o "Pai da História", seja agora acusado de mentir, justamente neste caso) que nenhum historiador poderia jamais compreender ou escrever um relato desses Reis sobre-humanos, a menos que tivesse estudado e aprendido a história das três dinastias que precederam a humana — a saber, as DINASTIAS DOS DEUSES, a dos semideuses, e a dos Heróis, ou gigantes.

Essas "três dinastias" são as três Raças.

Traduzidas para a linguagem da doutrina esotérica, essas três dinastias seriam também aquelas dos Devas, dos Kimpurushas, e dos Danavas e Daityas — de outra forma, deuses, espíritos celestiais, e gigantes ou Titãs.

"Felizes são aqueles que nascem, mesmo da condição de deuses, como homens, em Bharata-Varsha!" exclamam os próprios deuses encarnados, durante a Terceira Raça-Raiz.

Bharata é a Índia, mas neste caso simbolizava a terra escolhida naqueles dias, e era considerada a melhor das divisões de Jambu-dwipa, pois era a terra das obras ativas (espirituais) por excelência; a terra da iniciação e do conhecimento divino.

Pode-se deixar de reconhecer em Creuzer grandes poderes de intuição, quando, quase desconhecendo as filosofias hindus arianas, pouco conhecidas em sua época, ele escreveu: —

"Nós, europeus modernos, ficamos surpresos ao ouvir falar dos Espíritos do Sol, da Lua, etc.

Mas repetimos novamente, o bom senso natural e o reto

III., para uma massa de evidências.

 No Vishnu-Purâna, Livro II., cap.

3, 4, e seguintes, podem ser encontradas muitas corroborações do mesmo, se alguém ler cuidadosamente.

Os reinos de deuses, deuses inferiores e homens são todos enumerados nas descrições das sete Ilhas, sete mares, sete montanhas, etc., etc., governados por Reis.

Diz-se que cada rei tem invariavelmente sete filhos, uma alusão às sete sub-raças.

Um exemplo bastará. O Rei de Kusa Dwipa teve sete filhos (seguem os nomes) . . . "após os quais as sete porções (Varsha) da ilha foram nomeadas.

Ali reside a humanidade juntamente com Daityas e Danavas, bem como com espíritos do Céu (Gandharvas, Yakshas, Kimpurushas, etc.) e deuses." (Capítulo iv.) Há apenas uma exceção no caso do Rei Priyavrata, filho do primeiro Manu, Swayambhûva — que teve dez filhos.

Mas destes, três — Medha, Agnibâhu e Putra — tornaram-se ascetas e recusaram suas porções.

Assim, Priyavrata dividiu a terra novamente em sete continentes.


julgamento dos povos antigos, bastante alheio às nossas ideias inteiramente materiais sobre mecânica celeste e ciências físicas . . . não podiam ver nas estrelas e planetas apenas o que vemos: ou seja, simples massas de luz, ou corpos opacos movendo-se em circuitos no espaço sideral, meramente de acordo com as leis de atração ou repulsão; mas viam neles corpos vivos, animados por espíritos, assim como viam o mesmo em todos os reinos da natureza.

. . . Essa doutrina dos espíritos, tão consistente e conforme à natureza, da qual foi derivada, formou uma grande e única concepção, na qual os aspectos físico, moral e político estavam todos entrelaçados . . . " ("Egypte," pp. 450 a 455.)

É somente tal concepção que pode levar o homem a formar uma conclusão correta sobre sua origem e a gênese de tudo no universo — do Céu e da Terra, entre os quais ele é um elo vivo.

Sem tal vínculo psicológico, e o sentimento de sua presença, nenhuma ciência pode progredir, e o reino do conhecimento deve ser limitado à análise apenas da matéria física.

Os ocultistas acreditam em "espíritos," porque sentem (e alguns veem) a si mesmos cercados por eles por todos os lados. Os materialistas não.

Eles vivem nesta terra, assim como, no mundo dos insetos e até dos peixes, algumas criaturas vivem cercadas por miríades de seu próprio gênero, sem vê-las, ou sequer senti-las.

Platão é o primeiro sábio entre os clássicos que fala longamente sobre a

Cercado por cardumes e milhões de outros peixes e criaturas diversas que o veem, a espécie do anfioxo — não tendo nem cérebro nem nenhum dos sentidos possuídos pelas outras classes — não os vê.

Quem sabe se, segundo a teoria darwiniana, esses "Branchiostoma" não são os ancestrais diretos de nossos Materialistas.

Os Ocultistas foram acusados de adorar deuses ou demônios.

Nós negamos isso.

Entre as inúmeras hostes de espíritos — homens que foram, e aqueles que serão homens — há aqueles imensuravelmente superiores à raça humana, mais elevados e mais santos do que o mais alto Santo na Terra, e mais sábios do que qualquer mortal, sem exceção.

E há também aqueles que não são melhores do que nós, assim como alguns são muito piores e inferiores ao mais baixo selvagem.

São estas últimas classes que comandam a comunicação mais pronta com a nossa terra, que nos percebem e nos sentem, assim como os clarividentes os percebem e os sentem.

A proximidade estreita de nossas respectivas moradas e planos de percepção favorece tal intercomunicação, infelizmente, pois estão sempre prontos a interferir em nossos assuntos, para o bem ou para o mal.

Se nos perguntam como é que somente naturezas sensíveis e histéricas, pessoas neuro e psicopatas veem e ocasionalmente conversam com "Espíritos", respondemos à pergunta com várias outras indagações.

Perguntamos: "Conheceis a natureza da alucinação, e podeis definir seu processo psíquico? Como podeis afirmar que todas essas visões se devem meramente a alucinações físicas? O que vos faz sentir tão seguros de que doenças mentais e nervosas, ao lançar um véu sobre nossos sentidos normais (assim chamados), não revelam ao mesmo tempo perspectivas desconhecidas ao homem saudável, abrindo portas geralmente fechadas às vossas percepções científicas (?); ou que uma faculdade psico-espiritual não substitui imediatamente a perda, ou a atrofia temporária, de um sentido puramente físico? É a doença, ou a exuberância do fluido nervoso, que produz a mediunidade e as visões — alucinações, como as chamais.

Mas o que sabe a Ciência sequer da mediunidade?" Verdadeiramente, se os modernos Charcots prestassem atenção ao delírio de seus pacientes de um ponto de vista mais psíquico, a Ciência, e especialmente a fisiologia, poderia ser mais beneficiada do que é agora, e a verdade teria um campo mais amplo de fatos em seu conhecimento.

UMA CORROBORAÇÃO UNIVERSAL.

dinastias divinas, e as localiza em um vasto continente que ele chama de Atlântida.

Bailly não foi o primeiro nem o último a acreditar no mesmo, e ele foi precedido e antecipado nessa teoria pelo Padre Kircher.

Este erudito jesuíta escreve em "Œdipus gyptiacus" (Vol.

I., p. 70): — "Confesso que, por muito tempo, considerei tudo isso (dinastias e a Atlântida) como puras fábulas (meras nugas) até o dia em que, melhor instruído nas línguas orientais, julguei que todas essas lendas deviam ser, afinal, apenas o desenvolvimento de uma grande verdade.

. . . ."

Como mostra De Rougemont, Teopompo, em sua *Merópis*, fez os sacerdotes da Frígia e da Ásia Menor falarem exatamente como os sacerdotes de Sais falaram quando revelaram a Sólon a história e o destino da Atlântida.

Segundo Teopompo, era um continente único, de tamanho indefinido, contendo dois países habitados por duas raças — uma raça guerreira e lutadora, e uma raça piedosa e meditativa, que Teopompo simboliza por duas cidades.

A "cidade" piedosa era continuamente visitada pelos deuses; a "cidade" beligerante era habitada por vários seres invulneráveis ao ferro, suscetíveis de serem mortalmente feridos apenas por pedra e madeira." De Rougemont trata isso como uma pura ficção de Teopompo ("Peuple Primitif," vol.

iii.

157) e chega a ver uma fraude (*supercherie*) na afirmação dos sacerdotes saíticos.

Isso foi denunciado pelos "Demonologistas" como ilógico.

Nas palavras de De Mirville: — "Uma *supercherie* que se baseava numa crença, produto da fé de toda a antiguidade; uma suposição que ainda deu seu nome a toda uma cadeia de montanhas (o Atlas); que especificava com a maior precisão uma região topográfica (colocando algumas de suas terras a pequena distância de Cádis e do estreito de Calpeto), que profetizou, 2.000 anos antes de Colombo, a grande terra transoceânica situada além daquela Atlântida e que "se alcança" — dizia-se — "pelas ilhas não dos bem-aventurados, mas dos bons espíritos *eudaimovnia* (nossas 'Ilhas Afortunadas') — tal suposição nunca pode ser uma quimera universal." (Uma palavra sobre a "Atlântida," p. 29.)

É certo que, seja "quimera" ou realidade, os sacerdotes de todo o mundo a obtiveram de uma mesma e única fonte: a tradição universal

As Divisões Setentrional e Meridional da Lemúria-Atlântida.

As terras Hiperbóreas e Equatoriais dos dois continentes.

(Veja as Seções sobre Lemúria e Atlântida na História.)

Isto é Oculto e refere-se à propriedade do ferro que, atraído por elementos magnéticos, é repelido por outros, que são tornados, por um processo oculto, tão impermeáveis a ele quanto a água a um golpe.


sobre o terceiro grande continente que pereceu há cerca de 850.000 anos. Um continente habitado por duas raças distintas; distintas física e especialmente moralmente; ambas profundamente versadas na sabedoria primordial e nos segredos da natureza; mutuamente antagônicas em sua luta, durante o curso e o progresso de sua dupla evolução.

De onde vêm até mesmo os ensinamentos chineses sobre o assunto, se isso não passa de ficção? Não registraram eles a existência, outrora, de uma ilha sagrada além do sol (Tcheou), e além da qual estavam situadas as terras dos homens imortais? (Ver de Rougemont, ibid.) Não acreditam eles ainda que os remanescentes daqueles homens imortais — que sobreviveram quando a ilha sagrada se tornou negra de pecado e pereceu — encontraram refúgio no grande deserto de Gobi, onde ainda residem invisíveis a todos, e defendidos de qualquer aproximação por hostes de Espíritos?

"Se é preciso dar ouvidos às tradições", escreve o muito incrédulo Boulanger, ("Regne des Dieux," Introdução) . . . "estas últimas colocam antes do reinado dos Reis o dos Heróis e semideuses; e ainda mais cedo e além, colocam o maravilhoso reinado dos deuses e todas as fábulas da idade de ouro.

. . . Sente-se surpresa que anais tão interessantes tenham sido rejeitados por quase todos os nossos historiadores.

E, no entanto, as ideias por eles comunicadas foram outrora universalmente admitidas e reverenciadas por todos os povos; não poucos ainda as reverenciam, fazendo delas a base de sua vida diária.

Tais considerações parecem exigir um julgamento menos apressado.

. . . Os antigos, de quem temos essas tradições, que não mais aceitamos porque agora não as compreendemos, devem ter tido motivos para acreditar nelas, fornecidos por sua maior proximidade com as primeiras eras, e que a distância que nos separa deles nos recusa . . . . Platão, em seu quarto livro das Leis, diz que, muito antes da construção das primeiras cidades, Saturno estabelecera sobre a terra uma certa forma de governo sob a qual o homem era muito feliz.

Como é à idade de ouro que ele se refere, ou àquele reinado dos deuses tão celebrado nas fábulas antigas . . . . vejamos as ideias que ele tinha daquela idade feliz, e qual foi a ocasião que teve para introduzir essa fábula em um tratado sobre política.

Segundo Platão, para se obter ideias claras e precisas sobre a realeza, sua origem e poder, é preciso remontar aos primeiros princípios da história e da tradição.

Grandes mudanças, diz ele, ocorreram nos dias antigos, no céu e na terra, e o estado atual das coisas é um dos resultados (Karma). Nossas tradições nos falam de muitas maravilhas, de mudanças que ocorreram no curso do Sol, do reinado de Saturno, e de mil outros assuntos que permaneceram dispersos na memória humana; mas nunca se ouve nada sobre o MAL que

TRIGO TRAZIDO PELOS DEUSES.

produziu essas revoluções, nem do mal que diretamente as seguiu.

No entanto . . . . esse Mal é o princípio sobre o qual se tem de falar, para poder tratar da realeza e da origem do poder.

. . ."

Esse mal, Platão parece vê-lo na mesmice ou consubstancialidade das naturezas dos governantes e dos governados, pois diz que muito antes de o homem construir suas cidades, na idade de ouro, não havia senão felicidade na terra, pois não havia necessidades.

Por quê? Porque Saturno, sabendo que o homem não poderia governar o homem sem que a injustiça enchesse imediatamente o universo através de seus caprichos e vaidade, não permitiria que nenhum mortal obtivesse poder sobre seus semelhantes.

Para isso, o deus usou os mesmos meios que nós mesmos usamos com relação aos nossos rebanhos.

Não colocamos um boi ou um carneiro sobre nossos bois e carneiros, mas lhes damos um líder, um pastor, ou seja, um ser de uma espécie bem diferente da deles e de natureza superior.

É exatamente o que Saturno fez.

Ele amava a humanidade e colocou para governá-la não um Rei ou príncipe mortal, mas — "Espíritos e gênios daimoneß de natureza divina mais excelente que a do homem".

Era deus, o Logos (a síntese da Hoste) que, assim presidindo sobre os gênios, tornou-se o primeiro pastor e líder dos homens. Quando o mundo deixou de ser assim governado e os deuses se retiraram, "feras selvagens devoraram uma porção da humanidade". "Deixados aos seus próprios recursos e indústria, inventores então apareceram entre eles sucessivamente e descobriram o fogo, o trigo, o vinho; e a gratidão pública os deificou . . . ." ("De Legibus" 1, iv.; em Crit.

e em Politic).

E a humanidade tinha razão, pois o fogo por fricção foi o primeiro mistério da natureza, a primeira e principal propriedade da matéria que foi revelada ao homem.

"Frutas e grãos, desconhecidos na Terra até aquele dia, foram trazidos pelos 'Senhores da Sabedoria' para o benefício daqueles que governavam — de outras lokas (esferas)..." dizem os Comentários.

Agora: "As invenções mais antigas (?) da humanidade são as mais maravilhosas que a raça já fez. . . O primeiro uso do fogo, e a descoberta dos métodos pelos quais ele pode ser aceso; a domesticação dos animais; e, acima de tudo, os processos pelos quais os vários cereais foram primeiramente desenvolvidos a partir de algumas gramíneas selvagens (?) — estas são todas descobertas com as quais, em engenhosidade e importância, nenhuma descoberta subsequente pode se comparar. Elas são todas desconhecidas da história — todas perdidas na luz de UM ALVORECER RESPLANDECENTE." ("Unidade da Natureza," Argyll.)

Isto será duvidado e negado em nossa geração orgulhosa.

Mas se for afirmado que não há grãos e frutas desconhecidos da terra, então podemos lembrar ao leitor que o trigo nunca foi encontrado em estado selvagem: ele não é um produto da terra.

Todos os outros cereais foram rastreados até suas formas primigeniais em várias espécies de gramíneas selvagens, mas o trigo tem até agora desafiado os esforços dos botânicos para traçar sua origem.


E lembremos, a esse respeito, quão sagrado era esse cereal para os sacerdotes egípcios; o trigo era colocado até mesmo com suas múmias, e encontrado milhares de anos depois em seus sarcófagos.

Lembre-se: — "Os servos de Hórus colhem o trigo no campo de Aanroo. . . . trigo de sete côvados de altura." ("Livro dos Mortos," cap. xcix., 33; e clvi., 4.) O leitor é remetido à Estância VII, Verso 3, Livro I, onde este verso é explicado em outro de seus significados, e também ao "Livro dos Mortos," cap. cix., v. 4 e 5.

"Eu sou a Rainha destas regiões", diz a Ísis egípcia; "fui a primeira a revelar aos mortais os mistérios do trigo e do milho. . . . Eu sou aquela que se ergue na constelação do cão . . . (Estrela do Cão) . . . Regozija-te, ó Egito! tu que foste minha ama." (Livro I, cap. XIV.

Sirius era chamada a estrela do cão. Era a estrela de Mercúrio ou Budha, chamado o grande instrutor da humanidade, antes de outros Budas.

O livro do Y-King chinês atribui a descoberta da agricultura à "instrução dada aos homens por gênios celestiais." "Ai, ai dos homens que nada sabem, nada observam, nem verão. . . . Eles são todos cegos, pois permanecem ignorantes de quanto o mundo está cheio de várias criaturas invisíveis que se aglomeram até nos lugares mais sagrados" (Zohar, Parte I, col. 177.)

Os "Filhos de Deus" existiram e existem. Desde os Brahmâputras e Manasaputras hindus (Filhos de Brahmâ e filhos nascidos da mente) até os B'ne-aleim da Bíblia judaica, a fé dos séculos e

A lenda que inscreve o terceiro Registrador do papiro (Cap. cx. do "Livro dos Mortos") afirma: "Esta é a região dos Manes (homens desencarnados) de sete côvados de altura — a saber: aqueles que acabaram de ser transladados e que se supõe ainda serem setenários com todos os seus princípios, mesmo o corpo representado astralmente no Kama-loka ou Hades, antes de sua separação . . . . ." e, há trigo de três côvados de altura para múmias em estado de perfeição" (isto é, aquelas já separadas, cujos três princípios superiores estão em Devachan "que têm permissão de colhê-lo." Esta região (Devachan) é chamada "a terra do renascimento dos deuses" e é mostrada como habitada por Scheo, Tefnant e Seb.

A "região para os manes de sete côvados de altura" (para as múmias ainda imperfeitas) e a região para aqueles "em estado de perfeição" que "colhem trigo de três côvados de altura" é tão clara quanto possível.

Os egípcios tinham a mesma filosofia esotérica que agora é ensinada pelos adeptos cis-himalaios, que, quando enterrados, têm milho e trigo colocados sobre eles.

Há egiptólogos que tentaram identificar Osíris com Menes, o que é bastante errôneo. Bunsen atribui a Menes uma antiguidade de 5867 anos a.C., e é denunciado por isso pelos cristãos. Mas "Ísis-Osíris" reinou no Egito antes de o Zodíaco de Dendera ser pintado no teto daquele templo, e isso há mais de 75.000 anos!

No texto, "rolhado" ou "aparafusado."

"FILHOS DE DEUS" PERFEITOS E IMPERFEITOS. A tradição universal e a força da razão fazem ceder a tal evidência.

De que vale a crítica independente, assim chamada, ou a "evidência interna" (baseada geralmente nos respectivos passatempos dos críticos), diante do testemunho universal, que nunca variou ao longo dos ciclos históricos? Leia esotericamente o sexto capítulo do Gênesis, que repete as afirmações da Doutrina Secreta, apenas alterando ligeiramente sua forma e tirando uma conclusão diferente que entra em choque até com o Zohar.

"Havia gigantes na terra naqueles dias; e também depois, quando 'os filhos de Deus' (b'ne-aleim) 'entraram às filhas dos homens, e elas geraram filhos a eles, os mesmos se tornaram homens poderosos que foram desde a antiguidade, homens de renome' (ou gigantes).

O que significa esta frase "e também depois" senão, quando explicada: "Havia gigantes na terra ANTES, isto é, antes dos filhos sem pecado da Terceira Raça; e também depois, quando outros filhos de Deus, de natureza inferior, inauguraram a conexão sexual na terra (como Daksha fez, quando viu que seus Manasaputras não povoariam a terra)"? E então vem uma longa pausa neste capítulo vi do Gênesis, entre os versículos 4 e 5. Pois certamente, não foi por ou através da maldade dos "homens poderosos" . . . . homens de renome, entre os quais é colocado Ninrode, o "poderoso caçador diante do Senhor", que "Deus viu que a maldade do homem era grande", nem nos construtores de Babel, pois isso foi depois do Dilúvio; mas na progênie dos gigantes que produziram monstra qudam de genere giganteo, monstros de onde surgiram as raças inferiores de homens, agora representadas na terra por algumas poucas tribos miseráveis e moribundas e pelos enormes antropoides.

E se formos repreendidos pelos teólogos, sejam protestantes ou católicos romanos, só temos de remetê-los aos seus próprios textos literais.

O versículo acima citado foi sempre um dilema, não apenas para os homens de ciência e estudiosos bíblicos, mas também para os sacerdotes.

Pois, como o Rev.

Padre Peronne o coloca: — "Ou eles (os B'ne-aleim) eram anjos bons, e nesse caso como poderiam cair? Ou eram (anjos) maus, e nesse caso não poderiam ser chamados b'ne-aleim, os 'filhos de Deus'." (Prlectiones theol.

cap. ii.) Este enigma bíblico — "cujo sentido real nenhum autor jamais compreendeu", como confessou candidamente Fourmont — só pode ser explicado pela doutrina oculta, através do Zohar para o Ocidente, e do Livro de Dzyan para o Oriente.

O que o primeiro diz, já vimos; o que o Zohar nos conta é isto: B'ne-aleim era um nome comum aos Malachim (os bons Mensageiros) e aos Ischin ("os anjos inferiores") (Rabino Parcha).

Podemos acrescentar, para benefício dos demonologistas, que o seu Satanás,

Reflexions critiques sur l'origine des anciens peuples.


"o adversário," está incluído em Jó entre os filhos de Deus ou b'ne-aleim que visitam seu pai." (Capítulo i.) Mas disso trataremos mais adiante.

Agora, o Zohar diz que os Ischin, os belos B'ne-aleim, não eram culpados, mas misturaram-se com homens mortais porque foram enviados à terra para assim fazerem. (Livro de Rute e Schadash; fol. 63, col. 3; edição de Amsterdã). Em outra passagem, o mesmo volume mostra esses b'ne-aleim pertencentes à décima subdivisão dos "Tronos" (Zohar, parte iii., col. 113. Mas veja também o 1º vol. 184). Explica também que os Ischin, "espíritos-homens," viri spirituales, agora que os homens não podem mais vê-los, ajudam os magos a produzir, através de sua ciência, homúnculos que não são pequenos homens, mas "homens menores (no sentido de inferioridade) que os homens." Ambos se mostram sob a forma que os Ischin tinham então, isto é, gasosa e etérea.

Seu chefe é Azazel.

Mas Azazel, a quem o dogma da Igreja associará a Satanás, não é nada disso.

Azazel é um mistério, como explicado em outra parte, e assim está expresso em Maimônides, "em More Nevochim" (capítulo xxvi., p. 8). "Há um mistério impenetrável na narrativa concernente a Azazel." E assim é, como Lanci, um bibliotecário do Vaticano e alguém que deveria saber, diz — já o citamos antes — que "este venerável nome divino (nome divino e venerabile) tornou-se, através da pena dos estudiosos bíblicos, um demônio, um deserto, uma montanha e um bode" (Sagra Scrittura). Portanto, parece tolo derivar o nome como Spencer o faz, de Ajal (separado) e El (deus), daí "um separado de Deus," o DIABO.

No Zohar, Azazel é antes a vítima sacrificial do que o "adversário formal de Jeová," como Spencer o quereria (II., pp. 14, 29).

A quantidade de fantasia e ficção maliciosa concedida a essa "Hoste" por vários escritores fanáticos é bastante extraordinária.

Azazel e sua "hoste" são simplesmente o "Prometeu" hebraico, e devem ser vistos do mesmo ponto de vista.

O Zohar mostra os Ischin acorrentados na montanha no deserto, alegoricamente; assim, simplesmente aludindo a esses "espíritos" como estando acorrentados à terra durante o ciclo de encarnação.

Azazel (ou Azaziel) é um dos chefes dos anjos "transgressores" em Enoque, que, descendo sobre Ardis, o topo do Monte Armon, ligaram-se jurando lealdade uns aos outros.

Diz-se que Azaziel ensinou aos homens a fazer espadas, facas, escudos, a fabricar espelhos (?) para fazer alguém ver o que está atrás de si (isto é, "espelhos mágicos"). Amazarak ensinou todos os feiticeiros e divisores de raízes; Amers ensinou a solução da magia; Barkayal, astrologia; Akibeel, o significado de presságios e sinais; Tamial, astronomia; e Asaradel ensinou o movimento da lua.

"Esses sete foram os primeiros instrutores do quarto homem" (isto é, da Quarta Raça). Mas por que a alegoria deveria ser sempre entendida como significando tudo o que sua letra morta expressa?

AS FALÁCIAS DAS DUAS IGREJAS.

É a representação simbólica da grande luta entre a sabedoria divina, *nous*, e seu reflexo terreno, *Psuche*, ou entre Espírito e Alma, no Céu e na Terra.

No Céu — porque a Mônada divina havia voluntariamente se exilado de lá, para descer, com propósitos de encarnação, a um plano inferior e assim transformar o animal de barro em um deus imortal.

Pois, como Eliphas Levi nos diz, "os anjos aspiram a tornar-se homens; pois o homem perfeito, o homem-deus, está acima até mesmo dos anjos." Na Terra — porque assim que o Espírito desceu, foi estrangulado nas espirais da matéria.

Estranho dizer, o ensinamento oculto inverte os papéis; é o arcanjo antropomórfico dos cristãos, e o deus semelhante ao homem dos hindus, que representam a matéria neste caso; e o Dragão, ou Serpente, o Espírito.

O simbolismo oculto fornece a chave para o mistério; a simbólica teológica o oculta ainda mais.

Pois o primeiro explica muitas passagens da Bíblia e até mesmo do Novo Testamento que até agora permaneceram incompreensíveis; enquanto a última, devido ao seu dogma de Satanás e sua rebelião, diminuiu o caráter e a natureza de seu pretenso deus infinito, absolutamente perfeito, e criou o maior mal e maldição sobre a terra — a crença em um Diabo pessoal.

Este mistério é aberto com a chave do seu simbolismo metafísico agora restaurado; enquanto o da interpretação teológica mostra os deuses e os arcanjos como símbolos da letra morta ou das religiões dogmáticas, e como colocados contra as verdades puras do Espírito, nuas e desadornadas de fantasia.

Muitas foram as insinuações lançadas nessa direção em "Ísis sem Véu", e um número ainda maior de referências a este mistério pode ser encontrado espalhado por estes volumes.

Para tornar o ponto claro de uma vez por todas: aquilo que o clero de toda religião dogmática — preeminentemente a cristã — aponta como Satanás, o inimigo de Deus, é na realidade o mais elevado Espírito divino — (Sabedoria Oculta na Terra) — em seu caráter naturalmente antagônico a toda ilusão mundana e evanescente, incluídas as religiões dogmáticas ou eclesiásticas.

Assim, a Igreja Latina, intolerante, fanática e cruel com todos os que não escolhem ser seus escravos; a Igreja que se autodenomina esposa de Cristo e, ao mesmo tempo, depositária de Pedro, a quem a repreensão do Mestre "afasta-te de mim, Satanás" foi justamente dirigida; e novamente a Igreja Protestante que, embora se chame cristã, paradoxalmente substitui a Nova Dispensação pela antiga "Lei de Moisés", que Cristo abertamente repudiou: ambas estas Igrejas estão lutando contra a verdade divina, ao repudiarem e caluniarem o Dragão da Sabedoria esotérica (porque divina).

Sempre que anatematizam o Gnóstico Solar Chnouphis — o Agathodaimon — Christos, ou a Serpente Teosófica da Eternidade, ou mesmo a Serpente do Gênesis — elas são movidas pelo mesmo Espírito de fanatismo sombrio que moveu os fariseus a amaldiçoar Jesus, dizendo-lhe: "Não dizemos bem que tens um demônio?"


Leia o relato sobre Indra (Vayu) no Rig-Veda, o volume oculto por excelência do arianismo, e depois compare-o com o mesmo nos Puranas — a versão exotérica do mesmo, e o relato propositalmente deturpado da verdadeira religião da Sabedoria.

No Rig-Veda, Indra é o mais alto e o maior dos Deuses, e o seu beber de Soma é alegórico da sua natureza altamente espiritual.

Nos Puranas, Indra torna-se um devasso e um bêbado regular do suco de Soma, de maneira terrena.

Ele é o conquistador de todos os "inimigos dos deuses" — os Daityas, Nâgas (Serpentes), Asuras, todos os deuses-serpente, e de Vritri, a Serpente Cósmica.

Indra é o São Miguel do panteão hindu — o chefe da Hoste militante.

Voltando à Bíblia, encontramos Satanás, um dos "Filhos de Deus" (Jó, i. 6), tornando-se, na interpretação exotérica, o Diabo, e o Dragão em seu sentido infernal e maligno.

Mas na Cabala ("Livro dos Números"), Samael, que é Satanás, é mostrado como idêntico a São Miguel, o matador do Dragão.

Como é isso? Pois é dito que Tselem (a imagem) reflete igualmente Miguel e Samael, que são um.

Ambos procedem, ensina-se, de Ruach (Espírito), Neschamah (Alma) e Nephesch (vida). No "Livro Caldeu dos Números", Samael é a Sabedoria oculta (oculta), e Miguel é a Sabedoria terrestre superior, ambos emanando da mesma fonte, mas divergindo após sua emissão da alma mundana, que na Terra é Mahat (entendimento intelectual, ou Manas (a sede do Intelecto). Eles divergem porque um (Miguel) é influenciado por Neschamah, enquanto o outro (Samael) permanece não influenciado.

Este princípio foi pervertido pelo espírito dogmático da Igreja; que, detestando o Espírito independente, não influenciado pela forma externa (portanto, pelo dogma), imediatamente fez de Samael-Satanás (o espírito mais sábio e espiritual de todos) — o adversário do seu Deus antropomórfico e do homem físico sensual — o DIABO!

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A ORIGEM DO MITO SATÂNICO.

Vamos, então, sondar esta criação da fantasia patrística ainda mais profundamente e encontrar seu protótipo entre os pagãos.

A origem do novo mito satânico é fácil de rastrear.

A tradição do Dragão e do Sol ecoa em todas as partes do mundo, tanto em suas regiões civilizadas quanto semi-selvagens.

Surgiu dos sussurros sobre iniciações secretas entre os profanos, e foi estabelecida universalmente através da outrora universal religião heliolátrica.

Houve um tempo em que as quatro partes do mundo estavam cobertas de templos sagrados ao Sol e ao Dragão;

O SEGREDO DO DRAGÃO.

mas o culto agora é preservado principalmente na China e nos países budistas, "Bel e o Dragão sendo uniformemente associados, e o sacerdote da religião ofita assumindo uniformemente o nome de seu Deus" ("Archology," Vol. xxv., p. 220, Londres). Nas religiões do passado, é no Egito que devemos buscar sua origem ocidental.

Os ofitas adotaram seus ritos de Hermes Trismegisto, e o culto heliolátrico cruzou com seus deuses solares para a terra dos faraós, vindo da Índia.

Nos deuses de Stonehenge reconhecemos as divindades de Delfos e Babilônia, e nas destas últimas, os devas das nações védicas.

Bel e o Dragão, Apolo e Píton, Krishna e Kaliya, Osíris e Tifão são todos um sob muitos nomes — os mais recentes dos quais são Miguel e o Dragão Vermelho, e São Jorge e seu Dragão.

Como Miguel é "um como Deus", ou seu "Duplo", para propósitos terrestres, e é um dos Elohim, o anjo guerreiro, ele é, portanto, simplesmente uma permutação de Jeová.

Qualquer que seja o evento cósmico ou astronômico que originalmente deu origem à alegoria da "Guerra no Céu", sua origem terrena deve ser buscada nos templos de Iniciação e nas criptas arcaicas.

As seguintes são as provas: —

Encontramos (a) os sacerdotes assumindo o nome dos deuses a quem serviam; (b) os "Dragões" considerados em toda a antiguidade como os símbolos da Imortalidade e da Sabedoria, do Conhecimento secreto e da Eternidade; e (c) os hierofantes do Egito, da Babilônia e da Índia, intitulando-se geralmente "Filhos do Dragão" e "Serpentes"; assim, os ensinamentos da Doutrina Secreta são por isso corroborados.

Havia numerosas catacumbas no Egito e na Caldeia, algumas delas de extensão muito vasta.

As mais renomadas delas eram as criptas subterrâneas de Tebas e Mênfis.

As primeiras, começando no lado ocidental do Nilo, estendiam-se em direção ao deserto da Líbia, e eram conhecidas como as catacumbas ou passagens da Serpente.

Foi ali que se realizaram os sagrados mistérios do kuklos anagkes, o "Ciclo Inevitável", mais conhecido como "o círculo da necessidade"; o destino inexorável imposto a toda alma após a morte corporal, e quando ela tenha sido julgada na região de Amenthi.

No livro de de Bourbourg, Votã, o semideus mexicano, ao narrar sua expedição, descreve uma passagem subterrânea que corria sob a terra e terminava na raiz dos céus, acrescentando que essa passagem era um buraco de serpente, "un agujero de colubra"; e que ele foi admitido nela porque era ele próprio "um filho das serpentes", ou uma serpente.

("Die Phoinizier," 70.)

Isso é, de fato, muito sugestivo; pois sua descrição do buraco da serpente é a da antiga cripta egípcia, como acima mencionado.

Os hierofantes, além disso, do Egito, como da Babilônia, geralmente se intitulavam "Filhos do deus-Serpente", ou "Filhos do Dragão", durante os mistérios.


"O sacerdote assírio usava sempre o nome de seu deus", diz Movers.

Os druidas das regiões celtobritânicas também se chamavam de serpentes.

"Eu sou uma Serpente, eu sou um Druida", exclamavam.

O Karnak egípcio é irmão gêmeo do Carnac da Bretanha, sendo este último Carnac o monte da serpente.

As Dracontia outrora cobriam a superfície do globo, e esses templos eram sagrados ao Dragão, apenas porque ele era o símbolo do sol, que, por sua vez, era o símbolo do deus supremo — o fenício Elon ou Elion, a quem Abraão reconheceu como El Elion. Além do sobrenome de serpentes, eram chamados de "construtores", "arquitetos"; pois a imensa grandiosidade de seus templos e monumentos era tal que até mesmo os restos pulverizados deles "assustam os cálculos matemáticos de nossos engenheiros modernos", diz Taliesin.

De Bourbourg sugere que os chefes do nome de Votan, o Quetzo-Cohuatl, ou divindade Serpente dos mexicanos, são descendentes de Cam e Canaã.

"Sou Hivim", dizem.

"Sendo Hivim, sou da grande raça do Dragão (serpente). Eu mesmo sou uma serpente, pois sou Hivim." ("Cartas", 51; "Ísis sem Véu", Vol. I., 553, e seguintes.)

Além disso, a "Guerra no Céu" é mostrada, em uma de suas significações, como tendo significado e se referido àquelas terríveis lutas reservadas ao candidato ao adeptado, entre ele mesmo e suas paixões humanas personificadas (pela magia), quando o homem interior iluminado tinha que ou matá-las ou falhar.

No primeiro caso, ele se tornava o "Mata-Dragão", por ter felizmente superado todas as tentações; e um "Filho da Serpente" e uma Serpente ele mesmo, tendo lançado fora sua velha pele e nascido em um novo corpo, tornando-se um Filho da Sabedoria e da Imortalidade na Eternidade.

(Ver Parte II sobre o Mito Satânico.)

Seth, o suposto progenitor de Israel, é apenas uma paródia judaica de Hermes, o Deus da Sabedoria, chamado também de Thoth, Tat, Seth, Set e Satanás.

Ele é também Tifão — o mesmo que Apófis, o Dragão morto por Hórus; pois Tifão também era chamado Set.

Ele é simplesmente o lado sombrio de Osíris, seu irmão, assim como Angra Mainyu é a sombra negra de Ahura-Mazda.

Terrestremente, todas essas alegorias estavam conectadas com as provas do adeptado e da iniciação.

Astronomicamente, referiam-se aos eclipses Solar e Lunar, cujas explicações míticas encontramos até hoje na Índia e no Ceilão, onde qualquer um pode estudar as narrativas alegóricas e tradições que permaneceram inalteradas por muitos milhares de anos.

 "Sociedade de Antiquários de Londres", vol. xxv. p. 220.

O ROUBO DE RAHU.

Rahu, mitologicamente, é um Daitya — um gigante, um semideus, cuja parte inferior do corpo terminava em cauda de Dragão ou Serpente.

Durante o batimento do Oceano, quando os deuses produziram o amrita — a água da Imortalidade — ele roubou um pouco e, ao beber, tornou-se imortal.

O Sol e a Lua, que o haviam detectado em seu roubo, denunciaram-no a Vishnu, que o colocou nas esferas estelares, representando a parte superior de seu corpo a cabeça do Dragão e a inferior (Ketu) a cauda do Dragão; sendo os dois os nodos ascendente e descendente.

Desde então, Rahu exerce sua vingança sobre o Sol e a Lua, ocasionalmente engolindo-os.

Mas essa fábula tinha outro significado místico, pois Rahu, a cabeça do Dragão, desempenhava um papel proeminente nos mistérios da iniciação do Sol (Vikârttana), quando o candidato e o Dragão travavam um combate supremo.

As cavernas dos Rishis, as moradas de Tirésias e dos videntes gregos, foram modeladas sobre as dos Nâgas — os Reis-Serpentes hindus, que habitavam cavidades nas rochas sob a terra.

De Sesha, a Serpente de mil cabeças, sobre a qual Vishnu repousa, até Python, o oráculo dragão-serpente, tudo aponta para o significado secreto do mito.

Na Índia, encontramos o fato mencionado nos Purânas mais antigos.

Os filhos de Surasa são os "poderosos Dragões". O Vayu Purâna, substituindo "Surasa" (do Vishnu Purâna) por Danayas ou Danavas — os descendentes de Danu pelo sábio Kasyapa — e sendo esses Danavas os gigantes (ou Titãs) que guerrearam contra os deuses, eles são assim mostrados idênticos aos "Dragões" e "Serpentes" da Sabedoria.

Simplesmente comparando os deuses-Sol de todos os países, pode-se descobrir que suas alegorias concordam perfeitamente entre si; e quanto mais oculta é a alegoria simbólica, mais seu símbolo correspondente em outros sistemas concorda com ela. Assim, se de três sistemas amplamente diferentes entre si em aparência — os antigos esquemas ariano, grego e o cristão moderno — selecionarmos ao acaso vários deuses-Sol e dragões, verificar-se-á que eles foram copiados uns dos outros.

Tomemos Agni, o deus do fogo; Indra, o firmamento; e Karttikeya, dos hindus; o grego Apolo; e Mikael, o "Anjo do Sol", o primeiro dos eões, chamado pelos gnósticos de "o salvador" — e prossigamos em ordem.

(1) Agni — o deus do fogo — é chamado no Rig-Veda de Vaiswanara.

Agora, Vaisvanara é um Danava — um gigante-demônio, cujas filhas Puloma e Kalaka são as mães de inúmeros Danavas (30 milhões), por Kasyapa, e vivem em Hiranyapura, "a cidade dourada", flutuando no ar.


Portanto, Indra é, de certa forma, o enteado desses dois, como filho de Kasyapa; e Kasyapa é, nesse sentido, idêntico a Agni, o deus do fogo, ou Sol (Kasyapa-Aditya). A esse mesmo grupo pertence Skanda ou Karttikeya (deus da Guerra, o planeta Marte de seis faces, astronomicamente), um Kumâra, ou jovem virgem, nascido de Agni com o propósito de destruir Taraka, o Demônio Danava, neto de Kasyapa por Hiranyaksha, seu filho, cujas (de Taraka) austeridades iogues eram tão extraordinárias que se tornaram formidáveis para os deuses, que temiam um rival tão poderoso.

Enquanto Indra, o brilhante deus do Firmamento, mata Vritra (ou Ahi), o Demônio-Serpente — façanha pela qual é chamado Vritra-han, "o destruidor de Vritra"; ele também lidera as hostes dos Devas (Anjos ou deuses) contra outros deuses que se rebelam contra Brahmâ, pelo que é intitulado Jishnu, "líder da Hoste Celestial." Karttikeya é encontrado com os mesmos títulos.

Por matar Taraka, o Danava, ele é Taraka-Jit, "Vencedor de Taraka", ?? "Kumâra Guha", "o misterioso jovem virgem", "Siddha-Sena" — "o líder dos Siddhas"; e Saktidhara — "Portador da Lança."

(2.) Agora tome Apolo, o deus-sol grego, e, comparando os relatos míticos dados sobre ele, veja se ele não corresponde a ambos

Ele é um dos sete Rishis; exotericamente, o filho de Marichi, o filho de Brahmâ; enquanto o Atharva-veda diz: "O autogerado Kasyapa surgiu do Tempo"; e esotericamente — Tempo e Espaço são formas do único Deus incognoscível.

Como um Aditya, Indra é filho de Kasyapa, assim como Vaivasvata Manu, nosso progenitor.

No exemplo dado no texto, ele é Kasyapa-Aditya, o Sol, e o deus-Sol, de quem todos os Demônios "Cósmicos", Dragões (nâgas), deuses-Serpente ou Cobra, e Danavas, os gigantes, nascem.

O significado das alegorias acima é puramente astronômico e cósmico, mas servirá para provar a identidade de todos.

Todas essas histórias diferem nos textos exotéricos.

No Mahabharata, Karttikeya, "o Marte de seis faces," é filho de Rudra ou Shiva, nascido por si mesmo, sem mãe, da semente de Shiva lançada ao fogo.

Mas Karttikeya é geralmente chamado Agnibhu, "nascido do fogo."

Hiranyaksha é o governante ou rei da quinta região de Pâtâla, um deus-serpente.

Os Elohim também temeram o conhecimento do Bem e do Mal para Adão e, portanto, são mostrados expulsando-o do Éden ou matando-o espiritualmente.

A história contada é que Taraka (também chamado Kalabhana), devido aos seus extraordinários poderes de Yoga, havia obtido todo o conhecimento divino do yoga-vidya e os poderes ocultos dos deuses, que conspiraram contra ele.

Aqui vemos a "obediente" Hoste de Arcanjos ou deuses menores conspirando contra os (futuros) anjos caídos, a quem Enoque acusa do grande crime de revelar ao mundo todas "as coisas secretas feitas no céu." Foram Miguel, Gabriel, Rafael, Surgal e Uriel que denunciaram ao Senhor Deus aqueles de seus Irmãos que se dizia terem esquadrinhado os mistérios divinos e os ensinado aos homens: por esse meio, eles próprios escaparam de punição semelhante.

Miguel foi comissionado para lutar contra o Dragão, e assim também Karttikeya, e sob as mesmas circunstâncias.

Ambos são "líderes da Hoste Celestial," ambos Virgens, ambos "líderes dos Santos," "portadores de lança" (Saktidhara), etc., etc.

Karttikeya é o original de Miguel e São Jorge, tão certamente quanto Indra é o protótipo de Karttikeya.

OS DEUSES, AS FACETAS DE UMA ÚNICA GEMA.

a Indra, Karttikeya, e até mesmo Kasyapa-Aditya, e ao mesmo tempo a Miguel (como a forma angélica de Jeová), o "anjo do Sol," que é "semelhante a" e "um com" Deus. Interpretações engenhosas posteriores, para propósitos monoteístas, embora elevadas a dogmas eclesiásticos inquestionáveis, não provam nada, exceto o abuso da autoridade e do poder humanos, talvez.

Apolo é Hélio (o Sol), Febo-Apolo ("a luz da vida e do Mundo"), que surge da taça de asas douradas (o sol); portanto, ele é o deus-sol por excelência.

No momento de seu nascimento, ele pede seu arco para matar Píton, o Dragão Demônio, que atacou sua mãe antes de seu nascimento, e a quem ele é divinamente comissionado a destruir — como Karttikeya, que nasce com o propósito de matar Taraka, o demônio demasiado santo e sábio.

Apolo nasce em uma ilha sideral chamada Asteria — "a ilha da estrela dourada", a "terra que flutua no ar", que é a dourada Hiranyapura hindu; "ele é chamado o puro, a;gno;ß, Agnus Dei (o Agni indiano, como pensa o Dr. Kenealy), e no mito primordial ele é isento 'de todo amor sensual' ('Book of God', p. 88). Ele é, portanto, um Kumâra, como Karttikeya, e como Indra foi em sua vida e biografias anteriores.

Além disso, Python, o "Dragão Vermelho", conecta Apolo com Miguel, que luta contra o Dragão Apocalíptico, que quer atacar a mulher em trabalho de parto (ver Apocalipse xii.), assim como Python ataca a mãe de Apolo.

Pode alguém deixar de ver a identidade? Se o Muito Honorável W. E. Gladstone, que se orgulha de seu conhecimento grego e da compreensão do espírito das alegorias de Homero, tivesse tido alguma vez uma real percepção do significado esotérico da Ilíada e da Odisseia, ele teria compreendido o "Apocalipse" de São João, e até mesmo o Pentateuco, melhor do que compreende.

Pois o caminho para a Bíblia passa por Hermes, Bel e Homero, assim como o caminho para estes passa pelos símbolos religiosos hindus e caldeus.

A repetição dessa tradição arcaica é encontrada no cap. xii. do Apocalipse de São João, e vem das lendas babilônicas sem a menor dúvida, embora a história babilônica tenha tido sua origem nas alegorias dos arianos.

O fragmento lido pelo falecido George Smith (ver "The Chaldean account of Genesis", p. 304) é suficiente para revelar a fonte do capítulo xii. do Apocalipse.

Aqui está como dado pelo eminente assiriologista:

"Nosso . . . fragmento refere-se à criação da humanidade, chamada Adão; como (o homem) na Bíblia, ele é feito perfeito . . . mas depois se une

Apolo é preeminentemente o deus humano, o deus do ritualismo eclesiástico emocional, amante da pompa e teatral, com luzes e música.

Ver cap. xii. no Apocalipse, onde encontramos a mãe de Apolo perseguida por aquele Python, o Dragão Vermelho, que também é Porfirião, o Titã escarlate ou vermelho.


com o dragão do Abismo, o animal de Tiamat, o Espírito do Caos, e ofende o seu deus, que o amaldiçoa e faz cair sobre sua cabeça todos os males e tribulações da Humanidade."

"Isso é seguido por uma guerra entre o dragão e os poderes do mal, ou o caos de um lado e os deuses do outro."

"Os deuses têm armas forjadas para eles, e Merodach (o arcanjo Miguel no Apocalipse) se compromete a liderar a hoste celestial contra os dragões.

A guerra, que é descrita com espírito, termina, naturalmente, no triunfo dos princípios do Bem.

. . . ."

Esta guerra dos deuses com os poderes do Abismo refere-se também, em sua última e terrestre aplicação, à luta entre os adeptos arianos da nascente Quinta Raça e os Feiticeiros da Atlântida, os Demônios do Abismo, os Ilhéus cercados de água que desapareceram no Dilúvio.

(Veja as últimas páginas do Vol.

I., "Ísis sem Véu", Atlântida.)

Os símbolos dos dragões e da "Guerra no Céu" têm, como já foi dito, mais de um significado; eventos religiosos, astronômicos e geológicos estando incluídos na mesma alegoria comum.

Mas tinha também um significado Cosmológico.

Na Índia, a história do dragão é repetida em uma de suas formas nas batalhas de Indra com Vritra.

Nos Vedas, este Ahi-Vritra é referido como o Demônio da Seca, o terrível Vento Quente.

Indra é mostrado em constante guerra com ele; e com a ajuda de seu trovão e relâmpago, o deus obriga Ahi-Vritra a derramar chuva sobre a Terra, e então o mata.

Portanto, Indra é chamado de Vritra-Han ou "o matador de Vritra", assim como Miguel é chamado de Conquistador e "Matador do Dragão". Ambos esses "Inimigos" são então o "Dragão Antigo" precipitado nas profundezas da Terra, nesse sentido.

Os Amshaspends do Zend-Avesta são uma Hoste com um líder como São Miguel sobre eles, e parecem idênticos às legiões do Céu, quando se lê o Vendidad.

Assim, no Fargard XIX., ii. (42), Zaratustra é instruído por Ahura Mazda a "invocar os Amesha Spenta que governam sobre os sete Karshvares da Terra"; esses Karshvares em seus sete

Na alegoria indiana de Tarakamaya, a guerra entre os deuses e os Asuras liderados por Soma (a lua, o Rei das Plantas), é Viswa-Karma, o artífice dos deuses, que forja, como Vulcano (Tubal-Caim), suas armas para eles.

Dissemos em outro lugar que a "mulher com o filho" do Apocalipse (xii.) era Aime, a grande mãe, ou Binah, a terceira Sephirah, "cujo nome é Jeová"; e o "Dragão", que procura devorar o filho que ela dá à luz (o Universo), é o Dragão da Sabedoria absoluta — aquela Sabedoria que, reconhecendo a não-separatividade do Universo e de tudo o que nele existe do TODO absoluto, não vê nele nada melhor do que a grande Ilusão, Mahamaya, portanto a causa da miséria e do sofrimento.

Os "Sete Karshvares da Terra" — as sete esferas da nossa cadeia planetária, os sete mundos — também mencionados no Rig-Veda — são plenamente referidos em outro lugar.

Há seis rajamsi (mundos) acima de prithivi — a terra, ou "isto" (idam), em oposição àquilo que está além (os seis globos nos outros três planos). (Ver Rig-Veda, I., 34; III., 56; VII., 10411, e V., 60, 6. Ver sobre Cronologia.)

OS CONSTRUTORES DO MUNDO MATERIAL.

As aplicações referem-se igualmente às sete esferas da nossa cadeia planetária, aos sete planetas, aos sete céus, etc., conforme o sentido seja aplicado a um mundo físico, supramundano, ou simplesmente sideral.

No mesmo Fargard (ii. e iii.), na sua invocação contra Angra Mainyu e a sua Hoste, Zaratustra apela a eles com estas palavras: "Invoco os sete brilhantes Sravah com seus filhos e seus rebanhos" (42 Vendid. Saddh). Os "Sravah" — uma palavra que os orientalistas abandonaram como sendo "de significado desconhecido" — significam os mesmos Amshaspends, mas no seu mais elevado sentido oculto.

Os "Sravah" são os númenos dos Amshaspends fenomênicos, as almas ou espíritos daquelas Potências manifestadas; e "seus filhos e seu rebanho" refere-se aos anjos planetários e ao seu rebanho sideral de estrelas e constelações.

"Amshaspend" é o termo exotérico usado apenas em combinações e assuntos terrestres.

Zaratustra dirige-se constantemente a Ahura Mazda como "tu, o fazedor do mundo material". Ormazd é o pai da nossa terra (Spenta Armaiti), e ela é referida, quando personificada, como "a bela filha de Ahura Mazda" (Fargard, XIX. ii.), que é também o criador da Árvore (do conhecimento e da sabedoria ocultos e espirituais) da qual é tirado o místico e misterioso Caresma.

Mas o nome oculto do deus brilhante nunca era pronunciado fora do templo.

Samael ou Satã, a Serpente sedutora do Gênesis, e um dos anjos primordiais que se rebelaram, é o nome do "Dragão Vermelho". Ele é o Anjo da Morte, dizendo o Talmude que "o Anjo da Morte e Satã são o mesmo", e, morto por Miguel, é uma vez mais morto por São Jorge, que também é um Matador de Dragões; mas vede as transformações disso.

Samael é idêntico ao Simum, o vento quente do deserto, ou ainda ao demônio védico da seca, como Vritra; "Simum é chamado Atabutos" ou — Diabolos, o diabo.

Tifão, ou o Dragão Afófis — o Acusador no "Livro dos Mortos" — é vencido por Hórus, que traspassa a cabeça de seu oponente com uma lança; e Tifão é o vento que tudo destrói do deserto, o elemento rebelde que lança tudo em confusão.

Como Set — ele é a escuridão da noite, o assassino de Osíris, que é a luz do dia e o sol.

A arqueologia demonstra que Hórus é idêntico a Anúbis, cuja efígie foi descoberta sobre um monumento egípcio, com couraça e lança, como Miguel e São Jorge.

Anúbis é também representado

xvii., "Livro dos Mortos": Anúbis é Hórus que se dissolve naquele que é sem olhos.


como matando um dragão, que tem cabeça e cauda de serpente.

(Vede Lenoir, "Du Dragon de Metz".)

Cosmologicamente, então, todos os Dragões e Serpentes conquistados por seus "Matadores" são, em sua origem, os princípios turbulentos e confusos no Caos, trazidos à ordem pelos deuses-sol ou poderes criativos.

No "Livro dos Mortos", esses princípios são chamados "os Filhos da Rebelião". (Vede também "Panteão Egípcio", pp. 20, 23.) "Naquela noite, o opressor, o assassino de Osíris, também chamado a Serpente enganadora (Verso 54) . . . . chama os Filhos da Rebelião no Ar, e quando eles chegam ao Oriente dos Céus, então há Guerra no Céu e em todo o Mundo" (v. 49, "Livro dos Mortos", xvii.).

Nas Eddas escandinavas, a "Guerra" dos Ases com os Hrimthurses (gigantes de gelo), e de Asathor com os Jotuns, as Serpentes e os Dragões e o "lobo" que surge da "Escuridão" — é a repetição do mesmo mito.

Os "espíritos do mal", tendo começado por ser simplesmente os emblemas do Caos, foram evemerizados pela superstição da plebe, até que finalmente conquistaram o direito de cidadania nas raças mais civilizadas e eruditas deste globo — desde sua criação, como se alega — e se tornaram um dogma para os cristãos.

Como George Smith o afirma: "Os princípios malignos (Espíritos), emblemas do Caos" (na Caldeia e na Assíria, como no Egito, vemos) . . "resistem a essa mudança e fazem guerra à Lua, o filho mais velho de Bel, atraindo para o seu lado o Sol, Vênus e o deus atmosférico Vul." ("Assyrian Discoveries," p. 403.) Isso é apenas outra versão da "Guerra no Céu" hindu, entre Soma, a lua, e os deuses — sendo Indra o Vul atmosférico; o que mostra claramente tratar-se de uma alegoria tanto cosmogônica quanto astronômica, tecida e extraída da mais antiga teogonia, tal como ensinada nos Mistérios.

É nas doutrinas religiosas dos Gnósticos que o verdadeiro significado do Dragão, da Serpente, do Bode, e de todos esses símbolos de poderes agora chamados de Malignos pode ser melhor visto; pois foram eles que divulgaram em seus ensinamentos a natureza esotérica do Substituto judaico para AIN-SOPH; cujo verdadeiro significado, enquanto os Rabinos o ocultavam, os cristãos, com poucas exceções, nada sabiam.

Certamente Jesus de Nazaré dificilmente teria aconselhado seus apóstolos a serem tão sábios quanto a serpente, se esta fosse um símbolo do Maligno; nem os Ofitas, os eruditos Gnósticos egípcios da "Irmandade da Serpente", teriam reverenciado uma serpente viva em suas cerimônias como o emblema da SABEDORIA, a divina Sophia (e um tipo do todo-bom, não do todo-mau), caso esse réptil estivesse tão intimamente ligado a Satanás.

O fato é que, mesmo como um ofídio comum, ela sempre foi um símbolo dual; e

Eles são os Elementais gerados ou engendrados pela ignorância — paixões Cósmicas e humanas — ou o Caos.

QUEM CRIOU PRIMEIRO A MULHER?

como um Dragão, ela nunca foi outra coisa senão um símbolo da Divindade manifestada em sua grande Sabedoria.

O Draco volans, o Dragão voador dos primeiros pintores, pode ser uma imagem exagerada do real animal antediluviano extinto; mas aqueles que têm fé nos ensinamentos ocultos acreditam que, nos dias antigos, existiram criaturas como Dragões voadores, ou uma espécie de Pterodáctilo, e que foram esses gigantescos lagartos alados que serviram de protótipos para o Serafim de Moisés e sua grande Serpente de Bronze. Os judeus haviam adorado esse último ídolo eles mesmos, mas, após as reformas religiosas introduzidas por Ezequias, voltaram-se e chamaram aquele símbolo do grande ou Superior Deus de todas as outras nações — um Demônio, e seu próprio usurpador — o "Deus Único".

A denominação Sa'tan, em hebraico satan, "um adversário" (do verbo shatana, "ser adverso", perseguir) pertence por direito ao primeiro e mais cruel "adversário de todos os outros deuses" — Jeová, não à Serpente, que falou apenas palavras de simpatia e sabedoria, e é, na pior das hipóteses, mesmo no dogma, "o adversário dos homens". Esse dogma, baseado como está no capítulo iii.

do Gênesis, é tão ilógico e injusto quanto paradoxal.

Pois quem foi o primeiro a criar aquela tentadora original e, daí em diante, universal do homem — a mulher? Não a serpente, certamente, mas o "Senhor Deus" ele mesmo, que, dizendo: — "Não é bom que o homem esteja só" — fez a mulher, e "trouxe-a ao homem" (18-22). Se o desagradável pequeno incidente que se seguiu foi e ainda é considerado o "pecado original", então isso exibe a visão divina do Criador sob uma luz bem pobre.

Teria sido muito melhor para o primeiro Adão (do cap. 1.) ter sido deixado ou "macho e fêmea", ou "sozinho". É o Senhor Deus, evidentemente, quem foi a causa real de todo o mal, o "agente provocador", e a Serpente — apenas um protótipo de Azazel, "o bode expiatório pelo pecado de (o Deus de) Israel", o pobre Tragos tendo que pagar a pena pelo erro de seu Mestre e Criador.

Isso, é claro, é dirigido apenas àqueles que aceitam os eventos iniciais do drama da humanidade no Gênesis em seu sentido literal.

Aqueles que os leem esotericamente não são reduzidos a fantasiosas

8-9. Deus ordena a Moisés que construa uma Serpente de Bronze "Saraph"; olhar para ela cura aqueles mordidos pelas serpentes ardentes.

Os últimos eram os Serafins, cada um dos quais, como mostra Isaías (vi. 2), "tinha seis asas"; eles são os símbolos de Jeová, e de todos os outros Demiurgos que produzem de si mesmos seis filhos ou semelhanças — Sete com seu Criador.

Assim, a Serpente de Bronze é Jeová, o chefe das "serpentes flamejantes". E, no entanto, em 2 Reis xviii., mostra-se que o Rei Ezequias, que, como Davi, seu pai, "fez o que era reto aos olhos do Senhor" — "fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés havia feito . . . e a chamou Neustã", ou pedaço de bronze.

E Satanás se levantou contra Israel e incitou Davi a numerar Israel (Crônicas xxi. 1). "A ira do Senhor Jeová se acendeu contra Israel", e ele incitou Davi a dizer: "Vai, numera Israel" (2 Samuel, xxiv. 1). Os dois são então idênticos.


especulações e hipóteses; eles sabem ler o simbolismo nela contido e não podem errar.

Não há, no presente, necessidade de tocar no significado místico e múltiplo do nome Jeová em seu sentido abstrato, um sentido independente da Divindade falsamente chamada por esse nome.

Foi uma cegueira criada propositalmente pelos Rabinos, um segredo por eles preservado com cuidado dez vezes maior depois que os cristãos os despojaram desse Nome-Deus que era propriedade deles.

Mas a seguinte declaração é feita.

A personagem que é nomeada nos primeiros quatro capítulos do Gênesis variadamente como "Deus", "Senhor Deus", e "Senhor" simplesmente, não é uma e a mesma pessoa; certamente não é Jeová.

Há três classes ou grupos distintos dos Elohim chamados Sephiroth na Cabala, aparecendo Jeová apenas no capítulo iv., no primeiro versículo do qual ele é nomeado Caim, e no último transformado em humanidade — macho e fêmea, jah-veh.

A "Serpente", além disso, não é Satanás, mas o anjo brilhante, um dos Elohim vestido em radiância e glória, que, prometendo à mulher que se comessem do fruto proibido "certamente não morrereis", manteve sua promessa, e tornou o homem imortal em sua natureza incorruptível.

Ele é o Iao dos mistérios, o chefe dos criadores Andróginos dos homens.

Capítulo iii.

contém (esotericamente) a retirada do véu da ignorância que fechava as percepções do Homem Angélico, feito à imagem dos deuses "sem ossos", e a abertura de sua consciência para sua natureza real; mostrando assim o anjo brilhante (Lúcifer) sob a luz de um doador de Imortalidade, e como o "Iluminador"; enquanto a verdadeira Queda na geração e na matéria deve ser buscada no capítulo iv. Lá, Jehovah-Caim, a parte masculina de Adão, o homem dual, tendo se separado de Eva, cria nela "Abel", a primeira mulher natural, e derrama o sangue virginal.

Agora, Caim, sendo mostrado idêntico a Jehovah, com base na leitura correta do versículo i. (capítulo iv., Gênesis), no texto hebraico original; e os rabinos ensinando que "Kin (Caim), o Mal, era filho de Eva por Samael, o diabo que tomou o lugar de Adão"; e o Talmude acrescentando que "o espírito maligno, Satanás, e Samael, o anjo da Morte, são o mesmo" — (Babba Battra, 16a) — torna-se fácil ver que Jehovah (a humanidade, ou "Jah-hovah") e Satanás (portanto, a Serpente tentadora) são um e

A melhor dessas obras é a "Fonte das Medidas, o Mistério Hebraico-Egípcio".

Na obra acima mencionada (p. 233, Apêndice), o versículo 26 do capítulo 4 do Gênesis é corretamente traduzido como "então os homens começaram a se chamar de Jehovah", mas talvez menos corretamente explicado, pois a última palavra deveria ser escrita Jah (masculino) Hovah (feminino), para mostrar que a partir daquele tempo a raça de homem e mulher distintamente separados começou.

Veja para explicação as excelentes páginas do apêndice vii da mesma obra.

JEHOVAH OFIOMORFO.

o mesmo em todos os aspectos.

Não há Diabo, não há Mal, fora da humanidade para produzir um Diabo.

O Mal é uma necessidade em, e um dos sustentadores do universo manifestado.

É uma necessidade para o progresso e a evolução, assim como a noite é necessária para a produção do Dia, e a Morte para a da Vida — para que o homem possa viver para sempre.

Satanás representa metafisicamente simplesmente o reverso ou o oposto polar de tudo na natureza.

Ele é o "adversário", alegoricamente, o "assassino", e o grande Inimigo de todos, porque não há nada em todo o universo que não tenha dois lados — os reversos da mesma medalha.

Mas, nesse caso, a luz, a bondade, a beleza, etc., podem ser chamadas de Satanás com tanta propriedade quanto o Diabo, pois são adversárias das trevas, da maldade e da feiura.

E agora a filosofia e a razão de certas seitas cristãs primitivas — chamadas heréticas e vistas como a abominação dos tempos — tornar-se-ão mais compreensíveis.

Podemos entender como foi que a seita dos SATANIANOS veio a ser degradada e foi anatematizada sem qualquer esperança de reabilitação em um dia futuro, pois mantinham seus princípios em segredo.

Como, pelo mesmo princípio, os CAINITAS vieram a ser degradados, e até mesmo os ISCARIOTES (de Judas); o verdadeiro caráter do apóstolo traiçoeiro nunca tendo sido corretamente apresentado perante o tribunal da Humanidade.

Como consequência direta, os princípios das seitas gnósticas também se tornam claros.

Cada uma dessas seitas foi fundada por um Iniciado, enquanto seus princípios se baseavam no conhecimento correto do simbolismo de todas as nações.

Assim, torna-se compreensível por que Ilda-Baoth era considerado pela maioria deles como o deus de Moisés, e era tido como um espírito orgulhoso, ambicioso e impuro, que havia abusado de seu poder ao usurpar o lugar do Deus Supremo, embora não fosse melhor, e em alguns aspectos muito pior do que seus irmãos Elohim; estes últimos representando a divindade manifestada, que tudo abrange, apenas em sua coletividade, pois eram os modeladores das primeiras diferenciações da substância cósmica primária para a criação do Universo fenomenal.

Portanto, Jeová era chamado pelos gnósticos de Criador de, e um com, Ofiomorfos, a Serpente, Satanás, ou o MAL.

(Veja "Ísis sem Véu", II, 184). Eles ensinavam que Turbo e Adonai eram "nomes de Jao-Javé, que é uma emanação de Ilda-Baoth" (Codex Nazarus). (Veja Parte II, "Os Anjos Caídos".) Isso equivalia, em sua linguagem, a dizer o que os Rabinos expressavam de maneira mais velada, ao afirmar que — "Caim fora gerado por Samael ou Satanás."

Ele pertence ao quinto tipo ou classe de demônios (dos quais há nove segundo a demonologia medieval), e está à frente das bruxas e feiticeiros.

Mas veja no texto o verdadeiro significado de Bafomete, o Satanás de cabeça de bode, um com Azaziel, o bode expiatório de Israel.

A Natureza é o deus PÃ.


Os anjos caídos são feitos, em todo sistema antigo, os protótipos dos homens caídos — alegoricamente, e, esses próprios homens — esotericamente.

Assim, os Elohim da hora da criação tornaram-se os "Beni-Elohim", os filhos de Deus, entre os quais está Satanás — nas tradições semíticas; a guerra no céu entre Thraetaona e Azhi-dahaka, a Serpente destruidora, termina na terra, segundo Burnouf, na batalha dos homens piedosos contra o poder do Mal, "dos iranianos com os brâmanes arianos da Índia". E o conflito dos deuses com os Asuras é repetido na Grande Guerra — o Mahabhârata.

Na mais recente de todas as religiões, o Cristianismo, todos os Combatentes, deuses e demônios, adversários em ambos os campos, são agora transformados em Dragões e Satãs, simplesmente para conectar o MAL personificado com a Serpente do Gênesis, e assim provar o novo dogma.

———                      NOÉ ERA UM KABIR, PORTANTO ELE DEVE TER SIDO UM DEMÔNIO.

Pouco importa se é Ísis, ou Ceres — a "Kabiria" — ou ainda os Kabiri, que ensinaram aos homens a agricultura; mas é muito importante impedir que fanáticos monopolizem todos os fatos da história e da lenda, e que atribuam a um único homem suas distorções da verdade, da história e da lenda.

Noé é ou um mito junto com os outros, ou alguém cuja lenda foi construída sobre a tradição kabírica ou titânica, conforme ensinada em Samotrácia; ele não tem, portanto, direito de ser monopolizado por judeu ou cristão.

Se, como Faber tentou demonstrar a tal custo de erudição e pesquisa, Noé é um atlante e um titã, e sua família são os Kabiri ou titãs piedosos, etc.

— então a cronologia bíblica cai por seu próprio peso, e junto com ela todos os patriarcas — os titãs antediluvianos e pré-atlantes.

Como agora se descobriu e se provou, Caim é Marte, o deus do poder e da geração, e do primeiro derramamento de sangue (sexual).

Tubal-Caim é um Kabir, "um instrutor de todo artífice em bronze e ferro"; ou — se isso agradar mais — ele é um com Hefesto ou Vulcano; Jabal é tirado dos Kabiri — instrutores na agricultura, "aqueles que têm gado", e Jubal é "o pai de todos os que tocam harpa", ele, ou eles que fabricaram a harpa para Kronos e o tridente para Poseidon.

 Como ele também é Vulcano ou Vul-cain, o maior deus entre os egípcios posteriores, e o maior Kabir.

O deus do tempo era Chium no Egito, ou Saturno, ou Seth, e Chium é o mesmo que Caim.

Veja Estrabão, comparando-os aos Ciclopes — XIV.

p. 653 e seguintes.

(Callim in Del., 31 Stat.

Silo.

IV., 6, 47; etc., etc.)

AS LENDAS DO DILÚVIO.

A história ou "fábulas" sobre os misteriosos Telquines — fábulas que ecoam cada um e todos os eventos arcaicos de nossos ensinamentos esotéricos — fornecem-nos uma chave para a origem da genealogia de Caim (Gênesis, cap. iii); elas dão a razão pela qual a Igreja Católica Romana identifica "o sangue amaldiçoado" de Caim e Cam com a Feitiçaria, e a torna responsável pelo Dilúvio.

Não eram os Telquines — argumenta-se — os misteriosos ferreiros de Rodes; eles que foram os primeiros a erguer estátuas aos deuses, fornecer-lhes armas, e aos homens as artes mágicas? E não foram eles destruídos por um dilúvio por ordem de Zeus, assim como os cainitas o foram pela de Jeová?

Os Telquines são simplesmente os Kabiri e os Titãs, sob outra forma.

Eles são também os Atlantes.

"Como Lemnos e Samotrácia," diz Decharme, "Rodes, o berço dos Telquines, é uma ilha de formação vulcânica." (Gênios do Fogo, p. 271.) A ilha de Rodes emergiu subitamente dos mares, após ter sido anteriormente engolfada pelo Oceano, dizem as tradições.

Como Samotrácia (dos Kabiri), está ligada na memória dos homens às lendas do Dilúvio.

Como já se disse o suficiente sobre este assunto, contudo, pode-se deixá-lo por ora.

Mas podemos acrescentar mais algumas palavras sobre Noé, o representante judaico de quase todos os deuses pagãos em um ou outro caráter.

Os cantos homéricos contêm, poetizados, todas as fábulas posteriores sobre os Patriarcas, que são todos símbolos e signos siderais, cósmicos e numéricos.

A tentativa de desconectar as duas genealogias — as de Sete e Caim — e a tentativa posterior, tão fútil, de mostrá-las como homens reais e históricos, só levou a investigações mais sérias sobre a história do Passado, e a descobertas que danificaram para sempre a suposta revelação.

Por exemplo, estabelecida a identidade de Noé e Melquisedeque, a identidade posterior de Melquisedeque, ou Pai Sadik, com Cronos-Saturno também é provada.

Que assim seja pode ser facilmente demonstrado.

Não é negado por nenhum dos escritores cristãos.

Bryant (Ver "Análise da Mitologia Antiga," Vol.

II., p. 760) concorda com todos aqueles que opinam que Sydic, ou

Assim, Caim tem um filho ENOQUE, e Sete também um filho ENOQUE (Enos, Ch'anoch, Hanoch; — pode-se fazer o que quiser com nomes hebraicos sem vogais). Na linhagem cainita, Enoque gera IRADE, Irade gera MEUJAEL, este gera METUSAEL, e Metusael gera Lameque.

Na linhagem setita, Enoque gera Cainã, e este gera MAALELEEL (uma variação de Meujael), que dá à luz JARADE (ou Irade); Jarade gera ENOQUE (número 3), que produz Matusalém (de Metusael), e finalmente Lameque encerra a lista.

Ora, todos esses são símbolos (cabalisicamente) de anos solares e lunares, de períodos astronômicos e de funções fisiológicas (fálicas), assim como em qualquer outro credo simbólico pagão.

Isso foi comprovado por vários escritores.


Sadique, era o patriarca Noé (assim como Melquisedeque); e que o nome pelo qual é chamado, ou Sadique, corresponde ao caráter que lhe é dado em Gênesis, cap. vi., 9. "Ele era , Sadique, um homem JUSTO, e perfeito em sua geração.

Toda a ciência e toda arte útil foram atribuídas a ele, e através de seus filhos transmitidas à posteridade." (Ver Nova Enciclopédia de Abraham Rees, F.R.S.)

Ora, é Sanconíaton quem informa ao mundo que os Cabiros eram os Filhos de Sydic ou Zedek (Melquisedeque). Verdade seja dita, essa informação, tendo chegado até nós através de Eusébio (Preparatio Evangelica), pode ser encarada com certa suspeita, pois é mais do que provável que ele tenha lidado com as obras de Sanconíaton da mesma forma que fez com as Tabelas Sincronísticas de Manetom.

Mas suponhamos que a identificação de Sydic, Cronos, ou Saturno com Noé e Melquisedeque, esteja baseada em uma das piedosas hipóteses eusebianas.

Aceitemo-la como tal, juntamente com a característica de Noé como homem justo, e seu suposto duplo, o misterioso Melquisedeque, Rei de Salém, e sacerdote do deus altíssimo, segundo "sua própria ordem" (Ver Hebreus, cap. v. 6, e vii. 1, et seq.); e finalmente, tendo visto o que todos eles eram espiritual, astronômica, psiquicamente e cosmicamente, vejamos agora o que se tornaram rabinicamente e CABALISTICAMENTE.

Falando de Adão, Caim, Marte, etc., como personificações, encontramos o autor de "The Source of Measures" enunciando nossos próprios ensinamentos esotéricos em suas pesquisas cabalísticas.

Assim ele diz: —

"Agora, Marte era o senhor do nascimento e da morte, da geração e da destruição, do arado, da construção, da escultura ou corte de pedra, da Arquitetura . . . . em suma, de todas . . . . ARTES.

Ele era o princípio primordial, desintegrando-se na modificação de dois opostos para a produção.

Astronomicamente, também, ele ocupava o local de nascimento do dia e do ano, o lugar de seu aumento de força, Áries, e igualmente o lugar de sua morte, Escorpião.

Ele ocupava a casa de Vênus e a do Escorpião.

Ele, como nascimento, era bom; como morte, era Mau.

Como bom, ele era luz; como mau, era noite.

Como bom, ele era homem; como mau, era mulher.

Ele ocupava os pontos cardeais, e como Caim, ou Vulcano, ou Pater Sadic, ou Melchizadek, ele era o senhor da Eclíptica, ou

Muito estranhamente, Max Müller conecta ambos os nomes Marte e Ares com a raiz sânscrita mar, de onde ele traça sua derivação, e da qual, ele diz, vem o nome de Maruts (os deuses da tempestade).

Welcker, no entanto, oferece etimologias mais corretas.

(Veja Griech. Gotterlehre, I., 415.) Seja como for, etimologias de raízes e palavras sozinhas nunca produzirão totalmente o significado esotérico, embora possam ajudar em suposições úteis.

Como o mesmo autor mostra: "O próprio nome Vulcain aparece na leitura; pois nas primeiras palavras (do cap. iv. Gênesis, 5) encontra-se V'elcain, ou V'ulcain, de acordo com o som aprofundado de u da letra vau.

Fora de seu contexto imediato, pode ser lido como 'e o deus Caim', ou Vulcain.

Se, no entanto, algo falta para confirmar a ideia Caim-Vulcain, Fuerst diz: , Caim, a ponta de ferro de uma lança, um ferreiro (ferreiro), inventor de ferramentas afiadas de ferro e trabalho de ferreiro" (p. 278).

AS LENDAS DO IRÃ.

equilíbrio, ou linha de ajuste, e portanto era O JUSTO.

Os antigos sustentavam que havia sete planetas, ou grandes deuses, crescendo a partir de oito, e Pater Sadik, o Justo ou Reto, era o senhor do oitavo, que era Mater Terra.

("Source of Measures," p. 186-70.)

Isso torna suas funções bastante claras, depois de terem sido degradadas, e estabelece a identidade.

O Dilúvio Noaquiano, como descrito em sua letra morta e dentro do período da cronologia bíblica, tendo sido demonstrado que nunca existiu, a piedosa, porém bastante arbitrária suposição do Bispo Cumberland não tem senão que seguir aquele dilúvio para a terra da ficção.

Na verdade, parece bastante fantasioso para qualquer observador imparcial que se diga que havia "duas raças distintas de Kabiri", a primeira consistindo de Cam e Mizraim, que ele concebe serem Júpiter e Dionísio de Mnaseas; a segunda, "dos filhos de Sem, são os Kabiri de Sochoniston, enquanto seu pai Sydyk é consequentemente o Sem escritural." (Apêndice de Cabiris, ap. Orig. gent. p. 364, 376, e a última declaração na p. 357.)

Os Kabirim, "os poderosos", são idênticos aos nossos primordiais Dhyan-Chohans, com os Pitris corpóreos e incorpóreos, e com todos os governantes e instrutores das raças primordiais, que são referidos como os Deuses e Reis das Dinastias Divinas.

———

AS MAIS ANTIGAS TRADIÇÕES PERSAS SOBRE O POLAR E OS CONTINENTES SUBMERSOS.

O conhecimento lendário não poderia distorcer os fatos de maneira tão eficaz a ponto de reduzi-los a uma forma irreconhecível.

Entre as tradições do Egito e da Grécia, por um lado, e da Pérsia, por outro — um país sempre em guerra com as primeiras — há uma similaridade grande demais de figuras e números para permitir que tal coincidência se deva ao simples acaso.

Isso foi bem comprovado por Bailly.

Detenhamo-nos por um momento para examinar essas tradições de todas as fontes disponíveis, para comparar melhor as dos Magos com as chamadas "fábulas" gregas.

Essas lendas passaram agora para os contos populares, o folclore da Pérsia, assim como muitas ficções reais encontraram seu caminho em nossa História universal.

As histórias do Rei Arthur e seus cavaleiros da Távola Redonda são também contos de fadas em toda aparência; no entanto, baseiam-se em fatos e pertencem à História da Inglaterra.

Por que o folclore do Irã não deveria ser parte integrante da história e dos eventos pré-históricos da Atlântida? Esse folclore diz o seguinte: Antes da criação de Adão, duas raças viveram e se sucederam na Terra; os Devs que reinaram 7.000 anos, e os Peris (os Izedes) que reinaram apenas 2.000, durante a existência dos primeiros.


Os Devs eram gigantes, fortes e perversos; os Peris eram de estatura menor, porém mais sábios e mais bondosos.

Aqui reconhecemos os gigantes atlantes e os arianos, ou os Rákshasas do Ramayana e os filhos de Bharata Varsha, ou Índia; os antediluvianos e pós-diluvianos da Bíblia.

Gyan (ou melhor, Gnan, a verdadeira Sabedoria e conhecimento ocultos), também chamado Gian-ben-Gian (ou Sabedoria, filho da Sabedoria), era o rei dos Peris.

Ele tinha um escudo tão famoso quanto o de Aquiles, só que, em vez de servir contra um inimigo em guerra, servia como proteção contra a magia negra, a feitiçaria dos Devas.

Gian-ben-Gian reinara 2.000 anos quando Iblis, o diabo, recebeu permissão de Deus para derrotar os Devas e dispersá-los para o outro extremo do mundo.

Mesmo o escudo mágico, que, produzido segundo os princípios da astrologia, destruía encantos, feitiços e maldições, não pôde prevalecer contra Iblis, que era um agente do Destino (ou Carma). Eles contam dez reis em sua última metrópole chamada Khanoom, e fazem o décimo, Kaimurath, idêntico ao Adão hebreu.

Esses reis correspondem às dez gerações antediluvianas de reis conforme dadas por Berosus.

Por mais distorcidas que essas lendas sejam encontradas hoje, dificilmente se deixa de identificá-las com as tradições caldeias, egípcias, gregas e até hebraicas.

Esta última, desdenhando em sua exclusividade falar de nações pré-adamitas, ainda assim permite que estas sejam claramente inferidas, ao enviar Caim — um dos dois únicos homens vivos na terra — para a terra de Node, onde ele se casa e constrói uma cidade (Gên. iv.), etc.

Agora, se compararmos os 9.000 anos mencionados pelos contos persas com os 9.000 anos que Platão declarou terem passado desde a submersão da última Atlântida, um fato muito estranho se torna aparente.

Bailly o observou, mas o distorceu por sua interpretação.

A Doutrina Secreta pode restaurar os números ao seu verdadeiro significado.

"Primeiramente", lemos em "Crítias" que "é preciso lembrar que 9.000 anos se passaram desde a guerra das nações que viviam acima e além das Colunas de Hércules, e daquelas que povoavam as terras deste lado."

Vejam-se para essas tradições a "Coleção de Lendas Persas", em russo, georgiano, armênio e persa; a narrativa de Herbelot, *Lendas Persas*, "Bibliothèque Orientale", p. 298, 387, etc., e as *Memórias* de Danville.

Damos, em narrativa condensada, aquilo que se encontra disperso em centenas de volumes em línguas europeias e asiáticas, bem como em tradições orais.

CRONOLOGIA ESOTÉRICA.

No "Timeu", Platão diz o mesmo.

A Doutrina Secreta, declarando que a maioria dos atlantes insulares posteriores pereceu no intervalo entre 850.000 e 700.000 anos atrás, e que os arianos tinham 200.000 anos quando a primeira grande "ilha" ou continente foi submersa, dificilmente parece possível qualquer reconciliação entre os números.

Mas há, na verdade.

Platão, sendo um Iniciado, teve de usar a linguagem velada do Santuário, e assim também os Magos da Caldeia e da Pérsia, por cujas revelações exotéricas as lendas persas foram preservadas e passadas à posteridade.

Assim, encontra-se os hebreus chamando uma semana de "sete dias", e "uma semana de anos" quando cada um de seus dias representa 360 anos solares, e a "semana" inteira é de 2.520 anos, de fato.

Eles tinham uma semana sabática, um ano sabático, etc., etc., e seu sábado durava indiferentemente horas ou 24.000 anos — em seus cálculos secretos dos *Sods*.

Nós, dos tempos atuais, chamamos uma era de século.

Eles, do tempo de Platão, os escritores iniciados, de qualquer modo, significavam por um milênio, não mil, mas 100.000 anos; os hindus, mais independentes do que qualquer um, nunca ocultaram sua cronologia.

Assim, ao dizerem 9.000 anos, os Iniciados lerão 900.000 anos, durante cujo espaço de tempo — isto é, desde o primeiro aparecimento da raça ariana, quando as porções pliocênicas da outrora grande Atlântida começaram a afundar gradualmente e outros continentes a aparecer na superfície, até o desaparecimento final da pequena ilha de Atlântida de Platão, as raças arianas nunca cessaram de lutar contra os descendentes das primeiras raças gigantes.

Essa guerra durou até quase o fim da era que precedeu o Kali Yuga, e foi a guerra Mahabharata tão famosa na história indiana.

Tal mistura de eventos e épocas, e a redução de centenas de milhares para milhares de anos, não interfere com os números de anos que haviam decorrido, segundo a declaração feita pelos sacerdotes egípcios a Sólon, desde a destruição da última porção da Atlântida.

Os 9.000 anos eram os números corretos dados.

O último evento nunca foi mantido em segredo, e apenas desapareceu da memória dos gregos.

Os egípcios tinham seus registros completos, por estarem isolados; pois, cercados por mar e deserto, foram deixados intocados por outras nações, até cerca de alguns milênios antes de nossa era.

A história, pela primeira vez, vislumbra o Egito e seus grandes mistérios através de Heródoto, se não levarmos em conta a Bíblia e sua estranha cronologia.

E quão pouco Heródoto pôde contar é

 De Beda em diante, todos os cronologistas da Igreja divergiram entre si e se contradisseram.

"A cronologia do texto hebraico foi grosseiramente alterada, especialmente no intervalo logo após o Dilúvio": — diz Whiston (Antigo Testamento, p. 20).


confessado por ele mesmo ao falar de um túmulo misterioso de um Iniciado em Sais, no recinto sagrado de Minerva.

Ali, ele diz "atrás da capela . . . está o túmulo de Alguém, cujo nome considero ímpio divulgar . . . No recinto erguem-se grandes obeliscos e há um lago próximo, cercado por um muro de pedra em forma circular.

Nesse lago eles encenam, à noite, as aventuras daquela pessoa, que chamam de Mistérios: sobre esses assuntos, no entanto, embora eu esteja precisamente familiarizado com os detalhes, devo observar um silêncio discreto" (ii. 170).

Por outro lado, é bom saber que nenhum segredo foi tão bem guardado e tão sagrado para os antigos quanto o de seus ciclos e computações.

Dos egípcios aos judeus, era considerado o maior pecado divulgar qualquer coisa relacionada à medida correta do tempo.

Foi por divulgar os segredos dos Deuses que Tântalo foi lançado nas regiões infernais; os guardiões dos sagrados Livros Sibilinos eram ameaçados com pena de morte por revelar uma palavra deles.

Sigalions (imagens de Harpócrates) estavam em todos os templos — especialmente nos de Ísis e Serápis — cada um pressionando um dedo aos lábios; enquanto os hebreus ensinavam que divulgar, após a iniciação nos mistérios rabínicos, os segredos da Cabala, era como comer do fruto da Árvore do Conhecimento: era punível com a morte.

E, no entanto, nós, europeus, aceitamos a cronologia exotérica dos judeus! Que admira que isso tenha influenciado e colorido desde então todas as nossas concepções de ciência e da duração das coisas!

As tradições persas, então, estão repletas de duas nações ou raças, agora inteiramente extintas, como alguns pensam; enquanto, na verdade, elas estão apenas transformadas.

Elas falam constantemente das e descrevem as montanhas de Kaf (Kafaristão?), que contêm uma galeria construída pelo gigante Argeak, onde estão preservadas as estátuas dos homens antigos sob todas as suas formas.

Elas as chamam de Sulimans (Salomões), ou os sábios reis do Oriente, e contam setenta e dois reis com esse nome. Três entre eles reinaram por 1.000 anos cada um.

(Herbelot, p. 829.)

Siamek, o amado filho de Kaimurath (Adão), seu primeiro rei, morreu assassinado por seu irmão gigante.

O pai mantinha um fogo perpétuo sobre o túmulo que continha suas cinzas cremadas; daí — a origem da adoração ao fogo, como pensam alguns orientalistas.

Então veio Huschenk, o prudente e o sábio.

Foi sua dinastia que redescobriu metais e pedras preciosas, que haviam sido ocultados pelos Devs ou Gigantes nas entranhas da terra; como fazer trabalhos em latão, cortar canais e melhorar a agricultura.

Como de costume, é Huschenk, novamente, a quem se atribui a autoria da obra chamada

A FÊNIX PERSA.

"Sabedoria Eterna", e até mesmo por ter construído as cidades de Luz, Babilônia e Ispahan, embora tenham sido construídas eras depois.

Mas assim como a moderna Deli é construída sobre outras seis cidades mais antigas, essas cidades recém-nomeadas podem ser construídas sobre os locais de outras cidades de uma antiguidade imensa.

Quanto à sua data, só pode ser inferida de outra lenda.

Na mesma tradição, esse sábio príncipe é creditado por ter feito guerra contra os gigantes montado em um cavalo de doze patas, cujo nascimento é atribuído aos amores de um crocodilo com uma hipopótamo fêmea.

Esse dodecápode foi encontrado na "ilha seca" ou novo continente; muita força e astúcia tiveram de ser usadas para assegurar o animal maravilhoso, mas assim que Huschenk o montou, ele derrotou todos os inimigos.

Nenhum gigante pôde resistir ao seu poder tremendo.

Não obstante, esse rei dos reis foi morto por uma rocha enorme atirada contra ele pelos gigantes das grandes montanhas de Damavend.

Tahmurath é o terceiro rei da Pérsia, o São Jorge do Irã, o cavaleiro que sempre leva a melhor sobre, e que mata, o Dragão.

Ele é o grande inimigo dos Devs que, em seus dias, habitavam as montanhas de Kaf, e ocasionalmente faziam incursões contra os Peris.

As antigas crônicas francesas do folclore persa o chamam de Dev-bend, o conquistador dos gigantes.

A ele também é atribuída a fundação de Babilônia, Nínive, Diarbek, etc., etc.

Como seu avô Huschenk, Tahmurath (Taimuraz) também tinha seu corcel, porém muito mais raro e rápido — uma ave chamada Simorgh-Anke.

Uma ave maravilhosa, na verdade, inteligente, poliglota, e até muito religiosa.

(Veja Orient. Collect., ii., 119.) O que diz essa Fênix persa? Ela se queixa de sua velhice, pois nasceu ciclos e ciclos antes dos dias de Adão (também Kaimurath). Ela testemunhou as revoluções de longos séculos.

Ela viu o nascimento e o fim de doze ciclos de 7.000 anos cada, que, multiplicados esotericamente, nos darão novamente 840.000 anos.

(Orient. Collect., ii., 119 e seguintes.) Simorgh nasce com o último dilúvio dos pré-adamitas, diz o "romance de Simorgh e o bom Khalif"! (Contos de Derbent.)

O que diz o "Livro dos Números"? Esotericamente, Adão Rishoon é o Espírito lunar (Jeová, em certo sentido, ou os Pitris) e seus três Filhos — Ka-yin, Habel e Seth — representam as três raças, como já foi explicado.

Noé-Xisuthrus representa, por sua vez, (na chave cosmo-geológica) a 3ª Raça separada, e seus três filhos, suas últimas três raças; Ham, ademais, simbolizando aquela raça que descobriu a "nudez" da Raça Parente, e dos "Sem-Mente", isto é, cometeu o pecado.

 Lembre-se de que os Rabinos ensinam que haverá sete renovações sucessivas do globo; que cada uma durará 7.000 anos, sendo a duração total assim de 49.000 anos (Veja a "roda" do Rabino Parcha; também o "Livro de Deus" de Kenealy, p. 176). Isso se refere a 7 Rondas, 7 Raças-Raízes e sub-raças, as figuras verdadeiramente ocultas, embora muito confusas.


Tahmurath visita em seu corcel alado (Ahriman) as Montanhas de Koh-Kaf ou Kaph.

Ele encontra ali os Peris maltratados pelos gigantes, e mata Argen, e o gigante Demrusch.

Então ele liberta a boa Peri, Mergiana, a quem Demrusch mantinha como prisioneira, e a leva para a ilha seca, isto é, o novo continente da Europa.

Depois dele veio Giamschid, que construiu Esikekar, ou Persépolis.

Este rei reina 700 anos e, em seu grande orgulho, crê-se imortal e exige honras divinas.

O destino o pune; ele vagueia por 100 anos pelo mundo sob o nome de Dhulkarnayn, "o de dois chifres". Mas esse epíteto não tem conexão com o cavalheiro "de dois chifres" do pé fendido.

O "de dois chifres" é o epíteto dado na Ásia, incivilizada o bastante para nada saber dos atributos do diabo, àqueles conquistadores que subjugaram o mundo do Oriente ao Ocidente.

Depois vêm o usurpador Zohac e Feridan, um dos heróis persas, que vence o primeiro e o encerra nas montanhas de Damavend.

A esses seguem-se muitos outros, até Kaikobad, que fundou uma nova dinastia.

Tal é a história lendária da Pérsia, e temos de analisá-la. O que são, para começar, as montanhas de Kaf?

Sejam elas o que forem em seu status geográfico, quer sejam as montanhas do Cáucaso ou da Ásia Central, é muito além dessas montanhas, ao Norte, que a lenda situa os Devs e as Peris; estas últimas, as remotas ancestrais dos Parses ou Farses.

A tradição oriental refere-se sempre a um mar glacial, sombrio e desconhecido, e a uma região escura, dentro da qual, no entanto, estão situadas as Ilhas Afortunadas, onde borbulha, desde o início da vida na Terra, a fonte da vida (Herbelot, p. 593; Armenian Tales, p. 35). Mas a lenda afirma, além disso, que uma porção da primeira ilha seca (continente), tendo-se destacado do corpo principal, permaneceu, desde então, para além das montanhas de Koh-kaf, "o cinturão pétreo que circunda o mundo". Uma jornada de sete meses de duração levará aquele que possui o "anel de Solimão" a essa "fonte", se ele continuar viajando para o Norte, em linha reta, como voa o pássaro.

Viajando, portanto, da Pérsia diretamente para o norte, chegar-se-á, ao longo do sexagésimo grau de longitude, mantendo-se a oeste, a Nova Zembla; e do Cáucaso ao gelo eterno além do Círculo Polar Ártico, aportar-se-ia entre 60 e 45 graus de longitude, ou entre Nova Zembla e Spitzbergen.

Isso, é claro, se alguém tiver o cavalo dodecapédio de

Onde a encontramos, de fato, na Grã-Bretanha, no romance dos Cavaleiros da Távola Redonda.

Donde a identidade de nome e de fada, se ambas as heroínas não simbolizassem o mesmo evento histórico que se tornara lenda?

O CONTINENTE ÁRTICO.

Huschenk ou o Simorgh alado de Tahmurath (ou Taimuraz), sobre o qual se cruza o Oceano Ártico.

No entanto, os cantores errantes da Pérsia e do Cáucaso sustentarão, até hoje, que muito além dos cumes nevados de Kap, ou Cáucaso, existe um grande continente agora oculto de todos.

Que é alcançado por aqueles que podem obter os serviços da progênie de doze patas do crocodilo e da hipopótamo fêmea, cujas patas se tornam, à vontade, doze asas; ou por aqueles que têm paciência para esperar o bom prazer de Simorgh-anke, que prometeu que, antes de morrer, revelará o continente oculto a todos, e o tornará novamente visível e de fácil acesso, por meio de uma ponte, que os Devas do Oceano construirão entre aquela porção da "ilha seca" e suas partes separadas.

Isso se relaciona, naturalmente, à sétima raça, sendo Simorgh o ciclo manvantárico.

É muito curioso que Cosmas Indicopleustes, que viveu no século VI d.C., tenha sempre sustentado que o homem nasceu e habitou primeiramente um país além do Oceano, prova da qual lhe fora dada na Índia, por um caldeu erudito (Cosmas Indicopleustes in Collect. nova Patrum, t. ii, p. 188; ver também Journ. des Savants, Suppl. 1707, p. 20). Ele diz: "As terras em que vivemos são cercadas pelo oceano, mas além desse oceano há outra terra que toca as muralhas do céu; e é nessa terra que o homem foi criado e viveu no paraíso. Durante o Dilúvio, Noé foi levado em sua arca para a terra que sua posteridade agora habita." (Ibid.) O cavalo de doze patas de Huschenk foi encontrado nesse continente chamado ilha seca. (Supra, p. 154.)

A "Topografia Cristã" de Cosmas Indicopleustes e seus méritos são bem conhecidos; mas aqui o bom padre repete uma tradição universal, agora, aliás, corroborada por fatos.

Todo viajante ártico suspeita de um continente ou uma "ilha seca" além da linha do gelo eterno.

Talvez agora o significado da seguinte passagem de um dos Comentários se torne mais claro.

Bailly pensou ver nesse cavalo um navio de doze remos.

A Doutrina Secreta ensina que a primeira Terceira Raça construiu barcos e flotilhas antes de construir casas.

Mas o "cavalo", embora um animal muito posterior, tem, no entanto, um significado primitivo mais oculto.

O crocodilo e o hipopótamo eram tidos como sagrados e representavam símbolos divinos, tanto entre os antigos egípcios quanto entre os mexicanos.

Poseidon é, em Homero, o Deus do Cavalo, e assume ele próprio essa forma para agradar a Ceres.

Arion, sua progênie, é um dos aspectos desse "cavalo", que é um ciclo.

As partes separadas devem ser a Noruega e outras terras na vizinhança do Círculo Ártico.


"Nos primeiros começos da vida (humana), a única terra seca estava na extremidade direita da esfera, onde ela (o globo) é imóvel.

Toda a terra era um vasto deserto aquoso, e as águas eram tépida. . . . Ali o homem nasceu nas sete zonas do imortal, o indestrutível do Manvantara.

Havia eterna primavera na escuridão.

(Mas) aquilo que é escuridão para o homem de hoje era luz para o homem de seu amanhecer.

Ali, os deuses descansaram, e Fohat reina desde então. . . . Assim, os sábios pais dizem que o homem nasce na cabeça de sua mãe (a terra), e que seus pés na extremidade esquerda geraram (produziram) os ventos malignos que sopram da boca do Dragão inferior. . . . Entre a primeira e a segunda (raças), a eterna (terra) central foi dividida pela água da vida.

??

"Ela flui ao redor e anima o corpo dela (da mãe terra).

Sua extremidade emana de sua cabeça; torna-se impura em seus pés (o Polo Sul). Ela se purifica (em seu retorno) ao seu coração — que pulsa sob o pé da sagrada Shambalah, que então (nos começos) ainda não havia nascido.

Pois é no cinturão da morada do homem (a terra) que está oculta a vida e a saúde de tudo o que vive e respira.¶ Durante a primeira e a segunda (raças), o cinturão estava coberto pelas grandes águas.

(Mas) a grande mãe trabalhou sob as ondas, e uma nova terra foi unida à primeira, que nossos sábios chamam de capacete (a touca). Ela trabalhou mais arduamente para a terceira (raça), e sua cintura e umbigo apareceram acima da

Toda ação benéfica (astral e cósmica) vem do Norte; toda influência letal vem do Polo Sul.

Eles estão muito conectados e influenciam a magia da mão "direita" e "esquerda".

Quanto mais nos aproximamos dos polos, menos rotação se sente; nos próprios polos, a revolução diurna é completamente neutralizada.

Daí a expressão de que a esfera é "imóvel".

Afirma-se no Ocultismo que a terra ou ilha que coroa o Polo Norte como uma touca é a única que prevalece durante todo o Manvantara de nossa "Ronda". Todos os continentes e terras centrais emergirão do fundo do mar muitas vezes, por sua vez, mas esta terra nunca mudará.

Tenha em mente que o nome védico e avéstico de Fohat é Apâm-Napât.

No Avesta, ele se encontra entre os yazatas do fogo e os yazatas das águas.

O significado literal é "Filho das Águas", mas essas "águas" não são o líquido que conhecemos, mas o Éter — as águas ígneas do espaço.

Fohat é o "Filho do Éter" em seu aspecto mais elevado, Akâsa, a Mãe-Pai dos Sete primitivos, e do Som ou LOGOS.

Fohat é a luz deste último.

Ver Livro I.

??Esta "água" é o sangue ou fluido de vida que anima a terra, comparada aqui a um corpo vivo.

¶ O ensinamento oculto corrobora a tradição popular que afirma a existência de uma fonte de vida nas entranhas da terra e no Polo Norte.

É o sangue da terra, a corrente eletromagnética, que circula por todas as artérias; e que se diz estar armazenada no "umbigo" da terra.

A TERRA INATINGÍVEL.

água.

Era o cinturão, o sagrado Himavat, que se estende ao redor do mundo.

Ela se rompeu em direção ao sol poente, de seu pescoço para baixo (para o sudoeste), em muitas terras e ilhas, mas a terra eterna (a touca) não se partiu.

Terras secas cobriram a face das águas silenciosas nos quatro lados do mundo.

Todas estas pereceram (por sua vez). Então apareceu a morada dos ímpios (a Atlântida). A terra eterna estava agora oculta, pois as águas se tornaram sólidas (congeladas) sob o sopro de suas narinas e os ventos malignos da boca do Dragão," etc., etc.

Isso mostra que o norte da Ásia é tão antigo quanto a Segunda Raça.

Pode-se até dizer que a Ásia é contemporânea do homem, pois desde os primórdios da vida humana seu continente-raiz, por assim dizer, já existia; essa parte do mundo agora conhecida como Ásia foi apenas separada dele em uma era posterior, e dividida pelas águas glaciais.

Se, então, o ensinamento for compreendido corretamente, o primeiro continente que surgiu à existência cobriu todo o Polo Norte como uma crosta ininterrupta, e assim permanece até hoje, para além daquele mar interior que parecia uma miragem inalcançável aos poucos exploradores árticos que o perceberam. Durante a Segunda Raça, mais terra emergiu das águas como uma continuação da "cabeça" a partir do pescoço.

Começando em ambos os hemisférios, na linha acima da parte mais setentrional de Spitzbergen

O umbigo é descrito como situado para o sol poente ou a oeste do Himavat, onde jazem as raízes de Meru, montanha que fica ao norte do Himalaia.

Meru não é "a montanha fabulosa no umbigo ou centro da terra", mas suas raízes e fundamentos estão nesse umbigo, embora ela esteja no extremo norte em si.

Isso a conecta com a terra "central" que "nunca perece"; a terra em que "o dia do mortal dura seis meses e sua noite outros seis meses". Como diz o Vishnu Purâna: "pois ao norte de Meru há, portanto, sempre noite durante o dia em outras regiões; pois Meru está ao norte de todas as dwipas e varshas" (ilhas e países). (Livro II, cap. viii.) Meru não está, portanto, nem no Atlas, como sugere Wilford, nem, como Wilson tentou mostrar, "absolutamente no centro do globo", apenas porque "relativamente aos habitantes das várias porções, para todos os quais o Leste é o quadrante onde o sol aparece primeiro".

Até os Comentários não se abstêm da metáfora oriental.

O globo é comparado ao corpo de uma mulher, "mãe terra". De seu pescoço para baixo, significa desde o mar interior agora para além da barreira intransponível de gelo.

A Terra, como diz Parasâra: "é a mãe e nutriz, aumentada com todas as criaturas e suas qualidades, a compreendedora de todos os mundos".

Pois as Estâncias chamam essa localidade por um termo traduzido no comentário como um lugar de nenhuma latitude (niraksha), a morada dos deuses.

Como diz um escoliasta do Sûrya-Sidhanta: "Acima deste (o Siddha) vai o sol quando situado nos equinócios; eles não têm sombra equinocial nem elevação do polo (akshonnati, v. 42). Em ambas as direções a partir destes estão duas estrelas polares (dhruvatara), fixas no meio do céu; para aqueles que estão situados em lugares sem latitude (niraksha) ambas estas têm seu lugar no horizonte.

Portanto, não há (nessa terra) elevação dos polos, estando as duas estrelas polares situadas em seu horizonte; mas seus graus de colatitude (lumbaka) são 90; no Meru os graus de latitude (aksha) são do mesmo número." (e 44.) A Projeção de Mercator, do nosso lado, pode ter incluído, do lado americano, as localidades que agora são ocupadas pela Baía de Baffin e pelas ilhas e promontórios vizinhos.


Ali dificilmente alcançava, para o sul, o 70º grau de latitude; aqui — formava o continente em forma de ferradura do qual fala o comentário; das duas extremidades do qual, uma incluía a Groenlândia com uma prolongação que cruzava o 50º grau um pouco a sudoeste, e a outra Kamchatka, estando as duas extremidades unidas pelo que agora é a franja setentrional das costas da Sibéria Oriental e Ocidental.

Isso se rompeu e desapareceu.

No início da Terceira Raça — a Lemúria foi formada (Vide supra). Quando foi destruída por sua vez, a Atlântida apareceu.

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ESPECULAÇÕES OCIDENTAIS, BASEADAS NAS TRADIÇÕES GREGA E PURÂNICA.

Assim, torna-se natural descobrir que, mesmo com dados tão escassos quanto os que chegaram ao historiador profano, Rudbeck, um cientista sueco, tentou provar há cerca de dois séculos que a Suécia era a Atlântida de Platão.

Ele pensou, até mesmo, ter encontrado na configuração da antiga Upsália a situação e as medidas dadas pelo sábio grego para a capital da "Atlântida". Como Bailly provou, Rudbeck estava enganado; mas Bailly também o estava, e ainda mais.

Pois a Suécia e a Noruega haviam feito parte integrante da antiga Lemúria, e também da Atlântida no lado europeu, assim como a Sibéria Oriental e Ocidental e Kamchatka lhe pertenceram, no lado asiático.

Somente, mais uma vez, quando foi isso? Podemos descobri-lo apenas aproximadamente, estudando os Purânas, se não quisermos nada com os ensinamentos secretos.

Já se passaram três quartos de século desde que o Capitão (agora Coronel) Wilford apresentou suas teorias fantasiosas sobre as ilhas britânicas serem a "Ilha Branca", a Atala dos Purânas.

Isto era um absurdo total, pois Atala é uma das sete dwipas, ou ilhas, pertencentes aos lokas inferiores, uma das sete regiões de Pâtâla (os antípodas). Além disso, como Wilford mostra, os Purânas a colocam "em

Ele identifica, por exemplo, Sveta-dwipa (a Ilha Branca), a "ilha na parte setentrional de Toyambhudi", com a Inglaterra, e então tenta identificá-la com Atala (uma região inferior) e Atlantis.

Ora, a primeira é a morada de Vishnu, exotericamente, e Atala é um inferno.

Ele também a coloca no Mar Euxino ou Icshu (Negro), e então parece conectá-la, em outro lugar, com a África e Atlas.

ORIENTALISTAS NO LUGAR ERRADO.

a sétima zona ou sétimo clima" — antes, na sétima medida de calor: o que assim a localiza entre as latitudes de 24 e 28 graus norte.

Ela deve então ser procurada no mesmo grau do Trópico de Câncer, enquanto a Inglaterra está entre os 50 e 60 graus de latitude.

Wilford fala dela como Atala, Atlantis, a ilha branca.

E no vol. viii. do Journal of Asiatic Researches, p. 280, seu inimigo é chamado de "Diabo Branco", o demônio do terror.

Pois ele diz: "Em seus romances (hindus e maometanos), vemos Kai-caus indo à montanha de 'As-burj, ao pé da qual o Sol se põe', para lutar contra o Dev-Sefid, ou diabo branco, o Taradaitya dos Purânas, cuja morada estava no sétimo estágio do mundo, correspondendo à sétima zona dos budistas, ou a Ilha Branca."

Ora, aqui os orientalistas têm estado, e ainda estão, enfrentando o enigma da Esfinge, cuja solução errada destruirá para sempre sua autoridade, se não suas pessoas, aos olhos de todo estudioso hindu, mesmo aqueles que não são iniciados.

Pois não há uma afirmação nos Purânas — sobre os detalhes conflitantes dos quais Wilford baseou suas especulações — que não tenha vários significados, e que não se aplique tanto ao mundo físico quanto ao metafísico.

Se os antigos hindus dividiram a face do globo geograficamente em sete zonas, climas, dwipas, e em sete infernos e sete céus, alegoricamente, essa medida de sete não se aplicava em ambos os casos às mesmas localidades.

É o polo norte, o país de "Meru", que é a sétima divisão, pois corresponde ao sétimo princípio (ou quarto metafisicamente) do cálculo oculto, pois representa a região de Atma, da alma pura e da Espiritualidade.

Por isso Pushkara é mostrado como a sétima zona, ou dwipa, que circunda o Oceano Kshira, ou Oceano de leite (a região branca eternamente congelada) nos Purânas Vishnu (e outros) (Livro II, cap. iv). E Pushkara, com seus dois Varshas, situa-se diretamente ao pé de Meru.

Pois é dito que "os dois países ao norte e ao sul de Meru têm a forma de um arco", . . e que "metade da superfície da Terra está ao sul de Meru e a outra metade ao norte de Meru — além da qual está metade de Pushkara" (Vishnu Purâna, Asiatic Researches, etc.). Geograficamente, então, Pushkara é a América, do Norte e do Sul; e alegoricamente é o prolongamento de Jambu-dwipa no meio do

Igualmente com Pushkara e todos os outros.


onde se ergue Meru, pois é o país habitado por seres que vivem dez mil anos, que estão livres de doença ou decadência; onde não há nem virtude nem vício, casta ou leis, pois esses homens são "da mesma natureza que os Deuses" (Vishnu Purâna, Livro II, cap. iv). Wilford inclina-se a ver Meru no Monte Atlas, e ali localiza também os Loka-lokas.

Agora, Meru, nos é dito, que é o Swar-loka, a morada de Brahmâ, de Vishnu, e o Olimpo das religiões exotéricas indianas, é descrito geograficamente como "passando pelo meio do globo terrestre e sobressaindo em ambos os lados" (Sûrya Siddhanta, v. 5, trad. de Whitney). Em sua estação superior estão os deuses; na inferior (ou polo Sul) está a morada dos demônios (infernos). Como pode então Meru ser o Monte Atlas? Além disso, Taradaitya, um demônio, não pode ser colocado na sétima zona se esta for identificada com a "branca" Ilha, que é Sveta-dwipa, pelas razões dadas na nota de rodapé.

(Vide infra.)

Wilford acusa os brâmanes modernos "de terem misturado tudo (ilhas e países) em um só" (A.R. III. 300); mas ele as misturou ainda mais.

Ele acredita que, como os Brahmanda e Vayu Purânas dividem o antigo continente em sete dwipas, ditos cercados por um vasto oceano, além do qual se encontram as regiões e montanhas de Atala (ibid.), "muito provavelmente os gregos dividiram a nação da Atlântida, que, como não podia ser encontrada depois de ter sido uma vez descoberta, eles conceberam ter sido destruída por algum choque da natureza."

Encontrando certas dificuldades em acreditar que os sacerdotes egípcios, Platão, e até Homero, tivessem todos construído suas noções de Atlântida sobre Atala — uma região inferior localizada no polo Sul — preferimos nos ater às declarações dadas nos livros secretos.

Acreditamos nos sete "continentes", quatro dos quais já viveram seu dia, o quinto ainda existe, e dois estão para aparecer no futuro.

Acreditamos que cada um destes não é estritamente um continente no sentido moderno da palavra, mas que cada nome, de Jambu até Pushkara, refere-se aos nomes geográficos dados (i.) às terras secas que cobrem a face de toda a Terra durante o período de uma Raça-Raiz, em geral; e (ii.) ao que restou delas após um Pralaya geológico (de raça) — como "Jambu", por exemplo: e (iii.) às localidades que entrarão, após os cataclismos futuros, na formação de novos "continentes" universais, penínsulas, ou dwipas — sendo cada continente, em um sentido, uma região maior ou menor de terra seca cercada por água.

Assim, que qualquer

Tais como Sâka e Pushkara, por exemplo, que ainda não existem, mas nas quais entrarão terras como algumas porções da América, da África e da Ásia Central, com a região de Gobi.

Lembremos que Upadwipas significa ilhas "raiz", ou a terra seca em geral.

CONTINENTES FUTUROS, SIMBOLIZADOS.

Por mais que a nomenclatura destes possa parecer um "embaralhamento" para o profano, não há, de fato, nenhum para aquele que possui a chave.

Assim, cremos saber que, embora duas das "ilhas" purânicas — o sexto e o sétimo "continentes" — ainda estejam por vir, houve, no entanto, ou há, terras que entrarão na composição das futuras terras secas, de novas terras cujas faces geográficas serão inteiramente mudadas, como o foram as do passado.

Por isso encontramos nos Purânas que Sâka-dwipa é (ou será) um continente, e que Sankha-dwipa, como mostra o Vayu Purâna, é apenas "uma ilha menor", uma das nove divisões (às quais Vayu acrescenta mais seis) de Bharata Varsha.

Porque Sankha-dwipa foi povoada por "Mlechchhas (estrangeiros impuros), que adoravam divindades hindus", portanto estavam ligados à Índia. Isso explica Sankhasura, um Rei de uma porção de Sankha-dwipa, que foi morto por Krishna; aquele Rei que residia no palácio "que era uma concha oceânica, e cujos súditos também viviam em conchas", diz Wilford.

"Nas margens do Nilo (?) houve frequentes contendas entre os Devatas (seres divinos, semideuses) e os Daityas (gigantes); mas tendo prevalecido esta última tribo, seu Rei, Sankhasura, que residia no Oceano, fazia frequentes incursões à noite" (As. Res., Vol. III. 225.)

Não é nas margens do Nilo, mas nas costas da África Ocidental, ao sul de onde hoje fica Marrocos, que essas batalhas ocorreram.

Houve um tempo em que todo o deserto do Saara era um mar, depois um continente tão fértil quanto o Delta, e então, somente após outra submersão temporária, tornou-se um deserto semelhante àquela outra região selvagem, o deserto de Shamo ou Gobi.

Isso é mostrado na tradição purânica, pois na mesma página acima citada, diz-se: "O povo estava entre dois fogos; pois, enquanto Sankhasura devastava um lado do continente, Krauncha (ou Cracacha), Rei de Kraunch, costumava assolar o outro; ambos os exércitos . . . assim transformaram as regiões mais férteis em um deserto selvagem."

Que não apenas a última ilha da Atlântida, mencionada por Platão, mas um grande continente, primeiro dividido e depois fragmentado em sete penínsulas e ilhas (chamadas dwipas), precedeu a Europa, é certo.

Cobria todas as regiões do Atlântico Norte e Sul, bem como porções do Pacífico Norte e Sul, e possuía ilhas até mesmo no Oceano Índico (relíquias da Lemúria). A afirmação é corroborada pelos Purânas indianos, escritores gregos e tradições asiáticas, persas e maometanas.

Wilford, que confunde enormemente as lendas hindus e muçulmanas, mostra isso, no entanto, claramente.

(Veja Vol.

VIII., X. e XI. de

 Não no rio Nilo, certamente, mas perto das montanhas Nila da cordilheira do Atlas.


Asiatic Researches.) E seus fatos e citações dos Purânas fornecem evidência direta e conclusiva de que os hindus arianos e outras nações antigas foram navegadores mais antigos do que os fenícios, a quem hoje se atribui terem sido os primeiros marinheiros que apareceram nos tempos pós-diluvianos.

Isto é o que é dado no Journal of the Asiatic Society, III., pp. 325, et seq.: —

"Em sua aflição, as poucas nações que sobreviveram (na guerra entre Devatas e Daityas) ergueram as mãos a Bhagavan, 'Que aquele que pode nos livrar . . . seja nosso Rei'; usando a palavra I' T (um termo mágico não compreendido por Wilford, evidentemente) que ecoou por todo o país."

Então vem uma violenta tempestade, as águas do Kali são estranhamente agitadas, "quando apareceu das ondas . . . um homem, depois chamado I' T, à frente de um numeroso exército, dizendo abhayan, não temais" . . . e dispersou o inimigo.

"O Rei I' T", explica Wilford, "é uma encarnação subordinada de M'rira" (Mrida, uma forma de Rudra, provavelmente?) que "restabeleceu a paz e a prosperidade em todo Sankha-dwipa, através de Barbaradesa, Hissast'han e Awasthan ou Arábia . . " etc., etc.

Certamente, se os Purânas hindus dão uma descrição de guerras em continentes e ilhas situados além da África Ocidental no Oceano Atlântico; se seus escritores falam de Barbaras e outros povos como os árabes — eles que nunca foram conhecidos por navegar, ou cruzar o Kala pani (as águas negras do Oceano) nos dias da navegação fenícia — então seus Purânas devem ser mais antigos do que aqueles fenícios (situados de 2.000 a 3.000 anos A.C.). De qualquer forma, essas tradições devem ter sido mais antigas; como —

"Nos relatos acima", escreve um adepto, "os hindus falam desta ilha como existente e em grande poder; deve, portanto, ter sido há mais de onze mil anos."

Mas outro cálculo e prova podem ser aduzidos da grande antiguidade desses arianos hindus que conheciam (porque nela haviam habitado) e descreveram a última ilha sobrevivente da Atlântida — ou melhor, daquele remanescente da porção oriental daquele continente que

. . . Ele teve dez filhos, e era sua intenção dividir o mundo inteiro.

Da mesma maneira, Netuno dividiu a Atlântida entre seus dez filhos.

. . . Um deles teve . . . a extremidade da Atlântida" — que "é provavelmente o velho continente.

. . . Esta Atlântida foi submersa por um dilúvio.

. . . e parece que por Atlântida devemos entender a Terra Antediluviana sobre a qual dez príncipes nasceram para governar segundo a mitologia do Ocidente (e também do Oriente), mas apenas sete deles se sentaram no trono." (Vol.

III.

p. 286.) . . Alguns também são de opinião que dos sete dwipas seis foram destruídos por um dilúvio (Vol.

VIII.

p. 367). Wilford o considera "Gades, que incluía a Espanha", mas era a ilha de Platão — antes.

OS ENIGMAS DA ANTIGUIDADE.

pereceu logo após o soerguimento das duas Américas — os dois Varshas de Pushkara.

Isto pode ser demonstrado, ademais, por um cálculo astronômico de um adepto que critica Wilford.

Pois, recordando o que o orientalista havia apresentado sobre o Monte Ashburj "ao pé do qual o sol se põe", onde ocorreu a guerra entre os Devatas e os Daityas, ele diz: —

"Consideraremos, então, a latitude e longitude da ilha perdida, e do remanescente Monte Ashburj.

Ela estava no sétimo estágio do mundo, isto é, no sétimo clima (que está entre a latitude de 24 graus e a latitude de 28 graus norte) . . . Esta ilha, filha do Oceano, é frequentemente descrita como situada no Oeste; e o sol é representado como se pondo ao pé de sua montanha (Ashburj, Atlas, Tenerife ou Nila, não importa o nome), e combatendo o demônio branco da 'Ilha Branca'."

Agora, considerando esta afirmação do seu aspecto astronômico, e sabendo que Krishna é o Sol encarnado (Vishnu), um Deus solar; e que se diz que ele matou Dev-Sefid, o gigante branco — uma possível personificação dos antigos habitantes ao pé do Atlas — talvez Krishna possa ser apenas uma representação dos raios verticais do Sol? Esses habitantes (os Atlântidas) são, como vimos, acusados por Diodoro de amaldiçoar diariamente o Sol, e de sempre lutar contra a sua influência.

Esta é, naturalmente, uma interpretação astronômica.

Mas agora será provado que Sankhasura, e Sancha dwipa, e toda a sua história, é também, geográfica e etnologicamente, a "Atlântida" de Platão com roupagem hindu.

Acabou de ser observado que, uma vez que, nos relatos purânicos, a ilha ainda existe, então esses relatos devem ser mais antigos do que os 11.000 anos decorridos desde que Sancha dwipa, ou a Poseidonis da Atlântida, desapareceu.

Não é meramente possível que os hindus tenham conhecido a ilha ainda mais cedo? Voltemos novamente às demonstrações astronômicas, que tornam isso bastante claro se alguém assumir, de acordo com o referido adepto, que "na época em que a 'colura' tropical de verão passava pelas Plêiades, quando Cor Leonis estivesse sobre o equador; e quando Leão estivesse vertical sobre Ceilão ao pôr do sol, então Touro estaria vertical sobre a ilha da Atlântida ao meio-dia."

Isso explica, talvez, por que os cingaleses, os herdeiros da

Se a morada de Div ou Dev-Sefid (o Taradaitya) era no sétimo estágio, é porque ele veio de Pushkara, o Pâtâla (antípodas) da Índia, ou da América.

Este último tocou as paredes, por assim dizer, da Atlântida, antes que esta afundasse finalmente.

A palavra Pâtâla, significando tanto os países antípodas quanto as regiões infernais, tornou-se assim sinônima em ideias e atributos, bem como em nome.


Rakshasas e Gigantes de Lanka, e os descendentes diretos de Singha, ou Leão, tornaram-se conectados com Sancha dwipa ou Poseidonis (a Atlântida de Platão). Apenas, como mostrado pela "Sphinxiad" de Mackey, isso deve ter ocorrido há cerca de 23.000 anos, astronomicamente; naquela época, a obliquidade da eclíptica deve ter sido um pouco mais de 27 graus, e consequentemente Touro deve ter passado sobre a "Atlântida" ou "Sancha dwipa". E que assim foi é claramente demonstrado.

O touro sagrado Nandi foi trazido de Bharata para Sancha para encontrar Rishabha (Taurus) a cada Kalpa.

Mas quando aqueles da Ilha Branca (que descenderam originalmente de Sveta dwipa), que se haviam misturado com os Daityas (gigantes) da terra da iniquidade, tornaram-se negros pelo Pecado, então Nandi permaneceu para sempre na "Ilha Branca" (ou Sveta dwipa). "Aqueles da Quarta Mundo (raça) perderam AUM" — dizem os Comentários.

Asburj (ou Azburj), fosse ou não o pico de Tenerife, era um vulcão, quando o afundamento do "Atala ocidental" (ou inferno) começou, e aqueles que foram salvos contaram a história a seus filhos.

A Atlântida de Platão pereceu entre a água abaixo e o fogo acima; a grande montanha vomitando chamas o tempo todo.

"O 'Monstro vomitador de fogo' sobreviveu sozinho às ruínas da infeliz ilha."

Acusam-se os gregos, acusados de tomar emprestada uma ficção hindu (Atala) e de inventar a partir dela outra (Atlântida), de também obterem suas noções geográficas e o número sete deles? (Vide na Parte II as várias seções sobre o SEPTENÁRIO na natureza.)

"A famosa Atlântida não existe mais, mas dificilmente podemos duvidar de que existiu outrora," diz Proclus, "pois Marcelo, que escreveu uma história dos assuntos etíopes, diz que tal e tão grande ilha existiu uma vez, e isso é evidenciado por aqueles que compuseram histórias relativas ao mar exterior.

Pois eles relatam que nesse tempo havia sete ilhas no mar Atlântico sagradas para Prosérpina; e além destas, três de imensa magnitude, sagradas para Plutão . . . Júpiter . . . e Netuno.

E, além disso, os habitantes da última ilha (Poseidonis) preservaram a memória da prodigiosa magnitude da ilha Atlântica, conforme relatada por seus ancestrais, e de seu governo por muitos períodos sobre todas as ilhas do mar Atlântico.

Desta ilha pode-se passar a outras grandes

Todos os Avatares de Vishnu são ditos vir originalmente da Ilha Branca.

Segundo a tradição tibetana, a Ilha Branca é a única localidade que escapa ao destino geral das outras dwipas e não pode ser destruída nem pelo fogo nem pela água, pois — é a "terra eterna".

O QUE MARCELUS DIZ.

ilhas além, que não estão longe da terra firme, perto da qual está o verdadeiro mar."

"Estas sete dwipas (imprecisamente traduzidas como ilhas) constituem, segundo Marcelus, o corpo da famosa Atlântida," escreve o próprio Wilford.

. . . . Isso mostra evidentemente que a Atlântida é o continente antigo.

. . . A Atlântida foi destruída após uma violenta tempestade (?): isto é bem conhecido dos Purânicos, alguns dos quais afirmam que, em consequência dessa terrível convulsão da natureza, seis das dwipas desapareceram" . . . (xi., 27).

Provas suficientes foram agora dadas para satisfazer o maior cético.

No entanto, provas diretas baseadas na ciência exata também são acrescentadas.

Volumes poderiam ser escritos, contudo, em vão para aqueles que não querem ver nem ouvir, exceto através dos olhos e ouvidos de suas respectivas autoridades.

Daí o ensinamento dos escoliastas católicos romanos, a saber, que Hermon, o monte na terra de Mizpá — significando "anátema", "destruição" — é o mesmo que o Monte Armon.

Como prova disso, Josefo é frequentemente citado, afirmando que ainda em seus dias ossos enormes de gigantes eram diariamente descobertos nele. Mas era a terra de Balaão, o profeta, a quem o "Senhor amava profundamente"; e tão confundidos estão os fatos e personagens nos cérebros dos ditos escoliastas, que, quando o Zohar explica as "aves" que inspiraram Balaão como significando "Serpentes", a saber, os sábios e adeptos em cuja escola ele aprendera os mistérios da profecia — a oportunidade é novamente aproveitada para mostrar o Monte Hermon habitado pelos "dragões alados do Mal, cujo chefe é Samael" (o Satã judeu).

"É para esses espíritos impuros acorrentados no Monte Hermon do Deserto que o bode expiatório de Israel, que assumiu o nome de um deles (Azaz(y)el), foi enviado" (Spencer).

Nós dizemos que não é assim. O Zohar tem a seguinte explicação sobre a prática da magia que é chamada em hebraico Nehhaschim, ou as "Obras das Serpentes". Ele diz (Parte III, col. 302): — "É chamada nehhaschim, porque os magistas (cabalistas práticos) trabalham rodeados pela luz da serpente primordial, que eles percebem no céu como uma zona luminosa composta de miríades de pequenas estrelas" . . . o que significa simplesmente a luz astral, assim chamada pelos Martinistas, por Eliphas Levi, e agora por todos os ocultistas modernos.

(Vide Seções sobre.)

———

A "MALDIÇÃO" SOB O PONTO DE VISTA FILOSÓFICO.

Os ensinamentos precedentes da DOUTRINA SECRETA, complementados pelas tradições universais, devem agora ter demonstrado que os Brâmanas e Purânas, os Iátâs e outras escrituras Mazdeanas, até os registros sagrados egípcios, gregos, romanos e, finalmente, judaicos, têm todos a mesma origem.


Nenhuma são histórias sem sentido e infundadas, inventadas para enredar o profano incauto: todas são alegorias destinadas a transmitir, sob um véu mais ou menos fantástico, as grandes verdades colhidas no mesmo campo da tradição pré-histórica.

O espaço nos impede de entrar, nestes dois volumes, em detalhes mais minuciosos com respeito às quatro Raças que precederam a nossa.

Mas antes de oferecer ao estudante a história da evolução psíquica e espiritual dos pais antediluvianos diretos da nossa quinta humanidade (Ariana), e antes de demonstrar sua relação com todos os outros ramos laterais crescidos do mesmo tronco, temos de elucidar mais alguns fatos.

Foi demonstrado, com base em todo o mundo literário antigo e nas especulações intuitivas de mais de um filósofo e cientista das eras posteriores, que os princípios da nossa Doutrina Esotérica são corroborados por prova inferencial, bem como direta, em quase todos os casos.

Que nem os gigantes "lendários", nem os continentes perdidos, nem ainda a evolução das raças precedentes são contos inteiramente infundados.

Nos Adendos que encerram este volume, a ciência se verá mais de uma vez incapaz de responder; espera-se que eles finalmente dissipem toda observação cética com relação ao número sagrado na natureza e às nossas cifras em geral.

(Vide sobre os Septenários.)

Enquanto isso, uma tarefa permanece incompleta: a de desfazer-se do mais pernicioso de todos os dogmas teológicos — a MALDIÇÃO sob a qual se alega que a humanidade sofre desde a suposta desobediência de Adão e Eva no jardim do Éden.

Os poderes criativos no homem foram o dom da sabedoria divina, não o resultado do pecado.

Isso é claramente exemplificado no comportamento paradoxal de Jeová, que primeiro amaldiçoa Adão e Eva (ou a Humanidade) pelo suposto crime cometido, e depois abençoa seu "povo escolhido" dizendo: "Sede fecundos, multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gên.

ix. 1). A maldição não foi trazida sobre a humanidade pela Quarta Raça, pois a Terceira Raça, comparativamente sem pecado, os ainda mais gigantescos Antediluvianos, pereceram da mesma maneira; portanto, o Dilúvio não foi um castigo, mas simplesmente um resultado de uma lei periódica e geológica.

Tampouco a maldição do CARMA foi invocada sobre eles por buscarem a união natural, como todo o mundo animal sem mente o faz em suas estações próprias; mas, por abusarem do poder criativo, por profanarem o dom divino, e desperdiçarem a essência vital sem nenhum propósito senão a gratificação pessoal bestial.

Quando compreendido, o terceiro capítulo do Gênesis será visto como referindo-se ao Adão e Eva do final da Terceira Raça e do início da Quarta Raça.

No princípio, a concepção era tão fácil para a mulher quanto o era para toda a criação animal.

A Natureza jamais pretendera que a mulher desse à luz seus filhos "com dor". Desde aquele período, contudo, durante a

O HOMEM ANTIGO E O MODERNO.

evolução da Quarta Raça, surgiu inimizade entre sua semente, e a semente da "S erpente", a semente ou produto do Carma e da sabedoria divina.

Pois a semente da mulher, ou a luxúria, feriu a cabeça da semente do fruto da sabedoria e do conhecimento, ao transformar o sagrado mistério da procriação em gratificação animal; portanto, a lei do Carma "feriu o calcanhar" da raça atlante, ao mudar gradualmente, fisiológica, moral, física e mentalmente, toda a natureza da Quarta Raça da humanidade, até que, do saudável Rei da criação animal da Terceira Raça, o homem se tornou, na Quinta, nossa raça, um ser escrofuloso e indefeso, e agora se tornou o mais rico herdeiro do globo de doenças constitucionais e hereditárias, o mais consciente e inteligentemente bestial de todos os animais!

Esta é a verdadeira MALDIÇÃO do ponto de vista fisiológico, quase o único abordado no esoterismo cabalístico.

Visto sob esse aspecto, a maldição é inegável, pois é evidente.

A evolução intelectual, em seu progresso de mãos dadas com a física, certamente tem sido uma maldição em vez de uma bênção — um dom avivado pelos "Senhores da Sabedoria", que derramaram sobre o manas humano o orvalho fresco de seu próprio espírito e essência.

O divino Titã sofreu então em vão; e sente-se inclinado a lamentar sua beneficência à humanidade, e suspirar por aqueles dias tão graficamente descritos por Ésquilo, em seu "Prometeu Acorrentado", quando, ao final da primeira era titânica (a era que se seguiu à do homem etéreo, do piedoso Kandu e Pramlocha), a nascente humanidade física, ainda sem mente e (fisiologicamente) sem sentidos, é descrita como —

"Vendo, viam em vão;
Ouvindo, não ouviam; mas como formas em sonhos,
Através do longo tempo, todas as coisas ao acaso misturadas."

Nossos Salvadores, os Agnishwatta e outros divinos "Filhos da Chama da Sabedoria" (personificados pelos gregos em Prometeu), podem bem, em

Que essas leis tenham sido negligenciadas nos últimos dois milênios não nos impede de admirar sua previsão.

O brâmane era um *grihasta*, um homem de família, até certo período de sua vida, quando, após gerar um filho, rompia com a vida conjugal e tornava-se um casto Yogi.

Sua própria vida conjugal era regulada por seu astrólogo brâmane, de acordo com sua natureza.

Portanto, em países como o Punjab, por exemplo, onde a influência letal da licenciosidade muçulmana e, mais tarde, europeia, mal tocou as castas arianas ortodoxas, ainda se encontram os melhores homens — no que diz respeito à estatura e à força física — de todo o globo; enquanto os homens poderosos de outrora se viram substituídos no Decão, e especialmente em Bengala, por homens cuja geração se torna, a cada século (e quase a cada ano), anã e enfraquecida.

Doenças e superpopulação são fatos que nunca podem ser negados.

Nos volumes da Sra. Anna Swanwick, "Os Dramas de Ésquilo", diz-se de "Prometeu Acorrentado" (Vol. II, pp. 146, 147), que Prometeu verdadeiramente aparece nele "como o campeão e benfeitor da humanidade, cuja condição . . . . é retratada como fraca e miserável em extremo."

. . . Diz-se que Zeus propôs aniquilar esses efêmeros insignificantes e plantar sobre a terra uma nova raça em seu lugar." Vemos os Senhores do Ser fazendo o mesmo, e exterminando o primeiro produto da natureza e do mar, nas Estâncias (V, et seq.). . . . Prometeu representa a si mesmo como tendo frustrado esse desígnio e, consequentemente, por causa dos mortais, submetido à mais agonizante dor, infligida pela impiedosa crueldade de Zeus.

Temos, assim, o Titã, o símbolo da razão finita e do livre-arbítrio (da humanidade intelectual, ou do aspecto superior de Manas), retratado como o sublime filantropo, enquanto Zeus, a divindade suprema da Hélade, é descrito como o déspota cruel e obstinado, um caráter peculiarmente revoltante para o sentimento ateniense." A razão disso é explicada adiante. A "Divindade Suprema" carrega, em todo panteão antigo — incluindo o dos judeus — um caráter dual, composto de luz e sombra.


a injustiça do coração humano, permaneça não reconhecido e não agradecido.

Eles podem, em nossa ignorância da verdade, ser indiretamente amaldiçoados pelo dom de Pandora: mas verem-se proclamados e declarados pela boca do clero como os MALIGNOS é um Karma pesado demais para "Ele", "que ousou sozinho" — quando Zeus "ardentemente desejou" extinguir toda a raça humana — salvar "essa raça mortal" da perdição, ou, como o Titã sofredor é levado a dizer: —

"De afundar fulminada na escuridão do Hades.

Por isso, pelas torturas diretas sou curvado,                                        Dolorosas de suportar, lastimáveis de contemplar,                                         Eu, que dos mortais tive piedade! . . . . "

E o coro observando muito pertinentemente: —

"Grande benefício foi este que deste aos mortais . . . ."    Prometeu responde: —

"Sim, e além disso, fui eu que lhes dei o fogo.

CORO: Têm agora esses seres de vida curta o fogo de olhos flamejantes?                            PROM.: Sim, e por meio dele aprenderão muitas artes.

. . . . "

Mas, com as artes, o fogo recebido tornou-se a maior das maldições: o elemento animal, e a consciência de sua posse, transformou o instinto periódico em animalismo crônico e sensualidade. É isso que paira sobre a humanidade como um pesado pálio fúnebre.

Assim surge a responsabilidade do livre-arbítrio; as paixões titânicas que representam a humanidade em seu aspecto mais sombrio; "a inquieta insaciabilidade das paixões e desejos inferiores, quando, com insolência autoafirmativa, desafiam as restrições da lei."

Tendo Prometeu dotado o homem, segundo o "Protagoras" de Platão, com aquela "sabedoria que ministra ao bem-estar físico", mas permanecendo inalterado o aspecto inferior do manas do animal (Kama),

Portanto, o animal livre conhece a doença apenas uma vez em sua vida — antes de morrer.

Introdução a "Prometheus Bound", p. 152.

A PARÓDIA DE PROMETEU.

em vez de "uma mente imaculada, o primeiro dom do céu" (Ésquilo), foi criado o eterno abutre do desejo jamais satisfeito, do arrependimento e do desespero, juntamente com "a fraqueza sonâmbula que acorrenta a cega raça dos mortais" (p. 556), até o dia em que Prometeu é libertado por seu libertador designado pelo céu, Héracles.

Agora, os cristãos — especialmente os católicos romanos — tentaram conectar profeticamente este drama à vinda de Cristo.

Nenhum erro maior poderia ser cometido.

O verdadeiro teosofista, o buscador da sabedoria divina e adorador da perfeição ABSOLUTA — a divindade desconhecida que não é nem Zeus nem Jeová — discordará de tal ideia.

Apontando para a antiguidade, ele provará que nunca houve um pecado original, mas apenas um abuso da inteligência física — o ser psíquico guiado pelo animal, e ambos apagando a luz do espiritual.

Ele dirá: "Vós todos que sabeis ler nas entrelinhas, estudai a sabedoria antiga nos velhos dramas — o indiano e o grego; lede atentamente o que acaba de ser mencionado, um encenado nos teatros de Atenas há 2.400 anos, a saber, 'Prometeu Acorrentado'". O mito não pertence nem a Hesíodo nem a Ésquilo; mas, como diz Bunsen, ele "é mais antigo que os próprios Helenos", pois pertence, na verdade, ao alvorecer da consciência humana.

O Titã Crucificado é o símbolo personificado do Logos coletivo, o "Hóspede", e dos "Senhores da Sabedoria" ou o HOMEM CELESTE, que encarnou na Humanidade.

Além disso, como seu nome Pro-me-theus, que significa "aquele que vê diante de si" ou o futuro, indica — nas artes que ele concebeu e ensinou à humanidade, a percepção psicológica não era a menor.

Pois assim ele se queixa às filhas de Oceano: —
"Das profecias os vários modos fixei,
E entre os sonhos primeiro distingui
A visão verdadeira . . . e os mortais guiei
Para uma arte misteriosa.

. . . . . . . . . . . . . .
Todas as artes aos mortais de Prometeu vieram.

. ."

De pro; mē'tis "previsão." "O Professor Kuhn," nos é dito nos volumes acima mencionados de "Os Dramas de Ésquilo," "considera que o nome do Titã deriva da palavra sânscrita Pramantha, o instrumento usado para acender o fogo.

A raiz mand ou manth, implica movimento rotatório, e a palavra manthami (usada para denotar o processo de acender o fogo) adquiriu o sentido secundário de arrebatar; daí encontramos outra palavra da mesma origem, pramatha, significando roubo." Isso é muito engenhoso, mas talvez não inteiramente correto; além disso, há um elemento muito prosaico nisso. Sem dúvida, na natureza física, as formas superiores podem desenvolver-se das inferiores, mas dificilmente é assim no mundo do pensamento.

E como nos é dito que a palavra manthami passou para a língua grega e se tornou a palavra manthano, aprender; isto é, apropriar-se do conhecimento; donde prometheia, pré-conhecimento, pré-pensamento; podemos encontrar, ao pesquisar, uma origem mais poética para o "portador do fogo" do que aquela exibida em sua origem sânscrita.

A Suástica, o signo sagrado e o instrumento para acender o fogo sagrado, pode explicá-lo melhor.

"Prometeu, o portador do fogo, é o Pramantha personificado," continua o autor; "ele encontra seu protótipo no ariano Matarisvan, uma personagem . . . . divina, intimamente associada ao deus do fogo do Veda, Agni.

. . ." Mati, em sânscrito, é "entendimento," e um sinônimo de MAHAT e manas, e deve ter alguma importância na origem do nome: Promati é o filho de Fohat, e tem também sua história.


Deixando por algumas páginas o assunto principal, detenhamo-nos e vejamos qual possa ser o significado oculto desta, a mais antiga como é a mais sugestiva das alegorias tradicionais.

Como se relaciona diretamente com as primeiras raças, isto não será uma verdadeira digressão.

O assunto do drama de Ésquilo (a trilogia está perdida) é conhecido de todos os leitores cultos.

O semideus rouba dos deuses (os Elohim) o seu segredo — o mistério do fogo criador.

Por essa tentativa sacrílega, é fulminado por KRONOS e entregue a Zeus, o PAI e criador de uma humanidade que ele desejaria ver cega intelectualmente e animalesca; uma divindade pessoal, que não quer ver o HOMEM "como um de nós". Por isso, Prometeu, "o doador do fogo e da luz", é acorrentado no Monte Cáucaso e condenado a sofrer tortura.

Mas as Parcas triformes (Karma), cujos decretos, como diz o Titã, nem mesmo Zeus —

"Ele também, o pré-destinado, não pode escapar.

. . "

— ordenam que tais sofrimentos durarão apenas até o dia em que um filho de Zeus —

"Sim, um filho mais forte que o seu pai" (787)

" . . . . tal casamento ele prepara, Que do seu trono de poder ao nada O lançará; assim se cumprirá toda A maldição de seu pai Kronos . . . . . . . . Então que se assente Confiante em seus altos trovões, E empunhando com ambas as mãos o raio flamejante; Pois estes de nada valerão, mas falhará, Uma queda vergonhosa, insuportável . . . . " (v. 980).

"Épafo Negro" era o Dioniso-Sabázio, o filho de Zeus e de Deméter nos Mistérios Sabásicos, durante os quais o "pai dos deuses", assumindo a forma de uma Serpente, gerou em Deméter, Dioniso, ou o Baco solar.

Io é a lua, e ao mesmo tempo a EVA de uma nova raça, e assim também é Deméter — no presente caso.

O mito prometeico é uma profecia, de fato; mas não se relaciona a nenhum dos Salvadores cíclicos que apareceram periodicamente em vários países e entre várias nações, em suas condições transitórias de evolução.

Ele aponta para o último dos mistérios das transformações cíclicas, na série das quais a humanidade, tendo passado do estado etéreo ao estado físico sólido, da procriação espiritual à fisiológica, é agora conduzida adiante no arco oposto do ciclo, em direção àquela segunda fase de seu estado primitivo, quando a mulher não conhecia homem, e a progênie humana era criada, não gerada.

Esse estado retornará a ela e ao mundo em geral, quando este descobrir e realmente apreciar as verdades que subjazem a este vasto problema do sexo.

Será como "a luz que nunca brilhou sobre mar ou terra", e tem de vir aos homens através da Sociedade Teosófica.

Essa luz conduzirá adiante e para cima, à verdadeira intuição espiritual.

Então (como foi expresso uma vez em uma carta a um teósofo), "o mundo terá uma raça de Budas e Cristos, pois o mundo terá descoberto que os indivíduos têm em seus próprios poderes procriar filhos semelhantes a Budas — ou demônios." "Quando esse conhecimento vier, todas as religiões dogmáticas, e com estas os demônios, desaparecerão."

Se refletirmos sobre o desenvolvimento serial da alegoria, e o caráter dos heróis, o mistério pode ser decifrado.

KRONOS é, naturalmente, "tempo" em seu curso cíclico.

Ele engole seus filhos — a deuses pessoais dos dogmas exotéricos incluídos.


Ele engoliu, em vez de Zeus, seu ídolo de pedra; mas o símbolo cresceu, e só se desenvolveu na fantasia humana à medida que a humanidade ciclava para baixo, rumo apenas à sua perfeição física e intelectual — não espiritual.

Quando estiver tão avançada em sua evolução espiritual, Kronos não será mais enganado.

Em vez da imagem de pedra, ele terá engolido a própria ficção antropomórfica.

Porque a serpente da sabedoria, representada nos mistérios sabásios pelo Logos antropomorfizado, a unidade dos Poderes espiritual e físico, terá gerado no Tempo (Kronos) uma progênie — Dionísio-Baco ou o "Épafo escuro", o "poderoso" — a raça que o derrubará.

Onde ele nascerá? Prometeu traça sua origem e local de nascimento em sua profecia a Io. Io é a deusa-lua da geração — pois ela é Ísis e é Eva, a grande mãe. Ele traça o caminho das peregrinações (raciais) tão claramente quanto as palavras podem expressar. Ela deve deixar a Europa e ir ao continente da Ásia, alcançando lá o mais alto dos montes do Cáucaso (737), dizendo-lhe o Titã: —

"Quando tiveres cruzado a inundação, limite entre
Dois continentes, de frente para o Oriente ardente." (810)

que ela deve viajar para o leste, após passar pelo "Bósforo Cimério", e cruzar o que é evidentemente o Volga e agora Astracã, no Mar Cáspio.

Depois disso, ela encontrará "sopros ferozes do norte" e cruzará para a terra da "hoste arimaspa" (a leste da Cítia de Heródoto) para —

"O caudaloso fluxo de ouro de Plutão.

. . ."(825)

O que é corretamente conjecturado pelo Professor Newman como tendo significado o

II). Pode haver boa razão para isso. Em primeiro lugar, é a jornada e a peregrinação de lugar a lugar da raça da qual o "décimo", ou Kalki Avatar, assim chamado, deve surgir.

A isto ele chama a "raça real nascida em Argos" (888). Mas Argos não tem aqui referência a Argos na Grécia.

Vem de Arg ou arca — o poder gerador feminino simbolizado na lua — a Argha em forma de nave dos mistérios, significando a Rainha do Céu.

Eustathius mostra que, no dialeto dos argivos, Io significava a lua; enquanto o esoterismo a explica como o Andrógino divino, ou o místico 10; em hebraico, 10 é o número perfeito, ou Jeová.

Arghya, em sânscrito, é a taça de libação, o vaso naviforme ou em forma de barco, no qual flores e frutos são oferecidos às divindades.

Arghyanath é um título do Maha-Chohan, significando "o Senhor das Libações"; e Arghya Varsha — "a terra das libações" — é o nome misterioso daquela região que se estende do monte Kailas quase até o deserto de Schamo — de dentro da qual se espera o Kalki Avatar.

A Airyana-Varsedya dos zoroastrianos, como localidade, é idêntica a ela. Diz-se agora que estava situada entre o mar de Aral, o Baltistão e o pequeno Tibete; mas em tempos antigos sua área era muito maior, pois era o local de nascimento da humanidade física, da qual Io é a mãe e o símbolo.

O ERRO DE ARRIANO EXPLICADO.

Ural, o Arimaspi de Heródoto, sendo "os habitantes reconhecidos desta região dourada".

E aqui surge, entre os versículos 825 e 835, um enigma para todos os intérpretes europeus.

Diz o Titã: —

"A estes (Arimaspi e Grifos) não te aproximes; uma terra fronteiriça distante                      Tu alcançarás em seguida, onde habita uma raça morena                      Perto das fontes do Sol, onde está o rio Etíope;                      Ao longo de suas margens prossegue até atingires                      As poderosas corredeiras, onde das alturas de Biblos                      Puros goles de água sagrada Neilos envia . . . "

Ali Io foi ordenada a fundar uma colônia para si e para seus filhos.

Agora devemos ver como a passagem é interpretada.

Como Io é informada de que deve viajar para o leste até chegar ao rio Etíopes, que deve seguir até desaguar no Nilo — daí a perplexidade.

"De acordo com as teorias geográficas dos primeiros gregos", somos informados pelo autor da versão de "Prometeu Acorrentado",

"Esta condição foi cumprida pelo rio Indo.

Arriano (vi. i.) menciona que Alexandre, o Grande, ao preparar-se para navegar pelo Indo (tendo visto crocodilos no rio Indo, e em nenhum outro rio exceto o Nilo . . . ), pareceu a si mesmo ter descoberto as fontes do Nilo, como se o Nilo, nascendo em algum lugar da Índia, e fluindo através de muita terra deserta, e por isso perdendo seu nome Indo, em seguida . . . fluísse através de terra habitada, sendo agora chamado Nilo pelos etíopes daquelas partes e depois pelos egípcios."

Virgílio, na 4ª Geórgica, ecoa o erro absoluto" (p. 197, Vol. II).

Tanto Alexandre quanto Virgílio podem ter errado consideravelmente em suas noções geográficas; mas a profecia de Prometeu não pecou da mesma forma, nem ao menos — não, de qualquer modo, em seu espírito esotérico.

Quando uma certa raça é simbolizada, e os eventos pertinentes à sua história são renderizados alegoricamente, nenhuma precisão topográfica deve ser esperada no itinerário traçado para sua personificação.

No entanto, acontece que o rio "Ethiops" é certamente o Indo, e é também o Nil ou Nila.

É o rio nascido na montanha Kailas (céu), a morada dos deuses — 22.000 pés acima do nível do mar.

Era o rio Ethiops — e assim foi chamado pelos gregos, muito antes dos dias de Alexandre, porque suas margens, de Attock até Sind, eram povoadas por tribos geralmente referidas como os Etíopes Orientais.

Índia e Egito eram duas nações aparentadas, e os Etíopes Orientais — os poderosos construtores — vieram da Índia, como está bastante provado, espera-se, em "ÍSIS SEM VÉU". (Vol. I, p. 569-70).

Então, por que Alexandre, e até mesmo o erudito Virgílio, não poderiam ter usado a palavra Nilo ou Neilos ao falar do Indo, já que é um de seus nomes? Até hoje esse rio é chamado, nas regiões ao redor de Kala-Bagh, de nil (azul), e Nilah, "o rio azul". A água aqui é de cor azul tão escura que o nome dado a ela desde tempos imemoriais levou a uma pequena cidade em suas margens a ser chamada pelo mesmo nome.


Ela existe até hoje.

Evidentemente, Arriano — que escreveu muito depois dos dias de Alexandre, e que ignorava o antigo nome do Indo — caluniou inconscientemente o conquistador grego.

Nem nossos historiadores modernos são muito mais sábios, ao julgarem como o fazem. Pois frequentemente fazem as declarações mais abrangentes com base em meras aparências, tanto quanto seus antigos colegas fizeram nos velhos tempos, quando nenhuma enciclopédia ainda estava pronta para eles.

A raça de Io, "a donzela de chifres de vaca", é então simplesmente a primeira raça pioneira dos Etíopes trazida por ela do Indo ao Nilo (que recebeu seu nome em memória do rio-mãe dos colonos da Índia). Pois não diz Prometeu a Io que o sagrado Neilos (o deus, não o rio) —

. . . "Ele à terra, de três cantos, te guiará" — ou seja, ao Delta, onde seus filhos estão predestinados a fundar — . . . . . "aquela colônia distante . . ." (v. 830 e seguintes).

É lá que uma nova raça (os egípcios) começará, e uma "raça feminina" (873) que, "quinta em descendência" do sombrio Épafo —

"Cinquenta em número retornarão a Argos."

Então uma das cinquenta virgens falhará por amor e deverá —

" . . . Uma raça régia em Argos gerar                                                           . . . . . . . .                                                        Mas desta semente surgirão heróis destemidos,                                                        Famosos pelo arco, que me livrarão destes males."

Quando este herói surgirá, o Titã não revela; pois como ele observa: —

"Isto, para expor em detalhe, requer longo discurso."

Mesmo que seja um erro, assim se explica facilmente.

 Que Io é identicamente alegórica a Ísis e à lua é demonstrado por ela ser "dotada de chifres de vaca". A alegoria inegavelmente chegou à Grécia vinda da Índia, onde Vâch — "a vaca melodiosa" (Rig-Veda) "da qual a humanidade foi produzida" (Bhagavata Purâna) é mostrada no Aitareya Brâhmana como perseguida por seu pai Brahmâ, que foi movido por uma paixão ilícita e a transformou em um cervo.

Daí Io, recusando-se a ceder à paixão de Júpiter, torna-se "dotada de chifres". A vaca era em todos os países o símbolo do poder gerativo passivo da natureza, Ísis, Vâch, Vênus — a mãe do prolífico deus do amor, Cupido, mas, ao mesmo tempo, o do Logos cujo símbolo se tornou, com os egípcios e os indianos — o touro — como testemunham Ápis e os touros hindus nos templos mais antigos.

Na filosofia esotérica, a vaca é o símbolo da natureza criativa, e o Touro (seu bezerro) o espírito que a vivifica, ou "o Espírito Santo", como mostra o Sr. Kenealy.

Daí o símbolo dos chifres.

Estes também eram sagrados para os judeus, que colocavam perto do altar chifres de madeira de Shittim, ao agarrar os quais um criminoso garantia sua segurança.

FOI ESQUILO INICIADO?

Mas "Argos" é Arghya Varsha, a terra da libação dos antigos Hierofantes, de onde o libertador da Humanidade aparecerá, um nome que se tornou séculos depois o de sua vizinha, a Índia — a Arya-varta de outrora.

Que o assunto fazia parte dos mistérios sabásicos é atestado por vários escritores antigos: por Cícero (em Tuscul.

Qust.

I, ii. No. 20) e por Clemente de Alexandria (Strom.

I, ii., oper.

tom.)

1, p. 467 — Ed. Potter's). Os últimos escritores são os únicos que atribuem o fato de Ésquilo ter sido acusado pelos atenienses de sacrilégio e condenado a ser apedrejado até a morte, à sua verdadeira causa.

Eles dizem que, sendo ele próprio não iniciado, Ésquilo profanou os Mistérios ao expô-los em suas trilogias em um palco público. Mas ele teria incorrido na mesma condenação se tivesse sido iniciado — o que deve ter sido o caso, pois, caso contrário, ele teria, como Sócrates, tido um daimon para revelar-lhe o drama alegórico secreto e sagrado da iniciação.

De qualquer forma, não é o "pai da tragédia grega" quem inventou a profecia de Prometeu; pois ele apenas repetiu em forma dramática o que foi revelado pelos sacerdotes durante os MISTÉRIOS da Sabásia. Este último, no entanto, é um dos mais antigos festivais sagrados, cuja origem é até hoje desconhecida para a história.

Os mitologistas o conectam através de Mitras (o Sol, chamado Sabásio em alguns monumentos antigos) com Júpiter e Baco.

Mas nunca foi propriedade dos gregos, e sim data de tempos imemoriais.

Os tradutores do drama se perguntam como Ésquilo pôde se tornar culpado de tal "discrepância entre o caráter de Zeus como retratado no 'Prometeu Acorrentado' e o representado nos demais dramas." (Sra. A. Swanwick.)

Isso se deve justamente ao fato de que Ésquilo, como Shakespeare, foi e sempre será a "Esfinge" intelectual das eras.

Entre Zeus, a divindade abstrata do pensamento grego, e o Zeus Olímpico, havia um abismo.

Este último representava durante os Mistérios um princípio não mais elevado do que o aspecto inferior da inteligência física humana — Manas unido a Kama; Prometeu — seu aspecto divino fundindo-se e aspirando a Buddhi — a Alma divina.

Zeus era a alma humana e nada mais, sempre que mostrado cedendo às suas paixões inferiores — o Deus ciumento, vingativo e cruel em seu egotismo ou EU-SOU-DADE.

Portanto, Zeus é representado como uma serpente — o tentador intelectual do homem — que, no entanto, gera no curso de

 Sabásia era um festival periódico com mistérios celebrados em honra de alguns deuses, uma variante dos Mistérios Mitraicos.

A evolução inteira das raças foi realizada neles.


evolução cíclica o "Homem-Salvador", o Baco solar ou "Dionysos", mais que um homem.

Dionysos é uno com Osíris, com Krishna, e com Buda (o sábio celestial), e com o (décimo) Avatar vindouro, o Christos espiritual glorificado, que libertará o Christos sofredor (a humanidade, ou Prometeu, em seu julgamento). Isto, dizem as lendas bramânicas e búdicas, ecoadas pelos ensinamentos zoroastrianos e agora pelos cristãos (estes últimos apenas ocasionalmente), acontecerá no fim do Kaliyuga.

É somente após o aparecimento do Kalki-Avatar, ou Sosiosh, que o homem nascerá da mulher sem pecado.

Então Brahmâ, a divindade hindu; Ahura-Mazda (Ormazd), o zoroastriano; Zeus, o Don Juan greco-olipiano; Jeová, o deus tribal, ciumento, arrependido e cruel dos israelitas, e todos os seus semelhantes no panteão universal da fantasia humana — desaparecerão e se dissolverão no ar rarefeito.

E junto com estes desaparecerão suas sombras, os aspectos obscuros de todas essas divindades, sempre representadas como seus "irmãos gêmeos" e criaturas, na lenda exotérica, seu próprio reflexo na terra — na filosofia esotérica.

Os Ahrimans e Typhons, os Samaels e Satans, devem ser todos destronados naquele dia, quando toda paixão maligna e obscura for subjugada.

Há uma lei eterna na natureza, uma que sempre tende a ajustar os contrários e a produzir harmonia final.

É devido a essa lei do desenvolvimento espiritual, que supera o físico e o puramente intelectual, que a humanidade se libertará de seus falsos deuses e se encontrará finalmente — AUTORREDIMIDA.

Em sua revelação final, o antigo mito de Prometeu — cujos protótipos e antítipos são encontrados em toda teogonia antiga — permanece em cada uma delas na própria origem do mal físico, porque no limiar da vida física humana.

KRONOS é o "Tempo", cuja primeira lei é que a ordem das fases sucessivas e harmoniosas no processo de evolução durante o desenvolvimento cíclico deve ser estritamente preservada — sob a severa penalidade do crescimento anormal com todos os seus resultados consequentes.

Não estava no programa do desenvolvimento natural que o homem — embora seja o animal superior — se tornasse de imediato — intelectual, espiritual e psiquicamente — o semideus que é na terra, enquanto sua estrutura física permanece mais fraca, mais indefesa e mais efêmera do que a de quase qualquer mamífero gigante.

O contraste é grotesco e violento demais; o tabernáculo muito indigno de seu deus interior.

O dom de Prometeu tornou-se assim uma MALDIÇÃO — embora previsto e pressentido pela HOSTE personificada naquele personagem, como seu nome bem demonstra. É nisto que reside, ao mesmo tempo,

Prometeu o confessa no drama ao dizer:

"Oh! Éter sagrado, ventos de asas velozes . . . . Vede o que eu, um deus, dos deuses suporto ......... E ainda assim, que digo? Claramente previ Tudo o que devia acontecer . . . . . . . . O Destinado convém, Como melhor puder, suportar, pois bem sei Quão incontestável é a força do Destino . . . . (105)

"Destino" aqui significa KARMA, ou Nemesis.

UMA DAS FUNÇÕES DE ZEUS.

seu pecado e sua redenção.

Pois a Hoste que encarnou em uma porção da humanidade, embora conduzida a isso por Karma ou Nemesis, preferiu o livre-arbítrio à escravidão passiva, a dor intelectual autoconsciente e até mesmo a tortura "enquanto inúmeros tempos fluírem" — à beatitude inane, imbecil e instintual.

Sabendo que tal encarnação era prematura e não estava no programa da natureza, a hoste celestial, "Prometeu", ainda assim se sacrificou para beneficiar com isso, ao menos, uma porção da humanidade. Mas, ao salvar o homem das trevas mentais, infligiram-lhe as torturas da autoconsciência de sua responsabilidade — o resultado de seu livre-arbítrio — além de todos os males aos quais o homem mortal e a carne são herdeiros. Essa tortura Prometeu aceitou para si, pois a Hoste tornou-se doravante mesclada com o tabernáculo preparado para eles, que ainda não estava concluído naquele período de formação.

A evolução espiritual sendo incapaz de acompanhar o ritmo da física, uma vez que sua homogeneidade foi quebrada pela mistura, o dom tornou-se assim a causa principal, se não a origem única do Mal.

A alegoria que mostra Cronos amaldiçoando Zeus por destroná-lo (na era "dourada" primitiva de Saturno, quando todos os homens eram semideuses), e por criar uma raça física de homens fracos e indefesos em comparação; e então como entregando à vingança de Zeus o culpado, que despojou os deuses de sua prerrogativa de criação e que assim elevou o homem ao nível deles, intelectual e espiritualmente — é altamente filosófica.

No caso de Prometeu, Zeus representa a Hoste dos progenitores primordiais, dos PITAR, os "Pais" que criaram o homem sem sentido

A diferença intelectual entre o ariano e outras nações civilizadas e tais selvagens como os insulares dos Mares do Sul é inexplicável por quaisquer outros fundamentos.

Nenhuma quantidade de cultura, nem gerações de treinamento em meio à civilização, poderia elevar tais espécimes humanos como os bosquímanos, os vedas do Ceilão e algumas tribos africanas ao mesmo nível intelectual dos arianos, dos semitas e dos turanianos, como são chamados.

A "fagulha sagrada" está ausente neles, e são eles as únicas raças inferiores do globo, agora felizmente — graças à sábia disposição da natureza, que sempre trabalha nessa direção — rapidamente desaparecendo.

Verdadeiramente, a humanidade é "de um só sangue", mas não da mesma essência.

Somos as plantas de estufa, artificialmente aceleradas na natureza, tendo em nós uma fagulha que neles está latente.

A visão filosófica da metafísica indiana coloca a Raiz do Mal na diferenciação do Homogêneo no Heterogêneo, da unidade na pluralidade.


e sem qualquer mente; enquanto o Titã divino representa os criadores Espirituais, os devas que "caíram" na geração.

Os primeiros são espiritualmente inferiores, mas fisicamente mais fortes, do que os "prometeanos": portanto, os últimos são mostrados conquistados.

"A Hoste inferior, cuja obra o Titã estragou e assim derrotou os planos de Zeus", estava nesta terra em sua própria esfera e plano de ação; enquanto a Hoste superior era um exilado do Céu, que se enredara nas malhas da matéria.

Eles (a Hoste inferior) eram senhores de todas as forças Cósmicas e titânicas inferiores; o Titã superior possuía apenas o fogo intelectual e espiritual.

Este drama da luta de Prometeu com o tirano e déspota olímpico, o sensual Zeus, vê-se encenado diariamente dentro de nossa humanidade atual: as paixões inferiores acorrentam as aspirações superiores à rocha da matéria, para gerar em muitos casos o abutre da dor, do sofrimento e do arrependimento.

Em todo caso, vê-se uma vez mais —

"Um deus . . . em grilhões, de angústia pleno;                    O inimigo de Zeus, em ódio por todos tido.

. . . "

Um deus, privado até mesmo da suprema consolação de Prometeu, que sofreu em autossacrifício —

"Pois que aos homens trouxe mente demasiado afetuosa.

. ."

pois o Titã divino é movido pelo altruísmo, mas o homem mortal pelo Egoísmo e pelo Egotismo em todos os casos.

O Prometeu moderno tornou-se agora Epi-metheus, "aquele que vê apenas depois do evento"; porque a filantropia universal do primeiro degenerou há muito tempo em egoísmo e autoadoração.

O homem voltará a ser o livre Titã de outrora, mas não antes que a evolução cíclica tenha restabelecido a harmonia quebrada entre as duas naturezas — a terrestre e a divina; após o que ele se torna impermeável às forças titânicas inferiores, invulnerável em sua personalidade, e imortal em sua individualidade, o que não pode acontecer antes que todo elemento animal seja eliminado de sua natureza.

Quando o homem compreender que "Deus non fecit mortem" (Sab. I., 13), mas que foi o próprio homem quem a criou, ele se tornará novamente o Prometeu anterior à sua Queda.

Para o simbolismo completo de Prometeu e a origem deste mito na Grécia, o leitor é remetido à Parte II deste Volume, capítulo "Uma Segunda Chave para Prometeu", etc.

Na referida Parte — uma espécie de suplemento à presente seção — toda informação adicional é fornecida sobre aqueles dogmas que serão os mais controvertidos e questionados.

Esta obra é tão heterodoxa, quando confrontada com os padrões reconhecidos da teologia e da ciência moderna, que nenhuma prova que tenda a mostrar que esses padrões frequentemente usurpam uma autoridade ilegal deve ser negligenciada.

OS "BUDA DA CONFISSÃO".

FRAGMENTOS ADICIONAIS DE UM COMENTÁRIO SOBRE OS VERSOS DA ESTÂNCIA XII.

O MANUSCRITO do qual estas explicações adicionais são extraídas pertence ao grupo chamado "Tongshaktchi Sangye Songa", ou os Registros dos "Trinta e Cinco Budas de Confissão", como são exotericamente chamados.

Essas personagens, no entanto, embora chamadas na religião budista do norte de "Budas", podem muito bem ser chamadas de Rishis, ou Avatares, etc., pois são "Budas que precederam Sakyamuni" apenas para os seguidores do norte da ética pregada por Gautama.

Esses grandes Mahatmas, ou Budas, são uma propriedade universal e comum: são sábios históricos — de qualquer modo, para todos os Ocultistas que acreditam em tal hierarquia de Sábios, cuja existência lhes foi provada pelos eruditos da Fraternidade.

Eles são escolhidos entre cerca de noventa e sete Budas em um grupo, e cinquenta e três em outro, em sua maioria personagens imaginários, que são realmente as personificações dos poderes dos primeiros mencionados.

Esses "cestos" dos escritos mais antigos em "folhas de palmeira" são mantidos muito em segredo.

Cada manuscrito tem anexado a ele uma breve sinopse da história da sub-raça à qual o "Buddha-Lha" particular pertencia.

O manuscrito especial do qual os fragmentos que se seguem são extraídos, e então traduzidos para uma linguagem mais compreensível, diz-se ter sido copiado de tábuas de pedra que pertenceram a um Buda dos primórdios da Quinta Raça, que testemunhara o Dilúvio e a submersão dos principais continentes da raça atlante.

O dia em que muito, senão tudo, do que aqui é dado dos registros arcaicos será considerado correto, não está distante.

Então os simbolólogos modernos adquirirão a certeza de que até mesmo Odin, ou o deus Woden, o deus supremo na mitologia germânica e escandinava, é um desses trinta e cinco Budas; um dos mais antigos, de fato, pois o continente ao qual ele e sua raça pertenceram é também um dos mais antigos.

Tão antigo, na verdade, que nos dias em que a natureza tropical podia ser encontrada, onde agora jazem neves eternas que nunca derretem, podia-se cruzar quase por terra seca da Noruega via Islândia e Groenlândia, até as terras que atualmente cercam a Baía de Hudson. Assim como, nos dias áureos dos gigantes atlantes, os filhos dos "gigantes do Oriente", um peregrino podia realizar uma jornada do que em nossos dias é chamado de deserto do Saara, até as terras que agora repousam em sono sem sonhos no fundo das águas do Golfo do México e do Mar do Caribe.

Desses "Budas", ou os "Iluminados", os predecessores distantes de Gautama, o Buda, e que representam, somos ensinados, homens outrora vivos, grandes adeptos e santos, nos quais os "Filhos da Sabedoria" haviam encarnado, e que eram, por assim dizer, Avatares menores dos Seres Celestiais — apenas onze pertencem à raça atlante, e vinte e quatro à Quinta raça, desde seus primórdios.

Eles são idênticos aos Tirtankaras dos Jainas.


Eventos que nunca foram escritos fora da memória humana, mas que foram religiosamente transmitidos de uma geração a outra, e de raça a raça, podem ter sido preservados por transmissão constante "no volume do livro do cérebro", e através de inúmeros eões, com mais verdade e precisão do que dentro de qualquer documento ou registro escrito.

"Aquilo que é parte de nossas almas é eterno", diz Thackeray; e o que pode estar mais próximo de nossas almas do que aquilo que acontece nas auroras de nossas vidas? Essas vidas são inúmeras, mas a alma ou espírito que nos anima através dessas miríades de existências é o mesmo; e embora "o livro e o volume" do cérebro físico possa esquecer eventos dentro do escopo de uma vida terrestre, a massa de recordações coletivas jamais pode abandonar a alma divina dentro de nós. Seus sussurros podem ser suaves demais, o som de suas palavras distante demais do plano percebido por nossos sentidos físicos; contudo, a sombra dos eventos que foram, tanto quanto a sombra dos eventos que virão, está dentro de seus poderes perceptivos, e está sempre presente diante do olho de sua mente.

É essa voz da alma, talvez, que diz àqueles que creem na tradição mais do que na História escrita, que o que é dito abaixo é tudo verdade, e se relaciona a fatos pré-históricos.

Isto é o que está escrito em uma passagem: —

"OS REIS DA LUZ PARTIRAM EM IRA.

OS PECADOS DOS HOMENS TORNARAM-SE TÃO NEGROS QUE A TERRA ESTREMECE EM SUA GRANDE AGONIA.

. . . OS ASSENTOS AZUIS PERMANECEM VAZIOS.

QUEM DOS PARDOS, QUEM DOS VERMELHOS, OU AINDA ENTRE OS NEGROS (raças), PODE SENTAR-SE NOS ASSENTOS DOS BEM-AVENTURADOS, OS ASSENTOS DO CONHECIMENTO E DA MISERICÓRDIA! QUEM PODE ASSUMIR A FLOR DO PODER, A PLANTA DO CAULE DOURADO E A FLOR AZUL?"

É essa identidade que levou alguns arqueólogos americanos a sugerir que marinheiros noruegueses haviam descoberto a América há cerca de mil anos.

(Vide Holmboe's Traces de Bouddhisme en Norvege, p. 23). Não há dúvida de que a América é aquela "terra distante para a qual homens piedosos e tempestades violentas haviam transferido a doutrina sagrada", como um escritor chinês sugeriu por sua descrição a Neumann.

Mas nem o Professor Holmboe, de Estocolmo, nem os arqueólogos americanos adivinharam a idade correta dos montículos, ou dos túmulos.

O fato de que os noruegueses possam ter redescoberto a terra que seus antepassados há muito esquecidos acreditavam ter perecido no dilúvio geral, não conflita com aquele outro fato de que a Doutrina Secreta da terra que foi o berço do homem físico, e da Quinta Raça, havia encontrado seu caminho para o chamado Novo Mundo eras e eras antes da "Doutrina Sagrada" do Budismo.

OS REGISTROS MAIS ANTIGOS SOBRE A ATLÂNTIDA.

Os "Reis da Luz" é o nome dado em todos os antigos registros aos Soberanos das dinastias divinas.

Os "assentos azuis" são traduzidos como "tronos celestiais" em certos documentos.

A "flor do poder" é agora o Lótus; o que pode ter sido naquele período, quem pode dizer.

O escritor prossegue, como o posterior Jeremias, a lamentar o destino de seu povo.

Eles haviam sido privados de seus reis "azuis" (celestiais), e "os do tom deva", a compleição semelhante à lua, e "os do rosto refulgente (dourado)" partiram "para a terra da bem-aventurança, a terra do metal e do fogo"; ou — de acordo com as regras do simbolismo — para as terras situadas ao Norte e ao Leste, de onde "as grandes águas foram varridas, sugadas pela terra e dissipadas no ar." As raças sábias haviam percebido "os dragões negros da tempestade, invocados pelos dragões da sabedoria" — e "haviam fugido, liderados pelos resplandecentes Protetores da Terra Excelentíssima" — os grandes adeptos antigos, presumivelmente; aqueles a quem os hindus se referem como seus Manus e Rishis.

Um deles foi Vaivasvata Manu.

Os "do tom amarelo" são os progenitores daqueles que a Etnologia agora classifica como turanianos, os mongóis, chineses e outras nações antigas; e a terra para a qual fugiram não era outra senão a Ásia Central.

Ali nasceram raças inteiramente novas; ali viveram e morreram até a separação das nações.

Mas essa "separação" não ocorreu nem nas localidades atribuídas a ela pela ciência moderna, nem da maneira como os arianos são mostrados como tendo se dividido e separado pelo Sr. Max Muller e outros arianistas.

Quase dois terços de um milhão de anos se passaram desde aquele período.

Os gigantes de rosto amarelo do dia pós-atlante tiveram tempo amplo, ao longo desse confinamento forçado a uma parte do mundo, e com o mesmo sangue racial e sem qualquer nova infusão ou mistura nele, para se ramificar durante um período de quase 700.000 anos nos tipos mais heterogêneos e diversificados.

O mesmo é mostrado na África; em nenhum lugar existe uma variabilidade mais extraordinária de tipos, do negro ao quase branco, de homens gigantescos a raças anãs; e isso apenas por causa de seu isolamento forçado.

Os africanos nunca deixaram seu continente por várias centenas de milhares de anos.

Se amanhã o continente europeu desaparecesse e outras terras emergissem em seu lugar; e se as tribos africanas se separassem e se espalhassem pela face da terra, seriam elas que, daqui a cerca de cem mil anos, formariam a maior parte das nações civilizadas.

E são os descendentes daquelas de nossas altamente cultas nações, que poderiam ter sobrevivido em alguma ilha, sem quaisquer meios de cruzar os novos mares, que retrocederiam a um estado de relativa selvageria.

Assim, a razão dada para dividir a humanidade em raças superiores e inferiores cai por terra e torna-se uma falácia.


Tais são as afirmações feitas e os fatos apresentados nos registros arcaicos.

Confrontando-os e comparando-os com algumas teorias modernas da Evolução, menos a seleção natural (Vide "Seleção Fisiológica" de G. J. Romanes, F.R.S.), essas afirmações parecem bastante razoáveis e lógicas. Assim, enquanto os arianos são descendentes dos Adãos amarelos, a gigantesca e altamente civilizada raça atlanto-ariana, os semitas — e os judeus junto com eles — são os do Adão vermelho; e tanto de Quatrefages quanto os escritores do Gênesis Mosaico estão certos.

Pois, se o capítulo v do Primeiro Livro de Moisés pudesse ser comparado com as genealogias encontradas em nossa Bíblia Arcaica, o período de Adão até Noé seria ali encontrado mencionado, naturalmente sob nomes diferentes, sendo os respectivos anos dos Patriarcas transformados em períodos, com todo o conjunto mostrado como simbólico e alegórico.

No manuscrito em consideração, muitas e frequentes são as referências ao grande conhecimento e civilização das nações atlantes, mostrando a política de várias delas e a natureza de suas artes e ciências.

Se a Terceira Raça-Raiz, os Lemuro-Atlantes, já é mencionada como tendo sido afogada "com suas altas civilizações e deuses" ("Budismo Esotérico", p. 65), quanto mais o mesmo pode ser dito dos atlantes!

É da Quarta Raça que os primeiros arianos obtiveram seu conhecimento de "o feixe de coisas maravilhosas", o Sabha e o Mayasabha, mencionados no Mahabhârata, o presente de Mayâsur aos Pândavas.

É deles que aprenderam a aeronáutica, Viwan Vidya (o "conhecimento de voar em veículos aéreos") e, portanto, suas grandes artes de meteorografia e meteorologia.

É deles, novamente, que os arianos herdaram sua mais valiosa ciência das virtudes ocultas das pedras preciosas e outras, da química, ou melhor, da alquimia, da mineralogia, da geologia, da física e da astronomia.

Várias vezes a escritora colocou a si mesma a questão: "A história do Êxodo — em seus detalhes, pelo menos — como narrada no Antigo Testamento, é original? Ou é, como a história do próprio Moisés e muitas outras, simplesmente outra versão das lendas contadas sobre os atlantes?" Pois quem, ao ouvir a história contada sobre estes últimos, deixará de perceber a grande semelhança dos traços fundamentais? A ira do "Deus" pela obstinação de Faraó, sua ordem aos "escolhidos", antes de partirem, de despojar os egípcios de suas "jóias de prata e jóias de ouro" (Êxodo xi.); e finalmente os egípcios e seu Faraó afogados no Mar Vermelho (xiv.). Pois aqui está um fragmento da história anterior do Comentário:

A SENTENÇA DA ATLÂNTIDA.

. . . "E o 'grande Rei do Rosto Deslumbrante', o chefe de todos os Rostos Amarelos, estava triste, vendo os pecados dos Rostos Negros.

"Ele enviou seus veículos aéreos (Viwan) a todos os seus irmãos-chefes (chefes de outras nações e tribos) com homens piedosos dentro, dizendo: 'Preparai-vos.

Levantai-vos, homens da boa lei, e atravessai a terra enquanto (ainda) seca.'

'Os Senhores da tempestade estão se aproximando.

Suas carruagens estão se aproximando da terra.

Uma noite e dois dias apenas os Senhores do Rosto Sombrio (os Feiticeiros) viverão sobre esta terra paciente.

Ela está condenada, e eles têm de descer com ela.

Os senhores inferiores dos Fogos (os Gnomos e Elementais do fogo) estão preparando sua mágica Agneyâstra (armas de fogo trabalhadas por magia). Mas os Senhores do Olho Sombrio ("Mau Olhado") são mais fortes do que eles (os Elementais) e eles são os escravos dos poderosos.

Eles são versados em Ashtar (Vidya, o mais alto conhecimento mágico). Vinde e usai o vosso (isto é, vossos poderes mágicos, para neutralizar os dos Feiticeiros). Que todo senhor do Rosto Deslumbrante (um adepto da Magia Branca) faça com que o Viwan de todo senhor do Rosto Sombrio venha para suas mãos (ou posse), para que nenhum (dos Feiticeiros) possa por seu meio escapar das águas, evitar a vara dos Quatro, (deidades kármicas) e salvar seus ímpios' (seguidores, ou povo).

'Que todo rosto amarelo envie sono de si mesmo (mesmerizar?) para todo rosto negro.'

Que até eles (os Feiticeiros) evitem a dor e o sofrimento.

Que todo homem fiel aos Deuses Solares amarre (paralise) todo homem sob os deuses lunares, para que ele não sofra ou escape de seu destino.

'E que todo rosto amarelo ofereça de sua água da vida (sangue) ao animal falante de rosto negro, para que ele não desperte seu mestre.

'A hora chegou, a noite negra está pronta, etc., etc.

'Que seu destino se cumpra.

Somos os servos dos grandes Quatro.

Que os Reis da luz retornem.' "

Mas os originais em sânscrito foram perdidos na época do dilúvio parcial de nosso país." . . . (Ver Theosophist de junho de 1880, "Algumas Coisas que os Arianos Sabiam.") Para Agneyâstra, ver Specimens of the Hindu Theatre, de Wilson, I., p. 297.

 Alguma besta maravilhosa, artificialmente feita, semelhante em certos aspectos à criação de Frankenstein, que falava e avisava seu mestre de todo perigo iminente.

O mestre era um "mago negro"; o animal mecânico era informado por um djin, um Elemental, segundo os relatos.

O sangue de um homem puro somente poderia destruí-lo.

Ver Parte II, xxvii, "Sete em Astronomia, Ciência e Magia."

 Os quatro deuses kármicos, chamados os Quatro Maharajás nas Estâncias.


"O grande Rei caiu sobre sua Face deslumbrante e chorou.

. . .

"Quando os Reis se reuniram, as águas já haviam se movido.

. . .

"(Mas) as nações já haviam cruzado as terras secas.

Elas estavam além da marca d'água.

Seus Reis as alcançaram em seus Viwans, e as conduziram às terras de Fogo e Metal (Leste e Norte)."

Ainda assim, em outra passagem, é dito: —

" . . . . Estrelas (meteoros) choviam sobre as terras das Faces negras; mas eles dormiam.

"As bestas falantes (os vigias mágicos) permaneceram quietas.

"Os senhores inferiores aguardavam ordens, mas elas não vieram, pois seus mestres dormiam.

"As águas se ergueram e cobriram os vales de uma extremidade da Terra à outra.

As terras altas permaneceram; o fundo da Terra (as terras dos antípodas) permaneceu seco.

Ali habitaram os que escaparam; os homens de faces amarelas e de olhar reto (o povo franco e sincero)."

"Quando os Senhores das Faces Sombrias despertaram e se lembraram de seus Viwans para escapar das águas que subiam, descobriram que eles haviam desaparecido."

Em seguida, uma passagem mostra alguns dos magos mais poderosos da "Face Sombria" — que despertaram antes dos outros — perseguindo aqueles que os haviam "prejudicado" e que estavam na retaguarda, pois — "as nações que foram conduzidas eram tão numerosas quanto as estrelas da Via Láctea", diz um Comentário mais moderno, escrito apenas em sânscrito.

"Assim como uma serpente-dragão desenrola lentamente seu corpo, assim os Filhos dos homens, guiados pelos Filhos da Sabedoria, abriram seus círculos e, espalhando-se, expandiram-se como uma corrente de águas doces.

. . . . . muitos dos fracos de coração entre eles pereceram no caminho.

Mas a maioria foi salva."

No entanto, os perseguidores, "cujas cabeças e peitos se erguiam bem acima da água", perseguiram-nos "por três termos lunares" até que, finalmente alcançados pelas ondas que subiam, pereceram até o último homem, afundando o solo sob seus pés e a terra engolindo aqueles que a haviam profanado.

Isso soa muito como o material original sobre o qual a história semelhante no Êxodo foi construída muitas centenas de milhares de anos depois.

A biografia de Moisés, a história de seu nascimento, infância e resgate do Nilo pela filha do Faraó, agora se mostra ter sido adaptada da narrativa caldeia sobre Sargão.

E se assim for, sendo o tijolo assírio no Museu Britânico uma boa prova disso, por que não a dos judeus roubando os egípcios de suas joias, a morte do Faraó e seu exército, e assim por diante? Os magos gigantes de Ruta e Daitya, os "senhores da Face Sombria", podem ter se tornado, na narrativa posterior, os Magos egípcios, e as nações de faces amarelas da 429 LEMBRANÇAS SOMBRIAS DO PASSADO.

Quinta Raça, os virtuosos filhos de Jacó, o "povo escolhido". . . . Mais uma declaração deve ser feita: Houve várias Dinastias Divinas — uma série para cada Raça Raiz, começando com a Terceira, cada série de acordo e adaptada à sua Humanidade.

As últimas Sete Dinastias referidas nos registros egípcios e caldeus pertencem à Quinta Raça, que, embora geralmente chamada de ariana, não era inteiramente assim, pois sempre esteve amplamente misturada com raças às quais a Etnologia dá outros nomes.

Seria impossível, tendo em vista o espaço limitado de que dispomos, aprofundarmo-nos na descrição dos Atlantes, em quem todo o Oriente acredita tanto quanto acreditamos nos antigos egípcios, mas cuja existência a maioria dos cientistas ocidentais nega, como negaram, antes disso, muitas verdades, desde a existência de Homero até a do pombo-correio.

A civilização dos Atlantes foi ainda maior do que a dos egípcios.

São seus descendentes degenerados, a nação da Atlântida de Platão, que construíram as primeiras Pirâmides no país, e certamente antes do advento dos "etíopes orientais", como Heródoto chama os egípcios.

Isto pode ser bem inferido da declaração feita por Amiano Marcelino, que diz das Pirâmides que "há também passagens subterrâneas e refúgios sinuosos, que, segundo se diz, homens hábeis nos mistérios antigos, por meio dos quais adivinhavam a vinda de um dilúvio, construíram em diferentes lugares para que a memória de todas as suas cerimônias sagradas não se perdesse".

Esses homens que "adivinhavam a vinda de dilúvios" não eram egípcios, que nunca tiveram nenhum, exceto a cheia periódica do Nilo.

Quem eram eles? Os últimos remanescentes dos Atlantes, sustentamos.

Aquelas raças que são vagamente suspeitadas pela Ciência, e pensando nas quais o Sr. Ch. Gould, o conhecido geólogo, diz: "Podemos supor que esgotamos de todo o grande museu da natureza? Teremos nós, de fato, penetrado ainda além de suas antessalas? A história escrita do homem, compreendendo alguns milhares de anos, abrange todo o curso de sua existência inteligente? Ou temos nas longas eras míticas, que se estendem por centenas de milhares de anos, e registradas nas cronologias da Caldeia e da China, sombrias lembranças do homem pré-histórico, transmitidas pela tradição, e talvez transportadas por alguns sobreviventes para terras existentes a partir de outras, que, como a fabulosa (?) Atlântida de Platão, podem ter sido submersas, ou o cenário de algum grande cataclismo que as destruiu com toda a sua civilização" ("Monstros Míticos," p. 19).

Depois disso, pode-se voltar com mais confiança às palavras de um Mestre que escreveu, vários anos antes de estas palavras serem redigidas pelo Sr. Gould: — "A Quarta Raça teve seus períodos de altíssima civilização.

As civilizações grega e romana e até mesmo a egípcia nada são com- paradas às civilizações que começaram com a Terceira Raça" — após sua separação.


Mas se essa civilização e o domínio das artes e ciências são negados à Terceira e Quarta Raças, ninguém negará que entre as grandes civilizações da antiguidade, como as do Egito e da Índia, estenderam-se as eras sombrias de crassa ignorância e barbárie desde o início da era cristã até a nossa civilização moderna; período durante o qual toda a recordação dessas tradições se perdeu.

Como se diz em Ísis sem Véu: "Por que deveríamos esquecer que, eras antes de a proa do aventureiro genovês cortar as águas ocidentais, as embarcações fenícias haviam circunavegado o globo e espalhado civilização em regiões agora silenciosas e desertas? Que arqueólogo ousará afirmar que a mesma mão que planejou as Pirâmides do Egito, Karnak e os milhares de ruínas agora desmoronando no esquecimento nas margens arenosas do Nilo, não ergueu o monumental Nagkon-Wat do Camboja? Ou traçou os hieróglifos nos obeliscos e portas da aldeia indiana deserta, recentemente descoberta na Colúmbia Britânica por Lord Dufferin? Ou aqueles nas ruínas de Palenque e Uxmal, na América Central? Não falam alto as relíquias que guardamos em nossos museus — últimos mementos das longas 'artes perdidas' — em favor da civilização antiga? E não provam elas, repetidamente, que nações e continentes que desapareceram enterraram consigo artes e ciências, que nem o primeiro cadinho jamais aquecido em um claustro medieval, nem o último rachado por um químico moderno, reviveram, nem reviverão — pelo menos, no presente século."

E a mesma pergunta pode ser feita agora que foi feita então; pode-se perguntar mais uma vez: "Como acontece que o ponto de vista mais avançado que foi alcançado em nossos tempos apenas nos permite ver, na distância obscura do caminho alpino do conhecimento, as provas monumentais que exploradores anteriores deixaram para marcar os planaltos que haviam alcançado e ocupado?"

Se os mestres modernos estão tão à frente dos antigos, por que não nos restauram as artes perdidas de nossos antepassados pós-diluvianos? Por que não nos dão as cores inalteráveis de Luxor — o púrpura tírio; o vermelhão brilhante e o azul deslumbrante que decoram as paredes deste lugar, e são tão vivos quanto no primeiro dia de sua aplicação? O cimento indestrutível das pirâmides e dos aquedutos antigos; a lâmina de Damasco, que pode ser curvada como um saca-rolhas em sua bainha sem quebrar; os tons deslumbrantes e inigualáveis dos vitrais encontrados na poeira de ruínas antigas e que brilham nas janelas das catedrais antigas; e o segredo do verdadeiro vidro maleável? E se a química é tão incapaz de rivalizar até mesmo com os primeiros tempos medievais em algumas artes, por que se vangloriar de conquistas que, com toda probabilidade, eram perfeitamente conhecidas há milhares de anos? Quanto mais a arqueologia e a filologia avançam, mais humilhantes para o nosso orgulho são as descobertas feitas diariamente, e mais glorioso testemunho prestam em favor daqueles que, talvez por causa da distância de sua remota antiguidade, foram até agora considerados ignorantes tateantes no mais profundo lodacal da superstição.

Entre outras artes e ciências, os antigos — sim, como herança dos atlantes — possuíam as da astronomia e do simbolismo, que incluíam o conhecimento do Zodíaco.

Como já foi explicado, toda a antiguidade acreditava, com boa razão, que a humanidade e suas raças estão intimamente ligadas aos planetas, e estes aos signos zodiacais.

Toda a História do mundo está registrada nestes últimos.

Nos templos antigos do Egito, isso foi comprovado pelo Zodíaco de Dendera; mas, exceto em uma obra árabe, propriedade de um sufi, o escritor nunca encontrou uma cópia correta desses registros maravilhosos do passado, bem como do futuro, da história do nosso globo.

Contudo, os registros originais existem, inegavelmente.

Como os europeus não conhecem os verdadeiros Zodíacos da Índia, nem compreendem aqueles que por acaso conhecem (testemunha Bentley), aconselha-se ao leitor, a fim de verificar a afirmação, a consultar a obra de Denon (Viagens no Egito, Vol. II), na qual, se compreendida, os dois famosos Zodíacos egípcios podem ser encontrados e examinados.

Tendo-os visto pessoalmente, o escritor não precisa mais confiar no que outros estudiosos — que examinaram e estudaram ambos com muito cuidado — têm a dizer sobre eles.

Conforme afirmado pelos sacerdotes egípcios a Heródoto, que foi informado de que o Polo terrestre e o Polo da Eclíptica haviam outrora coincidido, assim foi isso encontrado e corroborado por Mackey. Pois ele declara que os Polos estão representados nos Zodíacos em ambas as posições, "E naquele que mostra os Polos (eixos polares) em ângulos retos, há marcas que provam que 'não foi a última vez que estiveram nessa posição; mas a primeira' — depois de os Zodíacos terem sido traçados." "Capricórnio," acrescenta ele, "está representado no Polo Norte, e Câncer está dividido, perto de seu meio, no Polo Sul; o que é uma confirmação de que originalmente eles tinham seu inverno quando o Sol estava em Câncer; mas as principais características de ser um monumento que comemora a primeira vez que o Polo estivera nessa posição são o Leão e a Virgem." (Ver na Parte II., "Um Mistério do Zodíaco.")

Calculado de forma ampla, acredita-se entre os egiptólogos que a grande Pirâmide foi construída em 3.000 a.C. (Ver Proctor, Knowledge, Vol. I. pp. 242, 400); e que Menes e sua Dinastia existiram 50 anos antes de a Quarta Dinastia (supostamente a que construiu as Pirâmides) ter aparecido ("A Grande Pirâmide," Staniland Wake). Assim, 4.100 anos a.C. é a idade atribuída a Menes.


Ora, a declaração de Sir J. Gardner Wilkinson de que "todos os fatos conduzem à conclusão de que os egípcios já haviam feito um progresso muito grande nas artes da civilização antes da era de Menes, e talvez antes de imigrarem para o vale do Nilo" (Rawlinson's "Heródoto," vol. ii. p. 345) é muito sugestiva, por destruir essa hipótese.

Ela aponta para uma grande civilização em tempos pré-históricos, e uma antiguidade ainda maior.

Os Schesoo-Hor ("os servos de Hórus") eram o povo que se estabelecera no Egito; e, como afirma M. G. Maspero, é a essa raça pré-histórica que "pertence a honra . . . de ter fundado as principais cidades do Egito, e estabelecido os santuários mais importantes." Isso foi antes da época da grande Pirâmide, e quando o Egito mal havia emergido das águas.

No entanto, "eles possuíam a forma hieroglífica de escrita peculiar aos egípcios, e deviam já ter consideravelmente avançado em civilização." Era, diz Lenormant, "o país dos grandes santuários pré-históricos, sedes do domínio sacerdotal, que desempenharam o papel mais importante na origem da civilização." Qual é a data atribuída a este povo? Ouvimos falar de 4.000, no máximo 5.000 anos a.C. (Maspero). Ora, afirma-se que é por meio do ciclo de 25.868 anos (o ano sideral) que se pode determinar o ano aproximado da ereção da Grande Pirâmide.

"Supondo que o longo e estreito corredor descendente fosse direcionado para a estrela polar dos construtores da pirâmide, os astrônomos mostraram que . . . . Alpha Draconis, a então estrela polar, estava na posição requerida por volta de 3.350 a.C., bem como em 2.170 a.C. (Proctor, citado por Staniland Wake.) Mas também nos dizem que "esta posição relativa de Alpha Draconis e Alcyone, sendo extraordinária . . . não poderia ocorrer novamente por um ano sideral inteiro" (ibid). Isso demonstra que, uma vez que o Zodíaco de Dendera mostra a passagem de três anos siderais, a Grande Pirâmide deve ter sido construída há 78.000 anos, ou, em qualquer caso, que essa possibilidade merece ser aceita pelo menos tão prontamente quanto a data posterior de 3.350 a.C.

Ora, no Zodíaco de um certo templo no extremo norte da Índia, como no Zodíaco de Dendera, encontram-se as mesmas características dos signos.

Aqueles que conhecem bem os símbolos e constelações hindus poderão descobrir, pela descrição do egípcio, se as indicações do tempo cronológico estão corretas ou não.

No Zodíaco de Dendera, conforme preservado pelos adeptos coptas e gregos egípcios modernos, e explicado de maneira um pouco diferente por Mackey, o Leão está sobre a Hidra e sua cauda é quase reta, apontando para baixo em um ângulo de quarenta ou cinquenta graus, posição esta que concorda com a conformação original dessas constelações.

"Mas em muitos lugares vemos o Leão (Simha),"

TEORIAS DE UM ADEPTO AUTODIDATA.

Mackey acrescenta, "com a cauda erguida sobre o dorso, terminando em cabeça de Serpente; mostrando assim que o Leão havia sido 'invertido'; o que, de fato, deve ter sido o caso com todo o Zodíaco e todas as outras Constelações, quando o Polo havia sido invertido."

Falando do Zodíaco Circular, também dado por Denon, ele diz: — Ali, "o Leão está de pé sobre a Serpente, e sua cauda formando uma curva para baixo, a partir do que se verifica que, embora seis ou setecentos mil anos devessem ter passado entre as duas posições, contudo, pouca diferença havia entre as constelações de Leão e da Hidra; enquanto Virgem é representada de maneira muito diferente nos dois.

No Zodíaco Circular, a Virgem está amamentando seu filho; mas parece que eles não tinham essa ideia quando o polo estava primeiramente no plano da Eclíptica; pois neste Zodíaco, como dado por Denon, vemos três Virgens entre o Leão e a Balança, a última das quais segura em sua mão uma espiga de trigo.

É muito de lamentar que haja neste Zodíaco uma quebra na figura na parte final de Leão e no início de Virgem, que tirou um Decanato de cada signo."

No entanto, o significado é claro, pois os três Zodíacos pertencem a três épocas diferentes: a saber, às últimas três raças familiares da quarta Sub-raça da quinta Raça Raiz, cada uma das quais deve ter vivido aproximadamente de 25 a 30.000 anos.

A primeira delas (os "Arianos-Asiáticos") testemunhou a ruína das últimas populações dos "gigantes Atlantes", que pereceram há cerca de 850.000 anos (os Continentes-Ilhas de Ruta e Daitya) perto do fim da Era Miocênica. A quarta sub-raça testemunhou a destruição do último remanescente dos Atlantes — os Ario-Atlantes na última ilha da Atlântida, ou seja, há cerca de 11.000 anos.

Para compreender isso, o leitor

É como se disséssemos "Asiáticos". Muitos, multiformes e variados eram os Atlantes, que representavam várias humanidades, e quase um número incontável de raças e nações, mais variados, na verdade, do que seriam os "Europeus" se esse nome fosse dado indistintamente às cinco partes existentes do mundo; o que, ao ritmo em que a colonização está progredindo, será o caso, talvez, em menos de dois ou trezentos anos.

Havia atlantes marrons, vermelhos, amarelos, brancos e negros; gigantes e anões (como algumas tribos africanas comparativamente o são, ainda hoje). Diz um mestre em "Budismo Esotérico", p. 64: "Na era Eocena, mesmo em sua primeira parte, o grande ciclo da quarta raça de homens, os (Lemuro-)Atlantes, já havia atingido seu ponto mais alto (de civilização), e o grande continente, pai de quase todos os continentes atuais, mostrava os primeiros sintomas de afundamento.

. . ." E na página 70, mostra-se que Atlantis como um todo pereceu durante o período Mioceno.

Para mostrar como os continentes, raças, nações e ciclos se sobrepõem uns aos outros, basta pensar em Lemúria, cujas últimas terras pereceram cerca de 700.000 anos antes do início do período Terciário (ver p. 65 da mesma obra), e as últimas de "Atlantis" apenas 11.000 anos atrás; assim, ambos se sobrepõem — um ao período atlante, e o outro ao ariano.


pede-se ao leitor que observe o diagrama da árvore genealógica da Quinta Raça Raiz — geralmente, embora dificilmente corretamente, chamada de raça ariana, e as explicações anexadas a ele.

Que o leitor recorde bem o que é dito sobre as divisões das Raças Raízes e a evolução da Humanidade nesta obra, e declarado clara e concisamente no "Budismo Esotérico" do Sr. Sinnett.

1. Há sete RONDAS em cada manvantara; esta é a Quarta, e estamos na Quinta Raça Raiz, atualmente.

2. Cada Raça Raiz tem sete sub-raças.

3. Cada sub-raça tem, por sua vez, sete ramificações, que podem ser chamadas de raças ramificadas ou "familiares".

4. As pequenas tribos, brotos e rebentos das últimas são inumeráveis e dependem da ação cármica.

Examine a "árvore genealógica" aqui anexada, e você compreenderá.

A ilustração é puramente diagramática, e destina-se apenas a auxiliar o leitor a obter um ligeiro entendimento do assunto, em meio à confusão que existe entre os termos que foram usados em diferentes épocas para as divisões da Humanidade.

Tenta-se também aqui expressar em números — mas apenas dentro de limites aproximados, para fins de comparação — a duração de tempo através da qual é possível distinguir definitivamente uma divisão de outra.

Seria apenas levar a uma confusão desesperadora se qualquer tentativa fosse feita para dar datas precisas a algumas; pois as Raças, Sub-Raças, etc., etc., até suas menores ramificações, sobrepõem-se e entrelaçam-se umas com as outras até que é quase impossível separá-las.

A Raça humana tem sido comparada a uma árvore, e isso serve admiravelmente como ilustração.

O tronco principal de uma árvore pode ser comparado à RAÇA-RAIZ (A). 435                                                              ILUSTRAÇÃO DAS RAÇAS.

Seus galhos maiores, às várias SUB-RAÇAS; em número de sete (B1, B2).

Em cada um desses galhos há sete RAMOS, OU RAÇAS-FAMÍLIA.

(C).

Depois disso, a planta-cacto é uma ilustração melhor, pois suas "folhas" carnudas são cobertas de espinhos agudos, cada um dos quais pode ser comparado a uma nação ou tribo de seres humanos.

Agora, nossa Quinta Raça-Raiz já existe — como uma raça *sui generis* e bastante livre de seu tronco parental — há cerca de 1.000.000 de anos; portanto, deve-se inferir que cada uma das quatro Sub-Raças precedentes viveu aproximadamente 210.000 anos; assim, cada Raça-Família tem uma existência média de cerca de 30.000 anos.

Desse modo, a "Raça-Família" europeia ainda tem muitos milhares de anos pela frente, embora as nações, ou os inúmeros espinhos sobre ela, variem a cada "estação" sucessiva de três ou quatro mil anos.

É um tanto curioso notar a aproximação comparativa de duração entre as vidas de uma "Raça-Família" e um "ano sideral".

O conhecimento do exposto, e a divisão precisamente correta, faziam parte integrante dos Mistérios, onde essas Ciências eram ensinadas aos discípulos, e onde eram transmitidas de um hierofante a outro.

Todos sabem que os astrônomos europeus atribuem (de modo bastante arbitrário) a data da invenção do Zodíaco egípcio aos anos 2000 ou 2400 a.C. (Proctor); e insistem em que essa invenção coincide em sua data com a da ereção da Grande Pirâmide.

Isso, para um ocultista e astrônomo oriental, deve parecer bastante absurdo.

Diz-se que o ano do Kaliyuga começou entre 17 e 18 de fevereiro do ano 3102 a.C. Ora, os hindus afirmam que no ano 20400 antes do Kaliyugam, a origem de seu Zodíaco coincidia com o equinócio da primavera — havendo na época uma conjunção do Sol e da Lua — e Bailly provou, por meio de um longo e cuidadoso cálculo dessa data, que, mesmo se fictícia, a época da qual partiram para estabelecer o início de seu Kaliyuga era muito real.

"Essa época é o ano 3102 antes de nossa era", escreve ele.

(Veja Parte III., Livro I. "Astronomia Hindu defendida por um Acadêmico".) O eclipse lunar ocorrendo apenas uma quinzena após o início da Era Negra — ocorreu em um ponto situado entre a Espiga de Trigo de Virgem e a estrela T (q) da mesma constelação.

Um de seus Ciclos mais esotéricos baseia-se em certas conjunções e respectivas posições de Virgem e das Plêiades — (Krittika). Assim, como os egípcios trouxeram seu Zodíaco do Sul da Índia e de Lanka, o significado esotérico era evidentemente idêntico.

As três "Virgens", ou Virgem em três posições diferentes, significavam, para ambos, o registro das três primeiras "Dinastias divinas ou astronômicas", que ensinaram à Terceira Raça-Raiz; e após terem abandonado os atlantes ao seu destino, retornaram (ou redescenderam, antes) durante a terceira Sub-Raça da Quinta, a fim de revelar à humanidade salva os mistérios de seu local de nascimento — os Céus siderais.


O mesmo registro simbólico das raças humanas e das três Dinastias (Deuses, Manes — astrais semidivinos da Terceira e Quarta, e os "Heróis" da Quinta Raça), que precederam os reis puramente humanos, foi encontrado na distribuição dos níveis e passagens do Labirinto Egípcio.

Como as três inversões dos Polos, naturalmente, mudaram a face do Zodíaco, um novo teve de ser construído a cada vez.

Na "Sphinxiad" de Mackey, as especulações do ousado autor devem ter horrorizado a porção ortodoxa da população de Norwich, pois ele diz, de maneira bastante fantástica: —

"Mas, afinal, o maior período de tempo registrado por esses monumentos (o Labirinto, as Pirâmides e os Zodíacos) não excede cinco milhões de anos (o que não é assim); o que fica aquém dos registros que nos são dados tanto pelos (esotéricos) chineses quanto pelos hindus; esta última nação registrou um conhecimento do tempo por sete ou oito milhões de anos; o que vi sobre um talismã de porcelana.

. . . "

Os sacerdotes egípcios possuíam os Zodíacos do Atlante Asura-Maya, como os hindus modernos ainda os possuem.

Como afirmado em "Budismo Esotérico", os egípcios, assim como os gregos e "romanos" há alguns milhares de anos, eram "remanescentes dos Atlanto-Arianos", ou seja, os primeiros, dos mais antigos, ou dos atlantes de Ruta; os últimos nomeados, os descendentes da última raça daquela ilha, cujo súbito desaparecimento foi narrado a Sólon pelos Iniciados egípcios.

A dinastia humana dos antigos egípcios, começando com Menes, possuía todo o conhecimento dos Atlantes, embora não houvesse mais sangue atlante em suas veias.

No entanto, eles haviam preservado todos os seus registros arcaicos.

Tudo isso foi demonstrado há muito tempo.

E é justamente porque o Zodíaco egípcio tem entre 75 e 80.000 anos que o Zodíaco dos gregos é muito posterior.

Volney apontou corretamente em suas "Ruínas dos Impérios" (p. 360) que ele tem apenas 16.984 anos, ou, até a data presente, 17.082.

Os primeiros, portanto, podem ter registrado o tempo por sete ou oito milhões de anos, mas os egípcios não puderam.

Esta questão foi amplamente contestada, e tão amplamente discutida e respondida.

Veja "Cinco Anos de Teosofia".

(Art.

"O Budismo Esotérico do Sr. Sinnett," pp. 325-46).

Volney diz que, como Áries estava em seu 15º grau em 1447 a.C., segue-se que o primeiro grau de "Libra" não poderia ter coincidido com o equinócio vernal mais tarde do que 15.194 anos a.C., ao qual, se você adicionar 1790 depois de Cristo, quando Volney escreveu isso, parece que 16.984 anos se passaram desde a origem (grega ou melhor, helênica) do Zodíaco.

MAIS NOS PRÓXIMOS VOLUMES.

CONCLUSÃO.

O espaço nos impede de dizer mais qualquer coisa, e esta parte da "Doutrina Secreta" tem de ser encerrada.

As quarenta e nove Estâncias e os poucos fragmentos dos Comentários que acabamos de dar são tudo o que pode ser publicado nestes volumes.

Estes, com alguns registros ainda mais antigos — aos quais apenas os mais elevados Iniciados têm acesso — e uma biblioteca inteira de comentários, glossários e explicações, formam a sinopse da gênese do Homem.

É dos Comentários que até agora citamos e tentamos explicar o significado oculto de algumas das alegorias, mostrando assim as verdadeiras visões da antiguidade esotérica sobre geologia, antropologia e até etnologia.

Esforçar-nos-emos na Parte que se segue para estabelecer uma conexão metafísica ainda mais estreita entre as raças mais antigas e seus Criadores, os homens divinos de outros mundos; acompanhando as afirmações apresentadas com as mais importantes demonstrações do mesmo em Astronomia e Simbolismo esotéricos.

No Volume III.

desta obra (o referido volume e o IVº estando quase prontos) será dada uma breve história de todos os grandes Adeptos conhecidos pelos antigos e modernos em sua ordem cronológica, assim como uma visão panorâmica dos Mistérios, seu nascimento, crescimento, declínio e morte final — na Europa.

Isso não poderia encontrar lugar na presente obra.

O Volume IV será quase inteiramente dedicado aos ensinamentos ocultos.

A duração dos períodos que separam, no espaço e no tempo, a Quarta da Quinta Raça — nos começos históricos ou mesmo lendários desta última — é demasiado tremenda para que possamos oferecer, mesmo a um Teosofista, quaisquer relatos mais detalhados sobre eles.

Durante o curso das eras pós-diluvianas — marcadas em certos períodos cíclicos pelos mais terríveis cataclismos — demasiadas raças e nações nasceram e desapareceram quase sem deixar vestígio, para que alguém possa oferecer qualquer descrição do menor valor a respeito delas.

Se os Mestres da Sabedoria possuem uma história consecutiva e completa de nossa raça desde seu estágio incipiente até os tempos atuais; se possuem o registro ininterrupto do homem desde que ele se tornou o ser físico completo e, por isso, o rei dos animais e senhor desta terra — não cabe à escritora dizer.

Muito provavelmente eles a possuem,

Assim, a Guerra de Troia é um evento histórico; e embora menos de 1.000 anos a.C. seja a data que lhe é atribuída, na verdade está mais próxima de 6.000 do que de 5.000 anos a.C.


e tal é a nossa própria convicção pessoal.

Mas, se assim for, esse conhecimento é apenas para os mais elevados Iniciados, que não tomam seus estudantes como confidentes.

A escritora pode, portanto, dar apenas aquilo que ela mesma foi ensinada, e nada mais.

Mas mesmo isso parecerá ao leitor profano antes um estranho e fantástico sonho do que uma realidade possível.

Isso é apenas natural e como deve ser, pois durante anos tal foi a impressão causada na humilde escritora destas páginas ela mesma.

Nascida e criada em países europeus, práticos e presumivelmente civilizados, ela assimilou o que precede com a máxima dificuldade.

Mas há provas de certo caráter que se tornam irrefutáveis e são inegáveis a longo prazo, para toda mente sincera e imparcial.

Por uma série de anos, tais provas foram oferecidas a ela, e agora ela tem a plena certeza de que nosso atual globo e suas raças humanas devem ter nascido, crescido e se desenvolvido desta, e não de outra maneira.

Mas esta é a visão pessoal da escritora; e não se pode esperar que sua ortodoxia tenha mais peso do que qualquer outra "doxia", aos olhos daqueles para quem toda teoria nova é heterodoxa até que se prove o contrário.

Portanto, nós, Ocultistas, estamos plenamente preparados para perguntas como estas: "Como se sabe que a escritora não inventou todo o esquema? E supondo que não o tenha inventado, como se pode afirmar que tudo o que foi dito acima, conforme dado nas Estâncias, não é produto da imaginação dos antigos? Como poderiam eles ter preservado os registros de tamanha, de tão incrível antiguidade?"

A resposta de que a história deste mundo desde sua formação até seu fim "está escrita nas estrelas", isto é, está registrada no Zodíaco e no Simbolismo Universal cujas chaves estão sob a guarda dos Iniciados, dificilmente satisfará os céticos.

A antiguidade do Zodíaco no Egito é muito duvidada, e é negada terminantemente no que diz respeito à Índia.

"Suas conclusões são frequentemente excelentes, mas suas premissas são sempre duvidosas", disse certa vez à escritora um amigo profano.

A isso, veio a resposta de que era ao menos um ponto ganho sobre os silogismos científicos.

Pois, com exceção de alguns problemas do domínio da ciência puramente física, tanto as premissas quanto as conclusões dos homens de Ciência são tão hipotéticas quanto quase invariavelmente errôneas.

E se não assim parecem ao profano, a razão é simplesmente esta: o dito profano está muito pouco ciente, tomando como toma seus dados científicos por fé, de que tanto premissas quanto conclusões são geralmente produto dos mesmos cérebros, os quais, por mais eruditos que sejam, não são infalíveis; uma truísmo demonstrado diariamente pelas constantes mudanças e remanejamentos das teorias e especulações científicas.

Seja como for, os registros dos templos, zodiacais e tradicionais, bem como os registros ideográficos do Oriente, como lidos pelos

CIÊNCIA MODERNA DESACREDITADA.

Os adeptos da Ciência Sagrada e da Vidya não são nem um pouco mais duvidosos do que a chamada história antiga das nações europeias, agora editada, corrigida e ampliada por meio século de descobertas arqueológicas, e as leituras muito problemáticas dos tijolos assírios, fragmentos cuneiformes e hieróglifos egípcios.

Assim, nossos dados baseiam-se nas mesmas leituras, além de um número quase inesgotável de obras secretas das quais a Europa nada sabe — mais o perfeito conhecimento pelos Iniciados do simbolismo de cada palavra assim registrada.

Alguns desses registros pertencem a uma antiguidade imensa.

Todo arqueólogo e paleontólogo conhece as produções ideográficas de certas tribos semi-selvagens que, desde tempos imemoriais, visaram a expressar seus pensamentos simbolicamente.

Este é o modo mais antigo de registrar eventos e ideias.

E quão antigo é esse conhecimento na raça humana pode ser inferido de alguns sinais, evidentemente ideográficos, encontrados em machados do período paleolítico.

As tribos de índios americanos, há apenas alguns anos, relativamente falando, petitionaram ao Presidente dos Estados Unidos para que lhes concedesse a posse de quatro pequenos lagos, sendo a petição escrita na minúscula superfície de um pedaço de tecido, coberto com apenas uma dúzia de representações de animais e pássaros.

(Veja Lubbock.) Os selvagens americanos têm uma série de tais diferentes tipos de escrita, mas nenhum de nossos cientistas ainda está familiarizado, ou mesmo conhece o antigo cifrador hieroglífico, ainda preservado em algumas Fraternidades, e nomeado no Ocultismo como Senzar.

Além disso, todos aqueles que decidiram considerar tais modos de escrita — por exemplo, os ideogramas dos índios americanos, e mesmo os caracteres chineses — como "tentativas das raças primitivas da humanidade de expressar seus pensamentos não instruídos", decididamente objetarão à nossa afirmação de que a escrita foi inventada pelos Atlantes, e não de modo algum pelos Fenícios.

De fato, tal alegação de que a escrita era conhecida pela humanidade muitos centenas de milênios atrás, em face dos filólogos que decretaram que a escrita era desconhecida nos dias de Pânini, na Índia, e também para os gregos no tempo de Homero, será recebida com desaprovação geral, se não com desprezo silencioso.

Apesar de toda negação e ridicularização, os Ocultistas manterão a afirmação, e simplesmente por esta razão: de Bacon até a nossa moderna Sociedade Real, temos um período longo demais, repleto dos mais ridículos erros cometidos pela Ciência, para justificar que acreditemos nas suposições científicas modernas em vez das negações de nossos Mestres.

A escrita, dizem nossos cientistas, era desconhecida de Pânini; e, no entanto, este sábio compôs uma gramática que contém 3.996 regras, e é a mais perfeita de todas as gramáticas que já foram feitas! Pânini é apresentado como tendo vivido apenas alguns séculos antes de Cristo, pelos mais liberais; e as rochas no Irã e na Ásia Central (de onde os filólogos e historiadores nos mostram os ancestrais do mesmo Pânini, os brâmanes, vindo para a Índia) estão cobertas de escrita, com dois e três mil anos de idade (12.000, segundo alguns paleontólogos destemidos).


A escrita era uma *ars incognita* nos dias de Hesíodo e Homero, segundo Grote, e desconhecida dos gregos até 770 a.C.; e os fenícios, que a haviam inventado e conheciam a escrita desde 1500 a.C., no mínimo, viviam entre os gregos, e com eles se misturavam o tempo todo! Todas essas conclusões científicas e contraditórias desapareceram, no entanto, no ar, quando Schliemann descobriu (a) o sítio da antiga Troia, cuja existência real havia sido por tanto tempo considerada uma fábula; e (b), escavou nesse sítio vasos de cerâmica com inscrições em caracteres desconhecidos dos paleontólogos e dos sânscritistas que tudo negam.

Quem negará agora Troia, ou essas inscrições arcaicas? Como testemunha o Professor Virchow: — "Eu mesmo fui testemunha ocular de duas dessas descobertas, e ajudei a reunir os artefatos.

Os caluniadores foram silenciados há muito tempo, que não se envergonhavam de acusar o descobridor de impostura." Nem as mulheres verídicas foram poupadas mais do que os homens verídicos.

Du Chaillu, Gordon-Cumming, Madame Merian, Bruce, e uma série de outros foram acusados de mentir.

Madame Merian — diz o autor de "Monstros Míticos", que fornece essa informação na Introdução — foi acusada de falsidade deliberada em referência à sua descrição de uma aranha que come pássaros há quase duzentos anos.

Mas hoje em dia observadores confiáveis confirmaram isso em relação à América do Sul, à Índia e a outros lugares.

Audubon foi acusado por botânicos de ter inventado a ninfeia amarela, que ele figurou em seus Pássaros do Sul sob o nome de Nympha lutea, e após ter permanecido sob a imputação por anos, foi confirmado finalmente pela descoberta da flor há muito perdida na Flórida em 1876 (Pop. Sci. Monthly, No. 60, abril de 1877). E, assim como Audubon foi chamado de mentiroso por isso, e por seu Holitus Washingtonii, assim Victor Hugo foi ridicularizado por . . . . sua maravilhosa pintura em palavras do polvo, e sua descrição de um homem se tornando sua vítima indefesa.

"A coisa foi ridicularizada como uma impossibilidade; contudo, dentro de poucos anos foram descobertos, nas costas de Terra Nova, lulas com braços se estendendo por trinta pés de comprimento, e capazes de arrastar um barco de bom tamanho para baixo da superfície; e sua ação foi reproduzida por séculos passados . . . . por artistas japoneses." ("Monstros Míticos," p. 11 Introd.).

É um fato histórico que Sanchoniathon compilou e escreveu em caracteres fenícios — a partir de anais e documentos de Estado nos arquivos das cidades fenícias mais antigas — o registro completo de sua religião em 1250 a.C. Prof. Virchow, no Apêndice I de Ilios de Schliemann. Murray, 1880. Gosse escreve sobre este último: "Ela é considerada uma herege completa, não devendo ser acreditada, uma fabricante de história natural insalubre, uma inventora de fatos falsos na ciência." ("Romance da História Natural," p. 227.) Dr. Cover escreve: "Aquela famosa ave de Washington era um mito; ou Audubon estava enganado, ou então, como alguns não hesitam em afirmar, ele mentiu sobre isso."

UMA NEGAÇÃO EM MASSA.

E se Troia foi negada, e considerada um mito; a existência de Herculano e Pompeia declarada uma ficção; as viagens de Marco Polo ridicularizadas e chamadas de fábula tão absurda quanto um dos contos do Barão de Munchausen, por que a escritora de "Ísis sem Véu" e da "Doutrina Secreta" deveria ser tratada melhor? O Sr. Charles Gould, o autor do volume acima citado, cita em sua excelente obra algumas linhas de Macmillan (1860), que são tão verdadeiras quanto a vida, e demasiado pertinentes para não serem reproduzidas: "Quando um naturalista, seja visitando tais pontos da terra que ainda estão fora do caminho, seja por sua boa sorte, encontra uma planta ou animal muito estranho, ele é imediatamente acusado de inventar sua caça."

. . . . . . Tão logo se descobre que a criatura pecou contra a preconcepção, o grande Espírito (des?)orientador, a priori por nome, que fornece aos filósofos sua onisciência pro re natâ, sussurra que tal coisa não pode existir, e imediatamente surge a acusação de embuste.

Os próprios céus têm sido acusados de embustes.

Quando Leverrier e Adams predisseram um planeta por cálculo, foi gravemente afirmado em alguns círculos que o planeta que havia sido calculado não era o planeta, mas outro que clandestina e indevidamente se introduzira na vizinhança do corpo verdadeiro.

A disposição para suspeitar de embuste é mais forte do que a disposição para embustear.

Quem foi que primeiro anunciou que os escritos clássicos da Grécia e de Roma eram um enorme embuste perpetrado pelos monges naquilo que o anunciante estaria tão pouco ou menos inclinado do que o Dr. Maitland a chamar de "Idade das Trevas"? (p. 13).

Assim seja. Nenhum descrente que tome a "Doutrina Secreta" por um "embuste" é forçado ou mesmo solicitado a dar crédito às nossas afirmações.

Estas já foram proclamadas como tais por certos jornalistas americanos muito inteligentes antes mesmo de a obra ir para a imprensa.

Nem é, afinal, necessário que alguém acredite nas Ciências Ocultas e nos antigos ensinamentos, antes de se saber algo ou mesmo

desta obra ainda não haviam deixado minha mesa de escrita, e a Doutrina Secreta era totalmente desconhecida do mundo, ela já estava sendo denunciada como produto do meu cérebro e nada mais.

Estes são os termos lisonjeiros com os quais o Evening Telegraph (da América) se referiu a esta obra ainda inédita em sua edição de 30 de junho de 1888: "Entre os livros fascinantes para a leitura de julho está o novo livro da Sra.

Blavatsky sobre Teosofia . . . (!) a DOUTRINA SECRETA.

. . . Mas porque ela pode remontar à ignorância brâmane . . . (! ?) . . . isso não é prova de que tudo o que ela diz é verdade." E uma vez dado o veredito preconceituoso com base na noção equivocada de que meu livro havia sido publicado, e que o resenhista o havia lido, o que não era nem poderia ser o caso, agora que ele realmente foi publicado, o crítico terá que sustentar sua primeira afirmação, correta ou não, e assim se safar, provavelmente com uma crítica mais contundente do que nunca.


acredita em sua própria alma.

Nenhuma grande verdade foi jamais aceita a priori, e geralmente passava-se um século ou dois antes que ela começasse a cintilar na consciência humana como uma verossimilhança possível, exceto em casos como o da descoberta positiva da coisa reivindicada como fato.

As verdades de hoje são as falsidades e os erros de ontem, e vice-versa.

É somente no século XX que partes, senão a totalidade, da presente obra serão vindicadas.

Não é um fato que vá contra nossas afirmações, portanto, mesmo que Sir John Evans afirme que a escrita era desconhecida na idade da pedra.

Pois ela pode ter sido desconhecida durante esse período na quinta raça ariana, e ter sido perfeitamente conhecida pelos atlantes da quarta, nos dias áureos de sua mais alta civilização.

Os ciclos de ascensão e queda das nações e raças estão aí para explicar isso.

Se nos disserem que já houve casos de pseudografias forjadas sendo impingidas aos crédulos, e que nossa obra pode ser classificada com a "Bíblia na Índia" de Jacolliot (na qual, aliás, há mais verdades entre seus erros do que se encontram nas obras de orientalistas ortodoxos e reconhecidos) — a acusação e a comparação nos desanimarão muito pouco.

Aguardamos o nosso tempo.

Mesmo o famoso "Ezour-Veda" do século passado, considerado por Voltaire "o mais precioso presente do Oriente ao Ocidente", e por Max Müller "o livro mais tolo que se pode ler", não é de todo desprovido de fatos e verdades. Os casos em que as negações a priori de especialistas foram justificadas por corroborações subsequentes formam apenas uma porcentagem insignificante daqueles que foram plenamente vindicados por descobertas posteriores, e confirmados para grande consternação dos eruditos objetores.

"Ezour-Veda" foi um osso de contenda muito pequeno comparado ao triunfo de Sir William Jones, Anquetil de Perron e outros na questão do sânscrito e sua literatura.

Tais fatos são registrados pelo próprio Professor Max Müller, que, falando do desconcerto de Dugald Stewart e companhia a esse respeito, declara que "se os fatos sobre o sânscrito fossem verdadeiros, Dugald Stewart era sábio demais para não ver que as conclusões deles extraídas eram inevitáveis."

Ele, portanto, negou totalmente a realidade de uma língua como o sânscrito e escreveu seu famoso ensaio para provar que o sânscrito havia sido composto tomando como modelo o grego e o latim, por aqueles arquifalsificadores e mentirosos, os brâmanes, e que toda a literatura sânscrita era uma impostura" (Science of Language, p. 168). O escritor está perfeitamente disposto e se orgulha de fazer companhia a esses brâmanes e a outros "mentirosos" históricos, na opinião de nossos modernos Dugald Stewarts.

Ela viveu por tempo demais, e sua experiência foi variada e pessoal demais, para que não conhecesse ao menos algo da natureza humana.

"Quando duvidares, abstém-te", diz o sábio Zoroastro,

PARADOXOS DA CIÊNCIA.

cujo aforismo prudente se vê corroborado em todos os casos pela vida diária e pela experiência.

Contudo, como São João Batista, esse sábio das Eras passadas é encontrado pregando no deserto, em companhia de um filósofo mais moderno, a saber, Bacon, que oferece a mesma inestimável porção de sabedoria prática.

"Na contemplação", diz ele (em qualquer questão de Conhecimento, acrescentamos), "se um homem começa com certezas, terminará em dúvidas; mas se se contentar em começar com dúvidas, terminará em certezas."

Com esse conselho do pai da Filosofia inglesa aos representantes do ceticismo britânico, deveríamos encerrar o debate, mas nossos leitores teosóficos têm direito a uma derradeira informação oculta.

Bastante foi dito para mostrar que a evolução em geral, os acontecimentos, a humanidade e tudo o mais na Natureza procedem em ciclos.

Falamos de sete Raças, cinco das quais quase completaram sua carreira terrena, e afirmamos que cada Raça-Raiz, com suas sub-raças e inúmeras divisões familiares e tribos, era inteiramente distinta da raça que a precedeu e da que a sucedeu.

Isso será contestado, com base na experiência uniforme no que tange à Antropologia e à Etnologia.

O homem — exceto na cor e no tipo, e talvez numa diferença nas peculiaridades faciais e na capacidade craniana — foi sempre o mesmo sob todos os climas e em todas as partes do mundo, dizem os naturalistas: sim, até na estatura.

Isso, ao mesmo tempo em que sustentam que o homem descende do mesmo ancestral desconhecido que o macaco, uma alegação logicamente impossível sem uma variação infinita de estatura e forma, desde sua primeira evolução como bípede.

As próprias pessoas lógicas que sustentam ambas as proposições são bem-vindas às suas visões paradoxais.

Mais uma vez nos dirigimos apenas àqueles que, duvidando da derivação geral dos mitos da "contemplação das obras visíveis da natureza externa" . . . . pensam que "é menos difícil acreditar que essas maravilhosas histórias de deuses e semideuses, de gigantes e anões, de dragões e monstros de todas as descrições, são transformações, do que acreditar que sejam invenções". É somente a tais "transformações" na natureza física, tanto quanto na memória e nas concepções de nossa humanidade atual, que a Doutrina Secreta ensina.

Ela confronta as hipóteses puramente especulativas da Ciência moderna, baseadas na experiência e nas observações exatas de meramente alguns séculos, com a tradição ininterrupta e os registros de seus Sanctuários; e, varrendo esse tecido de teorias semelhantes a teias de aranha, fiadas na escuridão que cobre um período de mal alguns milênios atrás, e que os europeus chamam de sua "História", a Ciência Antiga nos diz: Ouvi, agora, a minha versão das memórias da Humanidade.

As Raças humanas nascem umas das outras, crescem, desenvolvem-se, tornam-se velhas e morrem.


Suas sub-raças e nações seguem a mesma regra.

Se a vossa ciência moderna e a chamada filosofia, que tudo negam, não contestam que a família humana é composta de uma variedade de tipos e raças bem definidos, é somente porque o fato é inegável; ninguém diria que não há diferença externa entre um inglês, um negro africano e um japonês ou chinês.

Por outro lado, é formalmente negado pela maioria dos naturalistas que raças humanas mistas, isto é, os germes para raças inteiramente novas, ainda se formem em nossos dias.

Mas isso é sustentado com boas razões por de Quatrefages e alguns outros.

No entanto, nossa proposição geral não será aceita.

Dir-se-á que, quaisquer que sejam as formas pelas quais o homem passou no longo Passado pré-histórico, não há mais mudanças para ele (salvo certas variações, como as atuais) no futuro.

Portanto, que nossas Sexta e Sétima Raças Raízes são ficções.

A isso se responde novamente: Como sabeis? Vossa experiência é limitada a alguns milhares de anos, a menos de um dia em toda a idade da Humanidade e aos tipos atuais dos continentes e ilhas reais de nossa Quinta Raça.

Como podeis dizer o que será ou não será? Enquanto isso, tal é a profecia dos Livros Secretos e suas declarações nada incertas.

Desde o início da Raça Atlante, muitos milhões de anos se passaram, e ainda assim encontramos os últimos atlantes, ainda misturados com o elemento ariano, há 11.000 anos.

Isso demonstra a enorme sobreposição de uma raça sobre a raça que a sucede, embora, em caráter e tipo externo, a mais velha perca suas características e assuma os novos traços da raça mais jovem.

Isso se comprova em todas as formações de raças humanas mistas.

Agora, a filosofia oculta ensina que, mesmo agora, sob nossos próprios olhos, a nova Raça e as novas raças estão se preparando para se formar, e que é na América que a transformação ocorrerá, e já começou silenciosamente.

Anglo-saxões puros há apenas trezentos anos, os americanos dos Estados Unidos já se tornaram uma nação à parte e, devido a uma forte mistura de várias nacionalidades e casamentos inter-raciais, quase uma raça *sui generis*, não apenas mentalmente, mas também fisicamente.

"Toda raça mista, quando uniforme e estabelecida, tem sido capaz de desempenhar o papel de uma raça primária em novos cruzamentos", diz de Quatrefages.

"A humanidade, em seu estado atual, foi assim formada, certamente, em sua maior parte, pelo cruzamento sucessivo de um número de raças atualmente indeterminado" ("A Espécie Humana", p. 274.)

Assim, os americanos se tornaram, em apenas três séculos, uma "raça primária", *pro tem.*, antes de se tornarem uma raça à parte, e fortemente separada de todas as outras raças atualmente existentes.

Eles são, em suma, os germes da sexta sub-raça e, em mais algumas centenas de anos, se tornarão

A NOVA RAÇA VINDOURA.

decididamente os pioneiros daquela raça que deve suceder à presente sub-raça europeia, ou quinta sub-raça, em todas as suas novas características.

Depois disso, em cerca de 25.000 anos, eles lançarão os preparativos para a sétima sub-raça; até que, em consequência de cataclismos — a primeira série daqueles que um dia devem destruir a Europa e, ainda mais tarde, toda a raça ariana (afetando assim ambas as Américas), bem como a maioria das terras diretamente ligadas aos confins de nosso continente e ilhas — a Sexta Raça Raiz terá aparecido no palco de nossa Ronda.

Quando será isso? Quem sabe, exceto os grandes Mestres da Sabedoria, talvez, e eles permanecem tão silenciosos sobre o assunto quanto os picos cobertos de neve que se elevam acima deles.

Tudo o que sabemos é que ela surgirá silenciosamente; tão silenciosamente, de fato, que por longos milênios seus pioneiros — as crianças peculiares que se tornarão homens e mulheres peculiares — serão considerados anômalos *lusus naturae*, aberrações físicas e mentais.

Então, à medida que aumentarem, e seus números crescerem a cada era, um dia despertarão para se descobrirem em maioria.

São os homens atuais que então começarão a ser considerados mestiços excepcionais, até que estes, por sua vez, desapareçam nas terras civilizadas; sobrevivendo apenas em pequenos grupos nas ilhas — os picos montanhosos de hoje — onde vegetarão, degenerarão e, finalmente, morrerão, talvez daqui a milhões de anos, como os astecas morreram, como os Nyam-Nyam e os anões Moola Koorumba das colinas de Nilghiri estão morrendo.

Todos estes são remanescentes de raças outrora poderosas, cuja lembrança de existência se extinguiu por completo da memória das gerações modernas, assim como nós desapareceremos da memória da Humanidade da Sexta Raça.

A Quinta Raça sobrepor-se-á à Sexta por muitas centenas de milênios, mudando com ela mais lentamente do que seu novo sucessor, ainda mudando em estatura, físico geral e mentalidade, assim como a Quarta se sobrepôs à nossa raça ariana, e a Terceira se sobrepusera aos atlantes.

Este processo de preparação para a sexta grande Raça deve durar por toda a sexta e sétima sub-raças (*vide supra*, o diagrama da Árvore Genealógica da Quinta Raça). Mas os últimos remanescentes do Quinto Continente não desaparecerão até algum tempo após o nascimento da nova Raça; quando outra e nova morada, o sexto continente, terá surgido acima das novas águas na face do globo, de modo a receber o novo estranho.

Para ela também emigrarão e se estabelecerão todos aqueles que forem suficientemente afortunados para escapar do desastre geral.

Quando isso ocorrerá — como foi dito — não cabe ao escritor saber.

Apenas, como a natureza não procede por saltos e sobressaltos súbitos, assim como o homem não muda repentinamente de criança para homem maduro, o cataclismo final será precedido por muitas submersões e destruições menores, tanto por ondas quanto por fogos vulcânicos.

O pulso exultante pulsará alto no coração da raça agora na zona americana, mas não haverá mais americanos quando a Sexta Raça começar; não mais, de fato, do que europeus; pois eles terão se tornado agora uma nova raça, e muitas novas nações.


No entanto, a Quinta não morrerá, mas sobreviverá por um tempo: sobrepondo-se à nova Raça por muitas centenas de milhares de anos vindouros, ela se transformará com ela — mais lentamente do que seu novo sucessor — ainda que se altere completamente em mentalidade, físico geral e estatura.

A humanidade não voltará a crescer em corpos gigantescos como no caso dos Lemurianos e dos Atlantes; porque, enquanto a evolução da quarta raça conduziu estes últimos ao próprio fundo da materialidade em seu desenvolvimento físico, a Raça atual está em seu arco ascendente; e a Sexta crescerá rapidamente para além de seus laços de matéria, e até mesmo de carne.

Assim, é a humanidade do Novo Mundo — um mundo de longe mais antigo que o nosso Velho, fato que os homens também esqueceram — de Pâtâla (os Antípodas, ou o Mundo Inferior, como a América é chamada na Índia), cuja missão e Carma é semear as sementes para uma Raça vindoura, mais grandiosa e muito mais gloriosa do que qualquer uma das que conhecemos atualmente.

Os Ciclos da Matéria serão sucedidos por Ciclos de Espiritualidade e por uma mente plenamente desenvolvida.

Pela lei da história e das raças paralelas, a maioria da humanidade futura será composta de gloriosos Adeptos.

A humanidade é filha do Destino cíclico, e nenhuma de suas unidades pode escapar de sua missão inconsciente, ou livrar-se do fardo de seu trabalho cooperativo com a natureza.

Assim, a humanidade, raça após raça, realizará sua peregrinação cíclica designada.

Os climas mudarão, e já começaram a mudar, cada ano tropical após o outro descartando uma sub-raça, mas apenas para gerar outra raça superior no ciclo ascendente; enquanto uma série de outros grupos menos favorecidos — os fracassos da natureza — desaparecerão, como alguns homens individuais, da família humana sem sequer deixar um rastro.

Tal é o curso da Natureza sob o domínio da LEI KÁRMICA: da Natureza sempre presente e sempre em devir.

Pois, nas palavras de um Sábio, conhecido apenas por poucos Ocultistas: — "O PRESENTE É FILHO DO PASSADO; O FUTURO, GERADO PELO PRESENTE.

E, CONTUDO, Ó MOMENTO PRESENTE! NÃO SABES TU QUE NÃO TENS PAIS, NEM PODE TER UM FILHO; QUE ESTÁS SEMPRE GERANDO APENAS A TI MESMO? ANTES MESMO DE COMEÇARES A DIZER 'SOU A PROGÊNIE DO MOMENTO PASSADO, O FILHO DO PASSADO', TU TE TORNASTE ESSE PRÓPRIO PASSADO.

ANTES DE PRONUNCIARES A ÚLTIMA SÍLABA, EIS! TU NÃO ÉS MAIS O PRESENTE, MAS VERDADEIRAMENTE ESSE FUTURO."

ASSIM, SÃO O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO, A TRINDADE ETERNAMENTE VIVA EM UM — A MAHAMAYA DO ABSOLUTO É."